Carros: conheça a (caríssima) Estrutura de Preços no BrasilJá reparou em quantas notícias estão surgindo sobre os altos preços dos carros no Brasil? Periódicos afirmando que são os mais caros do mundo, informações sobre o aumento da inadimplência nos financiamentos e pessoas fazendo “ginástica financeira” para pagar os custos de seus carros, você viu?

O tema está em alta e há motivos. O principal é que, na hora da compra, pouca gente considera a Estrutura de Preços dos carros, que começa com (i) o preço de compra; passa pelos (ii) custos de propriedade; abrange (iii) o custo de oportunidade e termina com (iv) a desvalorização e facilidade de revenda (liquidez).

Devido a essa realidade, nos últimos anos muitos compraram carros além das suas capacidades financeiras. A facilidade de crédito e os incentivos governamentais, principalmente após a eclosão da crise de 2008, contribuíram para o complicado quadro atual.

Carro, um tema que merece reflexões
Nesse cenário, tratar do tema “seu carro e seu bolso” é quase uma “necessidade pública”, como comentou meu amigo Conrado Navarro. Assim, vamos iniciar uma série de artigos no Dinheirama sobre “finanças automotivas”, considerando o que temos observado no nosso trabalho de consultoria automotiva pessoal.

Antes de tudo, vale destacar que na compra de um carro é fundamental aliar qualidade, segurança e economia. Afinal, não é interessante ter um ótimo carro tecnicamente, mas além das possibilidades financeiras pessoais. Do mesmo modo, não é aconselhável economizar excessivamente comprando automóveis com projetos ruins e sem segurança.

Devemos lembrar que, no Brasil, muitas pessoas realmente necessitam dos carros em função das ineficientes políticas de transporte. Assim, temos que nos adaptar a essa realidade e procurar escolher os carros de forma consciente.

A Estrutura de Preços na prática
Neste artigo, o objetivo é apresentar a referida Estrutura de Preços por meio de um exemplo prático. Para tanto, vamos selecionar um Honda Civic LXS 2012, supondo que o compramos no início de 2012 e ficaremos com ele por quatro anos, rodando 15 mil km anuais.

Essa escolha se justifica pela teórica maior previsibilidade de custos de um carro deste segmento, considerando a durabilidade de seus componentes. Como já existem alguns artigos sobre carros “populares”, a ideia é ir além nas estimativas, aprofundando a análise com base em um carro que fica próximo aos 12 mais vendidos.

O foco é expor um caso factível de impactos financeiros, mas não existe a pretensão de prever com exatidão todas as inúmeras variáveis, inclusive por conta das diferenças regionais no Brasil. Também não consideraremos tarifas de pedágio, taxa de inspeção veicular e prováveis reajustes em taxas como licenciamento e DPVAT. Vamos aos números:

1. Custos de Aquisição

1.1 Preço
No início do ano, o preço do modelo era de aproximadamente R$ 70 mil (sem redução do IPI).

1.2 Despesas Detran – Registro de carro 0 km
Para colocar o carro em circulação, deverá haver o seu registro, emissão de documentos e emplacamento. Fazendo isso diretamente no DETRAN-SP, incidem:

  • Taxa de registro do veículo: R$ 204,69;
  • Taxa de lacração: R$ 70,99 (realizada no órgão).

2. Custos de Propriedade

2.1 IPVA
O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores é devido anualmente e, em SP, a alíquota é de 4%. Para as estimativas dos próximos anos, usamos o valor do carro depreciado (desvalorização detalhada no item 3.1 abaixo).

IPVA

2.2 Licenciamento
É o processo de emissão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), que deve ser renovado anualmente. Em SP, custa R$ 62,70 e, optando pelo licenciamento eletrônico, paga-se R$ 11,00 para envio pelos Correios.

Licenciamento

2.3 DPVAT
Trata-se do Seguro para Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. É pago anualmente por todos os proprietários e custa R$ 101,16:

DPVAT

2.4 Seguro
Como se sabe, é importante proteger o seu patrimônio e estar resguardado contra danos causados a terceiros. O seguro é o custo com maior variação em função de diversos fatores, como modelo do carro, perfil dos condutores, região e condições de uso.

Utilizaremos como referência o valor de 3% do preço do carro zero km (número próximo ao obtido em testes para este veículo). Estimaremos um reajuste de 10% a cada ano, porque esse custo tende a aumentar com o passar do tempo. Lembramos que o seguro de veículos é o item que mais aumentou em toda a história do Plano Real.

Seguro

2.5 Consumo
Para os nossos cálculos, usaremos a média aproximada obtida nos testes desse carro, que é de 10 km/l de gasolina. Consideraremos, ainda, os 15 mil km rodados por ano e o preço de R$ 2,70 do litro da gasolina (próximo à média nacional informada no site da ANP).

Consumo

2.6 Revisões
Pelo plano de manutenção dessa fabricante, as revisões devem ocorrer a cada 10 mil km. Como referência, utilizaremos os preços das revisões básicas informados na edição Melhor Compra 2012 da Revista Quatro Rodas, lembrando que nosso carro rodará 15 mil km por ano.

Revisões

2.7 Peças e mão-de-obra
Além do custo das revisões programadas, pode ser necessário trocar peças não cobertas pela garantia (normalmente as de desgaste natural). Adicionalmente, deve-se calcular o custo da mão de obra. Para nossa conta, utilizaremos o preço de 1 hora de trabalho em concessionária, para cada serviço, que custa aproximadamente R$ 180,00.

