07 mai Poupança Tutoriais

As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida?

Entenda as mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança e como elas afetam sua vida. A poupança continua melhor que fundos DI e renda fixa com alta taxa de administração.

por Conrado Navarro
há 2 anos

As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida?Thiago comenta: “Navarro, os juros estão caindo, o governo finalmente mexeu na rentabilidade da caderneta de poupança e o crédito ficou mais barato. Como o pequeno investidor deve encarar esta realidade? Onde aplicar nosso dinheiro para garantir melhores retornos? A poupança continuará atraente? Em que situações? Obrigado”.

Até pouco tempo atrás, coisa de uns 10 anos, investir no Brasil era relativamente simples. Bastava aplicar seu dinheiro em produtos de renda fixa, geralmente fundos conservadores oferecidos pelos bancos, e esperar pela virada do ano. Ao final de 2002, a Taxa Selic estava em 21%. Apesar da alta da inflação na mesma época (IPCA foi de 12,5%), era possível ganhar pelo menos 6% reais (sem impostos, taxas e descontada a inflação), ao ano, quase sem risco.

Em contrapartida, investir na poupança significava “perder” dinheiro. Em 2002, para ficarmos no mesmo exemplo de 10 anos atrás, a caderneta teve rentabilidade de 8,95%. Muito, mas pouco, já que a rentabilidade real, usando a inflação como parâmetro, foi negativa. Em termos simples, seu custo de vida aumentou 12,5% (IPCA) e a poupança rendeu 8,95% – logo, seu ganho real foi cerca de 4% negativos (clique para entender melhor essa conta).

A situação mudou!
Os juros básicos da economia (Selic) foram caindo, em um movimento iniciado com mais ímpeto na gestão de Henrique Meirelles (governo Lula) e seguido com ainda mais vigor pelo escolhido de Dilma, Alexandre Tombini. O histórico da queda dos juros impressiona: saímos do patamar de 30% em maio de 1998 para os atuais 9% em maio de 2012.

Com os juros em 9% ao ano, a rentabilidade da poupança (0,5% ao mês mais a variação da TR – Taxa Referencial) passa a ser muito interessante. Sem incidência de Imposto de Renda (IR) e taxas, ela já se equipara à rentabilidade líquida (descontado IR e taxa de administração) de muitos fundos de renda fixa tradicionais. No artigo “O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros” abordo a questão dos juros bancários.

Diante deste cenário, muitos leitores enviaram questões relacionadas aos seus investimentos, às mudanças na caderneta de poupança e suas decisões financeiras daqui em diante. Aproveitarei este artigo para tentar responder algumas delas.

Quais foram as mudanças anunciadas para a caderneta de poupança? Elas já estão em vigor?
Para poupanças abertas a partir de 04/05/2012, haverá um gatilho que diminuirá o retorno da poupança. Quando a taxa de juros fixada pelo Banco Central, a Selic, for igual ou inferior a 8,5% ao ano, o rendimento dos novos depósitos será igual a 70% da Selic mais a variação da TR. Se a Selic voltar a subir e ultrapassar o patamar de 8,5% a.a., a regra antiga da poupança será usada para corrigir os valores depositados.

Por que mexer no retorno da caderneta de poupança?
Imagine os juros (Selic) em 7% e a caderneta de poupança rendendo os mesmos 6% garantidos todo ano. A rentabilidade real de muitos produtos de renda fixa ficaria muito abaixo da caderneta, podendo levar investidores a migrar seus investimentos. Isso traria o risco de o governo passar a ter dificuldades para vender títulos públicos, que são a base de fundos de renda fixa e servem para “financiar” o Estado.

Assim, a rentabilidade da poupança acabou se tornando o piso da taxa de juros. Ou seja, sem mudar o retorno da poupança não seria possível levar os juros para níveis menores que os 6% até então garantidos da caderneta. Esse problema já havia sido discutido no governo Lula, que considerou o tema “impopular”. Dessa vez, a mudança gerou uma Medida Provisória (MP), que está na Câmara dos Deputados e requer aprovação.

Cadernetas de poupança já existentes serão afetadas?
Sim. De acordo com a MP apresentada, a partir de 04/05/2012, aportes feitos em contas-poupança já existentes também serão rentabilizados a partir da nova mudança proposta. Tenha em mente, portanto, que as novas regras valem para novas contas e novos aportes em contas já existentes.

