26 abr Orçamento Tutoriais

O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros

A recente queda dos juros pode ser interessante para você? O que fazer, como aproveitar a redução nas taxas? Vale a pena financiar ou emprestar dinheiro agora?

por Conrado Navarro
há 3 anos

O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos jurosEduardo comenta: “Navarro, depois do anúncio de taxas de juros mais baixas por parte dos bancos estatais, os bancos privados resolveram entrar na disputa e também ofereceram juros menores. Vale a pena mudar de banco? Os preços das coisas serão afetados com essa medida? Como ficam os consumidores diante dessa história? Obrigado”.

Começou anunciada como “decisão histórica” e terminou como um movimento de mercado. A queda nas taxas de juros cobradas pelos bancos estatais, originada a partir da pressão do governo por crescimento econômico, foi seguida por seus concorrentes privados.

Nossa taxa de juros real (descontada a inflação) é de 3% ao ano, valor mais baixo já registrado desde a adoção do Real. É fato que há uma mudança em curso e é provável que você esteja comemorando tudo isso que está acontecendo. É justo. Pretendo, com este artigo, explorar o que está diante de nós, mas de uma forma sincera e objetiva.

O governo declarou guerra ao elevado spread bancário e decidiu forçar a queda dos juros. Há algumas semanas, a presidente Dilma Rousseff afirmou que os juros, nos níveis atuais, representam um entrave ao crescimento do país. “Temos a necessidade de colocar nossos juros e spreads incluídos nos padrões internacionais de custo de capital”, ela disse.

O ministro Guido Mantega foi mais incisivo depois de ser cobrado pelos bancos privados. Ele disse que “em vez de trazer soluções anunciando aumento de crédito, os bancos privados fizeram cobranças de novas medidas do governo. Se os bancos são tão lucrativos, eles têm margem para reduzir taxas”.

Abordarei as questões recorrentes que temos recebido sobre o tema em forma de perguntas e respostas, acreditando, assim, facilitar a compreensão dos desdobramentos trazidos pelo tema.

O que é o spread bancário?
Spread (pronuncia-se spréd) bancário é a diferença entre o custo do dinheiro[bb] para o banco (representada pela taxa básica de juros, a Selic) e a taxa cobrada dos clientes. O lucro representa uma parcela do spread, que também é composto de impostos, compulsório, despesas administrativas e provisão contra inadimplência.

Segundo dados do Banco Mundial, de 2010, o Brasil tem um dos mais elevados spreads bancários do mundo, de 31,1%, perdendo apenas para o Congo (39,7%) e Madagascar (38,5%). No Chile, esse indicador é de 3%. No México, 4,1%.

As taxas de juros cobradas de consumidores e empresas caíram mesmo?
Caíram, sim! Os bancos públicos seguiram a ordem federal e “derrubaram” suas taxas de juros, permitindo aos consumidores acesso a linhas de crédito mais baratas e com prazos maiores. A realidade é que os juros de diversas linhas de crédito caíram.

Depois de uma tentativa frustrada de pressionar o governo, liderada pela Febraban, os bancos privados aderiram ao movimento e resolveram entrar forte na concorrência por novos empréstimos e financiamentos mais baratos.

A portabilidade de crédito, regulamentada em 2008 pelo Banco Central, garante que o cidadão possa escolher uma nova instituição e migrar sua dívida, desde que ela tenha característica semelhante à contratada no banco original. E já há quem tenha tomado essa decisão depois do anúncio de corte nos juros.

Cabe ressaltar que a redução das taxas destes empréstimos ainda não chegou de forma vibrante à economia real. Não se percebem preços mais baixos por produtos no varejo, por exemplo. O governo acredita que um consumo mais vigoroso e os reflexos destas mudanças surjam a partir do segundo semestre.

Então os bancos estavam “metendo a faca” nos consumidores?
Tenho notado e concordo com a indignação de muitos leitores. Afinal, baixar tanto assim significa que as taxas cobradas eram abusivas, altas demais? Ou isso ou teremos problemas ali na frente, principalmente com os bancos públicos, já que o Tesouro (eu, você, todos nós) poderá ser chamado a fechar certos “rombos”.

