Caro leitor, faz tempo que não conversamos. Está tudo bem? Ok, se considerarmos o buraco em que nosso país se meteu, eu diria que não. Na semana passada saiu a notícia que muitos de nós já esperavam: a inflação (medida pelo IPCA) chegou e passou a casa dos 10% ao ano.

A pergunta que todos estão se fazendo é: “E agora?”. Antes, consideremos o fato de que a “inflação oficial” é bem diferente da “inflação real”, aquela que nos afeta no dia a dia. O governo, no entanto, precisa de um “dado oficial”; o mercado precisa de uma métrica, e assim nascem os índices, como IPCA, IGP-M e por aí vai.

Esses índices consideram uma cesta de produtos e serviços que, em tese, são essenciais para nossas vidas, e da média desses preços e de sua variação sai o índice.

Falei da “inflação real”, pois cada pessoa é atingida de forma diferente, por preços diferentes. Para a grande maioria, uma inflação de 10% seria uma benção, mas fato é que muitas coisas subiram muito mais que o índice sugere, corroendo o poder de compra (e a autoestima, por que não?) de muitos brasileiros.

Por isso, de certa forma, nós já sentíamos em nosso bolso que a coisa estava ainda pior do que diziam os números. Mas e agora? Como já foi dito aqui no Dinheirama pelo grande Ricardo Pereira, as crises representam grandes oportunidades para as pessoas que tem coragem de aproveitá-las, tanto nos negócios como nos investimentos pessoais.

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Falando especificamente do nosso bolso, o momento requer mais “carinho” com as finanças! É hora de sermos racionais e consumirmos o necessário. Devemos ser vigilantes, mas não nos tornarmos escravos da situação. Não vou nem entrar do debate sobre “supérfluos”, porque é um beco sem saída.

No entanto, os “ralos” e desperdícios precisam ser monitorados mais de perto, para que aquilo que gostamos não seja prejudicado por aquilo que pagamos, mas não usamos. Do topo da minha cabeça, as despesas recorrentes mais subutilizadas são: assinaturas de revistas e jornais, TV, Internet, telefonia fixa e celular.

As despesas recorrentes (evito o termo fixa e variável) são as que “aleijam” o fluxo de caixa e as finanças, e essas que citei, entre tantas outras, costumamos pagar para não usar ou usar de forma ruim/subaproveitada.

Separe um tempo para olhar com mais calma para suas contas recorrentes e veja se você assiste de fato a todos os canais de TV que você paga. Em tempos de Netflix, você ainda assiste TV? Você usa mesmo o Netflix ou só paga porque todo mundo tem?

Você consome sua franquia de celular ou está pagando por mais do que precisa? E assim, conta por conta, você vai identificar os desperdícios e irá se surpreender com a economia que fará em itens que sequer prestava atenção.

E seus investimentos? Supondo que você esteja com suas despesas “redondinhas”, como disse antes, o momento é de oportunidade. A renda fixa oferece oportunidades enormes para prazos curtos, médios e longos.

Em tempos de IPCA alto, os títulos Tesouro IPCA se tornaram muito atrativos. Lembre-se, você protege seu capital da inflação e ainda recebe um cupom de juros. Há ainda excelentes oportunidades em LCIs, LCAs e CDBs, neste sentido a Corretora Rico, nossa parceira, tem em sua plataforma oportunidades ímpares, vale a pena conferir clicando aqui.

Ah, sim, existe o bom e velho Tesouro SELIC para quem não quer perder, mas também não gosta de muita aventura. O que não vale é perder dinheiro, certo? Em tempos de inflação alta, a vigilância tem de ser total. Por quê? Ora, as perdas por investimentos mal pensados (como a poupança) são arrasadoras (lembre-se que ela rende pouco mais de 7% ao ano enquanto a inflação já passou de 10%).

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As oportunidades estão aí, que tal aproveitá-las? Ah, reclamar do governo não deixa ninguém mais rico. O que você está esperando? Conte conosco. Um abraço e até a próxima.

Foto “Real Burn”, Shutterstock.

Renato De Vuono
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