Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e característicasMarta comenta: “Navarro, recentemente li uma reportagem sobre o investimento em títulos públicos e fiquei curiosa sobre a realidade deste investimento, se ele é interessante e como faço para começar a investir. O Tesouro Direto é um investimento voltado para que perfil de investidor? Qualquer um pode investir em títulos? Qual o valor inicial do investimento? Como funcionam as rentabilidades? Obrigada pelo apoio”.

Foi realizada ontem, dia 19/01/2011, a primeira reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) sob o comando de Alexandre Tombini, presidente do Banco Central e integrante do governo da presidenta Dilma Rousseff. Na ocasião, decidiu-se por elevar a Taxa Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) em 0,5%, passando de 10,75% para 11,25%, maior patamar desde março de 2009.

A Taxa Selic é utilizada como um índice balizador para operações financeiras entre bancos e entre governo e investidores[bb]. Assim, seu aumento faz subir também a rentabilidade geral de produtos de renda fixa, entre eles os títulos públicos federais que compõem o chamado Tesouro Direto. O texto de hoje pretende explicar melhor o que são títulos públicos federais, suas alternativas de investimento, detalhes de operação (compra e venda) e expectativas para o ano de 2011.

O que são títulos públicos federais?
Títulos públicos são ativos de renda fixa cujo objetivo é viabilizar a captação de recursos para: a) financiar o déficit orçamentário; b) refinanciar a dívida pública; e c) realizar operações para fins específicos, definidos em lei. A emissão dos títulos envolve duas autoridades econômicas brasileiras:

  • Tesouro Nacional, responsável pela gestão da dívida pública federal (interna ou externa), que emite os títulos em caráter de Política Fiscal. Você pode entender melhor o tema clicando aqui;
  • Banco Central (BC), responsável por operar os títulos públicos federais, que faz a compra e/ou venda dos títulos no mercado secundário como parte da Política Monetária. Você pode entender melhor o tema clicando aqui.

Como são feitas as emissões?
Os títulos são emitidos através de três formas:

  • Emissões diretas para finalidades específicas definidas em lei, normalmente usadas com objetivos de securitização de dívidas, renegociação de dívidas com Estados e Municípios e nos chamados Programas Especiais (FIES, por exemplo);
  • Ofertas públicas voltadas para instituições financeiras (leilões), onde os participantes propõem até cinco ofertas para cada um dos títulos oferecidos. Neste caso, não é o Tesouro Nacional que determina o preço do título, como no Tesouro Direto;
  • Ofertas públicas para pessoas físicas (Tesouro Direto), em sistema de venda direta com o apoio da CBLC (Casa Brasileira de Liquidação e Custódia).

Qual o montante mínimo em Reais necessário para investir no Tesouro Direto?
Não existe um valor financeiro mínimo, mas sim uma quantidade mínima de títulos: 0,2 título. Ou seja, você pode comprar a fração de um título. Em termos financeiros, essa fração corresponde a cerca de R$ 180,00. Saiba que também existe um valor máximo: R$ 400 mil por mês. Experimente acessar o simulador de operações com títulos públicos disponibilizado pelo Tesouro.

Qual o risco envolvido no investimento em títulos públicos?
A compra de um título público significa, usando palavras simples, emprestar dinheiro para o governo. A chance do país quebrar ou decretar um calote é remota, o que faz do Tesouro Direto um dos insvestimentos[bb] conservadores de menor risco existentes hoje em dia. Mas é importante conhecer bem os riscos em suas outras formas:

  • Risco de crédito: possibilidade de o governo dar um calote na dívida interna, ou seja, nos títulos públicos comprados através do Tesouro Direto. Tal possibilidade existe, mas é difícil de ocorrer no cenário econômico atual, conquistado depois de muito esforço;
  • Risco de liquidez: risco de tentar vender o título antes do vencimento e não haver compradores. Na prática, esse risco não existe, pois o governo recompra semanalmente os títulos a preço de mercado. Ele não tem obrigação de recomprá-los, mas o faz;
  • Risco operacional: possibilidades de fraudes nos sistemas de negociação dos Agentes de Custódia e/ou CBLC. Ainda que exista essa possibilidade, todas as transações são registradas (depósito, compra, venda) mediante exigência federal, o que praticamente anula essa chance;
  • Risco de mercado: Está relacionado à possibilidade de o investidor ter um retorno baixo ou mesmo perder parte do capital investido por conta das variações de preços dos títulos até sua data de vencimento. É o risco que mais chama atenção do investidor, mas não difere muito das aplicações conservadoras existentes no mercado.