Quero crer que a questão é mesmo de falta de concorrência, ou seja, de taxas e lucros altos demais. Além disso, é preciso notar que os bancos estão baixando taxas das linhas que oferecem mais garantias, como empréstimo consignado (descontado em folha), financiamento de veículos (o carro é a garantia) e cheque especial e rotativo do cartão de crédito apenas de clientes[bb] que recebem os salários pelo banco.

Não se trata de um convite ao consumo?
Sempre que você oferece produtos (e o crédito, neste caso, é um produto) a preços mais baixos, a intenção é vender mais, aumentar sua base de clientes – afinal, é preciso “compensar” a redução dos preços com mais volume de vendas, de forma a não prejudicar a geração de lucro e a satisfação dos acionistas.

Logo, oferecer crédito mais barato tem o propósito óbvio de movimentar a economia através do incentivo ao consumo. A questão merece reflexão em dois aspectos:

  • O consumidor consciente, educado financeiramente e que sabe seus limites econômicos, poderá tomar mais dinheiro emprestado sem que as parcelas deste empréstimo fiquem maiores que as que ele já contraiu ou conhece. Neste caso, juros mais baixos significarão que ele poderá aumentar seu consumo sem que isso represente dívidas maiores;
  • Por outro lado, o “convite ao consumo” pode levar muitos brasileiros a se endividar simplesmente porque “agora as parcelas ficaram mais baratas”, mas sem que esse seja um assunto abordado dentro de um contexto de orçamento doméstico. Não adianta pagar mais barato quando há abuso no crédito tomado. O pensamento “se antes eu contrataria tanto e pagaria tanto, agora posso pegar tanto vezes dois e pagar um pouco mais que tanto” pode elevar o endividamento e aumentar a inadimplência.

Qual a grande vantagem do momento para o consumidor?
Um aspecto que ganha um peso fundamental nessa nova época de juros mais baixos é a renegociação de dívidas. Aproveitar que as linhas de credito tiveram suas taxas cortadas pode significar parcelas e/ou prazos de pagamento menores. Acredito que, mais do que pensar em consumir, a hora é de repensar as atuais dívidas e tratar de aliviar o orçamento familiar.

O passo fundamental neste sentido é o diálogo. Você tem que ir até o banco em que mantém seu empréstimo atual, sentar com o responsável e conversar. E, claro, pesquisar outras instituições e modalidades de crédito[bb] para avaliar qual a melhor saída para diminuir o seu saldo devedor. Modalidades como crédito pessoal (CDC) e crédito para aquisição de bens de consumo podem ser portadas com facilidade.

Vale a pena insistir no banco onde possuo conta ou migro para outro de cara?
Prefira o contato com a instituição onde já possui relacionamento. Antes, porém, investigue e pesquise quais as condições oferecidas por bancos concorrentes e faça questão de conhecer o que eles têm a oferecer. Visite a concorrência, escute as opções e faça algumas simulações.

Então, com sinceridade, volte ao seu gerente e apresente tudo aquilo que você conseguiu. Valorize o relacionamento existente e peça para que eles avaliem a possibilidade de melhorar (cobrir) as propostas que você tem em mãos. Diante de tanto “barulho” em torno do tema, é grande a chance de concederem a você algo bem interessante.

Agora, se a conversa com o responsável por sua conta não der em nada, não hesite em procurar outras instituições. A migração está acontecendo e os bancos públicos anunciaram crescimento expressivo na concessão de crédito depois do anúncio das medidas. No Banco do Brasil, por exemplo, essas operações aumentaram 45% nos primeiros cinco dias. Na Caixa, a alta foi de 17%.

E quem não está conseguindo as taxas anunciadas, como deve proceder?
Sempre há entrelinhas, letras miúdas e detalhes que passam longe da publicidade de massa. Neste caso, resumirei de forma objetiva o que está acontecendo: as taxas anunciadas não são para todos. Alguns bancos exigem que o cliente esteja recebendo seus salários por lá, outros fazem uma análise de crédito mais “rigorosa” e definem a taxa de acordo com ela e por ai vai.