As peças escolhidas baseiam-se no histórico da geração anterior (mas os preços são do atual modelo), e também incluímos alinhamento e balanceamento (realizados a cada 10 mil km).

Peças e mão-de-obra

2.8 Pneus
Os pneus têm enorme importância na segurança, porque são os únicos pontos de contato do carro com o solo. Por isso, não vale a pena tentar economizar comprando unidades de qualidade duvidosa. No nosso exemplo, estimaremos a troca do jogo a cada 30 mil km, optando por marcas de primeira linha, com preço aproximado de R$ 500,00 cada.

Pneus

2.9 Multas
Sabemos da polêmica de incluir multas na simulação, porque não é algo certo e determinado. Mas não podemos ignorar o aumento extraordinário no número de autuações, que se refletem nos custos do carro. Portanto, pensando em algo factível, vamos estimar o custo anual de R$ 130,00.

Multas

2.10 Estacionamento
Mais um item polêmico pelos mesmos motivos, mas também vamos computá-lo. Muitas pessoas têm esse gasto fixo no domicílio, trabalho ou estabelecimentos de ensino. Outros gastam esporadicamente. Pensando também nas significativas diferenças regionais, vamos estimá-lo em R$ 150,00 mensais.

Estacionamento

2.11 Lavagem:
Completando nossa sequência de itens polêmicos, vamos incluir os gastos com limpeza. Considerando que muitos têm essa despesa, inclusive por conta de outros serviços estéticos, vamos adotar o custo de duas lavagens de R$ 30,00 por mês.

Lavagem

3. Venda do carro

Hoje a maioria das pessoas tem consciência de que carro não é investimento. Considerando que temos os carros mais caros do mundo, é aconselhável pensar nas futuras condições de venda, principalmente porque há significativas diferenças entre os modelos.

3.1 Desvalorização
É um dos itens que mais impacta financeiramente. No nosso caso, considerando a observação do mercado, estimaremos que nosso carro perderá, em relação ao preço de compra, 14% no primeiro ano, 19% no segundo e 25% no terceiro. O seus valores de revenda serão:

Desvalorização

3.2 Liquidez e “Preço Efetivo de Venda”
Liquidez é a facilidade com a qual o carro pode ser convertido em dinheiro, sem perda significativa de seu valor. Quanto mais rápido e eficiente for o processo, maior será a liquidez. Sabemos que o modelo analisado tem histórico favorável nesse aspecto.

No entanto, também temos ciência de que nem sempre conseguimos receber o valor que pedimos no nosso usado. No geral, quanto maior a pressa e a busca por conveniência, menor será o valor obtido. Além disso, também se percebe que está cada vez mais difícil conseguir o valor indicado pela FIPE, que é o principal referencial do mercado.

Enfim, para nossa simulação, vamos adotar que nosso carro receberá uma proposta de compra com uma desvalorização adicional de 5% sobre o valor da tabela. Caso optássemos pela negociação, o “Preço efetivo de venda” seria de R$ 49.875,00, representando uma perda de R$ 2.625,00.

4. Custo de oportunidade

Basicamente, é o custo de uma escolha quando comparado com alternativas renunciadas. Como nosso objetivo é calcular o Impacto Financeiro Total (não apenas os gastos) do carro, vamos incluí-lo.

No nosso caso, gastamos R$ 70 mil na compra. Se tivéssemos optado por um investimento com retorno de 8% ao ano (taxa SELIC atual), no final dos quatro anos atingiríamos o rendimento de R$ 25.234,00.

5. Financiamento

Hoje a maior parte da frota nacional possui algum tipo de financiamento. Portanto, apresentaremos os dados “com” e “sem empréstimo”. Na hipótese da contratação, usaremos como critério o financiamento de 50% do veículo, isto é, R$ 35.000, no prazo de 48 meses (tempo em que ficaremos com o carro), com juros de 1,5% ao mês.

Assim, teríamos parcelas de R$ 1.028,12, totalizando R$ 49.349,76. Ainda, haveria o custo do IOF, de aproximadamente R$ 595,00 (conforme informação obtida em banco líder de mercado), que pagaríamos à vista e não incluiríamos no empréstimo. O total gasto atingiria R$ 49.944,76.

Isso representaria um impacto adicional, comparando com a compra à vista, de R$ 14.944,76.

6. Resultados Finais

Enfim, chegamos aos seguintes números:

Resultados finais

Os números falam por si, não é? Impressionantes? Inacreditáveis? Enfim, escolha o adjetivo que você achar melhor para definir esse quadro, que pode variar bastante em função do modelo escolhido. Entre tantos valores estratosféricos, chama atenção o impacto financeiro mensal acima dos R$ 3,5 mil – quase seis salários mínimos.

Colocando em perspectiva esta nossa análise, vale destacar uma frase recentemente mencionada pelo economista Ricardo Amorim: “Se você ganha mais de R$ 3.500,00 por mês, está entre os 4% mais ricos do mundo”.

Fica a reflexão: quantas pessoas podem realmente ter um carro deste porte, considerando o orçamento familiar?

Vemos que a Estrutura de Preços dos carros no Brasil é caríssima e dificilmente pode ser visualizada nas decisões de compra baseadas apenas na contabilidade mental. Ao incluirmos o financiamento, o cenário é ainda mais complicado, principalmente se a entrada for menor.

Por fim, observamos que o carro, apesar de ser uma necessidade para a maioria, é um bem gerador de imensos impactos financeiros. Sem planejamento, o sonho de ter um carro pode, sim, se tornar um pesadelo.

A melhor solução é agir com consciência e cautela na hora da compra, escolhendo carros compatíveis com o seu padrão de vida. Se você quer atingir a sonhada liberdade, representada também no carro, pense bem e escolha com inteligência financeira.