Quais os títulos públicos disponíveis e suas características?
São quatro as modalidades de título disponíveis e seus tipos variam de acordo com o perfil do investidor e tempo de investimento (curto e médio prazo). Para aplicações de curto prazo, estão disponíveis as Letras do Tesouro, nas opções LFT (Letra Fiananceira do Tesouro) e LTN (Letra do Tesouro Nacional). Para o médio prazo estão disponíveis a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B) e NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F).

O site do Tesouro Direto mantém uma tabela atualizada com as rentabilidades de cada um dos títulos. As características são:

  • Letra Financeira do Tesouro (LFT): É um título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (Taxa Selic). O resgate do principal e dos juros ocorre no vencimento do título. Indicada para investidores de perfil mais conservador, requer atenção à flutuação da Taxa Selic;
  • Letra do Tesouro Nacional (LTN): É um título com rentabilidade definida no momento da compra, com o resgate do valor do título na data do vencimento do mesmo. Cada título é adquirido com deságio e possui o valor de resgate de R$ 1.000,00, no vencimento. Indicada para investidores de perfil menos conservador que acredita que a taxa prefixada será maior que a Taxa Selic praticada nos meses e anos seguintes. Atenção ao rendimento, que é nominal, isto é, o investidor pode ter rentabilidade líquida bastante baixa (até negativa) se a inflação subir demais;
  • Nota do Tesouro Nacional – série B (NTN-B): É um título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento dos juros é semestral e o resgate do valor nominal atualizado ocorre na data de vencimento do título. Indicada para investidores de perfil conservador, já que garante rentabilidade real e possibilidade de fluxo de rendimentos periódicos (cupons semestrais). Título bastante recomendado para aposentadoria e objetivos de médio prazo;
  • NTN-B Principal: É um título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acrescida de juros definidos no momento da compra. Não há pagamento de cupom de juros semestral e o resgate do valor nominal atualizado ocorre na data de vencimento do título. Indicada ao investidor conservador, proporciona rentabilidade real e é mais prática que a NTN-B pois seu cálculo é simplificado em relação à NTN-B. A NTN-B Principal não incorre em necessidade de reinvestimento (não paga juros semestrais), tendo uma data futura como única preocupação do investidor.
  • Nota do Tesouro Nacional – série F (NTN-F): É um título com a rentabilidade definida, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento dos juros é semestral e o resgate do principal ocorre na data de vencimento do título. Indicada para investidores de perfil menos conservador, pois traz rentabilidade nominal (podendo ser baixa ou negativa em caso de alta da inflação). Não tem sido emitida recentemente.

Quais são os custos/taxas envolvidos no investimento em títulos públicos?
A CBLC cobra taxa de custódia de 0,4% ao ano sobre o valor de compra, referente aos serviços de guarda dos títulos, saldos e movimentação dos investidores. Além disso, há uma taxa cobrada pelo Agente de Custódia (o banco ou corretora que você escolheu para o cadastro) que varia de 0% a 4,5% ao ano. A média é de 0,3% ao ano.

Logo, aplicando diretamente nos títulos públicos federais você terá um custo médio de 0,7% ao ano, percentual muito menor que a taxa de administração comumente cobrada em fundos de renda fixa conservadores (cuja carteira é composta majoritariamente de títulos públicos). O site do Tesouro Direto mantém uma seção atualizada com o ranking dos Agentes de Custódia, onde você pode conhecer a taxa cobrada por cada um deles.

Como investir em títulos públicos federais através do Tesouro Direto?
As dúvidas sobre como começar a negociar títulos públicos são recorrentes e vou tentar abordar o básico das operações através de explicações objetivas, porém completas. Cabe ressaltar que a página do Tesouro Direto – www.tesourodireto.gov.br – apresenta excelentes explicações ilustradas sobre como começar a negociar, além de um tutorial usando animações que é autoexplicativo.

O primeiro passo deve ser a realização de seu cadastro de investidor junto ao chamado Agente de Custódia, que pode ser o banco em que você tem conta ou uma corretora de valores. Note que este cadastro é diferente do simples cadastro de correntista para o caso dos bancos de varejo, ou seja, você precisará entrar em contato com seu gerente de relacionamento e pedir o cadastro como investidor para negociar títulos públicos. Se não sabe se o seu banco ou corretora é um Agente de Custódia registrado, acesse a lista completa com os nomes de todos eles.