A solução, portanto, está no diálogo franco com o atendente. Procure entender quais as vantagens oferecidas, quem pode aproveitá-las, se há contrapartida e quais as condições exigidas para que as taxas anunciadas sejam efetivamente colocadas em prática. Não se assuste se apenas parte do “prometido” se tornar realidade.

Como fica o perigo do endividamento excessivo e do aumento da inadimplência?
Trata-se de um perigo real, mas que ainda não assusta tanto em termos estatísticos. Se o brasileiro vai apenas aproveitar para ter mais crédito a custos menores (consumir mais, mas sem comprometer mais de sua renda) ou se vai “se esbaldar” com a guerra dos juros (endividando-se perigosamente), isso nós só saberemos no decorrer dos meses (anos).

Que fique claro que eu sou um defensor ferrenho da educação financeira. Portanto, temo pelo endividamento excessivo das famílias e não recomendo que o crédito seja usado de forma indiscriminada, só “porque ficou mais barato”. O fato é que o brasileiro se endivida “pouco” em relação a outros povos e paga suas contas em dia, então o tema ainda não causa calafrios em mais ninguém (só em mim).

Afinal, o que devemos fazer diante desse cenário?
As mudanças nos patamares de juros são bem-vindas, isso é inegável. Com o dinheiro custando menos, a economia ganhará fôlego e os consumidores inteligentes poderão consumir mais e melhor. Insisto: o que não dá é para usar essas conclusões para alimentar seu desejo de consumo e sair às compras porque “agora as condições estão imperdíveis”.

O planejamento financeiro realizado com cuidado, acompanhado de um orçamento doméstico constantemente atualizado e revisto, ainda é a chave para a realização de sonhos[bb] e para uma vida sustentável no longo prazo. O dinheiro deve ser sempre um meio, uma ferramenta, não um fim.

Todo mundo quer pagar menos, mas pagar mais barato não é sinônimo de comprar melhor. Avalie suas necessidades, limites orçamentários e metas. De repente pode valer a pena esperar antes de comprar isso ou aquilo através de um financiamento. De repente você não precisa de empréstimo coisa nenhuma. Mas aceite que você é o responsável por essa decisão e suas consequências.

Por fim, cuidado com o endividamento. Ele pode começar invisível, aparentemente bem administrado, mas logo poderá se tornar um problema grave, capaz de “detonar” sua vida familiar. Prefira sempre a liberdade e a formação de patrimônio ao preencher suas expectativas. Quem sabe de sua vida é você, não eu ou seu vizinho. Certo?

As informações foram úteis? Deixe seus comentários no espaço abaixo e também em meu Twitter: @Navarro. Até a próxima.

Foto de sxc.hu.

Conrado Navarro

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros "Dinheiro é um Santo Remédio" (Ed. Gente), “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), autor do blog "Você Mais Rico" do Portal EXAME e colunista da Revista InfoMoney. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro
Importante: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.
  • http://www.efetividade.blog.br Jônatas R. Silva

    Parabéns Navarro,
    Abordou de forma clara e objetiva as principais dúvidas.
    Show de bola.

    Abraço,

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Oi Jônatas, obrigado pela força de sempre! É um prazer tê-lo por aqui.
      Grande abraço.

  • Adriana Rodopoulos

    CA-TA-PIM-BA! Como diria meu filho. Altamente didático, simples e utilíssimo. Sinto falta de inserções assim lá na lista! Publica lá no Face, Navarro. Isso é um serviço de utilidade pública!

    abraços e bom feriado!!!

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Adriana, tudo jóia? Obrigado por apoiar essa nossa iniciativa com tanto entusiasmo. Vou levar lá para o grupo no Facebook sim, me ajuda a divulgar por lá?
      Valeu! Abração.

  • Evertonric

    Como disse Jonatas , show de bola. :-)

    Já compreendia os conceitos apresentados, mas não conseguiria explicar tudo de forma clara, simples e objetiva.

    Educação financeira na veia!

    Abraços,

    @everton_ric

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Opa, “tamo junto” amigo Everton! Valeu pela força e divulgação sempre. E parabéns pelo belo trabalho realizado em prol da educação financeira. Abração.

  • Carmen.

    Parabéns pelo conteúdo, clareza e didática do texto. Achei excelente.

