Quanto você está disposto a lutar e esperar por um sonho ou objetivo?Otávio comenta: “Navarro, tenho lido reportagens que destacam o importante papel do crédito em nossa sociedade, como a possibilidade de aumentar a capacidade de consumo, gerando força econômica e movimentando o comércio e a indústria. Fico pensando que há benefícios, é claro, mas se já não tínhamos o hábito de poupar, agora é que ele não voltará de jeito nenhum. Isso também não é perigoso? Valeu”.

Abordar e discutir o valor pessoal dos desejos pode facilmente passar de um papo amistoso para uma armadilha perigosa. Tudo que envolve sentimentos, emoções e sensações costuma transformar e distorcer decisões com muita rapidez. O certo, do ponto de vista racional, logo vira “chatice” e “implicância” quando afloram as emoções.

Adicione “ao caldo” o dinheiro e chegamos ao ponto crítico do planejamento financeiro de muitos brasileiros. Por que esperar, quando é possível comprar parcelado, pagar “suavemente” e sair com o produto na hora? A lógica “uso agora, pago devagar” tem apelo, resume o que era complicado (esperar, juntar dinheiro e negociar) em uma ação corriqueira: comprar usando o crédito, de forma rápida e objetiva.

Todos felizes ou uma nação de zumbis?
Esses dias alguém me chamou a atenção para o comportamento das pessoas em um dia típico de passeio e compras: todas pareciam felizes, tagarelas, repletas de sacolas nas mãos e brilho nos olhos. Impossível dizer, porém, quais (e quantas) delas estão endividadas – essa informação não é perceptível como a obesidade, por exemplo.

Logo, o consumo é farto porque é fácil e traz uma sensação imediata de euforia, mas sem a cobrança da sociedade quando há exagero. Ninguém olha para você e diz “Ei, você está endividado, melhor não comprar hein”, como quem diz “Você está gordinho, melhor praticar exercício e comer menos”. Então você compra e guarda seus problemas financeiros em uma caixa preta. Ninguém sabe onde ela fica, nem o que há dentro dela, só você. Algo tipo “eu mereço, eu posso”.

Mas, infelizmente, esse retrato evidencia dois aspectos:

  • A ascensão social traz consigo a necessidade subjetiva, portanto pessoal, de comprovar a mudança. Não basta ser feliz, mais alegre e melhor remunerado; é preciso parecer melhor e verdadeiramente integrado – como se parecer fosse o verdadeiro diferencial, a prova de que somos realmente mais que os outros;
  • Há um preço (alto) a ser pago. Parecer custa caro e só alimenta a angústia em relação ao que a sociedade irá pensar a respeito de nós e nossas decisões. Se não há cobrança em relação ao que devemos, há expectativa em relação ao que vestimos, comemos e possuímos. Passamos a viver, ainda que de forma parcialmente inconsciente, reféns do status e o que acreditamos que ele representa. O crédito fácil é a arma que pode transformar esse estilo de vida em uma tragédia.

Dá para imaginar como esse ciclo “sou-tenho-pareço-apareço” gera ansiedade em níveis cada vez mais elevados? Suspeito que a raiz da questão não está nas discussões específicas sobre a economia, na mudança do quadro social ou na renda crescente. O problema tem origem na educação do cidadão e no âmbito pessoal/familiar em torno da definição de sucesso, felicidade e qualidade de vida.

Será que esquecemos a sensação de atingir um objetivo, realizar um sonho?
No passado, quando a velocidade dos acontecimentos era muito menor, era também natural ser mais paciente, saber esperar. O simples ato de se corresponder com alguém exigia tempo, espera e dedicação – as cartas demoravam dias, até semanas para chegarem.

O mesmo acontecia com as decisões econômicas. O acesso ao consumo era limitado e precisava ser discutido. As prioridades tinham que ser eleitas e o tempo usado com sabedoria para que as metas pudessem ser atingidas. Em suma, era preciso esperar; era preciso compreender que algumas coisas eram mais importantes que outras.

Falar do passado é apelar, soa piegas e simplista, eu sei. Mas eu trouxe o tema para, finalmente, tocar no ponto crucial deste texto: não somos mais preparados para lidar bem com frustrações. Pais permissivos, escolas liberais demais e acesso fácil a todo tipo de informação criaram uma geração que vê no consumo o sentido das coisas: “se eu posso comprar, sou aceito, sou melhor”; “se não posso, sofro”.

Qual o problema em sofrer um pouco para ser melhor daqui a pouco? Que graça existe em um cotidiano farto de opções, recheado de produtos, mas vazio em termos de união familiar e compromisso com a qualidade de vida? Os filhos querem comer com pressa para voltar logo para o videogame; os vizinhos trocam de carro quase todo ano; a moda muda demais e é preciso acompanhá-la. Onde está o seu genuíno e verdadeiro sonho? Nas expectativas dos outros ou nas suas decisões e ações?

