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Dinheirama > Finanças Pessoais > Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividado

Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividado

39comentários

Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividadoEu tenho estudado bastante educação financeira já faz uns dois anos. Depois de ler o famoso livro “Pai Rico, Pai Pobre”, do Robert Kiyosaki, assumi que o lema para minha vida seria “fazer o dinheiro trabalhar para mim”.

Paralelamente, tenho estudado também maneiras possíveis de sair das dívidas, pois eu mesmo passei por essa situação. Sim, eu fiz uns investimentos de risco e ganhei muita experiência com isso (em outras palavras, perdi dinheiro!). Por isso, estou focando em minhas finanças pessoais para buscar a liberdade em termos financeiros.

O mais curioso nessa situação é que tenho visto a dívida do ponto de vista do endividado. Uma coisa é seu consultor financeiro te ajudar a decidir o que fazer, pois a visão de mundo dele é de uma pessoa com “as contas em dia”, equilibradas; outra é você conseguir colocar em prática todos os passos propostos, com todas as dificuldades que a restrição na renda te impõe (sair menos, corte de supérfluos etc.).

Por isso, venho aqui destacar três pontos importantes que você provavelmente não ouviu em nenhum outro lugar sobre como estar endividado e sair do buraco.

1. Você provavelmente está ganhando menos que o necessário
Vamos dizer que você tenha cansado perder dinheiro para o banco e operadoras de cartão de crédito todo mês. Daí você decide se educar financeiramente, procura livros sobre o tema, vai a encontros, frequenta blogs e começa a colocar os conceitos em prática. Mas, por mais que você corte supérfluos e faça sacrifícios, a conta do mês nunca fecha. Parece familiar?

Bem, as chances são grandes de que você esteja ganhando menos que o necessário para se manter com o mínimo possível. Veja, grande parte das dicas da educação financeira são voltadas para pessoas com maus hábitos de gasto, o que deixa implícito que as pessoas ganham o suficiente, mas gastam mal.

Mas, quase nenhum material é voltado para pessoas que ganham menos do que precisam, pois o problema deixa de ser de educação financeira e passa a ser de educação profissional. Então, o que você pode fazer? É um tema delicado, pois envolve suas aspirações e planos de vida. Algumas ideias de coisas que você pode fazer:

  • Trabalhar horas extras. De preferência, em um ritmo pesado (várias horas por semana), mas por um tempo limitado, de modo que possa levantar uma quantia que faça grande diferença no final do mês. Aqui, a ideia-chave é que você se sacrifique por um período determinado – ou corre o risco de virar escravo do emprego e prejudicar sua saúde/qualidade de vida;
  • Começar um negócio próprio nas horas vagas. Você não precisa investir dinheiro para começar o próprio negócio. Hoje, com a popularização da Internet e as várias ferramentas gratuitas de qualidade, você pode colocar um site no ar com menos de 100 reais por ano. As possibilidades são imensas: um blog sobre sua expertise, uma loja virtual, sites voltados a ganhar dinheiro com propaganda e por ai vai. Para mais informações, recomendo o livro “Vai Fundo”, do Gary Vaynerchuk;
  • Começar uma consultoria. Não importa em qual área você trabalhe, há sempre a possibilidade de fornecer consultoria. Quaisquer que seja sua expertise ou problemas que saiba resolver, com certeza há alguém lá fora inclinado a pagar por esse conhecimento. Aqui, o importante é ter uma grande rede de contatos e saber utilizá-la bem.

2. Você pode ter alcançado o limiar da miséria
É interessante como os conceitos mais curiosos vem de áreas de estudo que nem imaginamos. Por exemplo, em um livro sobre pôquer, o “Poker Tells”, do Mike Caro (ainda sem tradução para português), ele introduz um conceito interessante: o limiar da miséria.

Aqui não falo de miséria como “condição financeira extremamente desfavorável”, mas em um sentido psicológico de sofrimento. Quando estamos passando por uma situação desagradável, seja falta de condicionamento físico, problemas amorosos ou mesmo dívidas financeiras, há um limite de dor que podemos suportar. Ao romper esse limite, simplesmente paramos de sentir dor; a situação para de nos incomodar.

O problema é que, embora a situação não nos incomode mais, ela ainda existe. Então, a partir desse momento ela continua piorando, sem controle, pois sai de nossa supervisão. Por exemplo, vamos dizer que você esteja fora de forma e a barriga comece a crescer. Ela cresce, você fica preocupado, mas não age em cima disso, pois a solução requer um esforço muito grande para você (deixar de comer bobagem, se exercitar etc.).