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Obrigado pelos elogios, é muito legal poder contribuir e sanar dúvidas recorrentes. Valeu e bom feriado!

  • Renato C

    Ficou faltando o investidor…. o que ele faz com a queda dos juros? Chora? rs

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Oi Renato, tudo bem?
      O artigo voltado para os investimentos está sendo preparado. Decidi separar ou teríamos um texto extenso demais.
      Valeu. Abraço.

  • http://www.livro-objeto.com.br/ Livro-objeto

    Conrado, boa noite. Gostei bastante deste artigo de hoje, pois eu estava um pouco perdida em relação as questões de mudanças de juros e suas possíveis consequências na vida de todos. Tenho uma dúvida e gostaria de expô-la aqui: “noto que, cada vez mais, as lojas estimulam o consumidor a pagar a prazo. Já fiz compras em algumas lojas em que o valor a prazo é igual ao valor a vista. E cada vez menos tenho conseguido desconto para pagamento a vista. Tenho percebido que o parcelamento está se tornado a forma habitual de consumir e quando proponho um pagamento a vista os vendedores as vezes riem ou perguntam porque eu não pago a prazo, afinal o preço é o mesmo. Bom, essa é uma ponderação que se amarra na que vem a seguir: na minha infância, fui aos Estados Unidos algumas vezes a passeio, e lembro-me de escutar as pessoas falarem que lá todos consumiam muito e faziam dívidas enormes, porque os juros eram baixos e as chances de calote muito pequenas. Nesta época, os jovens dos EUA já saíam endividados das faculdades, mas tinham perspectiva de pagar porque os juros eram baixos e a economia girava. Sabemos que este tempo já passou lá nos EUA e que agora as coisas são diferentes. Outro dia, li em seu blog algo sobre um possível cartão de crédito com parcelas em até até 200 vezes… Para mim, um pesadelo. Então, aí vai minha pergunta e peço desculpas se estiver muito confusa: não estaríamos, nós brasileiros, repetindo um pouco o que os americanos viveram 30 anos atrás? Ou seja: estímulo ao consumo excessivo, juros baixos, estímulo ao parcelamento excessivamente prolongado, pagamentos a perder de vista, jovens cada vez mais endividados. Existe a chance de, daqui alguns anos, nos encontrarmos numa bolha parecida? Abraços, Luciana Diniz.

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Oi Luciana, como vai?

      Obrigado pelo comentário que muito agrega à nossa discussão. Eu concordo que há um perigo em uma sociedade extremamente consumista. Não gosto da ideia e sempre que posso critico as compras em excesso.

      A comparação dos países é válida, mas precisa ser contextualizada dentro de diferentes regras de negócios e estágios econômicos. Repare na explicação que dei ao leitor Valdomiro, onde falo de algumas diferenças que mantemos, por exemplo.

      É provável que não tenhamos uma crise de liquidez ou solvência em nossas instituições, mas ao mesmo tempo é preocupante a invenção da compra parcelada de qualquer coisa (lá fora não se parcela quase nada, a não ser bens duráveis e coisas de longo prazo).

      Somos muito mais “caretas” no que diz respeito à liberdade financeira de instituições e temos uma economia estável há pouco tempo. Isso pode significar muitos anos de amadurecimento e algumas fases amargas, mas há um horizonte de desenvolvimento interno muito diferente do de outras épocas.

      Compartilho da preocupação em relação ao mundo das compras parceladas. Há quem defenda que já estamos próximos de uma “bolha imobiliária”, então confesso que estou, como você, observando e aprendendo. Tomara que nossos líderes também estejam, não é?

      Abraços.

      • http://www.livro-objeto.com.br/ Livro-objeto

        Excelente, obrigado pela resposta! Luciana Diniz

  • Valdomiro Ribeiro

    Bom dia Conrado! Gostaria de saber se esse “convite ao consumo” não é um risco para os banco brasileiros no sentido de aumentar exponencialmente os empréstimos e, em consequencia, a inadimplência.
    Há o risco de uma recessão brasileira?
    Excelente post!
    Abraço

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Oi Valdomiro, obrigado por comentar e por participar da discussão. Nosso sistema financeiro é bem diferente dos que viveram os problemas nos países desenvolvidos, principalmente porque já passamos por uma crise bancária de proporções grandes, o que fez com que ficássemos muito conservadores (e diminuíssemos a concorrência, em contrapartida).