Obrigado e até a próxima.

PS: Pensando nas pessoas que dão valor ao seu dinheiro e querem escolher bem os seus carros, foi publicado o livro digital Como Escolher o seu Carro Ideal (clique para detalhes), de minha autoria, que apresenta um roteiro completo para a definição de qual carro comprar, de acordo com o perfil de cada consumidor. Convido você a conhecer mais detalhes do livro clicando aqui.

PPS: Para ajudar você a controlar melhor os gastos crescentes com seu carro no dia a dia, eu também elaborei uma planilha completa e de fácil preenchimento, que pode ser baixada (gratuitamente) no seguinte link: http://bit.ly/PlanilhaCarro

Comentários

  • Anônimo
  • Bob

    Excelente artigo, mas tenho uma pergunta: Se o carro foi vendido após os 4 anos, porque o valor dele foi somado no custo final? Não deveria estar incluída somente a desvalorização?

    • Leandro Mattera

      Oi, Bob, muito obrigado pelo comentário e elogio. Sobre sua pergunta, o carro não foi vendido e apenas simulamos uma situação para demonstrar a desvalorização real.Por isso, no texto consta; ‘Caso optássemos pela negociação’. Obrigado e abraço.

      • Rodrigo V

        Não sei se foi só eu mas acredito que você está trocando o pneu muito rápido. Acredito que troca-lo com 50k é a média.

        • Leandro Mattera

          Rodrigo, obrigado pelo comentário. Como disse, as trocas de pecas foram baseadas na geração anterior do Civic. Realmente conheço pessoalmente vários relatos de troca com 30 mil km, informação confirmada com mecânicos especializados na marca. Também deve-se lembrar que devemos observar o Twi (indicador de desgaste) para efetuarmos a mudança. Por fim, os pneus da nova geração mantém as mesmas medidas e o desgaste sempre dependera de muitos fatores, como pavimentação e modo de condução. Obrigado e abraço.

  • Gostei muito do artigo! Tratou dos problemas especificamente, abrindo os olhos dos leitores. Seria muito benéfico todos terem acesso a isso aqui ao pensarem em comprar um carro. Principalmente antes de ir a concessionária, porque a emoção é uma grande arma contra o controle das finanças, hehe!

    Obrigado imensamente pelo texto!

    Diogo

    • Leandro Mattera

      Oi, Diogo, fico contente por ter gostado. Sempre e importante pensar em todos os custos envolvidos. Obrigado pelo comentario e Abraço. Leandro Matera

  • “Não sei se foi só eu mas acredito que você está trocando o pneu muito rápido. Acredito que troca-lo com 50k é a média.” Rodrigo V

    Tendo em vista as condições das estradas do nosso país e o perigo que isso representa, de certa forma é necessário fazer a substituição mais cedo.

    Diogo

    • Leandro Mattera

      Diogo, interessante comentário. Realmente pode ser interessante o conservadorismo quando falamos sobre pneus. Respondi com mais detalhes na pergunta do Rodrio abaixo. Abraço.

  • Epaminondas

    Artigo excelente, mas alguns pontos estão aumentando um pouco o valor real (obs.: tenho um Civic com especificações bem semelhantes às citadas no artigo):
    1) Seguro: o valor que pago não é calculado sobre o valor de um 0km e sim sobre o valor de mercado já descontada a desvalorização. É importante também lembrar das classes de bônus aplicadas a cada ano sem sinistro.
    2) As trocas de pneus não ocorrem a cada 30 mil km, mas sim a cada 40-50.
    3) Considerando uma aplicação com rendimento da SELIC, é importante lembrar que deve-se descontar dos juros o valor de imposto de renda.

    Por outro lado, faltou incluir um fator que algumas vezes se aplica: custo da garagem da residência. Em SP é comum o aluguel de vagas não utilizadas nos prédios residenciais. Se você tem um carro, em tese, também deixaria de receber o valor do aluguel da vaga.

    Ao fazer contas parecidas há um tempo, desisti de adquirir um segundo veículo usado de valor bem menor, por conta de todo o valor a ser desembolsado ao longo do tempo. Pelas minhas contas, valia a pena usar táxi, quando necessário.

    • Leandro Mattera

      Olá Epaminondas,
      Obrigado pelo elogio e pelas observações enriquecedoras. Como disse, o objetivo era apresentar um caso factível. De fato, seria praticamente impossível prever tantas variáveis, principalmente pelas diferenças regionais.

      1. O valor do seguro varia muito. Partimos de uma media apurada em revistas e consideramos o aumento de dez porcento ao ano. Lembro novamente que o seguro tem sido o maior vilão da inflação.
      2. Sobre os pneus, respondemos abaixo na pergunta do Rodrigo.
      3. Sim, você esta certo. Usamos a Selic como critério para ter um parâmetro do custo de oportunidade, mas sem a pretensão de chegar a valores exatos, até porque varia ao longo do tempo.
      4. Realmente e valido incluir o custo de oportunidade de uma vaga que pode ser locada. Mas como este e um fator restrito em termos de pessoas e cidades, preferimos não computar, assim como a taxa de inspeção veicular.
      5. De fato, o taxi e outras alternativas podem ser mais vantajosas financeiramente.
      Novamente agradeço pela atenção e pelo ótimo comentário.

  • Arnaldo José

    Ótimo! Mesmo sabendo que os valores são aproximados e que podem variar de acordo com a pessoa/região, é o suficiente para notar o impacto que um carro pode ter sobre as finanças pessoais ou familiares. Acredito que esse deve ser um dos principais problemas que grande parte dos brasileiros – em geral com pouca educação financeira – acabam enfrentando cotidianamente.

