Tempo é dinheiro: saiba quando economizar pode ser prejudicial a vocêFomos criados e acostumados a pensar que economizar sempre vale a pena. Porém, minha intenção neste artigo é mostrar que certos tipos de economia podem ter justamente o efeito contrário. Elas podem ser prejudiciais a você, podendo até mesmo retardar o seu crescimento pessoal e profissional.

E eu sei que falar sobre não economizar aqui no Dinheirama pode soar como uma heresia. Mas, fique tranquilo, eu tenho ótimos pontos para sustentar esta visão. Continue lendo o artigo para saber quando economizar pode ser ruim para você e saiba o que fazer para evitar estas situações.

Cópia a R$ 0,30 ou a R$ 0,60?
Parece uma pergunta idiota, não é mesmo? Afinal, dada a mesma qualidade do material, é claro que você optaria pela cópia de R$ 0,30. Porém, o caso é:

  • Você está na faculdade e a empresa que faz a cópia de R$ 0,60 fica ao lado de sua sala de aula;
  • Já a papelaria que faz a cópia por R$ 0,30 fica a uma hora (30 minutos de ida e 30 minutos de volta).

Sabendo que você precisará de 10 páginas copiadas, você manteria a opção de R$ 0,30, para economizar? Note que você está diante de um trade-off, ou seja, uma relação de custo-oportunidade:

  • Opção 1: gastar R$ 6,00;
  • Opção 2: gastar uma hora adicional e gastar R$ 3,00 (economizando outros R$ 3,00).

E então? Analisarei os resultados em breve, mas antes vejamos outro exemplo que ocorre frequentemente.

Gasolina a R$ 2,90 o litro ou a R$ 3,00 o litro?
Você decidiu sair de viagem com sua família e deve decidir em qual posto irá abastecer durante a viagem. Sua intenção é abastecer 50 litros de combustível e deve optar entre dois postos.

  • Posto #1: o posto fica exatamente no caminho da viagem, porém o preço é de R$ 3,00 o litro;
  • Posto #2: É preciso desviar 1 hora do trajeto original para abastecer a R$ 2,90 o litro.

Note o seguinte custo-oportunidade:

  • Opção 1: gastar R$ 150,00 (R$ 3,00 x 50 litros);
  • Opção 2: gastar 1 hora adicional e R$ 145 (economizando R$ 5,00).

Qual opção você escolheria?

Tempo é Dinheiro!
Você certamente já ouviu a frase “Time is Money” ou “Tempo é Dinheiro”. Talvez ela não tenha feito muito sentido quando você a escutou pela primeira vez, mas ela é essencial em finanças pessoais e investimentos. Compreender esta frase é saber que o seu tempo é o ativo mais importante. E sabe por quê? Porque ele não tem volta. Você está sempre correndo contra o tempo e não há mágica para recuperar um tempo perdido.

Lembre-se da frase “Tempo é Dinheiro” como um custo-oportunidade. Toda vez que você decidir gastar seu tempo em alguma atividade, saiba que ela possui um custo-oportunidade. Por exemplo: você possui uma prova amanhã, mas decide assistir uma hora de novela. Este tempo tem um custo, já que você está perdendo a oportunidade de estudar mais para garantir uma melhor nota na prova. A relação é simples assim.

“E como aplicar este conceito de custo-oportunidade aos dois casos que analisamos?”. Achei que você não fosse perguntar. Vamos lá…

Você pode estar trocando seu tempo por menos do que o salário mínimo!
Talvez você tenha escolhido economizar dinheiro em ambos exemplos. Afinal, é natural do ser humano querer obter vantagem. No caso da cópia, você poderia falar com seu amigo que pagou R$ 0,60 pela cópia algo tipo: “Nossa, você é louco, eu consegui aqui perto pela metade do preço”. Ou, no caso da gasolina: “Tá louco, você pagou R$ 3,00 o litro? Não conhece o posto de R$ 2,90?”.

Porém, precisamos analisar ambas as situações através do custo-oportunidade, ou pensando na frase “Tempo é Dinheiro”. No caso da cópia:

  • Opção 1: gastar R$ 6,00;
  • Opção 2: gastar 1 hora adicional e gastar R$ 3,00 (economia de R$ 3,00).

Veja claramente como na opção 2 você está trocando uma hora do seu tempo por R$ 3,00. Você acha que vale a pena economizar neste caso? Se você ainda respondeu “sim”, acredito que os números a seguir podem mudar sua opinião.