Depois de realizado o cadastro, você receberá uma senha por e-mail. Esta senha será associada ao seu CPF. Com as informações de cadastro, você deve acessar a página de login do sistema de compra e venda de títulos – https://seguro.cblc.com.br/tesourodireto/ – e entrar no sistema com seu CPF e senha. Há casos de sistemas integrados do Agente de Custódia (normalmente corretoras) em que você realiza a compra e venda diretamente no sistema da instituição;

A operação a partir do sistema é bastante simples, bastando você digitar o código do Agente de Custódia e então escolher, dentre os títulos disponíveis, aquele no qual você quer investir. A partir de então você verá a tela de apuração do valor para compra do título escolhido. Ali constam o preço do título e alguns campos para facilitar sua operação. Se você quer investir R$ 500,00, basta digitar este valor no campo “Valor Total” e apertar o botão “Calcular Quantidade”. Se preferir comprar digitando a quantidade de títulos, use a opção “Calcular Total”.

Atenção para o dinheiro disponível para a compra dos títulos. Depois de selecionada e concluída a operação de compra é impossível cancelar a operação e voltar atrás. O débito do valor correspondente à compra é realizado no dia útil seguinte à operação (D+1) na conta que você informou no cadastro junto ao Agente de Custódia. Tenha em mente que se não possuir os recursos mediante essa regra, seu cadastro será suspenso por trinta dias. Em caso de reincidência, a punição passa a ser seis meses de suspensão.Uma segunda reincidência causará três anos de suspensão.

O processo de venda ocorre de forma semelhante ao da compra. Você escolhe o Agente de Custódia, escolhe o título que deseja vender e define o montante da venda (se todos os títulos ou parte). A venda antecipada dos títulos no site do Tesouro Direto é processada entre 9h da quarta-feira (Dia 0) e 17h da quinta-feira (Dia 1), semanalmente.

Você pode consultar o passo a passo das operações de compra e venda disponível no site do Tesouro Direto e acompanhar as telas do sistema de negociação, além de exemplos práticos de títulos e negociações de acordo com o perfil do investidor. Além disso, consulte também o seu banco e/ou corretora de uso frequente para entender melhor que tipo de informações você precisa passar para iniciar seus investimentos em títulos públicos.

E a tributação ? Imposto de Renda?
A regra é a mesma usada nos fundos de renda fixa. A lei 11.033, de 21 de dezembro de 2004, diz que as alíquotas são de:
  • I – 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias;
  • II – 20% (vinte por cento), em aplicações com prazo de 181 (cento e oitenta e um) dias até 360 (trezentos e sessenta) dias;
  • III – 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de 361 (trezentos e sessenta e um) dias até 720 (setecentos e vinte) dias;
  • IV – 15% (quinze por cento), em aplicações com prazo acima de 720 (setecentos e vinte) dias.

Espero que o texto tenha sido claro o suficiente sobre o potencial, vantagens e características do investimento em títulos públicos através do Tesouro Direto. Trata-se de uma forma segura, conservadora, inteligente e muito rentável de proteger seu capital e investir seu dinheiro.

Fórum Dinheirama Social
Se você quiser tirar dúvidas específicas sobre o investimento em títulos públicos, finanças pessoais e investimentos em geral, acesse www.dinheirama.com/social e faça parte de nosso fórum de discussões. O cadastro é gratuito, leva pouco tempo e permite que você faça perguntas, colabore nas discussões e conheça pessoas com interesses semelhantes aos seus. Participe!

Outras sugestões de leitura sobre Tesouro Direto:

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Conrado Navarro
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Comentários

  • Anônimo
  • Reinaldo

    Navarro, como o tesouro direto tem tributação do imposto de renda, mesmo assim é mais vantajoso que a poupança que não tem tributação?

    • Reinaldo, tudo jóia? Olha, eu vejo sim como mais vantajoso porque a rentabilidade líquida é maior. A conta que você precisa fazer é: retorno do título menos as taxas envolvidas menos o IR no período ainda é maior que a rentabilidade da poupança? Para as condições atuais, dá para ter em carteira títulos que rendem 10% líquido ao ano (aliquota média de 20% do IR). Ou seja, 3% mais que a poupança.
      Grande abraço.