    • Leandro Mattera

      Oi, Arnaldo,

      Muito obrigado pelo comentário. O objetivo do artigo era esse mesmo. Realmente temos visto muita gente com problemas financeiros em função dos carros e, como procuramos demonstrar, não é por acaso. Abraço.

  • Celso

    Leandro, bom dia !

    Eu gostaria muito que dentro das possibilidades houvesse um comparativo destes números “domésticos” – por assim dizer – com os de algum outro lugar, bem mais desenvolvido.

    Este material é uma pepita de ouro – claro nas mãos certas !

    Valeu !

    • Leandro Mattera

      Bom dia, Celso,
      Obrigado pelo comentário. Achei muito interessante esta sua ideia. Mas, para tanto, seria necessário um extenso trabalho de estudo e pesquisa considerando o número elevado de variáveis. Isso porque teríamos que checar aspectos relativos aos carros em si, como características técnicas e manutenção, além das peculiaridades do mercado local. Também precisaríamos analisar a política tributária do outro país e, dependendo, dos próprios estados ou províncias. Mas a ideia é boa e vou pensar nisso futuramente. Se tivermos algum leitor que more no exterior e tenha conhecimento do assunto, por favor entre em contato. Agradeço novamente e abraço!

  • Igor

    Parabéns pelo artigo. Acredito que há uma enorme carência de informação do consumidor brasileiro.

    Gostaria de sugerir tópicos que mostrem o cenário lá fora para ver a diferença cruel, pois acho que nos ajudaria ver o real problema e não o valor da troca de pneus (não estou criticando, só estou falando que se a realidade fosse outra, trocaria pneus a cada 10 mil km caso fosse necessário, pois não é aí que está o grande problema).

    Em 15 minutos de navegação achei coisas como:

    – No site HowStuffWorks (tem uma versão brasileira) achei um artigo ensinando como fazer um Leasing de um Lamborghini, onde o preço depende do estado, porém as parcelas são a partir de $2,700.00.
    – Ferrari Califórnia, no Leasing, parcelas de £2,459.63 no Reino Unido.
    – Sonata GLS, oferta especial no site da Hyundai do EUA, 36x US$255.00

    E pra terminar com chave de ouro, Sonata no Consórcio, só 100x R$1.454,75.

    PS: Sou absolutamente ignorante nos sistemas de Leasing americano e Inglês.

    • Leandro Mattera

      Olá, Igor,
      Muito obrigado! Concordo plenamente com a questão da falta de informações. É realmente muito difícil obter todos esses dados.
      Entendi o seu comentário quanto aos pneus. Como disse ao Celso na resposta abaixo, também achei interessante pensar em comparativos com o exterior. Mas isso realmente demandaria certa complexidade para uma análise mais profunda. Já há movimentos em sites, blogs e redes sociais questionando e comparando o preço de compra dos carros no Brasil.
      Por ora, o nosso objetivo imediato é demonstrar que o problema não está somente no preço de compra, e sim na Estrutura de Preços completa. Enquanto as coisas não mudam no Brasil, precisamos nos adaptar e nos defender da melhor forma. Por isso, a importância de mostrar, por exemplo, o preço dos pneus (item normalmente esquecido na hora da compra e que friso nas minhas consultorias). Ter essa informação ajuda a escolher o veículo, porque o preço dos pneus varia muito de carro para carro.
      Sobre os comentários em relação ao leasing, vale lembrar que o conceito de “propriedade dos carros” está em crise no mundo todo. Há várias alternativas baseadas na ideia de “use, não tenha”, como o “car sharing” em algumas cidades. O leasing de outros países conserva a característica deste instituto jurídico em que o arrendatário pode optar pela aquisição do veículo, por um valor residual, no final do contrato. Mas não se confunde com modalidade de financiamento, como tem ocorrido no Brasil.
      Agradeço novamente pelo seu comentário!

  • Carlos

    Olá Leandro,
    Muito bom o artigo, parabéns! Ele é bastante esclarecedor, se todos que forem comprar carros fizessem este tipo de calculo, acho que uma boa parte repensariam as suas compras procurando um modelo compatível como o seu orçamento domestico.
    Vou sugerir a leitura deste artigo aos meus amigos!
    Abs.

    • Leandro Mattera

      Oi, Carlos,
      Agradeço bastante pelas suas palavras. Fico contente de ouvir sua opinião porque o objetivo é esse mesmo: conscientizar as pessoas para que comprem carros compatíveis com suas possibilidades financeiras. Obrigado mesmo por contribuir na divulgação. Abraço!

  • Bruno Minguta

    Adorei o artigo! Ajudou-me muito a entender a o impacto financeiro da compra de um carro, muito obrigado. Vou recomendar aos meu amigos.

    • Leandro Mattera

      Olá, Bruno!
      Muito obrigado pelo elogio. Para mim, é motivo de grande satisfação ter contribuído para o seu entendimento. Agradeço também pelas recomendações. Obrigado e abraço!

  • Ronan Pinho

    Leandro,

    Artigo muito útil e esclarecedor. Permite termos uma visão ampla sobre todos os impactos na tomada de decisão de se comprar um carro. Espero que o máximo de pessoas possam ter acesso a essa informação e assim adotarem uma postura mais prudente antes de tomar uma decisão.
    Obrigado.