Enquanto a situação piora, você vai ficando cada vez mais preocupado. Se você não age, em determinado momento seu cérebro começa a achar que a situação não tem mais cura e “entrega os pontos”. Mesmo sabendo que existe um problema, não há mais dor, não há mais preocupação. A barriga vai continuar crescendo e você não vai mais ficar tão chateado. Complicado, não?

O mesmo processo pode ocorrer com suas finanças. Se você não age no problema logo, por mais sacrifício que essa ação exija, você pode alcançar seu limiar e ver a situação sair do controle facilmente. Você terá pensamentos como: “Eu vou comprar isso, sim, afinal não vou conseguir pagar a dívida do banco mesmo”. E ai a coisa vai “ladeira abaixo”.

Caso você tenha achado tudo isso familiar, agora entende por que nunca conseguiu colocar seus programas e planilhas para funcionar. A questão é que você não acreditava ser possível. Agora que você conhece esse efeito, é importante estudá-lo a fundo e identificar as situações em que ele surge para que você corte os pensamentos assim que eles aparecerem.

3. Suas finanças podem ter se tornado seu campo cego
Um outro problema psicológico parecido que você pode estar enfrentando é a existência de “campos cegos” (tradução livre para “Ugh Fields”).

Voltemos ao exemplo da pessoa com má condição física. Outro cenário possível – e mais comum do que você imagina – é a pessoa começar a dieta/tratamento, mas perceber então que esse caminho requer um sacrifício muito grande. Assim, ela termina associando dor ao processo/solução. Com o tempo, apenas ao pensar em “não comer chocolate” ou “frequentar academia”, essa pessoa sentirá dor.

Assim, como um mecanismo de autodefesa, o cérebro dela simplesmente ignorará o condicionamento físico, de modo a fugir da dor. Sempre que alguém falar com ela sobre isso, ela irá fugir do assunto; se ela vir algo na TV, ela mudará de canal. Haverá o surgimento de um verdadeiro ponto cego.

Tudo isso pode acontecer com suas finanças. Por “sair do vermelho” ser um processo difícil, o surgimento do campo cego é algo possível. Faça uma reavaliação de como você se sente em relação à situação, como tem se comportado em direção a isso nos últimos tempos e obterá algumas respostas. Para leitura adicional, você pode ir aqui e aqui (em inglês).

Tomara que você consiga mudar. Eu consegui!
Despeço-me na expectativa sincera de que essas dicas te ajudem de alguma maneira. Se forem o vetor de mudança para te tirar do vermelho, você terá feito meu dia. O importante é agir e não deixar-se dominar pelo comodismo e pela “zona de conforto”.

Você, que já conseguiu sair de situações difíceis, que tipo de conselho gostaria de ter recebido na época? Compartilhe-o conosco no espaço de comentários. Até mais!

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Paulo R. Ribeiro

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Aspirante a Engenheiro, curte um bom papo e acredita que as pessoas podem mais com a vida. Escreve no site "Estrategistas" e está trilhando um caminho para se tornar Empreendedor em série. No twitter: @paulorrj

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  • http://twitter.com/ACParucker Anderson C. Parucker

    Muito interessante esse conceito do limiar da miséria. Realmente é aplicável em vários aspectos da vida.

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Realmente. Se me lembro bem, no livro ele aborda no ambiente das apostas: não é pq você perdeu 1000 reais, você vai apostar mais 300 e não vai fazer diferença. Pode não fazer diferença hoje, mas um dia fará.

  • gabriel

    Muito bom seu artigo. Estou cansado de ouvir ou ver pessoas dando conselhos como se os endividados fossem idiotas… A gente não chega a esta situação por opção, voluntaria, pelo menos.

    Há 2 coisas que eu descubri que se eu soubesse antes, podiam ter ajudado:

    1- fazendo uma analogia com o corpo humano, com a idade o metabolismo muda e ao continuarmos comendo engordamos e é dificil adaptar os hábitos à nova realidade e comer menos. Quando a receita diminue se demora um tempo em perceber que pode ser uma coisa definitiva. E muito mais em se adaptar a hábitos mais economicos.

    2- Outra coisa é que nem sempre o sucesso é perene. Sempre um avião pode derrubar uma torre, um produto ou serviço se tornar obsoleto etc. (quem diria q a Kodak poderia quebrar) e mudar (diminuir) a renda. Saber reconhecer a época de vacas gordas e fazer uma BOA reserva é muito importante. (Não adianta poupança p 3 ou 6 meses… os meses voan na esperança de virar a mesa e dar a volta por cima.)