Então, apesar de ser a mesma caderneta, os depósitos serão identificados de acordo com a data e assim rentabilizados de forma diferente?
Isso mesmo. Os valores já depositados antes da entrada em vigor da “nova poupança” terão sua rentabilidade mantida de acordo com as regras antigas. Novos aportes, porém, sofrerão ação do gatilho de 8,5% da Selic.

Mas, como o banco vai distinguir o que é depósito novo e o que é depósito antigo?
Segundo o Banco Central, o banco será obrigado a apresentar ao poupador, em separado, o saldo da caderneta que está sob as regras antigas. Essa informação será apresentada nas consultas aos terminais de atendimento e no extrato bancário. Na prática, você terá dois saldos referentes à caderneta de poupança.

E o que acontecerá quando eu for sacar dinheiro da poupança? O total sacado será retirado do montante mais novo (dentro das novas regras) ou da poupança mais antiga?
Em caso de saque, o dinheiro vai sair primeiro da parte sob as regras novas. O dinheiro “antigo” só sai da conta se o dinheiro “novo” não for suficiente.

Em caso de transferência de poupanças de mesma titularidade, será usada a nova regra da poupança?
Sim. A movimentação caracteriza um saque (da poupança de origem) e um depósito (na poupança destino), sendo considerada uma nova movimentação. Logo, o gatilho originado da nova regra passará a valer para esta transação.

E no caso dos rendimentos de dinheiro considerado “antigo”, ou seja, de uma caderneta já existente antes da data da mudança?
Os rendimentos do dinheiro aplicado antes da nova regra serão considerados “dinheiro antigo”, ou seja, somar-se-ão ao montante investido antes da regra e seguirão rendendo pela regra antiga até que sejam utilizados.

Há possibilidade da Taxa Selic cair abaixo de 8,5% e subir novamente dentro do mesmo mês, dificultando o cálculo da rentabilidade do dinheiro aplicado?
Não, pois as reuniões que definem essa taxa são realizadas a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), inclusive com calendário já divulgado.

Como o investidor deve encarar essa mudança na rentabilidade da poupança? Em que situações a caderneta será interessante?
A verdade é que o pequeno investidor[bb] não deve mudar muito sua concepção sobre o uso da caderneta de poupança. Para aplicações de curto prazo (até um ano), poupança para compra de bens à vista e fundo de reserva para emergências, a poupança continuará sendo uma excelente opção.

Vejamos alguns exemplos:

  • Em caso de Selic a 8,5% ao ano, percentual que dispara o gatilho da poupança, fundos DI terão que oferecer taxas de administração menores que 1% ao ano para resgate em até um ano ou serão menos rentáveis que nova poupança. O mesmo acontece com CDBs (títulos privados) que paguem menos de 90% do CDI e operações com títulos públicos cujos custos sejam maiores que 0,5%;
  • Em caso de Selic a 8%, a rentabilidade da poupança (5,6%) praticamente empataria com de fundos de renda fixa com taxas de administração de 0,5% (5,7%) e ainda venceria CDBs que paguem menos de 96% do CDI.

Apesar da mudança, os investimentos feitos na caderneta de poupança renderão mais que outros produtos conservadores de curto prazo?
Por enquanto, sim! A diferença é que essa situação não acontecia com tanta frequência, o que exigirá dos bancos uma mudança de postura em relação aos custos envolvidos em seus fundos de renda fixa voltados para o pequeno poupador. Taxas inferiores a 1,5% terão que ser prática comum ou a poupança continuará sendo mais interessante. O mesmo vale para a rentabilidade dos títulos privados (CDB), que terão que remunerar melhor o investidor (pelo menos 95% do CDI). Você pode ver outras simulações clicando aqui.

Como sei quando vale a pena? O que devo levar em consideração?
Dois fatores merecem atenção: o Imposto de Renda – as alíquotas vão de 22,5% (resgate antes de seis meses) a 15% (após dois anos) do ganho – e custo do investimento – a taxa de administração no caso dos fundos e os custos operacionais (custódia e taxa de negociação) no caso da compra e venda de títulos públicos (Tesouro Direto).

Uma referência geral pode ser útil: para Selic entre 8% e 10% (situação esperada para 2012), fundos de renda fixa só serão tão ou mais interessantes que a poupança se oferecerem taxa de administração máxima de 1,5% (prazo acima de dois anos) e 1% (prazo de até um ano). Para os CDBs, só se oferecerem pelo menos 95% do CDI. A verdade é que muitos fundos perderão para a poupança se não mudarem suas taxas.

