Uma das perguntas que mais recebo de investidores em nossos programas, vídeos e e-mails refere-se a onde investir os recursos disponíveis. Eu sempre retorno questionando onde está esse dinheiro atualmente. Na maior parte das vezes, a resposta é: parado na conta corrente ou na poupança.

Infelizmente, aí está um dos mais graves erros do brasileiro: o desconhecimento. Há ainda a falta de informação e o baixo interesse sobre esse tema.

Cuidar do dinheiro e investir são escolhas

Em geral, nós trabalhamos 40 horas semanais, o que resulta em 160 horas mensais. E nas horas restantes? Não dispomos sequer de 1 hora por mês para cuidar das finanças pessoais e, consequentemente, dos investimentos. Hoje já existem vários aplicativos interessantes e que ajudam no controle financeiro.

No entanto, nos últimos meses temos notado uma mudança de filosofia do cidadão comum. Já no mês de setembro, o Tesouro Nacional informou que seu programa de títulos do Tesouro Direto chegou a quase 1 milhão de investidores.

É um número e tanto, principalmente se levarmos em consideração o crescimento de 74% apenas nos últimos 12 meses. Para aqueles que ainda desconhecem, o Tesouro Direto é um programa do Governo Federal, iniciado em 2002. Ele tem como objetivo permitir ao cidadão comum emprestar seus recursos para o Governo Federal investir em saúde, infraestrutura, educação entre outros.

Em troca, o investidor recebe juros sobre esse empréstimo. Exemplificando, os títulos públicos são ativos de renda fixa cujos rendimentos podem ser dimensionados no momento do investimento, ao contrário dos ativos de renda variável (como ações), cujo retorno não pode ser estimado no instante da aplicação.

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Apenas para se ter uma ideia, com a taxa de juros (Selic) em 14% ao ano, quem investiu em janeiro de 2016 obtém uma rentabilidade de 11,6%. A poupança no mesmo período “rende” 6,9%, resultando em uma diferença de 68%!

Outra dúvida frequente nos remete aos riscos das aplicações em títulos públicos. Neste caso, podemos dizer que o risco é bastante baixo, afinal ver o Governo Federal “quebrar” não é algo tão comum (isso é também chamado de risco soberano).

Mas, então, para onde destino meus recursos?

Pela possibilidade de liquidez diária e pelo retorno esperado em relação ao risco, sem dúvida alguma indico os títulos Tesouro Selic para o primeiro investimento, mesmo com expectativa da queda da taxa de juros no Brasil. Pensando em outras aplicações, se a taxa de juros recuar, grande parte dos demais ativos deverão recuar na mesma proporção.

Tesouro Selic

Para quem tem R$ 10 mil livres para investimento, sugiro estabelecer um objetivo para estes recursos antes de realizar qualquer aplicação. Caso tenha interesse ou necessidade de utilizar os recursos no curto prazo, há outras alternativas além do Tesouro Selic.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliária (LCI) e do Agronegócio (LCA) podem ser ótimas opções, especialmente pela isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos na aplicação, o que adiciona rentabilidade final superior a muitos outros investimentos.

CDB

Os CDBs de bancos médios também podem ser boas escolhas. Neste caso é necessário identificar o prazo destas aplicações, que podem variar de 30 dias a 5 anos. Como desvantagem, nestes casos destaco a necessidade de levar os CDBs até o seu vencimento, mesmo não sendo uma obrigatoriedade.

Debêntures

Há também as Debêntures e as Debêntures de Infraestrutura, que também são outras alternativas de investimento interessantes. Em geral, elas possuem características bastante diferentes e é necessário entendê-las. Abra gratuitamente sua conta na Rico (clique aqui) e converse com nossa equipe.

Onde investir R$ 1.000,00?

Enfim, se deseja investir R$1 mil para o curto prazo e com a possibilidade de resgate diário, a melhor recomendação seriam os títulos Tesouro Selic. Já para valores acima deste, há muitas alternativas e neste caso a indicação seria buscar uma boa rentabilidade, somada a um risco baixo e combinando com o prazo do objetivo. É isso. Até a próxima!

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Roberto Indech
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