    Sds.

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      >”A gente não chega a esta situação por opção, voluntaria, pelo menos.”

      Concordo com você.É muito mais por deseducação e falta de informação do que vontade própria.

      Não entendi mt bem seu ponto 1, mas o ponto 2 é MUITO importante. Uma das minhas metas é ter um ano de despesas guardadas, para eventualidades.

  • http://www.facebook.com/FulgencioBomtempo Fulgêncio Bomtempo

    Ótimo artigo!

    Parabéns!

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Obrigado, Fulgêncio!

  • renata

    Ótimo artigo e também muito bom comentario do ‘gabriel’.

    Os endividados tem consciencia de que estão errando, mas não sabem como agir para corrigir o erro e também não conseguem resistir às tentações (como no caso de deixar de sair com os amigos vez ou outra por causa de grana). Ou seja, sabemos o que é errado, não sabemos o que é o certo.

    Sem falar que certas dívidas levam muito tempo para serem resolvidas, é difícil suportar privações por muito tempo…

    O primeiro tópico deste artigo (maior ganho de salário) confirmou o que eu já vinha pensando, às vezes é o caso de nos darmos mais valor profissionalmente.

    Obrigada

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      É bem isso, Renata. Falta de informação mesmo; eu tiro por mim.

      O prazer é todo meu!

  • JOSÉ HENRIQUE SILVEIRA

    Parabéns pelo artigo, voce foi realmente no cerne da questão. Parabéns

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Obrigado, José!
      É vivendo e aprendendo.

  • Celso

    Quando ouvimos “educadores financeiros” falando, normalmente nunca pensamos que ele pode estar numa roubada financeira !

    Afinal de contas, se há psicólogos desajustados socialmente, pastores que falam para o público mas tem em casa uma crise aguda – por que não existiriam educadores financeiros na pindaíba ?

    Gostei do que li – parabéns !

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Obrigado, Celso!

  • Thieres Machado

    Olá!

    Realmente Paulo seu artigo é de grande ajuda, pois quase que me encontro exatamente nessa situação. A diferença é que não tenho dívidas, a não ser despesas (aluguel, luz, etc). Mas também não saio muito, não possuo muito bens. A maioria dos livros que li, falam de quem administra mau o dinheiro que ganha. Percebi isso também e comentei com minha esposa que não gastamos muito e sim, é que nossa renda é muito baixa. Portanto pensei em algumas estratégias e comecei a revender folheados, fiz um investimento de R$ 100,00, na verdade tenho pessoas vendendo para mim e acredite, por ter apenas 20% em termos de lucro, chega a entrar cerca de no mínimo R$ 50,00 a mais em meu orçamento, isto é, mais dinheiro para ser poupado e investido futuramente e mais, dinheiro que entra sem ter necessariamente a minha presença, podendo continuar a excercer meu trabalho. Agora estou comprando algumas lingeries, bolsas, etc (pequenos investimentos).

    Obrigado por compartilhar sua experiência Paulo e a todos desejo sucesso!!

    Thieres

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Isso é muito bom!

      Pessoalmente, acredito que é esse tipo de iniciativa que nos traz segurança financeira; ser capaz de gerar dinheiro com negócios.

      Se continuar dando certo, volta aqui e escreve para gente!

      Abração

  • Eugenio

    Não concordo com o “ganhar menos do que o necessário para se manter”. Isso por si só é um mau hábito. O nível de vida deve ser adaptado à renda do indivíduo.

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Também vejo assim, Eugênio, para a maioria dos casos.

      Entretanto, há gente lá fora bem educada financeiramente vivendo uma vida ruim e nunca cogitaram essa possibilidade que eu trouxe.

    • Fernando

      Mas as vezes a renda é o suficiente para pagar o aluguel, agua , luz e se alimentar muito mau, nesse caso eu concordo plenamente com com o Paulo, na da pra se adaptar a miséria.

  • Gisele

    Excelente matéria Paulo, parabéns e obrigada! Me identifiquei muito e seus conselhos com certeza vão me ajudar.
    Abraço!

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Obrigado, Gisele. Sucesso!