    Ronan Pinho

  • Leandro Mattera

    Ronan,
    Agradeço pelo comentário. É muito bom saber que o texto está sendo útil para as pessoas, considerando que o objetivo é compartilhar conhecimento. Abraço!

  • Excelente!!!

    • Leandro Mattera

      Obrigado, Jeferson.

  • Trabalhar e Investir

    Sempre comentei isso com um pessoal que até sabe que o preços dos carros no Brasil são abusivos (nem estou considerando a grande maioria da população que acha que esse preço é normal), mas mesmo assim não consideram o custo total.

    Eu tinha um carro antigo e troquei por um mais novo porque era o momento menos pior de fazer aquilo (compre a vista, com 3 meses de uso por praticamente 15k a menos que o preço do zero). Mas sempre comentei que a ideia era casar com o carro, e o povo criticava, falando que carro tem que trocar de tempos em tempos. O problema é que os primeiros anos é onde temos a maior desvalorização, sem contar que geralmente quando quitam o carro, vão e financiam o próximo (se é que chegam a quitar). Ou seja, a maioria está sempre com um carro com a desvalorização no máximo e ainda pagando juros.

    Só a desvalorização, reviões (no início são bem próximas) e o custo de oportunidade que calculei do meu carro no primeiro ano, pagava vários anos de manutenção do meu carro velho, que não dava tanta mecânica quanto costumam dizer (acho que as pessoas usam isso como desculpa para justificar um mal negócio). Não sou contra ter carro, até porque tenho um, o duro é que pouca gente sabe o que realmente está passando pelo carro que tem.

    Parabéns pelo post, muito bom mesmo. Como sugestão poderia ser incluído na análise uma comparação com um seminovo em bom estado. Talvez seja um negócio menos pior hehehe.

    Abraço.

    • Leandro Mattera

      Trabalhar e Investir,
      Obrigado pelo seu elogio e mais ainda pelo excelente comentário. Bastante enriquecedor e concordo com praticamente tudo o que disse. Eu respeito a preferência das pessoas por 0km ou usado, mas, do ponto de vista financeiro, acho recomendável a compra de um usado de qualidade e em bom estado.
      Essa sua observação quanto ao custo de manutenção dos usados também é muito pertinente.
      Coincidentemente, hoje à tarde havia passado pela minha cabeça a ideia de comparar essa estrutura com a de um seminovo. Acredito que farei isso futuramente.
      Novamente agradeço pela sua ótima contribuição.
      Abraço!

  • Rafael Gama

    Manou bem Leandro! Artigo riquíssimo em detalhes e bastante relevante para nossa população. Isso deveria ser uma matéria do fantástico pois só assim todos viriam ;D

    • Leandro Mattera

      Olá, Rafael,
      Obrigado mesmo! Você e outras pessoas consideraram o artigo “relevante” e isso é um ótimo elogio. Com tantas informações atualmente, o objetivo é procurar apresentar um conteúdo de qualidade e útil. Também espero que a divulgação continue para que mais pessoas tenham ciência. Abraço!

  • Daniel Mariz

    fiz uma conta básica aqui de custo por km que eu gasto com taxi e descobri que gasto uma média de 3,74 reais por km de taxi rodado, até que ponto vale a pena usar o taxi ou ter um carro?

    • Leandro Mattera

      Oi, Daniel,
      Essa pergunta não possui uma resposta simples. São necessários cálculos personalizados (considerando a Estrutura de Preços dos carros), levando em conta as necessidades e região de cada pessoa. Isso porque os custos variam muito de carro para a carro, inclusive no mesmo segmento. Aspectos locais também devem ser computados. Mas, com certeza, em muitos casos o táxi é mais vantajoso analisando somente o lado financeiro. Obrigado e abraço!

    • Matthaeus

      Li uma reportagem que o taxi compensa quando o gasto anual com ele for menor que o gasto total anual do veículo.

  • Marcos Vinicio

    Agora imaginem um sujeito que adquiriu o seu carro à vista já pensando em trocá-lo, quatro anos depois, por outro, 0 Km e com o mesmo padrão. Além de arcar com todos os custos apresentados aqui, ele ainda terá que juntar aproximadamente R$ 20.000,00 se quiser comprar o carro novo pagando à vista. Ou seja, num período de apenas quatro anos essa pessoa terá desembolsado cerca de R$200.000,00 apenas para manter um carro. Um bem de consumo. Isso é uma insanidade!

    • Leandro Mattera

      Olá, Marcos,
      Obrigado pelo excelente comentário. Suas observações foram muito pertinentes e cabe lembrar que o brasileiro tem trocado de carro a cada 32 meses, na média, o que é muito pouco. Abraço!

    • Vfs

      cara. como eu disse no post acima, me chamam de louco porque ando no gol 1997 e tenho esse 2010 (Deixo com a esposa, pois é mais confortavel), eu nao ganho mal, daria pra comprar um civic… so que eu tenho mais grana investidade que 90% dos meus conhecidos… e pretendo ser financeiramente independente ate os 40 (tenho 33)… pra mim carro, ropa, celular, é objeto necessario de consumo, uso o que me serve, que seja mais barato e pratico… vivo uma vida simples, gosto de ser assim… ficar com o carro muito tempo é melhor, voce fica conhecendo os macetes dele, ja que desvalorizou mesmo, pelo menos voce não precisa comprar outro… no brasil é complicado. veja nos eua, um carro custa mixaria e é facil trocar. eu trocaria mais se morasse la, mas como nao, prefiro tocar minha vidinha, investir meus caraminguas e tentar ficar rico… warren buffett é meu exemplo!!!