O salário mínimo atual é de R$ 622,73. Logo, se considerarmos um trabalhador de 40 horas semanais, ou 168 horas por mês, temos a seguinte relação de R$ 3,71 por hora de trabalho. Então, o trabalhador que recebe o salário mínimo troca uma hora de seu tempo por R$ 3,71.

Surpreendente, não é mesmo? Assim, se você prefere gastar uma hora a mais de seu dia para economizar apenas R$ 3,00, você está trocando o seu tempo por menos do que uma pessoa que recebe o salário mínimo. Este é o seu custo-oportunidade.

Ao invés de trocar R$ 3,00 por hora, você poderia gastar esta hora estudando mais para, futuramente, conseguir um salário melhor. Ou, se você recebe por hora, esta relação fica ainda mais fácil de compreender: se você recebe R$ 10,00 por hora, este tipo de economia custaria a você R$ 7,00 (R$ 10,00 que você poderia receber trabalhando – R$ 3,00 que você efetivamente economizou).

Economizar nem sempre vale a pena
Retornando ao início do artigo, economizar pode até mesmo ser prejudicial ao seu crescimento pessoal e profissional. Principalmente quando a economia potencial é muito pequena em termos absolutos.

Erro #1: Pensar em termos relativos ao invés de absolutos na economia de pequenos valores.
Note que no caso da cópia, a economia absoluta é de R$ 3,00. Porém, em termos relativos é de 50%. Ou seja, metade do preço economizado. Este é um erro fundamental que muita gente comete.

Pela natureza do ser humano – de querer obter vantagem ou contar vantagem para os outros -, ele tende a “esquecer” que, mesmo que ele esteja pagando metade do preço, ele estaria economizando apenas R$ 3,00. E, assim, decide “contar vantagem” usando os 50% como justificativa.

Erro #2: Trocar seu maior ativo (tempo) por pouco dinheiro.
Trata-se de um erro decorrente do primeiro. Seu valioso tempo não tem volta, certo? A afirmação fica ainda mais séria quando se troca seu tempo por menos do que o salário mínimo, como vimos na explicação ali em cima.

O que fazer para evitar estes erros?
Primeiramente, quero deixar um conceito bem claro: não estou dizendo que você nunca deve economizar. Eu mesmo sou um grande poupador e invisto cada centavo guardado para aproveitar o máximo do magnífico benefício dos juros compostos.

A questão é que você deve saber quando economizar. E não, você não precisa ficar maluco calculando a relação entre tempo e dinheiro ou o custo-oportunidade a cada momento. Você precisa lembrar apenas deste simples conceito: ao economizar é preciso pensar mais em termos absolutos do que relativos.

Não importa se o desconto é de 90% quando o preço do produto é R$ 5,00. Afinal, você economizaria “apenas” R$ 4,50. Digo “apenas” porque é preciso avaliar o que você deixaria de fazer (e ganhar) para conquistar este desconto.

De uma forma geral, prefira gastar seu tempo para economizar em compras de alto valor (um desconto de 10% em um produto que custa R$ 1.000,00 é excelente) ou em negociações cujos esforços são mínimos (uma cópia de R$ 0,50 do lado da de R$ 0,60 é um bom negócio, claro!).

Assim, sempre pesquise preços de TVs, aparelhos domésticos, eletroeletrônicos, carros, imóveis e afins. E perceba que, ainda que soe estranho, não vai haver muita vantagem em economizar na compra de canetas, refrigerantes, pão etc.

Mais uma vez reitero: o tempo é seu bem mais valioso; quando bem utilizado, no que realmente importa para você, ele só tem a acrescentar em sua vida. Aproveito para convidá-lo a comentar o texto e dar sua opinião sobre a questão de quando economizar. Até a próxima.

Foto de sxc.hu.

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Comentários

  • Marcos Tanaka

    Interessante ponto de vista!

    É importante também que, em uma situação igual a do xerox por exemplo, utilizemos bem o tempo poupado, não gastando-o a toa, senão estaremos desperdiçando duas coisas: o tempo e o dinheiro.

    • Muito obrigado pelo comentário Marcos!

      Desperdiçar tempo e dinheiro é uma combinação perigosa que todos precisamos tomar cuidado.

      Grande Abraço!