  • Alex

    Achei interessante as ideias, mas, só faço restrição na situação ganhar menos do que precisa. Logicamente isso acontece, mas, dentro de lapsos temporais, decorrente de mudanças repentinas; o casal que se separou; perdeu-se o emprego e o outro o salário é menor, etcc… Se você vive desde criança com pouco, isso se torna sua referencia e vc vai a té a velhice sem problemas, mas, se você está a 10 anos vivendo com R$5.000,00 e derrepente passa a ter só R$3.000,00, ai a coisa complica, pois, seus gastos eram em cima de ter 5mil e como gastar 5mil por mês, tendo somente 3mil disponíveis. Só tem uma solução, cortar na carne e isso significa ter esposas ou marido, filhos todos insatisfeitos, além de vc mesmo. Ninguém gosta de deixar de ir a academia que frequentava a mais de 6 anos; deixar de ir almoçar na praia aos domingos e não tem outra solução. É necessário força psicológica para fazer frente as essa reduções de padrão econômico. Para não entrar na chamada bola de neve, me acostumei a usar uma planilha excel com minhas receitas e meus gastos. Quando inicia o mês sei que vai entrar X de salário, que tenho Y de prestações fixas, que tenho Z de previsão de gastos variáveis (gasolina, alimentação, etc.). Diariamente fico atualizando a planilha, tenho campo para quantidade de dinheiro em espécie, não fico preocupado se gastei com picolé, bombom, mas quando chego a noite vejo o que ainda tenho em espécie e atualizo para o dia seguinte. Assim nesse exato momento sei o que tenho em espécie, o que tenho nas contas bancárias, o que ainda tenho a pagar até o final do mês. Vale a pena perder um tempinho e controlar a evolução financeira diariamente. Fica a dica para não entrar no buraco e se entrar saber que está entrando. Abç.

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Dicas valiosíssimas, Alex.

      Um dos motivos para eu ter entrado numa fria foi ter largado esse controle financeiro. Quando percebi, tinha sido tarde demais.

      Agora, já estou de volta aos programas e planilhas ;)

  • Valdomiro Ribeiro

    Excelente artigo, entretanto faltou falar se você Paulo já coneguiu alcançar a independência financeira. Estudo Educação Financeira também há 2 anos e já perdi algum dinheiro na Bolsa de Valores. Sou estudante universitário e minha renda é baixa. Consegui poupar um capital para investimento, mas acabou servido para uma emergência.
    Agora estou novamente iniciando do zero.
    A dica mais importante que posso dar aos leitores é a seguinte:
    Poupe os 10% sempre e jamais gaste este dinheiro. Quando reunir uma quantia considerável, estude meios para aplicá-lo, seja ações, seja produtos para vender, construção de um site de vendas, consultoria, etc.
    Depois de auferir lucro com o desenvolvimento da idéia tem que continuar a poupar os 10$ todo santo mês mais os lucros do seu empreendimento (caso não seja sua única fonte de renda).
    Outro ponto importante. Esse capital NÃO É PARA COMPRAR UM CARRO NOVO, ou qualquer outro bem que não lhe trará lucro.
    Esse capital é UNICAMENTE para ser reinvestido até o fim da sua vida.
    Se quer adquirir bens faça uma poupaça paralela, mas não toque nesse capital.
    Alguns autores dizem que você pode utilizar PARTE dos frutos gerados pelos investimentos para gastar.
    Minha idéia é apenas para começar os investimentos, como uma pessoa que tem um emprego fixo que não pode abrir mão, como é o meu caso.
    Caso você tenha espírito empreendedor, pode acumular o capital para abrir seu próprio negócio. Claro que tudo deve ter um bom planejamento e muito estudo.
    E, por fim, quando a sua poupança estiver com um vulto considerável, já podemos começar a diversificar os investimentos em ações, CDB, Títulos da dívida pública, comprar um carro para revenda, etc.
    Há excelentes artigos neste blog e também indico o livro do Conrado Navarro “Vamos Falar de Dinheiro!”.
    Alcançar a independência financeira não é uma tarefa nada fácil, exige MUITA disciplina e paciência. Mais difícil ainda quando se tem um salário baixíssimo que se consome na maioria das vezes somente na sua subsistência.
    Mas uma coisa é fato, ou você segue as dicas e toma uma atitude na vida ou suas perspectivas serão exponecialmente prejudicadas.
    Então continuo com meus passos de formiga, incessantemente em busca da minha independência financeira.
    Espero ter contribuido para a discussão.
    Grande abraço a todos.
    Boa sorte

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      > Excelente artigo, entretanto faltou falar se você Paulo já coneguiu alcançar a independência financeira.

      Não, Valdomiro. Também sou Universitário e minha renda ainda não é boa. O dinheiro que perdi foi mais em iniciativa de negócios do que em investimento no mercado.

