Nova economia, os empreendedores e os recursos intangíveis

21 mar Empreendedorismo

Nova economia, os empreendedores e os recursos intangíveis

Empreendedores e startups criam negócios a partir de ideias e recursos intangíveis. A tendência molda nova economia mundial, com pequenas e médias representando grande parte do PIB.

por João Kepler
há 2 anos

Nova economia, os empreendedores e os recursos intangíveisUma economia feita por otimistas, persistentes e sonhadores, é assim que estamos percebendo este momento positivo na economia mundial. Os empreendedores em suas startups e seus negócios inovadores acreditam que podem, acima de tudo e contra todas as probabilidades, construir algo melhor, desenvolver do nada e contribuir com mudanças para um mundo melhor.

No Brasil, vivemos o boom do empreendedorismo: parte significativa do mercado está, finalmente, dando o devido valor a esses que, contra tudo e todos os obstáculos, fazem acontecer. Com isso, o empreendedorismo deixa de ser apenas um meio ou alternativa de sobrevivência para assumir uma posição de importância no cenário nacional. Negócios são criados todos os dias, cada vez mais preparados, trazendo ao mercado serviços e produtos que tem um encaixe, que ofereçam soluções de problemas, brechas e oportunidades não exploradas.

Mesmo sem ter uma educação voltada especificamente para isso, onde se prepara também o aluno para o mercado de trabalho e para a vida empresarial, já temos menos morte empresarial antes dos dois anos de empresa. Segundo o Banco Mundial, somos 6,2 milhões de negócios empreendedores instalados e já estamos em terceiro lugar no ranking de empreendedorismo no mundo.

Mas, afinal, como eles conseguem sobressair no Brasil? Um país com leis antigas e uma complexa, lenta e burocrática máquina pública. Simples, operando à margem e no sentido de não precisar dele, com recursos próprios, da família, ou de um investimento semente, operando com ênfase no capital intangível.

Estes pequenos grandes negócios são tocados pelos sócios que fazem o capital intelectual e usam tecnologia de ponta, utilizam ferramentas gratuitas, serviços nas núvens pagando apenas pelo que usam, fazem uso do Marketing Digital para divulgar seus negócios e trabalham com maior eficiência com operações simplificadas e reduções de custos. O que existe de capital tangível é muito pouco que possa ser contabilizado e que seja essencial. O que significa dizer que, hoje em dia, é preciso de menos recursos para iniciar, construir e manter um negócio.

Até bem pouco tempo, no passado recente, uma empresa pra ter sucesso e conquistar mercado tinha que ter, além de um bom produto, altos investimentos em marketing tradicional, capital de giro, estrutura física, estoque, equipamentos, imóveis, entre vários outros componentes para formação do capital. Hoje, em empresas como Google, Microsoft e FaceBook, seus maiores e valorados ativos são software e gente qualificada. Ou seja, a maior parte são, efetivamente, recursos Intangíveis.

Individualmente, as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) são apenas gotas no balde da econômica mundial – mas, no conjunto, fazem um grande volume, pois já são responsáveis por quase 65% do PIB global, segundo pesquisa da Forester Research.

As grandes indústrias e empresas já perceberam o valor da cadeia produtiva e da redução de custos na parceria com MPEs, já que da sinergia com elas derivam benefícios mútuos. As PMEs são hábeis em descobrir como ganhar vantagem, sempre que possível através de associações comerciais, por exemplo. Para uma pequena empresa, uma parceria com uma empresa maior, cuja marca, canal e força de vendas ou distribuição podem ser aproveitado é a grande oportunidade de que precisam.

Bem, não podemos somente comemorar o momento desta nova economia; essa situação tem que ser percebida como um todo. Não é fácil realmente valorizar uma coisa abstrata, que não é tangível, e ainda existem empresários que não entenderam a chamada Revolução Digital e tem dificuldade em valorizar um negócio com estas características.

Você já deve ter ouvido algo tipo “Se não tem mesa, cadeira, maquina, estoque, produto acabado e estrutura, não tem valor!”. Essa afirmação, infelizmente ainda encontramos no mercado, principalmente entre aqueles que aprenderam a fazer negócio na maneira antiga, desde o escambo.

Pense Nisso! @JoaoKepler

Foto de sxc.hu.

João Kepler João Kepler

Investidor Anjo, membro da Anjos do Brasil; Finalista do prêmio Spark Awards como Investidor Anjo do Ano; Conhelheiro da GCSM Global Council of Sales Marketing; Associado e Mentor na Seed Investimentos e Participações; Mentor e Cotista na Aceleradora Start You Up; Investindo em mais de 10 StartUps; CEO na Plataforma B2B de Internet Ticketing @ShowDeIngressos; Blogueiro e Colunista de diversos Portais no Brasil,; Palestrante internacional; Empreendedor Serial; Especialista em Comércio Eletrônico, Marketing Digital, Empreendedorismo Digital e Vendas; Escritor e autor de Livros e DVD´s, como: “Vendas 3.0″, “O vendedor na Era Digital” e “Vendas & Atendimento”; Incentivador do ecossistema empreendedor no Brasil; Espalhador de Ideias Digitais e Melhores Práticas em Negócios.

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  • http://www.guilhermeazevedo.com.br/ Guilherme Azevedo

    Eu ainda aposto nos otimistas. O capital intelectual, que é intangível, é de um valor indecifrável!

  • Allan Ct

    Aquela história, os otimistas vêem na dificuldade uma oportunidade, os pessimistas, na oportunidade uma dificuldade. Com tantos empecilhos obstruindo o empreendedorismo no Brasil, temos aqueles que encontram alternativas inovadoras, utilizando as ferramentas tecnológicas e utizando recursos intángíveis à seu favor.É aquela máxima, quando apertam de uma lado, escapamos para outro. Até quando vier a mão do Estado e cortar estas regalias, fazendo com que tenhamos que buscar outras alternativas.Ou vai me dizer que este lance de investir no intangível for um sucesso, não vai atrair a olhares muitos, querendo uma fatia do bolo?