Sonhar é só isso?
Ouço com frequência que hoje é muito mais fácil realizar sonhos. O que faz o brasileiro que sonha ter um carro? Cria coragem e vai até uma loja especializada, só isso. Ora, você chama isso de sonhar? Então me desculpe, mas há algo errado no sentido da meta alcançada, no verdadeiro desejo. Passamos a sonhar raso, fácil, como que para abrandar a dureza da vida que nos cerca. Faz sentido, mas não me convence.

Logo passamos a nos enganar, crendo e fazendo crer que a vida é só isso. Ter carro, casa, TV nova, celular moderno e roupa cara. Somos felizes porque podemos ter tudo agora? Abrir mão do legado, do futuro, não assusta: para muitos, a vida é muito boa, o consumo abre horizontes e o crédito virou sinônimo de realizar sonhos.

O que aprende o filho que vê essa realidade dentro de sua casa, vindo justamente de seus maiores heróis, seus pais? Se eles agem assim, deve ser porque assim é bom, inteligente e interessante. O ciclo se acentua enquanto, com ele, surgem novos produtos, mais serviços financeiros e opções instantâneas de felicidade.

A frustração? A paciência? A construção de patrimônio? As prioridades? Qualidade de vida? Tudo isso é papo furado, vindo de alguém que levou dez anos para comprar seu primeiro (e único) óculos Oakley. Vocês conseguem imaginar meu luxo com essas lentes? Para uns, um consumo banal; para mim, um sonho, um passo importante para uma vida repleta de mais sonhos, mas livre de dívidas, ansiedade e competição – não quero saber quem dos meus amigos comprou um desses primeiro ou qual deles tem mais óculos desta marca.

Confesso que eu geralmente tenho acesso às novidades com cinco anos de atraso. Quando as alcanço, muita coisa já mudou. Mas continuo feliz, realizado porque tenho tudo o que quero sem depender de ninguém. Isso mesmo, tenho tudo que quero, no devido tempo e com a devida prioridade. Entendo que adiar consumo para focar em qualidade de vida não significa ser sovina; trata-se, isso sim, de alimentar, com dedicação e paciência, verdadeiros sonhos. Recomendo a todos essa sensação.

E você, quanto tempo está disposto a esperar e aproveitar para construir seu caminho e realizar seus sonhos? Ou prefere manter-se no piloto automático e esperar que as coisas mudem e melhorem sem esforço? Vamos discutir mais e melhor o assunto no espaço de comentários abaixo?

Foto de sxc.hu.

Conrado Navarro
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Comentários

  • Vanessa Mayumi

    Texto maravilhoso. Super condizente com minha fase atual. Me senti mais forte ainda para alcançar meus objetivos. Obrigada!

  • Sérgio Abe

    Uma coisa é ser rico e outra é parecer ser rico. Eu prefiro viver dentro das minhas possibilidades, mas sem dívidas.

  • Como sempre, Dr. Navarro, belíssima reflexão sobre a importância de possuir objetivos, ter sonhos…
    Aconselho aos leitores do Dinheirama adicionarem ao seu vocábulário a palavra Frugalidade, quando o assunto é consumo. Mas ser frugal só será possível se você der valor às coisas que Verdadeiramente interessam na vida, sendo que para isso é preciso muito auto conhecimento, reflexão, questionamento a si, e boa dose de filosofia.
    Como sempre digo aos meus alunos, a vida é feita de escolhas. Qual lado você estará (consumismo exacerbado, baseado no imediatismo, ou uma vida sem exageros, focando na realização de sonhos) só depende de suas próprias atitudes.
    Por fim, concordo plenamente com a questão de possuirmos, hoje em dia, pessoas muito menos preparadas para absorverem frustações. Num primeiro momento, quem “paga o pato” é o dinheiro, em um segundo momento, a própria pessoa. Do meu ponto de vista, as finanças pessoais só refletem sua capacidade de superar desafios.
    Abraços
    Prof. Elisson de Andrade
    Autor do blog Suas Finanças Pessoais (suasfinancaspessoais.blogspot.com)

  • Fabricio

    Excelente texto, resume bem a cabeça da maioria dos brasileiros jovens.

  • Li

    Texto ótimo e de acordo com o que penso e desejo para mim. Recentemente vi uma pessoa próxima, com problemas financeiros graves (comparado com medicina poderíamos dizer que a pessoa está na UTI, em coma há anos) que ao receber um dinheiro da venda de um imóvel ao invés de poupar uma parte e quitar sua dívida com outra resolveu se presentear com um par de seios de silicone, pois sentia-se muito triste. Passados alguns meses se arrepende de ter gasto o dinheiro, pois a dívida continua e agora maior, pois tem a cirurgia para pagar. E me dói saber que ela poderia ter poupado-se dessa frustração maior do que a de não ter seios fartos.