      De todos os pontos que você destacou, enfatizo mais a disciplina. Sem isso aqui, não dá mesmo.

      Outra coisa legal que as pessoas confundem: quando começam a poupar, assim que enxergam um valor legal na poupança, compram bens (principalmente o carro). É bem isso que você mencionou: se quer comprar, poupe em paralelo.

      Quanto a mim, tenho um espírito empreendor e acredito que posso alcançar minha independência financeira através dele. Por isso, estou buscando muito conteúdo e experiência.

      Sucesso!

    • Allan Ct

      Interessante a ideia. Acredito que cada um deve se educar o mais que possível financeiramente, e optar onde deseja investir. Também sou universitário e ganho salário para subsistência, e seu como é difícil pensar em investir nessa situação.

  • Pingback: Bem-vindos leitores do Dinheirama.com | Estrategistas

  • http://twitter.com/geemarquess Geovanne Marques

    Muito bom. recebo sempre os artigos de vocês..
    estão de parabéns, agora é parar e refletir!

  • http://ricardokozima.com/1056/empreendedorismo-no-brasil-aqui-esta-como-superar-as-crencas-limitantes/ Ricardo Kozima

    Olá Paulo!

    Excelente artigo! Realmente a mente humana tende a retardar assuntos importantes, principalmente quando o assunto é dinheiro, é essa famosa zona de conforto que atrasa nossas vidas, mas com um pouco de persistência diariamente é possível vencer.
    Obrigado por compartilhar conosco!

    Grande abraço,
    Ricardo Kozima

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Obrigado, Ricardo. O prazer é meu.
      Sucesso!

  • http://www.livro-objeto.com.br/ Livro-objeto

    Boa noite, Paulo.
    Gostei demais de seu artigo! Já fui uma mulher muito endividada e tive ajuda de um orientador de finanças. Depois, passei a ler sobre o assunto e acompanhar blogs sobre o tema. Antes de criar a Livro-objeto Atelier e Design, fui psicóloga. Então, do ponto de vista da psicologia, os itens 2 e 3 descritos por você são muito frequentes!!! E poucas pessoas os percebem, porque são muito sutis e muitas vezes inconscientes. Parabéns, muito feliz sua exposição.
    Abçs,
    Luciana Diniz

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Obrigado, Luciana.
      Interessante ver tudo isso confirmado por uma psicóloga.

      Abração

  • Pereira

    Todos nós temos problemas.
    Alguns com problemas gravíssimos, aliás qualquer problema é grave.
    Falo por mim, tenho relutado bastante para evitar o vício do jogo.
    Parece que tudo que faço é para arrumar um valor razoável para jogar, tendo uma sustentabilidade no jogo.
    Reconheço o perigo desse comportamento.
    Dá uma impressão que quero tirar o pé da mala de uma forma mágica e milagrosa.
    Há uns 3 anos lí vários livros que me ajudaram bastante, sem eles, daria pena de mim mesmo.
    Atualmente estou ganhando exatamente o que gasto, só está faltando aumentar a minha renda, coisa que não é nada fácil pra ninguém, por que acho que todos nós estamos fazendo o máximo que podemos.
    Por falar em não ser fácil, na verdade não existe nada difícil, nós é que achamos primeiramente a dificuldade, e vemos apenas a dificuldade, motivo suficiente para uma desculpa de não continuar a obrigação.
    Aqui entra o dilema meu caro Paulo Ribeiro, sempre temos um problema a resolver, o ciclo é contínuo.
    Não é apenas sair de uma situação desfavorável, se manter fora já é um problema que demanda atenção e cuidados.
    As nossas necessidades psicológicas geralmente fala mais alto, nos empurrando para posições de desvantagem.
    É aí que nossos pontos de vista coincidem, aumentar a renda de alguma forma.
    E de qualquer forma o drama sempre vai estar presente, vencemos ou seremos vencidos.
    E o meu recado não é disciplinar e nem apresentar receitas, o que tem me feito sobresair um pouco melhor , a primeira coisa foi AGIR.

    Sem ação não há como começar nada, portanto movam-se.
    Tirem a bunda da cadeira, e ataquem.
    Mas não como loucos desorientados.

    Abraços !!

