Na busca de reduzir o rombo das contas públicas no próximo ano, a equipe do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), calcula que o futuro programa de privatizações e concessões do governo do Presidente interino Michel Temer, poderá render entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões ao caixa do Tesouro Nacional em 2017.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a equipe econômica definiu como objetivo fechar o próximo ano com um déficit primário menor do que o de 2016, que pode ficar em até R$ 170,5 bilhões. E que, em 2018, ele seja ainda mais baixo do que o de 2017.

A dúvida dentro do governo Temer é de quanto poderá ser o rombo nas contas da União no ano que vem. Sem novas medidas de geração e de aumento de receitas, a equipe de Meirelles afirma que há risco de a União repetir o déficit deste ano.

Segundo um assessor presidencial, o programa de concessões e privatizações terá de gerar a “entrada efetiva de dinheiro no caixa do Tesouro” da ordem de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões para ajudar na redução do buraco no Orçamento do governo federal.

Boletim focus: Inflação e dólar revistos para baixo

Com a forte queda do dólar na semana passada, o mercado financeiro revisou de forma importante as projeções para o câmbio deste e do próximo ano, mesmo com a volta de atuação do Banco Central (BC) neste mercado por meio de leilões de swap cambial reverso.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (4), projeta que a moeda estará em R$ 3,46 no encerramento de 2016, valor bem abaixo dos R$ 3,60 do relatório anterior. Com isso, o câmbio médio de 2016 passou de R$ 3,61 para R$ 3,51 – um mês antes, era de R$ 3,65.

A projeção de inflação também teve alterações; de acordo com o documento, a taxa para o ano que vem oscilou de 5,50% para 5,43%. Já para 2016, a trajetória de alta das estimativas, que vinha sendo mantida por seis semanas, recuou no boletim, com a media passando de 7,29% para 7,27%.

Mais de 5 mil obras estão paradas no Brasil

De Norte a Sul do Brasil, milhares de empreendimentos iniciados com o dinheiro público estão parados, sem perspectiva de retomada. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, existem pelo menos, 5 mil obras paralisadas no País inteiro, num total de investimentos de mais de R$ 15 bilhões. Os projetos estão espalhados por vários setores e incluem restauração e pavimentação de rodovias, expansão de ferrovias, escolas, construção de prédios públicos e saneamento básico.

O trabalho foi elaborado com base em informações dos tribunais de contas dos Estados (TCEs), programas online de acompanhamento de obras e levantamento dos Ministérios de Cidades, Integração Nacional e Transportes a pedido da reportagem. Embora seja alarmante, o resultado pode ser considerado conservador: de todos os TCEs consultados, dez tinham acompanhamento dos projetos (municipais e estaduais), como o tribunal do Paraná, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Os prejuízos causados pela paralisação de obras são incalculáveis, afirmam especialistas. Além do transtorno para a população, que não contará com os benefícios dos projetos, a situação representa um grande prejuízo para os cofres públicos, com o inevitável aumento dos custos numa retomada da obra. Outro reflexo está estampado no crescente avanço do desemprego no País.

Mercado financeiro

O mercado financeiro mantém os olhos no mercado interno, com o feriado da independência nos Estados Unidos e a alta das commodities no mercado internacional.

A Bovespa, principal benchamark da Bolsa de Valores de São Paulo, opera as 11h10 em alta de +1,08% com 52.798, enquanto o dólar também sobe +0,70%, negociado a R$ 3,25.

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil / Fotos Públicas

Redação Dinheirama
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