A semana da criança passou. Se você tem filhos, sobrinhos, ou acompanha um desses amiguinhos de perto, certamente passou momentos agradáveis com eles.

Brincadeiras, brinquedos, fotos de infância nos perfis das redes sociais, guloseimas, são algumas das coisas legais que costumamos fazer no Dia das Crianças. Na verdade, devemos fazer isso sempre que possível, mas esta é uma data especial, e comemorar é legal!

Eles estão crescendo, e embora mal percebamos isso, o futuro vai se tornando presente. Em breve alcançarão a fase adulta, com todos os seus desafios e complexidades.

A pergunta chave é: você, que é pai, mãe ou responsável por uma criança, está ensinando-as desde já a serem responsáveis pelas próprias conquistas?

Adultos imaturos e irresponsáveis

Se você pensar um pouco vai se lembrar daquele seu conhecido ou familiar que se tornou um “adulto problemático” em relação ao dinheiro e ao trabalho.

Com uma grande incapacidade de gerar renda a partir de seus conhecimentos e habilidades, eles terminam por depender de terceiros (os próprios pais, em maior caso) para conseguirem atender suas necessidades básicas (e algumas não tão básicas assim) de vida.

É certo que somos donos de nossas ações, mas o principal motivo que gera esses adultos imaturos e irresponsáveis é a falta de instruções específicas por partes dos pais.

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Não me entenda mal. Há casos de plena ignorância, onde os próprios pais também não receberam uma instrução adequada. Eles apenas repassaram o pouco que receberam.

Quero chamar a atenção para outro grupo: aqueles que têm conhecimento (ou condições de obtê-lo) e não o fazem por negligência ou por falta de priorização em sua agenda diária.

Estes talvez estejam cavando um buraco, onde eles mesmos serão jogados mais adiante. Portanto, se ainda há tempo, convido você a fazer as correções necessárias, pois o resultado final sempre irá impactar a todos (para o bem ou para o mal).

Educação empreendedora e financeira como estilo de vida

Precisamos aprender a educar nossos filhos também nestas duas áreas impactantes da vida, que são os negócios e a relação com o dinheiro. As duas caminham juntas, pois uma gera o recurso e a outra administra e o multiplica.

Sabemos que nossos pequenos aprendem muito mais pelo exemplo do que por palavras. Assim, ainda que algumas escolas infantis e do ensino fundamental já tenham percebido a importância da inclusão de matérias e tarefas voltadas para estas áreas, a responsabilidade maior continua com os pais.

Não apenas fale com seu filho sobre a importância dele aprender a gerar a própria renda, mas ensine-o de forma prática.

Construa junto com ele um pequeno negócio, para que você possa ensinar alguns pontos que serão o alicerce de uma visão empreendedora. O negócio em si não importa, mas sim o aprendizado.

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Pode ser a construção de brinquedos a partir de garrafas pet, ou fabricação de picolés caseiros. Também pode ser a montagem de kits de robótica para posterior venda. Tem para todos os gostos e condições financeiras.

Como eu disse, não importa. São os princípios por trás desta “brincadeira de gente grande” que devem ser fixados pela criança. Falo de:

  • Ensinar que as oportunidades estão em todo lugar,
  • que os medos precisam ser vencidos,
  • que sonhar grande é ótimo,
  • que é necessário aprender com os próprios erros,
  • que devemos ser determinados,
  • que o conhecimento é a maior chave do sucesso,
  • que é preciso lidar bem com as frustrações,
  • que administrar as mudanças te faz flexível,
  • que tratar bem o cliente é sinônimo de mais vendas, e assim por diante.

E claro, ensinar que o dinheiro (fruto de todo este trabalho), deve ser muito bem administrado e investido, para que seja multiplicado, criando outras novas oportunidades, num ciclo positivo e consistente.

Crie planos de desenvolvimento flexíveis para seus filhos

Ouço de muitos pais que eles não vão interferir no futuro de seus filhos, e que eles mesmos devem escolher o que querem fazer da vida, no devido tempo.

Ao meu olhar, este é um pensamento incompleto. Muitos adultos com mais de 40 anos até hoje não sabem o que querem da vida, e isso talvez seja o resultado de não terem sido bem orientados pelos pais.

Ao invés disso, crie um plano de desenvolvimento para os pequenos. Algumas disciplinas são gerais e importantes para qualquer rumo profissional que ele vá tomar.

Aprender uma nova língua, administrar seu próprio dinheiro, saber como fazer propaganda e vender, desenvolver bons relacionamentos (e cultivá-los), entre outros, são alguns exemplos.

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Em paralelo, permita que os filhotes vivam experiências variadas, tanto em suas rotinas semanais quanto nos momentos de lazer e viagens. Observe atentamente as coisas que fazem os olhos deles brilharem. São sinais sobre seus gostos e preferências.

Então assuma o papel de mentor (não apenas de pai ou mãe) e estimule-o a desenvolver atividades que estejam associadas com estas suas preferências, mas sempre mostrando seus pontos positivos e negativos.

Vá corrigindo esta rota, com flexibilidade, e você estará sim interferindo no futuro do seu filho, mas de forma muito positiva. Estará ensinando-o algumas ferramentas importantes e que se bem utilizadas, serão responsáveis pela formação de adultos conscientes e capazes.

Conclusão

Dê a mão para seus filhos, e ensine-os a construírem a sua própria riqueza. Não falo apenas de riqueza material, mas a riqueza no sentido mais amplo da palavra.

Isso envolve alegria, plenitude, satisfação, altruísmo, dedicação, responsabilidade, e tantos outros adjetivos positivos que, juntos, formam um adulto próspero, que causará transformações benéficas por onde passar.

Um dia ele vai olhar no fundo dos seus olhos, quando vocês dois já estiverem avançados em idade, e irá dizer: “Muito obrigado! Aprendi muito com você”. Então você irá dizer: “Eu que agradeço, pois hoje sou eu quem aprende com você”. Melhor presente, não há. Dever cumprido. Abraços!

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Giovanni Coutinho
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Comentários

  • Sato

    Excelente!
    São os passos q procuro praticar no dia a dia!

    • Giovanni Coutinho

      Parabéns, Sato! Os frutos já devem estar aparecendo, e muitos outros virão! Abraços!