      • alex pas

        andar com uma carroça dessas sem conforto e segurança nenhuma é no mínimo um ato de loco mesmo!! rs

  • Guilherme

    Excelente artigo, Leandro!

    Mostra com uma riqueza de detalhes impressionante o alto custo do carro no Brasil!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Leandro Mattera

      Guilherme,

      Agradeço bastante pelo elogio e pelas palavras gentis. A sua opinião tem muita importância.

      Forte abraço e tudo de ótimo para você também.

  • Giancarlodomingues

    E aí, tudo considerado vale mais a pena alugar um carro em vez de comprar?

    • Leandro Mattera

      Giancarlo, as alternativas à compra do carro, como o uso de táxi e aluguel, devem ser calculadas de modo personalizado, considerando as necessidades, as condições de uso e os aspectos locais aplicáveis. Obrigado pela pergunta e abraço!

    • franco

      Provavelmente não, pois muitos custos se manteriam: estacionamento, lavagem, gasolina

    • Matthaeus

      Faça um cálculo básico. Se o gasto anual com aluguel ou taxi for menor que o gasto anual total com o veículo, compensa ficar no aluguel ou taxi.

  • Realmente os numeros são impressionantes, fico a pensar se voce utilizou como referencia um honda civic ( um carro médio / nacional / e porque não dizer um carro comum ) pense agora numa Range Rover Sport de mais de 300.000 R$ ou um Porsche de mais de 500.000 R$, teriamos que no minimo multiplicar essas suas contas por 4 ou mais, ou seja, o gasto médio mensal passaria fácil de 10.000 R$, ou seja, na minha concepção a renda média de um proprietário de um carro desse seria de mais de 50.000 R$ mês, cheguei ainda a concepção a partir da minha experiencia pessoal que a aquisição de um carro cujo valor ultrapasse 10 a 12 vezes a renda mensal, seria sem duvida uma aquisição muito dispendiosa para mante-la em dias.

    • Leandro Mattera

      Carreira, obrigado pelo comentário. A sua reflexão é interessante. É importante lembrar que o Civic apresenta um dos menores impactos financeiros dentro da sua própria categoria. Realmente, se pensarmos em SUVs de luxo e superesportivos, os números são ainda mais estratosféricos. Abraço.

  • Leandro, vc teria uma planilha pronta para utilizarmos? Abs

    • Leandro Mattera

      Rafael,

  • Fran

    gostei muito mas agora pode fazer no financiamento de uma casa?

    • Leandro Mattera

      Olá, Fran, obrigado pelo comentário, mas o meu trabalho é voltado à área automotiva.

  • Adelbaldo

    com valores de mote , se juntarmos 40 pessoas daria pra comprar 10 onibus de luxo.

  • José Aparecido

    Garanto que os números vão impressionar mais se fizer isso com um carro popular, financiado 100% em 60 parcelas. Ao final do financiamento, o carro vai ter um valor de revenda de menos de 20% do valor que foi desembolsado para pagar o carro e os Juros do Banco, manutenção, impostos e seguro. Esse carro não tem nada (vidro elétrico, freio abs, airbag, som, computador de bordo, ar condicionado) é somente uma carroça com motor. A montadora das corroças fica rica, o banco fica mais rico, o governo tem mais dinheiro para salários vultuosos e mais caixa dois para campanha. Já o brasileiro fica na *******. Já passou do momento do eleitor começar a votar em candidato que tenha proposta de redução de impostos como ICMS, IPI, IOF, IPVA. E ao mesmo tempo redução de JUROS. Nós brasileiros não merecermos ficar eternamente nesse ciclo de exploração.

    • Leandro Mattera

      Olá, José,

      De fato, o cenário que você mencionou é extremamente ruim, tanto em relação às características do carro quanto em relação ao lado financeiro. Um financiamento nessas condições é algo totalmente desaconselhável e os impactos financeiros são mesmo muito negativos. Nos próximos artigos, trataremos também de questões importantes relativas ao carro em si. Enquanto as mudanças não ocorrem, precisamos nos defender dentro do possível. Abraço.

  • Marcio

    Uma das maneiras de minimizar este impacto eh comprar usado e carregar por bastante tempo. Tambem ajuda reduzir o tamanho do invetimento, ou seja, comprar carros mais baratos. Faz sentido para vc? Ulima coisa, o custo de oportunidade, o rendimento jah estah liquido de impostos?

    • Leandro Mattera

      Oi, Marcio, essa estratégia de comprar usados pode ser interessante, desde que sejam carros de qualidade e estejam em boas condições. Em relação ao custo de oportunidade, não, é uma estimativa baseada apenas na Selic da época.

  • Vou fazer uma planilha com os dados aqui apresentados pra tentar ver o quanto vou gastar de fato com a compra do meu carrinho…

    • Vfs

      cara compra um carro isento de IPVA que esteja bom de mecanica e lata e investe seu dinheiro em coisa que valoriza nao em porcarias como carros e tv de 90″…

  • Vfs

    tenho um gol 1997 e felizmente nao pago mais IPVA. gasto o minimo, arrumo ele todo mes. tenho um gol 2010 e infelizmente pago tudo nele. faço a manutenção e não ponho acessorios. pneu é aro 13, radio é um desses mp3 com usb. ficarei com ele ate acabar pois o dinheiro que gastaria nisso prefiro comprar lotes e ações…

  • Possuo um Jetta 2007, comprado já usado. Realizei os cálculos de acordo com o modelo acima e cheguei a valores próximos ao da simulação apresentada pelo Leandro, R$ 93.000,00 para quatro anos, rodando 17000 km/ano, personalizando as variáveis do cálculo para meu perfil de uso do veículo.
    Alterei duas variáveis no cálculo (custo de aquisição e depreciação) usando nestas variáveis os valores correspondentes ao mesmo veículo no mercado norte-americano. O impacto financeiro total caiu para R$ 77.000,00 para quatro anos , ou seja, 17% menor.