      Assim, nossas exigências de compulsórios são maiores, há regulamentação contra a alavancagem excessiva dos bancos e por ai vai. Mas, é importante dizer isso, não se pode garantir que a criatividade financeira ficará limitada a estes controles. Podemos ter problemas sim, embora a questão brasileira esteja claramente sustentada em uma crescente melhora no ambiente doméstico (renda, ambiente de negócios etc.).

      Para aprofundar-se em alguns temas, procure mais sobre PROER, Acordo de Basiléia III, compulsório e entenderá mais os detalhes de tudo isso.

      Grande abraço.

  • http://twitter.com/abatistas Alexandre Silva

    Artigo muito bem escrito e esclarecedor. Parabéns!

  • Stallone

    Ola Conrado!

    Estas novas taxas valem para financiamento do tipo Leasing? Tenho um veiculo assim e ainda tem quase 2 anos para pagar. Após ler este texto vou a minha agencia, mas se puder me adiantar informações para eu ir mais preparado, agradeço.

    Muito obrigado.

  • Fernando

    Bom dia/tarde !!
    Conrado,tenho aplicações no tesouro direto,com essa baixo nos juros ainda vale a pena aplicar no tesouro ?
    Abcs

  • Vitor Nagata

    Conrado, muito bom o artigo, como sempre.
    Abs

  • Paulintdc

    Conrrado, ate que ponto a queda nos juros pode beneficiar uma aposentada que possui um emprestimo consignado no Banco do Brasil? Se ela quitar essa divida esse mes, ela tera redução no montante da divida em decorrencia da queda dos juros?

  • Lilian Dora

    Bom quando uma pessoa aplica 35.000,00 o melhor mesmo é a poupança por enquanto,certo ? Não tem imposto de renda e taxa de administração estou certa ?
    Lilian Tessa

  • Hercules

    Boa tarde Navarro.
    Primeiramente, parabens pelo livro.Ótimo! Linguagem franca e clara.
    Como ainda nã havia lido o seu livro eu cometi a grande besteira de financiar um carro em cinco anos.Tratava-se de um Celta zero km.
    Já se passaram três anos e estou sentindo na pele (no bolso) o quanto custa manter o carro.
    O carro na época custava R$ 22.500,00 á vista. Assumi uma dívida de R$ 33.000,00 dividida em 60 parcelas de R$ 550,00.
    Após ter lido o seu livro resolvi fazer as contas e descobri que, na realidade, o carro me custa cerca de R$ 900,00 /mês (parcela do financiamento + seguro + Ipva + manutenção + banho). Isso sem falar em combustivel e estacionamento que no meu caso variam bastente.
    A essa altura do campeonato já paguei o valor do carro ( R$ 22.500,00)… Agora só estou pagando os juros do financiamento (R$ 10.500,00)
    Resultado. O carro ja está bem usado.. Eu já perdi o interesse por ele e ninguem vai querer comprar esse mico que tenho nas mãos.
    Como o carro me custa uma parcela muito grande do meu Orçamento mensal .Só pra vc ter uma idéia gasto mais com o carro do que com aluguel.
    Estou tentando desesperadamente renegociar o financiamento.
    Voce sempre fala na portabilidade de dívidas. Isso só ser para o crédito pessoal e para dividas muito longas com por exemplo o financiamento de imóveis?
    Eu quis aproveitar a queda dos juros e fui até a Caixa Econômica para saber se eles poderiam comprar o restante da minha dívida que está no Santander.
    Depois de quase uma hora no banco fui informado que a portabilidade para a divida de automóveis não existe. Isso procede? Resolvi ligar no banco do brasil e fui informado que só há portabilidade para o finaciamento de imóveis. Porque é tão dificil encontrar uma instituição financeria disposta a compra a minha dívida? Não é negócio para o banco que vai assumir? Não tenho esse direito garantido por lei? Quem posso procurar? Tem algum meio menos trabalhoso? Voce pode me orientar por favor?
    Obrigado e no aguardo.
    Hercules