      • Paulo

        Fugindo um pouco do objetivo do post, mas chamando atenção para uma variável importante que é a utilização do tempo em favor da saúde, uma caminhadinha de 30 +30 min não seria nada mal, né? 🙂

        Parabéns! Abraço!

        • Claro Paulo!

          Esse é o tipo de tempo (saúde, família, amigos) que não se pode mensurar. 🙂

          Abraços!

  • Muito bacana esse artigo. Instintivamente, eu já dizia essas coisas ao meu marido, que tinha mania de economizar trocadinhos em troca de um gasto horroroso de tempo. Mas nunca consegui uma argumentação tão bem fundamentada!

    • Obrigado!

      Nem sempre é fácil passar este conceito de que tempo = dinheiro e ir contra a ideia de economizar soa como um absurdo, mas com o tempo aprendemos na marra. 🙂

      Abraços!

  • João

    Parabéns pelo texto, bastante esclarecedor!
    Eu faço economia do meu dinheiro e constantemente me deparo com algumas situações que podem ser contextualizadas como as suas. Por exemplo, trabalho a 30 quadras da minha casa, levo 20 minutos para chegar ao local se for andando, levo 20 minutos para chegar ao local se for de ônibus. Eu economizo pelo menos 2 ou 3 passagens por semana, nem sempre estou disposto para fazer isso afinal. Mas são situações como essas que uma análise ajuda a encontrar onde está o diferencial da economia e vantagens indiretas que estão atreladas ao simples fato de economizar, uma passagem de ônibus por exemplo também ganho em saúde. O seu texto me ajudou a me preparar para futuras situações em que esteja em um contexto semelhante e que deva escolher economizar ou ganhar tempo/investir no tempo.
    Mas você pediu opinião sobre “QUANDO ECONOMIZAR” minha sugestão é: CRIE UM SONHO. – aah, mas eu não tenho um. Então invente um! Um sonho te dar: objetivos, metas, foco e força de vontade. Mas claro tudo só vai acontecer se você realmente quiser fazer algo. Um sonho é no mínimo um fator estimulando para economizar, diria então: quando economizar? – Quando você tiver um sonho para ser alcançado! O quando é muito abrangente, então acredito que as situações perfeitas para economizar são: encontro com namorada, é possível economizar fazendo um “pic-nic” e também pode ser muito romântico. Na ida ou volta da faculdade, se pode fazer uma cooperação entre os amigos para cada dia um deixar todo mundo, isso é bastante útil quando há um grupo estudantes que moram perto um do outro. Comer fora, eu geralmente opto pela comida caseira, mas é claro que um jantar ou almoço fora cai bem. E bom, espero ter contribuído de alguma forma, que outras pessoas também possam tirar proveito! Tudo de ótimo Henrique, mais uma vez, parabéns pelo texto!

    • Ótimo comentário João!

      Às vezes as coisas mais prazerosas da vida são tão mais simples do que imaginamos…

      Apegar-se ao apelo material não é o melhor caminho para se tomar e por isso devemos ir atrás do que nos faz feliz, seja uma corrida pelo parque ou um cineminha com a namorada. 🙂

      Abraços!

  • Carmen

    Tem gente que não pensa nisso e, por conseguinte, acaba não poupando despeza para economizar…

  • Celso

    Olá Henrique.

    Ao ler o seu artigo me lembrei quase que imediatamente de um acontecimento pessoal.

    Resumidamente o que ocorreu foi o seguinte:

    Ao construir a minha casa, isso há 13 anos atrás, fiz uma besteira daquelas …

    Quando estava ainda no começo (projetos) – uma arquiteta me disse:

    – Olha Celso, o preço que vou lhe cobrar é maior do que o normal, pois, vou lhe dar uma assistência técnica de qualidade superior …

    E então ela nos apresentou a mim e a minha esposa várias opções e mais … com efeitos especiais computacionais – algo que na época não era novidade, mas era mais raro do que nos dias atuais.

    Só que o “espertalhão” aqui fez as contas e achou que valia a pena contratar os serviços de um outro profissional, sem tantos requintes – por assim dizer.

    O preço dos projetos ficou menor sim, mas a qualidade também ficou e no final das contas, a economia obtida até hoje (2012) é lembrada – principalmente por mim mesmo.

    Conclusão: Tem certos tipos de gasto que não podem ser avaliados apenas monetariamente já que o efeito ao final dos trabalhos será sensivelmente diferente.