  • Realmente é necessário medir minuciosamente antes de qualquer finalização de negócio. Os juros são gigantemente abusivos!

  • Giancarlo Zardo

    Existe um erro contábil nesse cálculo. Talvez eu não vá explicar com os jargões certos pois estou há tempo longe da faculdade, mas existem erros de ativos e passivos e contas duplicadas.
    Quando foi feita a depreciação do carro (17500 + 2625) e se somou-a no gasto total, computou-se o passivo total, independente de quanto custou o carro, que ainda permanece um ativo, no valor de 49875. No calculo final, está se somando 70mil novamente erroneamente, já que deste preço, 20125 já foram somados (estão duplicados), e 49875 constituem-se ainda um ativo nas mãos do proprietario que será reembolsado.
    Não concordo com o cômputo do custo de oportunidade, pois não estamos falando de um investimento, mas sim de um dispêndio. Não se calcula custo de oportunidade sobre o que se paga em plano de saúde, por exemplo. Mas admito que é uma questão polêmica. No entanto, para clarificar a análise, devemos tirá-lo, pois a inclusão deste passa um valor errôneo de CUSTO mensal que não existe.
    Portanto, o custo real mensal de se ter um Civic seria de R$ 1.590,98

    Um outro erro foi ter considerado o custo de oportunidade também na versão onde o carro é financiado, pois afinal, somente 50% do dinheiro estará comprometido no carro e o resto podendo ser investido (o que seria uma decisão não-racional pois os juros da SELIC são inferiores aos do financiamento)

    • Jose

      Concordo. Isso faz um grande alarde na mídia.

    • Massaker

      Amigo, esse é um daqueles post para causar polêmica. O autor nem se deu o trabalho de comentar o que você falou.Pois, iria desmerecer o post e o que ele quer é “vender” o peixe dele e não saber se está errado ou não. Enquanto isso, um monte de otário fica compartilhando nas redes sociais e dando fama para uma merda dessas.

    • alex pas

      o cara (o autor) quer dar dicas e análises de custos sem saber direito comtabilidade….e ainda é consultor…brincadeira isso…

      • asdf

        caramba você está criticando alguém escrevendo ‘comtabilidade’……

    • alex

      ainda falta considerar a economia com outros meios de transporte com os quais uma pessoa sem carro teria quer arcar como taxi e ônibus.

      Meio Ruim essa Análise.

    • Leandro Mattera

      Giancarlo, obrigado. A maioria dos pontos levantados foi respondida em outros comentários. Como também já disse em outras oportunidades, o objetivo do artigo era o de demonstrar a Estrutura de Preços, por meio de uma estimativa para fins de ilustração. Compreendo as polêmicas e, por isso, procurei deixar claro os critérios adotados para que cada leitor tire as suas próprias conclusões. Além disso, o objetivo não era calcular gastos mensais e sim apresentar uma mera estimativa de impactos financeiros. Obrigado e abraço.

  • Homero

    Caro Leandro, excelente informação, vale a pena divulgá-la!
    Só não encontrei a estimativa de gastos com trocas de óleo (pelo que vi no site da Honda, o recomendado é a cada 10.000 km em uso normal), filtros de óleos, combustível, ar e ar condicionado, limpeza de ar condicionado, ítens cujos custos são inevitáveis e significativos. Ou estão computados nos cálculos acima?

    • Leandro Mattera

      Olá, Homero, obrigado pelo elogio e comentário. Sim, estes gastos estão inclusos nos custos com as revisões periódicas. Abraço.

  • 100002110369095

    Veja ai galera o valor de se ter um carro.

  • 100001328431029

    Para quem nao sabe quanto realmente custa um carro.

  • 100001891563997

    muito bom gostei, vou indicar para os amigos

  • 100002285483834

    Inimaginável. Se não colocar na ponta do Lápis fica difícil acreditar. Atentai bem aos números e menos à grama do vizinho.

  • 100002174360209

    é bronca…

  • 100002867886143

    é galera não é só a compra não, alguns acham que é só comprar mas não atenta se vai aguentar com os gastos, no final tem que comer ovos por causa do carro!!rsrsr

  • Xamag

    Faltou incluir a limpeza e parqueamento(rotativo)

  • Pingback: FINANÇAS PESSOAIS | Você compra seu carro por necessidade, status ou pelo preço? Ou tudo isso? | SINCOR-GO()

  • Pingback: Carros: conheça a (caríssima) Estrutura de Preços no Brasil |()

  • Geraldo

    Essa estrutura eu já tinha uma boa ideia, mas pelo título eu esperava algo diferente como a formação dos preços dos carros, pois o custo todos nós temos uma ideia de que o custo será de pelo menos o dobro do preço considerando os fatores citados mesmo quando não se faz qualquer tipo de anotação, mas a Formação dos Preço leva muitos arrogantes a afirmarem como “deuses” da sabedoria (só no ego mesmo) que pelo menos 70% do preço dos carros são lucros das empresas onde o normal é que chegue a no máximo (quando se trada de indústria e comercio) 20% e destes 15% é convertido em caixa e 5% em dividendos, pois mais do que isso a empresa pode comprometer gravemente o seu caixa

    • Geraldo

      Só para complementar que acabei esquecendo, Ótimo artigo, Parabéns!