  • Mauro Amado

    Excelente reflexão. Acredito que é por isso que é tão difícil educar as pessoas financeiramente. Para nós, que lemos este blog e gostamos do assunto, é tão simples e fascinante aplicar os conceitos e ensinamentos da Educação Financeira, mas quando tentamos passar adiante o que sabemos e aprendemos, eu percebo que o maior obstáculo é exatamente isso que comentaste no artigo, Conrado, ou seja, o “ciclo ‘sou-tenho-pareço-apareço'”. Acho que o ponto crucial na questão é a “origem na educação do cidadão e no âmbito pessoal/familiar em torno da definição de sucesso, felicidade e qualidade de vida”. É muito difícil – senão impossível – mudarmos isso nas pessoas, mesmo tendo certeza que o sucesso, a felicidade e a qualidade de vida não vêm do maldito ciclo. Por isso a Educação Financeira não pode ser vista isolada, mas sim como mais um aspecto da Educação como um todo de cada cidadão.

  • Guilherme

    Puxa, um dos melhores textos que li aqui no blog nesses últimos meses. Parabéns.

    Celebra-se o crescimento em porcentagem do PIB, da indústria, do petróleo, e nada de dar prioridade ao que realmente vale algo nesse mundo: nossa alma.

  • Não é fácil resistir aos apelos do marketing, você escapa da roupa nova e do apê financiado, mas cai na armadilha da mudança de modelo do carro. Se eu ficar milhonário é porque virei um monge. Rsrs
    Excelente texto. Parabéns!

  • Celso

    É Navarro, mais um bom texto hein ?
    A vida “moderna” é assim mesmo e olhe que isso vale até para países …
    O hedonismo é a moeda da vez, doa a quem doer !

  • Meus amigos, leitores, obrigado por participarem e aceitarem meu convite para enriquecermos a discussão. Fico muito feliz com as palavras de vocês, mas principalmente por perceber que existe engajamento e desejo de transformação. Esse é o principal propósito deste espaço.

    Que legal que todos concordamos que é relevante abordar o consumismo e a qualidade de vida com prismas mais humanos, inteligentes e menos hipócritas. A sociedade agradece.

    Mas, onde estão os pais e tutores diante desse cenário? Estamos sabendo lidar com essas relações delicadas e com as expectativas dos mais jovens?

    Abraços.

  • Li

    Navarro, no caso que contei acima, os pais que gastaram o dinheiro para que a filha pudesse ter o silicone. Quer dizer, neste caso, a filha, que não é nenhuma criança acabou tendo o comportamento consumista/imediatista reforçado. Venho lutando para fazer com que repensem essa atitude, mas confesso que é uma tarefa bem árdua.

  • Excelente artigo! Minha opinião: deveria ficar um mês na janela principal do site, muita gente precisa ler este texto.

    Parabéns!

  • Vinícius Faria

    Grande! Extremamente grande reflexão, Conrado!
    Meus parabéns!!!

  • Meu amigo, poderia dizer que sua análise critica da situação é a melhor que eu já li e assim será por muito tempo.

    O problema que muitos se acomodam pois as parcelas cabem no bolso, não estão vendo as altas taxas, juros etc.

    Ai fica difícil sair do vício de pagar, pagar, pagar. As armadilhas do consumo está presente no nosso dia a dia, nós devemos escolher o que comprar e não deixarmos com que o marketing dos programas televisíveis nos engane. Muitos ficam desanimados e sem vontade de buscar alternativas. Comigo é ao contrario, sempre estou buscando melhorias, tanto nos investimentos, como em outras partes: conhecimento, aprimoramento pessoal, relacionamento etc…

    Abraços e um ótimo final de semana.

  • Sidnei

    Concordo plenamente. Belo texto.

    Eu finalmente entendi que posso esperar para realizar sonhos com o poder da compra à vista.

    Sempre tive o sonho de ter um imóvel em Ilhabela e quase caio em um financiamento desnecessário.

    Hoje invisto em CDB, tesouro direto e ações e tenho a paciência que daqui a anos comprarei a vista, pois sou novo, tenho ainda 33 anos de idade.

    Por enquanto me delicio naquele paraíso em pousadas bem localizadas e com ótimos preços.