    Se você vai construir ou mesmo reformar a sua casa – pense nisso !

    • Isso me lembra da seguinte frase Celso:

      “Se você acha que especialistas custam caro, experimente os amadores..”

      Por experiência própria o barato quase sempre sai caro. 🙂

      Abraços!

  • Raul

    Pessoal, vou compartilhar uma experiência que já tive.

    Há muito que eu valorizo, até demais, o meu tempo “disponível”.
    No entanto, cheguei num ponto em que não sabia como balancear esse tempo. Por exemplo (e isso realmente aconteceu comigo): pagar 250 reais por mês numa academia em que eu posso ir a pé ou 83 reais mensais em outra que eu devo ir de carro, apesar de não ser longe. A qualidade dos aparelhos das academias, por incrível que pareça, não era grande.
    Enfim, para saber se realmente compensava ir na mais barata eu deveria compensar não só a gasolina, mas também o tempo. Como fazer isso? Em outras palavras: quanto vale o meu tempo?

    Cheguei a uma possível solução (não é a melhor, simplesmente pq não sei qual é a melhor): dividi todo o meu tempo pelo meu salário líquido. Assim, descontei das 24 horas do dia as horas de sono (8h, ainda que eu durma menos, tem uma margem para enrolar pra levantar e para tentar dormir), ou seja, meu dia útil tem 16h (não desprezei o tempo de trabalho pois ganho exatamente para trabalhar, não dá pra desprezar). Assim, num mês, são 480 horas.

    Se eu ganho líquido 4,8 mil (pra facilitar as contas), chego à conclusão que minha hora útil é de 10 reais. E com isso eu fiz as contas para saber se era mais vantagem uma ou outra academia.

    É óbvio que a conta não é perfeita, até porque (acho eu, óbvio) que eu deveria ganhar mais, assim, se eu achasse justo que eu ganhasse 24 mil, minha hora valeria 50 reais. O difícil é justamente chegar nesse valor justo, não do salário, mas do meu tempo.

    Enfim, estou compartilhando para abrir a discussões, pois eu também quero ouvir críticas.

    Abraços!

    • Olá Raul!

      Esta é uma conta que adoro fazer: O quanto uma pessoa ganha por hora.

      Eu mesmo tenho em mente o quanto ganho por hora e sei exatamente quando rejeitar uma proposta de trabalho ou o quanto “perderia” desperdiçando meu tempo.

      Porém, a única ressalva que faço é que quando começamos a pensar muito neste assunto caímos no perigo de avaliar o tempo de lazer desta forma. E pensar que 1 hora gasta com sua família pode lhe custar R$ 10 a hora é perigoso.

      Afinal, é um tempo que não tem preço. 🙂

      Abraços!

      • Carlos

        Henrique, logo que vi o seu calculo refiz do meu jeito e achei uma diferença. O seu cálculo não é de assalariado contratado CLT por exemplo. Pois as empresas calculam diferente, divide o salario por 30 e depois por 8, pois os dias de descanso são remunerados.

      • Raul

        É verdade Henrique, concordo contigo, mas nesse exemplo que vc deu (1 hora que se passa com a família) certamente vale muito mais que dez reais, ou seja, não se trata de desperdício de tempo! É um tempo muito bem aproveitado!

        O desperdício estará justamente naquelas hipóteses em que se está, por exemplo, no trânsito (tempo efetivamente perdido e irrecuperável).

        • É verdade Raul!

          Para amenizar o tempo perdido no trânsito o que faço é sempre andar com meus podcasts preferidos.

          Ao menos estou adquirindo conhecimento neste tempo de deslocamento. 🙂

          Abraços!

  • Renan Adagiox

    Post excepcional. Fez eu repensar meu dia-a-dia, obrigado por iluminar minha mente…

    • É uma honra Renan!

      Muito grato pelas palavras de incentivo.

      Grande Abraço!

  • Rafael Moraes Gatto

    Lembro de um exemplo claro que um professor de negociação deu em sala de aula, para ilustrar o quanto nossa mente nos “engana”:
    “Você está em uma loja comprando uma jaqueta de 900 reais. A atendente avisa que na filial, a 5 km de distância à pé, a mesma jaqueta está custando 890 reais.” Você iria até a loja?
    “Agora, você está comprando um despertador de 20 reais e a atendente informa que na filial a 5 km de distância à pé, o mesmo produto está em promoção por 10 reais!” Você iria??