      • Leandro Mattera

        Olá, Geraldo, obrigado pelo comentário e pelo elogio. Interessantes suas observação e, no caso, a ideai era demonstrar para os consumidores os impactos financeiros que os carros podem trazer em suas vidas. Abraço!

  • A REALIDADE

    Tem gente que só quer ter carro do ano para aparecer…. Estão penhorando o apto do sujeito por falta de pagamento de condomínio.

  • Curioso

    De fato há um erro nessa conta. Se você quer considerar o custo total ao
    final dos 4 anos, deveria descontar o valor recebido na venda porque o
    carro nao vira pó. Entao o autor calculou com depreciação que venderia o
    carro ao final dos 4 anos por 49.875. Entao de todos os 171.600 gastos
    nos 4 anos, 49.875 voltaram pro bolso com a venda. Portanto, o custo pra
    andar com esse carro foi de 121.725.
    Eu tb tiraria o custo de
    oportunidade, o suposto investimento que a pessoa faria com os 70mil
    gastos no carro. Suposto porque se a pessoa nao comprar o carro vai ter
    que gastar com outra forma de se deslocar (taxi, onibus. etc) e quem
    financiou nem tinha os 70mil de qq forma para já render 8% ao ano.
    Supostamente iria aplicando mês a mês o dinheiro, portanto o rendimento
    seria bem menor do que o utilizado nessa simulação.
    Excluindo esse
    custo de oportunidade teriamos 121725 – 25234 = R$96.491 em 4 anos. O
    que dá 2010 por mês de custo em manter um veículo desses.
    Metade do que foi calculado pelo autor.
    Feitas
    essas duas ressalvas, de resto as pessoas têm mesmo que refletir na
    compra de um carro. A maioria só pensa se a prestação vai caber no bolso
    e depois descobre que nao consegue manter o veiculo.

    • Fabíola

      Perfeito seu comentário, eu compararia com os custos de um 1.0, aluguel de carro ou táxi, pois quem compra um carro de 70 mil jamais vai aceitar se deslocar em um ônibus lotado…

    • Alex

      Muito boa!

    • Leandro Mattera

      Olá, Curioso, agradeço pelas observações. Nos comentários anteriores, já foram discutidos os critérios adotados. Mas ressalto que o foco do artigo realmente era apresentar a estrutura de forma didática e o exemplo adotado teve caráter ilustrativo. Como sempre procuro frisar, cada análise deve ser feita caso a caso. Obrigado e abraço.

  • Paulo Eduardo

    Tudo fruto da ignorância de um povo alienado por futebol. GOOOOOOOOLLL

  • Andre Nunes Fernandes

    Seria interessante pesquisar o por que do Honda Civic custar US$ 18 mil dolares nos estados undidos (versão top de linha) e aqui ele custar R$ 80 mil reais – esse distorção no preço de venda + os custos de financiamento fazem dele um carro para poucos.

    Fui trabalhar nos Estados Unidos em 2006 e me chamou a atenção que a Recepcionista da empresa tinha um Honda Civic, algo inimagínavel aqui!

    Há muito imposto mais a margem de lucro é ainda maior!

    • Leandro Mattera

      Olá, Andre, a realidade é essa mesmo e os preços dos carros usados nos EUA são ainda mais impressionantes quando comparados com os brasileiros. Basicamente, esse cenário é resultante da elevada carga tributária, altas margens das fabricantes e concessionárias, custo-Brasil, protecionismo econômico e também do comportamento do consumidor que aceita pagar caro pelo que não vale. No livro Como escolher o seu Carro Ideal, apresento um roteiro justamente para que as pessoas tomem melhores decisões de compra, o que pode ser benéfico para o mercado no futuro. Obrigado e abraço!

  • Márcio Victor Campos

    Muito interessante o artigo! Ilustra bem os custos de se ter um carro, deixando claro que não é um ativo e sim um passivo (e dos grandes). Porém discordo de alguns detalhes da metodologia do cálculo: O valor de depreciação considerou apenas a desvalorização de 3 anos do carro, considerando que ao final do primeiro ano de uso ele ainda valesse os R$70.000,00 (o que definitivamente não é verdade), O custo de oportunidade deveria ser calculado em comparação com outra situação real, considerando gastos com transporte urbano e interurbano públicos ou com um carro mais barato, a ser computado os juros apenas sobre a diferença do valor desembolsado nas mesmas datas (incluindo os gastos com manutenção do carro, que também são capital imobilizado), e por fim o valor de venda do carro (com 4 anos de depreciação e não 3) deve ser colocado como crédito, abatendo o valor gasto. Fazendo essa comparação em uma planilha, com uma coluna para cada situação hipotética como por exemplo: carro de luxo novo; carro de luxo usado; carro popular novo; carro popular usado; taxi + carro alugado; ou transporte público. Teríamos uma boa comparação do real custo do carro e quanto isso representa de empobrecimento no longo prazo.

  • Diego

    Leandro meu amigo meus parabéns, texto muito bom, mais ainda não tenho hábito da leitura digital, por favor lance um livro de papel, abraço e sucesso…

  • Leandro Amorim Corrêa

    Embora haja ressalvas, a melhor saída, na minha opinião e um usado, inclusive com mais de 15 anos. A escolha e mais acertada ainda se você entender ou se interessar por mecânica.
    Faça um teste e: com o capital de 25mil
    Va no web Motors e veja quantos carros razoáveis vc pode comprar com 15mil, com idade entre 10 e 15 anos, reserve os outros 10 mil para eventuais despesas.
    E, muito importante, seja criterioso ao extremo na compra.

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