Heranças… Elas já foram e continuam sendo motivos de muita euforia, alegria, discórdia e tristezas. Os sentimentos e consequências experimentadas tem relação direta com algo que também causa o sucesso ou a ruína na vida financeira das pessoas: o conhecimento (ou a falta dele).

Observando as últimas três décadas, vemos marcas profundas no processo de transmissão de heranças no Brasil. A consequência disso foi uma brutal dilapidação de patrimônios, o que gerou o empobrecimento de muitas famílias que antes eram abastadas.

Responsabilidades e negligências

Pelo que se vê, a origem dos problemas foi e continua sendo a total ausência de preparo dos futuros herdeiros, que deveria ter como objetivo a multiplicação dessas heranças.

Os pais também carregam boa parte das responsabilidades, pois em muitos casos foram (ou são) incapazes em passar aos respectivos filhos os valores morais, éticos e técnicos, que os capacitariam nesta empreitada.

Criou-se então um mito de que herdeiro não precisa de conhecimento para lidar com a herança. Basta receber o legado e gastá-lo sem nenhum critério objetivo. Ingenuidade infantil.

A preparação dos herdeiros para um processo bem estruturado de sucessão familiar envolve muito trabalho de todos, além da contratação de bons profissionais para assessoria, aliados ao empenho pessoal de cada herdeiro, objetivando obter alta capacitação.

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Candidatos ao fracasso

É assustador observar que esses “candidatos a herdeiros” têm uma rotina de vida totalmente inadequada em relação àquela que deveriam ter.

O que mais ocorre é encontrar pessoas com essas características:

  • Baixo nível de escolaridade;
  • Falta de leitura consistente de bons sites, jornais, revistas e livros de boa qualidade;
  • Ausência de princípios básicos de organização da vida pessoal;
  • Não participação em eventos ligados à análise dos ambientes sócio/político/econômico;
  • Carência de visão internacional do mundo dos negócios;
  • Além da já velha e conhecida falta de fluência em idiomas estrangeiros.

Ainda há uma outra grave lacuna na formação profissional, que é a ignorância absoluta no tocante ao conhecimento dos fundamentos de Psicologia Econômica, algo de grande importância.

Com isso, essas pessoas tornam-se presas fáceis do consumismo desenfreado (instinto de manada), induzido pelas muito bem planejadas técnicas de propaganda, além do mau uso do tempo dito ocioso. Despreparo total!

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O preparo antecede a oportunidade

A não-percepção do fato de que o Brasil mudou, continua e continuará levando muitas famílias à ruína financeira. Por outro lado, abrirá um leque de oportunidades para os que estiverem preparados para os novos tempos (infelizmente poucos).

Os próximos 2 ou 3 anos deverão ser de muita austeridade econômica no país, tanto no âmbito das Finanças Públicas, quanto dos entes privados.

Os estragos provocados pela permanentemente e vacilante heterodoxia financeira, denominada Nova Matriz Econômica, foram imensos. Exatamente como ocorreu e continua ocorrendo em Cuba, Argentina, Venezuela, Equador e Rússia.

Para quem percebeu os problemas que claramente aconteciam ao nosso redor, e fez o “dever de casa”, capitalizando-se, inicia-se agora um ótimo período para a conclusão de bons negócios e assim aumentar os patrimônios, com baixo nível de risco.

Parafraseando o bilionário norte-americano Warren Buffett, no livro “A Bola de Neve – Warren Buffett e o Negócio da Vida” (Editora Sextante): “É nas ressacas que descobre-se quem estava nadando sem roupa”.

Quem tiver perspicácia será bem sucedido, pois nada como uma boa crise para “diferenciar os homens dos meninos”.

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Fernando Pinho
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