  • benilton

    Excelente texto, Navarro. Depois que eu me eduquei financeiramente, valorizo mais as pessoas e as coisas que tenho e procuro sempre analisar toda decisão que tomo. Faz muita diferença agir com cautela e a tranqüilidade por se fazer boas escolhas não tem preço. Abraço

  • Rodrigo Silveira

    Quinta-feira de manhã cheguei ao escritório do Dinheirama e o Conrado estava com algumas folhas de caderno na mão passando para o computador. Olhei meio por cima, e curioso que sou perguntei o que era, ele disse que era um artigo escrito na noite anterior, não perdi a piada e perguntei se ele ainda escrevia com caneta . O máximo que o vejo escrevendo ultimamente são as dedicatórias do seu livro, o restante é tudo digitado… brincadeiras à parte. Parabéns meu amigo por mais um excelente artigo, o qual é possível refletir e aguçar mudanças em nossas vidas.
    Grande abraço.
    Rodrigo Silveira – Digão.

  • Conrado, boa tarde!

    Excelente texto. Mas tenho algumas ponderações. O tempo de consumo é diferente para as pessoas. Por exemplo, eu trabalho no ramo bancário e sou um apaixonado por tecnologia. No momento eu desejo um tablet, mas não quero pagar R$ 1.900 à vista. Então, o que eu farei? Vou dividir em 10 parcelas conscientes de R$ 190,00, totalmente cabíveis no meu orçamento.

    O valor total do equipamento eu coloquei em um fundo DI com taxa adm de 0,5. Ou seja, talvez se fizer as contas, o possível desconto que o vendedor me daria, eu consigo abater no investimento e já tenho o equipamento em mãos.

    É a velha história da necessidade. Logicamente que um tablet não é necessidade, mas não tem como se negar que é um produto que brevemente todos serão apresentados. Quem sair na frente tem uma vantagem competitiva, nem que for mínima.

    O instrumento cartão de crédito deve ser usado conscientemente, de maneira tranquila. Abusando, o cidadão pode se enforcar de uma tal maneira e para se recuperar demoram anos e anos, comprometendo totalmente as suas finanças pessoais.

  • Luciana Gorziza

    Navarro,
    Entre uma aba e outra da internet eu estava em uma de buscas de automoveis, em outra a linha de credito “barato” disponivel que possuo e por fim em uma terceira, o meu email no qual assino o newsletter do dinherama. Confesso, assino faz algum tempo, mas nem sempre leio os artigos. Abri sem querer.
    E.. honestamente…sem palavras. Excelente!
    Obrigada mesmo, sem melodramas, mas com açoes como esta tua, tu realmente foi um agente da mudança.

    Um Grande Abraço!

  • Patrícia Mesquita

    você tem toda razão, mexeu exatamente no ponto fraca das pessoas.
    Muito bom!!

  • Muito bom , parabéns

  • Quando criança eu me esforçava durante um ano inteiro para ser um dos 3 melhores da turma e assim ganhar um brinquedo da “estrela”. E consegui nos quatro anos que passei nessa escola.
    Uma vez em terceiro, outra e segundo e duas vezes em primeiro.

    Hoje eu não consigome concentrar 3 meses para poder passar num concurso e assim ganhar mais que o dobro do que ganho hoje.

    Mas estou tentando mudar. Melhorar meu foco nos objetivos.

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  • Marcela

    Excelente texto, e um “tapa” na cara: No começo do ano comprei meu L-I-N-D-O óculos Oakley em OITO VEZES no cartão… dois meses depois eu perdi (roubaram?) o óculos numa viagem…. como é horrível pagar por algo que vc nem tem mais!! O próximo oakley será daqui 10 anos tbm…. rsrsrsrsrs
    Muito bom o texto, reflete bem meu sentimento atual: quero trocar o imediatismo pelo que realmente traz benefício – chega de carro financiado, roupa de marca, viagem, produtos de grife, festas e ZERO reais investidos!!
    Antes eu achava que estava investindo em minha felicidade, no meu bem-estar (não deixa de ser), mas eu quero MAIS, e mais DE VERDADE!! RECEBENDO juros compostos, e não PAGANDO juros compostos!!
    Muito bom seu site!! *-*

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  • Rosi

    Boa Tarde!

    A alguns meses tenho lido seus artigos, e lhe agradeço pela ajuda, muito propicia no momento, já que também tem sido base para meu artigo de conclusão de curso.

  • Renato

    Sabias palavras as suas, e realmente penso do mesmo modo. Trabalho numa empresa onde todos parecem querer se mostrar, onde a roupa tem que ser de marca, tem que se possuir o mais novo IPhone lançado, tem-se que ir aos restaurantes mais caros (não necessariamente os melhores) e tem que se ter os melhores carros, nem que for às custas de 60 parcelas. Isso tudo oriundo do mercado que atuam de publicidade e propaganda. Eu apesar das pressões, tenho o carro mais simples, as roupas mais simples e nem por isso sou mais menos feliz.