    Ninguém da sala disse que iria na primeira situação, porém vários disseram que iriam no caso do despertador, pois era um desconto de metade do preço!!!

    Ilustra bem a questão de olhar a situação como de maneira absoluta ($/tempo) e não relativa (% de desconto).

    • Exatamente Rafael!

      O problema que é referência em Economia Comportamental utiliza o exemplo do terno de R$ 500 por R$ 485 e a caneta de R$ 16 por R$ 1. Em ambos, você trocaria R$ 15 por 15 minutos do tempo para obter o desconto.

      Porém, a maioria esmagadora sente-se muito melhor economizando na caneta do que no terno. O fato é que nossa mente precisa de uma referência para avaliar situações e não consegue pensar de forma absoluta.

      O estudo foi realizado por Amos Tversky e Daniel Kahneman.

      Economia Comportamental é um assunto que pretendo explorar cada vez mais no meu site. É simplesmente fascinante! 🙂

      Muito obrigado pela participação!

      Grande Abraço!

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  • AleX

    Muito bom a forma posta dos argumentos, tempo é dinheiro e poucos pensam a respeito.
    Por fim um acrescimo no caso da cópia, como universitario nao é apenas uma cópia de 10 folhas mas de uma turma onde cada qual presisará de 10 folhas. Logo vc queira perder uma hora ha fazer a copia de todos da turma cobrando 50 ou 40 centavos que seja, levando em conta que essa turma contem 30 estudantes, Voc podera voltar sem ter gasto um centevo e com alguns trocados, alias estudante sao na maioria “quebrados” e nao trabalham, sempre dependem dos responsaveis financeiros.!

  • AleX

    Muito bom a forma posta dos argumentos, tempo é dinheiro e poucos pensam a respeito.
    Por fim um acrescimo no caso da cópia, como universitario nao é apenas uma cópia de 10 folhas mas de uma turma onde cada qual presisará de 10 folhas. Logo vc queira perder uma hora ha fazer a copia de todos da turma cobrando 50 ou 40 centavos que seja, levando em conta que essa turma contem 30 estudantes, Voc podera voltar sem ter gasto um centevo e com alguns trocados, alias estudante sao na maioria “quebrados” e nao trabalham, sempre dependem dos responsaveis financeiros.!

  • Wasleonardo

    maravilhoso post

  • Li

    Instintivamente eu já fazia isso, após ler o texto é que me dei conta. Por essas e outras é que não faço compras em vários supermercados, pois muitos podem ter produtos mais baratos e nem sempre estão no meu caminho. Assim como o Celso comentou mais abaixo, sempre peso a qualidade do serviço/produto oferecido em relação ao preço. Prefiro pagar mais caro num produto duradouro a pagar barato num produto que ou vai me dar mais gasto para arrumá-lo ou me gerará uma insatisfação tremenda.

    • Olá Li!

      É aquela velha frase: “o barato quase sempre sai caro…”

      Abraços!

  • Felipe Tazzo

    Realmente, nosso próprio tempo é um recurso que eu nunca havia considerado como parte da equação financeira. Mas é muito mais complexo do que quantificar do que apenas dividir o salário pelas horas trabalhadas, não é? Às vezes uma conversa com um amigo pode abrir novos horizontes. Às vezes horários de lazer podem trazer novas experiências ou novos contatos importantes.

  • Mel

    Poxa achei que esse texto iria me ensinar a não economizar com pouco, mas não me convenceu não rs. Achei que nos exemplos dados ele falaria que para se chegar ao local mais distante se gastaria com o transporte né. Por conta disso, aí sim, com certeza esses exemplos não valem a pena.
    Mas não saber economizar em pequenas quantias é o problema financeiro de muita gente!!!! Pq quem escolhe andar até a padaria mais perto pra pagar 1 real a menos faz isso quantas vezes por ano??? E quem faz isso faz isso em várias outras coisas. É a velha história, grão em grão… Acho extremamente importante dar valor aos pequenos gastos.
    Segundo, quem disse que essa uma hora economizada seria usada para estudo ou trabalho?