Ora, então a mudança da poupança pode ser considerada uma boa notícia?
Sim. Ao ser anunciada a medida, percebi que muitos brasileiros ficaram inquietos, alguns até preocupados. Primeiro, não há razão para pânico, afinal não se trata de confisco ou coisa parecida – felizmente, isso é passado. Segundo, muita calma com o discurso “eles querem tirar dos pobres e não dos ricos”, já que não é possível ser uma potência econômica e criar melhores condições para os negócios (empreendedores, concessão de crédito, expansão comercial etc.) com juros elevados.

Além disso, uma aplicação cujo retorno esteja sempre acima dos juros básicos, de forma garantida, geraria distorções no trânsito de investimentos[bb] e, consequentemente, na economia. Ninguém compraria títulos públicos se a caderneta desse mais retorno (e sem taxas e impostos), certo? Sem vender seus papéis, o governo perderia sua capacidade de investir e rolar sua dívida, além do que haveriam recursos em excesso para o financiamento imobiliário (65% dos depósitos na poupança devem ser usados para este fim) e escassez para outras coisas.

O cenário “deixa como está” seria bem pior, acredite. Assim, mexer na rentabilidade da caderneta de poupança era essencial para permitir a queda de nossos juros reais, desonerando assim o custo do capital. A consequência mais perigosa ainda continua sendo a inflação, que por enquanto está sob controle, mas assusta economistas no que diz respeito ao ano de 2013. Até lá, façamos todos nossa lição de casa: ler sobre o tema e sobre as possibilidades de fazer render nosso dinheiro. Estamos juntos nessa.

Ajude-nos a compartilhar estas novidades e participe da discussão. Deixe seus comentários no espaço abaixo e siga-nos no Twitter – @Dinheirama – e Facebook – www.facebook.com/dinheirama. Até a próxima.

Foto de sxc.hu.

Conrado Navarro

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros "Dinheiro é um Santo Remédio" (Ed. Gente), “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), autor do blog "Você Mais Rico" do Portal EXAME e colunista da Revista InfoMoney. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro
Importante: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.
  • Claudio Lima

    Parabéns pela matéria.

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Oi Claudio, obrigado pelo comentário. Fico feliz que o texto tenha sido útil.
      Abraços.

  • http://www.facebook.com/thiagou2bh Thiago Avila Borges

    Bem esclarecedora a matéria, Conrado. Li uma vez um artigo seu, onde você dizia já dizia que a Poupança teria de sofrer mudanças para o Brasil avançar na questão dos juros. E que a população de muitos países desenvolvidos investiam mais em outras formas de rendimento do que na caderneta. Você, mais uma vez, provou que estava certo.

    Seria interessante até relembrar esses artigos, pena que não lembro o nome do título de cabeça rsrs

    Grande abraço

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Olá Thiago, como vai?
      Obrigado por comentar. Pois é, nós demos um bom destaque para essa discussão em 2009. Achei alguns artigos, veja se são esses:

      Investidores de olho na Selic – Poupança ganha adeptos – http://migre.me/8ZBcM
      Caderneta de poupança: investir ou não? Por quê? – http://migre.me/8ZBes
      E a poupança em época de juros baixos? – http://migre.me/8ZBf5

      Fico muito feliz de contribuir com a formação de brasileiros no que diz respeito à educação financeira. Conte sempre conosco. Abraços.

      • http://www.facebook.com/thiagou2bh Thiago Avila Borges

        Isso mesmo, Conrado. Valew :D

  • Rogério Toledo

    Excelente matéria Conrado. Obrigado!

  • http://www.facebook.com/people/Sandro-Nunes-da-Silva/100002325833690 Sandro Nunes da Silva

    Eu acho que os Brasileiros devem achar ruim sim essa medida,pois mexe no bolso do pequeno investidor que mais investe em poupança,pois se o governo se preocupa tanto assim com a migração dos titulos publicos federais,porque ele não baixa as aliquotas de IR desses fundos????

    Nosso Pais já sentiu na pele que o segredo para aquecer a econômia de um país é reduzir impostos,todo mundo viu o que aconteceu quando reduziu o IPI dos carros.Mas sempre que se fala em cortar impostos o governo pula fora e mais uma vez são os cidadãos brasileiros que pagam a conta do problema dos juros.