  • Cristiankelen

    Gostaria de ter lido esse artigo em julho de 2011, tudo que o que está escrito ai aconteceu comigo, mas eu pude manter a calma. Li muitos outros artigos em blogs sobre endividamentos extremos, hoje minha dívida está bem controlada, mas posso afirmar que conhecimento e o ponta pé inicial para começarmos a agir sobre o endividamento, com tudo que aprendi reduzi muito meu endividamento até outubro de 2012 já quitei tudo mas isso foi graças e muito planejamento e acreditar que ia dar certo e a mudança dos meus hábitos foram o que mais ajudaram em tudo posso resumir a uma frase “parei de cavar” obrigado.

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Fico feliz em ouvir isso. Em outubro, volta aqui e escreve como você conseguiu se livrar do que devia, para ajudar mais pessoas.

      Abraço

  • Marcos Lira

    Paulo muito bom seu artigo. É carapuça para muita gente, acredito que 90% das pessoas ou passam ou passaram por esta situação e não é nada fácil e agradável conviver em seu dia a dia com a preocupação de como vai sanar suas dividas. Uma coisa muito importante e que foi dito em um dos comentários, é o fator PLANEJAMENTO, sem ele ninguém tente colocar nada, empreender sem metas, sem objetivos, sem estratégias é pedir para afundar no máximo dos dois primeiros anos de vida. Falo por experiência própria. Quando me via perto de colocar dinheiro do meu bolso (usar o meu salário) para cobrir um determinado investimento ou empreendimento, eu puva fora, jogando para tras, ai eu digo de carteirinha, todo um “gasto” realizado, pois, a esta altura já tinha contraído emprestimos e/ou financiamento, que sobrariam no fial de tudo para eu cobrir sabe lá de onde (claro, seria do salário) e então as nossas necessidades basicas do dia a dia (Feira, transporte, educação, etc) ficariam todos comprometidos devido a esta falta de visão, de planajamento consciente (estudar baste o que se quer empreender, conhecer a fundo o mercado), ou então, o ponteiro de temperatura financeira não sairá do “vermelho”. Mas, uma coisa que venho aprendendo: “Empreender não é uma fato apenas de se montar algo, mas, de perserverá de modo estartegico focado em um objetivo com metas prédefinidas”. Vão em frete, mas, não deixe de lado o seu manual de bolso (um Projeto e/ou um bom Plano de negocio consolidado). Parabéns a todos.

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      Realmente, uma maneira de não cair no caos é manter uma contabilidade separada para você e para seu negócio. Vou lembrar disso.

      Abração

  • http://www.facebook.com/juniorjvc7 Antônio José Claudio Júnior

    Inspirador!

  • Pingback: Lista de Links #6 « Contradições de um Gordo

  • joão

    Otimo artigo, parabens, pois sei que este problema que a grande maioria das pessoas passa
    na vida vem de escolhas pisicologicas.
    Vou contar em poucas linhas o que aconteceu comigo. Sou pratico de farmacia e durante muito tempo min vie envolto em problemas financeiro, achando que o que ganhava mal dava para suprir as necessidades basicas. (alimentação,aluguel,etc..) ate conhecer a mais ou menos cinco anos atras uma materia chamada PROGRAMAÇÃO NEURO LIMGUISTICA.
    Li varios livros sobre o tema,fis cursos de educação financeira,controle da mente sobre nossas escolhas,habitos saudaves e habitos destruidores etc… Recomendo aqueles que queiram realmente mudar sua vida para melhor o livro PODER SEM LIMITES. (Anthony Robbins).
    Hoje tenho total controle sobre minha vida financeira, consegui chegar a um exelente cargo no meu ramo de atividade, supervisor de lojas, mas mesmo assim continuo mim instruindo e procuro falar para todos os meus colegas de trabalho que procurem sempre ler jornais, artigos financeiros, procurem cursos em suas areas de trabalho e leian livros sobre PNL.
    Um abraço a todos do amigo JOÃO.

  • CLINTON

    Muito bom o artigo, por tocar mesmo na ferida, diferente de matérias repetitivas de TV. Acho que um ponto que posso citar com minha experiência é que, quando sua empresa demonstra estar indo bem, aparecem várias pessoas para lhe falar: “você é demais”, “se você não ficar rico, ninguém mais fica”. Na verdade, não aparece ninguém para lhe dizer: “e as finanças de sua empresa? estão bem? sua empresa é sustentável?”. Portanto, ´pés no chão` para não empolgar com um momento em que você pode achar que tudo vai bem e ao primeiro imprevisto tudo vai abaixo. E motivação sempre para recomeçar.

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@Dinheirama, vocês sempre tem assuntos sérios, pertinentes e exclusivos, parabéns!!!

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