  • Paulo Rogério

    Olá Conrado.

    Existe também a NTN.B Principal.

    Abraços.

    Paulo Rogério

    • Oi Paulo Rogério, obrigado pelo feedback. Por alguma razão não passei os dados da NTN-B Principal de meu arquivo para o site. Falha minha. Acabei de completar as informações, incluindo a NTN-B Principal, uma das mais interessantes opções para o longo prazo. Valeu.
      Abraço.

  • Pingback: Tweets that mention Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características | Destaques | Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos -- Topsy.com()

  • Ótimo artigo.
    Tudo muito bem explicado.

    Lembrando que com o aumento da selic e este novo ciclo de aperto monetário, compensa esperar um pouco para o mercado reajustar os rendimentos para os pré-fixados, como vem fazendo desde o início do ano. Uma boa dica é tentar pegá-los no fim do ciclo de aperto monetário.

    Abcs,

  • Por favor, corrijam-me seu eu estiver enganado.

    Há duas maneiras de comprar títulos do tesouro: Através de um agente de custódia (seja banco ou corretora) ou direto do site http://www.tesourodireto.gov.br

    Na segunda opção há a vantagem de não ter os gastos de taxa de administração, mas será que aconselhável para quem tem pouco conhecimento sobre esse tipo de investimento?

    O que gostaria de saber é se, por exemplo, o NTN.B Principal é tão seguro como a poupança? Ou é preciso ficar “de olho” como as pessoas que investem em ações.

    Muito bom o artigo. Não conhecia esse tipo de investimento e me interessei por ele. Com certeza irei estudar mais a respeito.

    Abraços,

    • Júnior, mesmo que você vá comprar direto pelo site do Tesouro, é necessário um Agente de Custódia. É preciso existir uma instituição de onde o dinheiro estará disponível para compra do título. A diferença é que alguns agentes tem, no seu próprio sistema on-line, a possibilidade de negociação de títulos. Outros não tem e neste caso você usaria o sistema da CBLC pelo site do Tesouro. Acho que agora ficou melhor explicado, certo? Então há taxa de administração em ambos os casos, já que não dá para operar sem ter um Agente de Custódia. Mas existem aqueles que cobram nada ou perto disso.

      Eu particularmente gosto muito da NTN-B porque é um investimento que protege seu capital da inflação e cuja rentabilidade tem batido a poupança em termos reais, especialmente em momentos de inflação em alta (como agora). O risco é muito baixo, como expliquei no artigo. Considero sim o Tesouro como uma ótima alternativa à poupança, mas desde que sejam respeitadas as particularidades de liquidez e prazo.

      É isso. Grande abraço.

  • Leandro

    Navarro, caso eu compre títulos com vencimento em 2015 e queira liquidá-los antes deste período precisaria de um mercado secundário para venda ou o governo recompra meu título com o prêmio pelo período que eu fiquei?
    Por exemplo, ignorando taxas e ir ( pois essa não é a minha dúvida) caso eu compre hoje (27/01/11) uma ntnb principal com vencimento para 2015 (6,50 a.a. + 5%a.a. de IPCA em 2011 e o valor de 1 título 1500 reais) e decida vender o mesmo daqui a exatos 1 ano, eu receberia 1,065×1,05×1500=1677,375 ? Caso sim, quem faria essa compra? O mercado ou o governo?
    Desde já agradeço a resposta.

    • Leandro, tudo bem? Via de regra, se você utilizar o sistema de compra e venda do Tesouro Direto/CBLC, seus títulos serão recomprados pelo Tesouro – ocorre semanalmente um leilão de recompra. Essa é a opção usual e mais recomendada pois você pode fazer diretamente. No entanto, você também pode optar por vender seus títulos no mercado secundário. Neste caso,você deve solicitar, por meio de seu Agente de Custódia, a retirada dos Títulos de sua Conta de Custódia no Tesouro Direto para a conta de clientes de seu Agente de Custódia no SELIC.
      Para ver o cálculo da NTN-B, seu exemplo, sugiro dar uma olhada na metodologia de cálculo e rentabilidade. É bem autoexplicativa.
      Grande abraço.

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  • anderson alves

    Bom dia a todos eu gostaria de saber diante desse momento o que é mais indicado para comprar permanecendo por um período de 5 anos?