  • Iuri Baptista

    Conrrado, antes de qualquer coisa, parabéns pelo seu trabalho no Dinheirama! Você manda bem de verdade.
    Mas eu queria saber se você tem certeza de uma informação aqui: os saques terão sempre prioridade os da “poupança nova”? Por que antigamente era o depósito que estivesse com o aniversário mais longe, não era? Assim, pode ser que eu tenha um saldo que acabou de fazer aniversário na poupança antiga, mas o sistema vai tirar sempre da poupança nova, independente do aniversário estar perto ou longe.
    Obrigadão!

    • Iuri Baptista

      Opa, Conrado, claro. ;D

    • Iuri Baptista

      Ah, e mais outra coisa, se o depósito “antigo” fica intocado lá no fundo do baú, quer dizer que essa bagunça de dois saldos no extrato só se desfaz fazendo uma nova conta. Na Caixa, por exemplo, existe um limite mínimo de 1 centavo para manter a conta. Esse 1 centavo será sempre do saldo antigo…

  • Marcelo Tissot

    Olá Conrado, mandou bem! Post bastante esclarecedor, principalmente neste momento, onde muitos pensam que o Governo apunhalou os “mais pobres” e beneficiou os bancos.

    Na sua opinião, neste momento valeria a pena pensar em investimento de Fundo Imobiliário, na faixa de R$ 10.000, com rentabilidade miníma de: 8,5% (0,71%am), para o primeiro ano?

    Obrigado.

  • Rosana

    Olá, Conrado

    Gostei muito do seu artigo de perguntas e respostas, ficou bem didático.

    Considerando que é esperado uma queda meio constante na taxa de juros a longo prazo, será que a poupança antiga não poderia ser considerada um bom investimento?

    Abraços,
    Rosana

  • Pingback: Mudanças na poupança: entenda como a MP altera os rendimentos dos investidores Blog Dominus()

  • Pingback: Descubra como e por que a poupança mudou! - Blog Investmania()

  • Barros Economista

    As mudanças na poupança significam que:
    O Banco Central não tem mais compromisso com o controle da inflação. Suas decisões são politicas.
    O PT tem a intenção de praticar uma “taxa Selic abaixo da inflação”, ou seja , “juros negativos”. Caso isso aconteça, qualquer investimento em renda fixa, inclusive a poupança, TRANSFORMA-SE EM DESPOUPANÇA, ai, as economias dos Brasileiros que fazem poupança, chamados de modo pejorativo por alguns petistas radicais de “rentistas”, serão destruidas pela inflação, então, “adeus à aposentadoria complementar e outros sonhos de quem se esforça para poupar”. NÃO É CORRETO DESTRUIR AS ECONOMIAS DOS BRASILEIROS PARA AUMENTAR LUCRO DE EMPRESÁRIOS. O TRABALHADOR SÓ TEM COMO GARANTIA A SUA POUPANÇA. QUANDO CHEGA A CRISE OS EMPRESÁRIOS DEMITEM OS TRABALHADORES QUE FICAM SEM NENHUMA PROTEÇÃO POIS AS SUAS ECONOMIAS POUPADAS FORAM CORROÍDAS PELOS JUROS NEGATIVOS PRATICADOS PELO GOVERNO. OS EMPRESÁRIOS NÃO SE PREOCUPAM MUITO COM A INFLAÇÃO POIS REPASSAM OS AUMENTOS DOS PREÇOS NAS MERCADORIAS QUE VENDEM, NO ENTANTO, OS TRABALHADORES NÃO PODEM PROTEGER A SUA POUPANÇA PORQUE O GOVERNO REAJUSTARÁ ESSA POUPANÇA ABAIXO DA INFLAÇÃO BENEFICIANDO PORTANTO OS EMPRESÁRIOS. AS CENTRAIS SINDICAIS AINDA APOIAM ESSA POLITICA DO GOVERNO (ALIÁS, APOIAM TUDO QUE O GOVERNO QUER, POIS SEUS LIDERES VIRARAM POLÍTICOS OPORTUNISTAS), QUANDO OS TRABALHADORES PERCEBEREM JÁ SERÁ TARDE. ESSA SITUAÇÃO JÁ VIMOS ACONTECER EM ALGUNS PAÍSES. APÓS A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA DAS FAMÍLIAS, INSTALA-SE UM CLIMA DE DESÂNIMO NA ECONOMIA, O CONSUMO DAS FAMÍLIAS DIMINUI E ENTÃO VEM A RECESSÃO.
    ESPERAMOS ESCLARECER AOS BRASILEIROS O PERIGO QUE A POUPANÇA DOS BRASILEIROS ESTÁ CORRENDO. EXISTE UMA COMPANHA MUITO FORTE (DE NATUREZA IDEOLÓGICA) PROMOVIDA PELO GOVERNO NO SENTIDO DE ALIENAR A POPULAÇÃO EM RELAÇÃO A ESSA QUESTÃO.
    ESTÃO CULPANDO AS PESSOAS QUE FAZEM POUPANÇA POR CAUSAR PREJUÍZOS A NAÇÃO. A ESCOLHA DE UMA DETERMINADA CATEGORIA DE CIDADÃOS COMO “BODE EXPIATÓRIO” PARA FAZER POLÍTICA É MUITO RUIM PARA A DEMOCRACIA, NÓS JÁ ASSISTIMOS ISSO NA ALEMANHA NAZISTA (“PERSEGUIÇÃO AOS JUDEUS AGIOTAS”. SÓ FALTA O PT INCENTIVAR AS PESSOAS COMEÇAREM A AGREDIR FISICAMENTE OS CIDADÃOS QUE TEM O HÁBITO DE POUPAR, PORQUE A AGRESSÃO MORAL, ESTA JÁ ESTÁ ACONTECENDO.

