No meu penúltimo texto de 2016, vou mudar um pouco. É comum falar para você como economizar, poupar, investir e falamos (e como!) sobre acumular patrimônio, enriquecer. Mas hoje não! É importante entender a diferença entre ser racional e ser pão duro.

Então nada desse negócio de comer “meio Trident” ou só tomar um cafézinho, quando “filar um copinho” de algum lugar que oferece esse mimo. Acredite amigo, ninguém fica rico economizando no chiclete.

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O racional

O racional é aquele que não desperdiça dinheiro, simples assim. E entende que o grande vilão da riqueza são os desperdícios recorrentes, não os pequenos luxos eventuais.

Ele faz a seguinte conta: R$ 200 de economia por mês entre internet e TV a cabo, durante 30 anos, terei algo em torno de R$ 699 mil, considerando os juros médios mensais pagos hoje no Tesouro Direto. É… Mais do que suficiente para comer um chiclete inteiro ou tomar um cafezinho um dia ou outro.

Para esse cara, é mais do que óbvio que determinadas economias são emocionalmente punitivas, e são apenas distrações para o que realmente importa: despesas recorrentes enxutas e sem desperdícios.

Apenas para lembrar: desperdício é tudo aquilo que você paga e não usa, ou, que possui opções mais baratas:

  • TV a cabo com centenas de canais que você não assiste,
  • Minutos de celular que não usa,
  • Revistas que não lê,
  • Academia que não frequenta (deveria!),
  • Alugar um filme no iTunes por USD 4,99 quando tem o mesmo filme por R$ 6,90 no Google Play, e por aí vai.

Desse modo, o Racional, consegue ter um orçamento com folga para poder aproveitar as pequenas (e boas) coisas da vida. Dinheiro é importante sim, mas não é o principal.

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O pão duro

Certa vez fiz um vídeo lá no Café com Finanças sobre a “síndrome de Tio Patinhas”. Para quem não conhece, é o personagem Disney, tio do Pato Donald, que é podre de rico, mas não se permite gastar com nada.

O grande barato dele é nadar (isso mesmo, nadar) em sua montanha de dinheiro. E existem muitos Tio Patinhas da vida real. São pessoas que sentem pena (quando não dor) em gastar seu dinheiro.

Vivem mal, não se permitem, em prol de guardar cada centavo, como se fossem viver para sempre. No fim do texto vou reproduzir um frase célebre sobre o assunto.

Gastam apenas quando é inevitável e sempre compram “o mais barato”, mesmo que isso signifique um produto pior, que dure menos (coisa que o racional jamais faria), que no fim, pode custar o dobro, por não entregar o que se espera.

Não valorizam nada e ninguém. Querem pagar sempre menos, mas receber sempre o máximo. É um comportamento que afasta as pessoas e, normalmente, produz neuroses, como mania de perseguição.

Normalmente percebem a bobagem que fizeram, deixando de viver, quando já é tarde demais. E depois que morrem, alguém aproveitará o dinheiro por eles.

Leitura recomendada: Passar a vida poupando não é sinônimo de riqueza (deixem o cafezinho em paz)

As coisas em seu lugar

O equilíbrio é o que você deve buscar. O Racional sabe disso, e você precisa saber. É preciso ganhar para gastar, e não gastar mais do que se tem. Guardar para o futuro é fundamental, mas sem ser miserável no presente.

Acredite, prezado amigo, é possível. Com pequenas concessões diárias, dá para fazer tudo. É como a história que sempre conto sobre um amigo de faculdade que dizia que eu era rico, já que sempre que podia eu viajava.

Ele só não percebia que suas escolhas, como o relógio de R$ 5 mil que usava, nos diferenciavam. Sem certo ou errado, mas em seu pulso, estava a última viagem que eu fizera.

Então amigo, jamais se esqueça: “uma escolha, uma renúncia”. Simples assim. Quer uma casa bacana? Talvez viagens não façam parte do cardápio, e assim vai. Quem quer ter tudo, também vai acabar mal.

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Conclusão

A conclusão de hoje vai ser com a frase que prometi. Ela já foi atribuída a Jim Brown, Dalai Lama e até Buda. Como eu não estava lá em pessoa para ver quem de fato falou, o que importa, é o que foi dito. Leia:

Perguntaram ao sábio (um desses que disse ou outro que queira):

– O que mais te surpreende na Humanidade?

E ele respondeu:

– Os homens. Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.

E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viverem nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer, e morrem como se nunca tivessem vivido.

Para 2017 pense nisso e o que mais desejo a você é uma vida plena e próspera. Grande abraço e nos vemos em breve!

Renato De Vuono
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Comentários

  • BernardoMadoff

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  • Marcelo Sadra

    Texto para uma boa reflexão.
    Saber “dosar” as coisas de fato é fundamental para uma vida equilibrada e feliz.

    Feliz 2017 a todos do Dinheirama.

    • Obrigado amigo Marcelo! Feliz 2017 para você e todos os que ama.

      Abração

  • Fernando Ferreira

    Muito bom. Obrigado pelo tempo despendido.

    • Obrigado amigo Fernando! Que 2017 seja excelente para vc! Grande abraço