    • Mel

      Ooops : Pq quem escolhe andar até a padaria mais perto mesmo pagando 1 real a mais

  • Fbxurumela

    Tudo a ver, Henrique!
    Sempre me surpreendo com gente que diz “Não tenho tempo!” como se fosse motivo de orgulho. Em geral, estão muito ocupadas ganhando dinheiro. Mas se lhes falta tempo para gastá-lo, de que adianta? Mais tarde, algumas delas irão perder as duas coisas: tempo e dinheiro correndo atrás de médicos, terapeutas, psicanalistas, etc! rs
    Qto vale uma boa noite de sono? Uma tarde sem pressa? Um dia inteiro sem compromissos?
    Dizia o Machado de Assis: “Matamos o tempo, mas é o tempo que nos mata…”

  • Bia2015

    Gostei muito do ponto de vista.

    Adoro me planejar financeiramente … ver realmente o custo X benefício das coisas … mas vejo o quanto o equilíbrio é importa … ou mesmo num momento de lazer se ficar pensando “vale realmente pagar esse valor por isso? posso mais barato? ” você não vai “se curtir” acho importante quando realizo um planejamento financeiro reservar tempo e dinheiro para determinada coisa, e com esse dinheiro e com esse tempo fazer o que bem entender, se eu reservar hipoteticamente a tarde de sábado para visitar um sobrinho, e reservar R$40,00 para este passeio, não me importar de pagar R$10,00 reais por sorvete se estiver dentro deste planejamento … e não me importo de pagar um pouco mais na gasolina, se isso for mais cômodo e estiver dentro do orçamento estipulado …

    gostei muito do post.

  • marcos santos

    obrigado por expressar seu ponto de vista pois preciso fazer uma redaçao cuja o tema e tempo e dinheiro e fui uma boa base !!

  • What Matters

    Excelente artigo! A mensagem subliminar presente indica que muitas vezes somos levados pelas aparências (R$ 0,30 visualmente é melhor do que R$ 0,60) sem levar em conta todas as variáveis ocultas; E olha que você nem chegou a comentar sobre a economia que às vezes fazemos com relação à marcas diferentes do mesmo produto, aonde trocamos a qualidade pelo preço. A consequência é que no final das contas iremos gastar mais por um produto que irá durar menos, o que pode ser mais caro no longo prazo.

    Ou seja, tudo se resume a estar no estado mental correto. Já fiz alguns posts sobre o assunto no meu blog, visite qualquer dia: http://goo.gl/mFoQN

    Abraços!

    Rafael Souza – What Matters the Most

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  • 100003654972539

    leia é muito interessante

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    leia é muito interessante

  • saulo

    show HC, nunca vi um post sobre isso, já era hora.

  • 100001265310213

    Muito o artigo leiam…

  • Henrique Scarpati Conti

    Parabéns pelo texto!
    Este é uma reflexão que gosto muito de incitar nas pessoas, pois, principalmente quando se está na famosa ‘matrix’ do trabalho dos dias de hoje, é difícil se por fora dela para lembrar e aproveitar estas situações.

    Vale lembrar um ponto que não foi citado que é quando o seu ‘gasto’ começa a se tornar recorrente.
    Seguindo o seu exemplo, aquela viagem começa a acontecer todos fins de semana na casa de praia, ou a necessidade de cópias passa a ser frequente e com aumentos progressivos de volume. A partir do momento que começa-se a ‘notar’ isto, vale o esforço de uma reflexão um pouco mais profunda de planejamento. Se eu já sei que vou viajar várias vezes, então, nas próximas não é difícil lembrar de abastecer naquele posto mais barato quando passar nele ou planejar de tirar minhas cópias com um dia de antecedência (e até mais volumes de uma só vez) no momento em que estiver próximo à outra copiadora mais em conta.

    Outro ponto que já foi citado em alguns comentários é a intensidade do valor daquele tempo. Você está cansado, precisando estudar, concentrar-se, sem dúvida vale a pena a troca pelo que está mais próximo, no entanto, se o resto do seu dia está livre, se em seu planejamento não tem próximas tarefas importantes, quem sabe uma caminhada, um banho de sol, ou mesmo respirar ares diferentes desperte novas curiosidades, novas ideias, ‘anima’ o cérebro.

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  • 100000140696278

    Boa reflexão para o dia a dia corriqueiro, onde fazemos cálculos de cabeça de forma “esperta” e rápida, e acabamos caindo numa ilusão de que sempre estamos ganhando vantagem em percentuais altos, mas em contrapartida com ganhos reais ínfimos. Gostei muito desse post!

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