Um dia desses, arrumando o depósito na minha garagem, peguei uma caixa que estava lá no fundo com a etiqueta “fitas de vídeo”.

Abri e pensei “Porque estou guardando isso até hoje?” Eram fitas velhas de vídeo cassete com filmes, shows, documentários e algumas poucas filmagens de viagens e aniversários da família (essas eu guardei).

O resto joguei fora e ganhei um bom espaço. Afinal, nem aparelho eu tenho mais para reproduzi-las.

O avanço da tecnologia nos últimos 40 anos modificou totalmente a forma que assistimos aos vídeos. Entre o lançamento do vídeo cassete e o streaming de vídeos, vários formatos já existiram e coexistiram.

Laserdisc, DVD, BluRay, 3D, tudo isso eu já consumi. Um disco LD (tecnologia que durou pouquíssimos anos) e só tinha importado, custava em torno de 40 dólares na época.

Eu desisti de fazer as contas de quanto já gastei comprando mídias para assistir filmes. Atualmente eu só vejo pelo Netflix, mas o fato é que eu ainda teria que somar nessa conta os aparelhos que as reproduziam.

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A economia que vivíamos estava baseada no consumo de bens

A publicidade cria desejos, os bens são feitos para não durar, os modelos novos são lançados todo ano e logo se tornam obsoletos.

A economia compartilhada chegou para transformar o nosso consumo e já está presente em milhares de segmentos:

  • Transportes (Uber, Waze, BikeSampa),
  • Bens (DescolaAí, Quintal de Trocas, Enjoei),
  • Serviços (Bliive, Cabe na Mala, Smart entrega),
  • Espaço (Airbnb, Coworking Brasil, Couchsurfing),
  • Dinheiro (Catarse, Prosper, Lending Club) e muito mais virá por aí.

O MyPush app foi criado dentro desse conceito. O aplicativo reúne vários canais como Catraca Livre, Estadão, Universia, InfoMoney, Dinheirama e mais de 950 empresas que utilizam a mesma plataforma para se relacionarem com seus públicos internos e externos sem nenhum custo.

O valor para desenvolver um app e depois divulgá-lo, às vezes é inviável para uma empresa pequena entrar no mundo móbile.

Esse novo modelo econômico promete criar uma grande revolução na forma como consumimos produtos e serviços, ao mesmo tempo em que deve pressionar os negócios tradicionais a reverem seus modelos comerciais.

Foco no consumidor e na experiência

A boa notícia é que esses novos entrantes privilegiam o consumidor e a uberisation, que não existe enquanto palavra, mas como conceito definido inclusive na Wikipedia,  que caracteriza assim:

  • Aproximação entre cliente e prestador em formato digital;
  • Reatividade maximizada pela relação imediata do cliente e o provedor, com ajuda da proximidade geográfica;
  • Pagamento do cliente para a plataforma sem intermediários;
  • Manutenção da relação condicionada na avaliação do serviço pelo cliente e vice-versa.

Nesse sentido e como consequência, os custos para os clientes serão menores e todos nós deveríamos começar a avaliar se vale à pena ter um carro e pagar todas as despesas para mantê-lo (IPVA, seguro, desvalorização, estacionamento, combustível).

Se continuamos com a casa na praia que só usamos de vez em quando ou nos hospedamos em qualquer lugar no mundo, ou ainda, se o banco onde mantemos nossas contas está fazendo o melhor pelo nosso dinheiro.

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Não estamos falando de uma tendência, já é realidade

A tecnologia tornou fácil e barato conectar pessoas e coisas. O público perdeu a confiança em marcas estabelecidas e abriu as portas para outras ofertas”, diz Lisa Gansky no livro Mesh: Porque o Futuro dos Negócios é Compartilhar.

Comece a educar o seu bolso pensando em compartilhar e em breve você vai perceber que esse modelo econômico veio para ficar e não tem volta. Um grande abraço e até a próxima!

Paulo Ribas
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