    – Ntnb principal
    – Atrelado a selic
    – pré-fixado

    os préfixados estão uma tentação com quase 13%, mas sei que o risco é alto em função da alta da selic e inflação, conforme li aqui mesmo, uma opção inteligente seria aplicar meio a meio no atrelado ao IPCA e na selic e esperar o pré chegar a um patamar alto com a selic e só ai aplicar?
    Mas e quando a selic começar a baixar o que fazer com os títulos atrelados a selic que comprei, vendê-los e comprar outros títulos?

  • Muito bom o texto.

  • Rodolpho

    Finalmente entendi sobre títulos públicos!!! Sensacional o texto, bem simples e cheio de links úteis!
    Parabéns

  • Silverton Pessoa

    Olá Navarro. Estou com uma dúvida que é a seguinte: ano passado, comprei NTNB com vencimento em 15-05-15 pagando 6,28%. Hoje o mesmo papel está pagando 6,51%. A pergunta é: devo vender e recomprar, para receber 6,51 % ao invés de 6,28% ou já receberei os 6,51% independentemente?

  • SILVIO MEDEIROS

    Olá Navarro. Estou com uma dúvida que é a seguinte: ano passado, comprei NTNB com vencimento em 15-05-15 pagando 6,28%. Hoje o mesmo papel está pagando 6,51%. A pergunta é: devo vender e recomprar, para receber 6,51 % ao invés de 6,28% ou já receberei os 6,51% independentemente?

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  • Andre Costa

    Caro Conrado, excelente e bem ilustrativo o texto sobre os titulos do tesouro direto! Gostaria apenas que discorresse sobre o titulo NTNC, vinculado ao IGPM! Gostaria que dissesse qual o perfil de investidor e se, na sua opinião, seria ele mais ou menos vantajoso que o NTNB! Por ultimo, gostaria de saber se todos os titulos podem ser vendidos antes da data de vencimento e se o titulo sofre algum desagio em razao dessa antecipação! Cordialmente, Andre Costa!

  • Farley

    Olá Conrado, mesmo para quem não paga imposto de renda, as taxas se aplicam?

  • Rodrigo

    SHOW de esclarecimento, nota o quanto os Bancos realmente querem LUCRAR em cima dos seus Clientes pois em hipotese nenhuma ouvi falar de algum Banco que oferecesse essa opção de Investimento à algum correntista. Informação é Tudo.
    Parabéns novamente pelas Informações.

  • THA

    eu quero investir R$ 100,00 por mês, e só resgatar daqui a 33 anos, este valor será descontado da minha correte todo os meses ? Qaul é a garantia de que eu vou conseguir resgatar este dinheiro investido durante tanto tempo ? E em caso de falência da corretora ?

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  • ana

    em bancos tradicionais como caixa e banco do brasil encontro os titulos do tesouro ?

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  • rosana

    Conrado,
    Você conhece a corretora Easynvest?
    Vi no site do Tesouro que eles não cobram taxa de serviço. Gostei pelo fato de eles aceitarem transferência entre contas no lugar de Doc/Ted. Me interessei mas não sei até que ponto é uma boa corretora.
    O que acha?
    Obrigada,

  • ana

    é verdade que não pode ter restrição no spc e serada para investir em títulos ? espero resposta. obrigado

    • Oi ana, desconheço essa restrição, até porque você fará a negociação via agente de custódia, não se tratando de uma compra de bens ou produtos onde há possibilidade de não pagamento. O que acontece é que você tem que ter o dinheiro na conta, senão terá problemas. Veja o retirei do site do próprio Tesouro Direto sobre isso:

      De acordo com o novo regulamento publicado por meio da Portaria nº 197 de 30 de Março de 2011, no caso de ocorrência no caso de ocorrência de não pagamento de uma compra realizada no Tesouro Direto, o investidor primeiramente irá receber uma advertência por email alertando-o sobre o evento e quanto às penalidades previstas em caso de reincidência. Anteriormente, ao não efetivar o pagamento, o investidor seria suspenso automaticamente, e deveria solicitar a anistia de sua suspensão ao Tesouro Nacional, explicando o motivo do não pagamento da compra, para poder realizar novas compras. Além disso, no caso de reincidência, os novos prazos de suspensão foram reduzidos para 30, 60 e 90 dias, (o regulamento anterior previa os prazos de 30 dias, 6 meses e 3 anos), sem a possibilidade de anistia da suspensão. Caso o investidor, após a advertência ou o término da suspensão, permaneça 90 dias sem ocorrência de não pagamento, ele passa a ser considerado novamente adimplente.