    • Rosana

      Excelente comentário, você esclareceu muitas coisas para mim.
      Eu achei estranho esse novo cálculo da poupança e um total desrespeito com o povo brasileiro essa MP entrar em vigor no dia 4, quando se sabe que a maioria dos brasileiros recebe dia 5…

    • Adr Guanaes

      Finalmente encontro um comentário lúcido e que retrata fielmente a realidade. É um absurdo o que estão fazendo com as nossas economias, de uma vida de sacrificios

  • http://www.facebook.com/people/Pobretão-De-Vida-Ruim/100003513889338 Pobretão De Vida Ruim

    Já era, não temos mais onde ganhar dinheiro, agora é gastar tudo em ipads.

    E os pobres como nós que querem ser milionário se deram mal.

    Quase chorei de raiva ao ver a mudança na poupança.

  • Pingback: Como as modificações no rendimento da poupança afetam o mercado | Rota Executiva – Michael Page()

  • http://www.guilhermeazevedo.com.br/ Guilherme Azevedo

    Vai aí um exercício:
    Eu tenho R$10 mil aplicados pela regra antiga da poupança. Hoje, faço uma nova aplicação de R$10 mil. No dia 10/07 terei que fazer um resgate de R$10 mil Qual dinheiro será resgatado? O da regra antiga ou o da nova?

    • http://dinheirama.com/ Conrado Navarro

      Oi Guilherme, bom dia. Como vai?
      A regra de saque é sempre do mais atual para o mais antigo, ou seja, a preferência para o saque é do dinheiro aplicado sob a regra nova. Assim, serão resgatados os R$ 10 mil que foram aplicados hoje.
      Abraços.

      • http://www.guilhermeazevedo.com.br/ Guilherme Azevedo

        Pois é, mas infelizmente não é isso que está acontecendo. Acontece que o Governo quer, no menor tempo possível, eliminar o rendimento da Poupança antiga. Uma coisa é o que está escrito. Outra é o que vai acontecer na prática. Então os bancos estão fazendo o resgate do dinheiro da antiga regra e não estamos percebendo.
        Estou recomendando que meus clientes abram uma nova poupança. Abrir uma nova Caderneta não tem custo nenhum e é melhor para não arriscar com o dinheiro do cliente.
        Por isso, para evitar aborrecimentos futuros, recomende aos seus clientes que tenham Poupanças antigas a abrir uma nova para os novos aportes, para preservar a rentabilidade do que já está lá.

  • Pingback: A rentabilidade da caderneta de poupança caiu, e agora? « Planejar()

  • Convidado

    “O dinheiro encareceu 12,5% (IPCA) e a poupança rendeu 8,95%, logo o dinheiro guardado “valia” ao final 3,55% menos.”

    Em priemeiro lugar, o dinheiro não encarece. Se o IPCA cresce em 12.5%, o poder de compra cai nessa mesma proporção (o dinheiro “vale” 12,5% menos, ou 87,5% do que valia antes). Logo, se temos um rendimento de 8,95%, e uma queda no poder de compra de 12,5%, a conta a ser feita é a seguinte:

    0.875 * 1.0895 = 0.9533 = 1 – 0.0467

    O seja, o poder de compra da sua poupança caiu 4,67%, não 3,55%.

    É procupante quando um “educador financeiro” comete um erro assim.