Se você somar os vídeos, textos, eBooks e podcasts, devo ter repetido mais de 10 vez a frase “você não controla aquilo que não vê“. Simples assim! Um piloto de avião, mesmo “voando sem visual”, “vê” o caminho através do vôo por instrumentos.

Nas finanças “ver” é fundamental para controlar, e “você não vê” se não usar nenhuma ferramenta para lançar seus gastos. E não precisa ser uma ferramenta complexa. Pode ser um caderno, planilha ou aplicativo. O importante é “enxergar” o caminho para não dar com a cara em um muro de dívidas.

Contas mentais não!

Se eu ganhasse R$ 1,00 para cada vez que ouvi “não preciso de nenhum tipo de controle, sei minha vida financeira de cabeça“… Isso pode ser verdade com 15 anos de idade, e R$ 1.000,00 para gerenciar. De resto, simplesmente é uma armadilha mortal.

Todo mundo “acha” que sabe tudo de cabeça, e, de repente, não faz a mínima ideia de como entrou no vermelho; “onde será que meu dinheiro foi parar?!“. Essa é a armadilha da “conta mental”: não enxergar o panorama, e acabar gastando o que não pode.

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Dinheiro não some

É amigo, por mais que queira achar alguma explicação sobrenatural para o sumiço da sua grana, fato é, você gastou! Mais uma vítima das contas mentais e a subsequente falta de controle.

Cada parcela que fez, cada vez que passou o cartão, lembrando da ultima vez que checou seu saldo e “estava tranquilo”, você esquecia de algumas despesas recorrentes, ou, uma daquelas contas que “todo mundo esquece”, como o IPVA. Curioso que faz muitos anos que o IPVA vence praticamente no mesmo dia.

E aí, esses “pequenos” esquecimentos o levam a gastar um dinheiro que, na verdade, já tinha destino.

Tire as mãos, esse dinheiro não é seu

Quando abri minha primeira empresa, levou alguns meses para eu fazer com que meus sócios entendessem que, o fato de emitirmos uma Nota Fiscal de R$ 10 Mil, não significava que todo aquele dinheiro era nosso, quiçá da empresa.

Em nosso sistema de controle, a receita já aparecia líquida de impostos, o dinheiro que já era separado em outra conta, e ficava provisionado para o pagamento das obrigações com o governo.

Diferente da maioria, nós não usávamos dinheiro que não era, literalmente, nosso, para depois bater o desespero quando as guias de recolhimento chegassem. A pergunta que segue: porque não fazemos isso como pessoas físicas?

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Se você tem um controle rígido de suas finanças, vai saber que parte do seu recebimento não é seu. É para pagar imposto de renda, água, luz, parcela do carro, IPVA, seguro e assim por diante. Quem controla nem sente tal tentação.

Vai inclusive provisionar dinheiro para pagar o Imposto de Renda e não ter um micro AVC depois de terminar a declaração para o leão.

Resumindo: para os disciplinados as surpresas são raras e, normalmente, fruto de algo, de fato, inesperado. Os mais caxias diriam: para isso existem os seguros! E eu sou obrigado a concordar.

Claro que ainda há o imponderável, o imprevisível; mas é possível estar preparado para a maioria dessas coisas. Sem contas mentais, desde que haja planejamento, sem gastar o que não é seu.

Conclusão

Seja o mestre da sua vida financeira, e não refém dela. A fatura do cartão ou o próprio extrato da sua conta não podem ser sempre “uma surpresa”. Você deve saber exatamente o saldo de cada um deles sempre.

Quando se é refém, fica-se ao sabor do acaso e, o resultado é sempre o mesmo: dívidas, chororô, vitimismo e uma vida de privações que poderiam ser evitadas. Sem contar todo o constrangimento a que um inadimplente é exposto. Acredite, eu sei, já estive lá.

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Então, para ter uma vida plena e próspera, comece do básico: anote tudo o que gasta, saiba exatamente o quanto ganha, que todo o resto será consequência de uma atitude vigilante com sua conta corrente.

É isso aí! Vida plena e próspera e nos vemos logo mais!

Renato De Vuono
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