      Espero ter ajudado. Abraços.

  • Gilmar Lima

    Conrado, por exemplo, se eu comprar um titulo hoje por R$ 1000,00 e quiser continuar aplicando todo mês R$ 100,00, eu posso? Como funciona a continudidade do investimento?

  • Murilo

    Boa Tarde, Conrado Navarro! Uma dúvida. Se eu comprar um Título por 100 reais e após quiser continuar investindo todo mês 300, 400, 700, 1000 reais. Consigo investir no mesmo título para acumular esses valores e continuar omesmo investimento? Como funciona? Att.

    • Olá Murilo, tudo bem?
      O Tesouro Direto apresentará algumas novidades este ano, dentre elas a possibilidade de fazer investimentos programados (agendados). Estou preparando um novo artigo sobre isso, que deverá ser publicado até semana que vem. Fique de olho!
      Grande abraço.

  • marcio

    Bom dia

    sou brasileiro,com documentos validos,possuo umla conta bancaria e a minha familia tem casa propria no pais,estou morando na Europa desde 2004 legalmente,posso investir no tesouro direto?

  • Pingback: Manual do Tesouro Direto – Prof. Elisson de Andrade()

  • Pedro

    Olá,

    Sou estudante, 19 anos, e não possuo renda mensal. Minha dúvida é quanto a necessidade de pagamento de imposto de renda sobre investimentos no Tesouro Direto, tendo em vista que sou isento por não atingir a renda mínima.

  • marcio

    Boa tarde

    se o investidor vier a falecer antes da data do vencimento,o que acontece com os titulos publicos?

  • Pingback: O pequeno investidor » Manual do Tesouro Direto()

  • Acglemos

    Navarro, vale a pena usar o Tesouro Direto para tiros curtos de 6 meses ou no máximo 12meses?

  • Samuel

    ola,gostaria de saber se pra eu me cadastrar em uma corretora , a mesma tem que possuir agencia em minha cidade?sei la pra de repente quando eu for depositar o dinheiro do investimento. Queria me cadastrar no banif mas nao ha agencia onde eu moro. Desde ja agradeço.

    • Olá Samuel, obrigado por comentar.
      Não é necessário que a corretora tenha agência física em sua cidade, já que as transferências são todas feitas via Internet (TED e DOC). Assim, entre em contato com a Banif e eles explicarão o que fazer para se cadastrar – você provavelmente enviará os documentos pelos Correios.
      Boa sorte. Sucesso.

  • Takahashi_aline

    Ola navarro tudo bem???
    Aplicando 25 mil reais no tesouro direto por 2 anos, quanto terei de lucro no final???

  • Luiz paulo

    muito legal este blog…!!!! tem me ajudado muito a entender economia…!!! vlw pela iniciativa!!!!

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  • Sílvio José de Oliveira

    Pessoal, uma dica.
    Para quem usa Android existe um aplicativo chamado Tesouro Direto Droid que pode ser bem útil.
    Abraços.

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  • Edscarro

    Navarro Boa tarde !

    Obrigado pelo bom trabalho,esclarecedor,tenho uma duvida em relaçao a forma do rendimento dos titulos.
    compro o titulo x por ex: tem uma taxa ja pre definida na compra e tambem havera uma correçao se eu levar o titulo até o final correto?
    Por favor digamos que meu titulo NTN_B principal com vencimento hoje ha 370 dias mais de um ano comprados,como faço para descubrir a aporcentagem que obtive menssal do periodo do titulo para o resgate ou até mesmo para nova aplicaçao.

    VALEU…………………………………….

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  • Lucas Alves Pereira

    Boa noite !

    Tenho comprador de LTNs.

    O mesmo precisa de 10 letras H, para vender na China em PP.

    Se souber de vendedor me contatem por favor.

    Att:
    Lucas Alves ao seu dispor !

  • Lucas Pereira

    Boa noite !

    Tenho comprador de LTNs.

    O mesmo precisa de 10 letras H, para vender na China em PP.

    Se souber de vendedor me contatem por favor.

    Att:
    Lucas Alves ao seu dispor !

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