  • Ma

    Olha, trabalho em banco e posso afirmar, o que houve foi so barulho e anuncio de taxas mais baixas mas que ja existiam, um ou dois produtos a curto prazo que baixou alguma coisa de verdade, o que se estã fazendo notadamente e uma campanha politica antecipada em cima de algo que incomoda a todos. Concordo e acredito plenamente no comentario de que seremos chamados a cobrir o rombo dos cofres dos bancos publicos, afinal, executar uma ordem do governo se torna facil dentro das caracteristicas diferenciadas que possuem os bancos publicos dos privados, quero ver a sustentabilidade disso a longo prazo. O que se esconde e nao se diz e que o brasileiro nao e bom pagador, somente no RS, mais de 20.000 carros estao com mandado de busca e apreensao por falta de pagamento. Dentro da instituicao que trabalho e que nao e privada, mensalmente quase 1 por cento dos clientes sao inscritos no SPC. vamos com calma ao pote, que a coisa nao e tao bonita como a Camila Pitanga.

  • Pingback: As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida? | Mais Renda Na Internet()

  • Gabi_madia

    Gostei muito do seu artigo!!! estou fazendo um trabalho sobre Captação, capitalização, spread e lendo o seu texto pude entender um pouco mais sobre o assunto.
    Espero conseguir desenvolver o meu trabalho pois matemática financeira é muito complexo!!!

    Obrigada!

    Gabriela.

  • Monalisa

    olá, tenho uma duvida e espero que possa me ajudar, fiz um empréstimo de 20.000,00 reais para pagar em 30 vezes, o valor final será de 28.380,00. os pagamentos estão em dia, vale apena fazer outro empréstimo com juros menores? qual seria o “desconto final” que eu teria? obrigada

  • Info

    Oferecemos particulares, empréstimos comerciais e pessoais com muito Minimal taxas de juros anuais tão baixos quanto 0,2% dentro de um período de um ano a 50 anos de duração do reembolso para qualquer parte do mundo. Nós damos a empréstimos na faixa de US $ 5.000 a $ 100.000.000 empréstimos USD.Our são bem segurado para o máximo de segurança é a nossa prioridade,

    Você está perdendo o sono em noites preocupantes como obter um emprestador empréstimo Legit? Você está mordendo as unhas até o sabugo? Em vez de bater-se, entre em contato Fortune Empresa Empréstimo Confiança agora, especialistas empréstimo que ajudam a parar de histórico de crédito ruim, para descobrir uma solução que é a nossa vitória Mission.Are lo financeiramente espremido? Você procura fundos para pagar créditos e débitos? Você busca financiamento para montar seu próprio negócio? Você está na necessidade de empréstimos privados ou de negócios para diversos fins? Você buscam empréstimos para realizar grandes projetos? Você busca financiamento para vários outros processos? Se você tiver qualquer um dos problemas acima, ele,

    Eu posso ser útil para você, mas eu quero que você entenda que eu dou os meus empréstimos a uma taxa de juros de 0,2%. Pedir até $ 100.000.000 USD. Escolha entre 1 a 50 anos para pagar.

    Escolha entre mensal e Plano Anual de reembolsos. Flexíveis termos de empréstimo.

    As pessoas interessadas devem entrar em contato via e-mail.

    Informações para contato:
    Email: Easternloan@w.cn
    País: Malásia
    Sra. Kate Johnson,
    Consultor Geral,
    Oriental Empresa Financeira de Crédito,

  • http://www.nkcontabilidade.com.br/ Contabilidade SP

    Parabéns pelo artigo Conrado! Muito bom mesmo!

  • Kazimfinance

    Você precisa de um empréstimo? Você está na necessidade de qualquer tipo de empréstimo? Inscreva-se agora
    (kazimfinance@yahoo.com) agora para o melhor do empréstimo. Oferecemos todos os tipos
    de empréstimo, tanto em termos de comprimento e prazos curtos. Inscreva-se agora e você
    partilhar o testemunho a outros.

    Empréstimo está disponível para pessoas de 18 anos e acima.

    Atenciosamente
    Kazim.