Uma pesquisa realizada em 2014 pelo Banco Mundial trouxe a informação de que as mulheres, de uma maneira geral, poupam menos do que os homens. O levantamento foi realizado em 151 países.

Confesso que o resultado não me surpreendeu. Ao longo dos anos, a percepção natural e estatística, levando em conta o número de mensagens e leitores interessados no material do Dinheirama, já apontava essa direção.

Apesar de haver mulheres que demonstram interesse pelo tema e tomam a frente das finanças da casa em muitas famílias, onde seguem um orçamento e também analisam alternativas de investimentos, elas ainda representam uma minoria.

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Brasil, o país sem educação financeira

No Brasil, homens e mulheres deixam a desejar no quesito poupança. Nos dados do Banco Mundial, a diferença na porcentagem de brasileiros maiores de 15 anos que pouparam nos 12 meses anteriores à entrevista foi de 7 pontos percentuais: 28% dos homens, 21% das mulheres.

É claro, vivemos uma triste realidade com a crise levando milhares de pessoas ao desemprego, mas os dados de 2014 ainda não haviam captado o pior momento da crise.

Vale ressaltar que muitas mulheres passaram a ocupar o papel (com ainda mais destaque) de chefe de família, tendo que decidir onde e como executar o orçamento, além de cumprir jornada dupla de trabalho.

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Mulheres e dinheiro

Felizmente, muitas iniciativas notáveis de educação financeira capitaneadas por mulheres têm surgido no Brasil. É muito importante encontrar profissionais dedicadas que apresentam o tema sobre finanças para outras mulheres de uma forma responsável.

Ainda é necessário que essa transformação comece mais cedo. Os pais precisam falar sobre dinheiro com as crianças, apresentando também para as meninas responsabilidades e obrigações que a família tem, quando o assunto são as finanças.

Precisamos mudar a perspectiva de que a menina vai encontrar um pretendente que vai cuidar da família e prover tudo o que for necessário.

Leitura recomendada: Mulheres bem-sucedidas dividem suas experiências sobre dinheiro

A triste realidade

Temos percebido que muitas mulheres estão chegando na velhice com graves problemas financeiros. É natural ainda encontrarmos mulheres, que estão sempre colocando na frente o bem-estar da família. Querem garantir o futuro de todos, e acabam esquecendo, ou deixando de lado, seu próprio futuro.

Como uma humilde contribuição para agregar valor e conhecimento sobre finanças para mulheres, preparamos um ebook (clique aqui e baixe gratuitamente) especialmente para abordar a educação financeira para o público feminino.

Nosso objetivo é ajudar as mulheres a descobrirem como a educação financeira é uma ferramenta de empoderamento, que transforma a vida para muito melhor.

Queremos ainda mostrar que a independência financeira é possível, e depende muito mais das nossas escolhas do que apostar em um bom casamento.

Conclusão

Transformar e acreditar nas próprias decisões, não abrindo mão da personalidade, é um desafio para todos, especialmente para as mulheres. É fundamental que defendamos igualdade de salário e oportunidades para homens e mulheres.

Mas é nosso dever cívico incentivar e mostrar, que como sociedade, homens e mulheres precisam do conhecimento como uma maneira de criar uma realidade diferente, onde as pessoas deixem de se apoiar em dívidas e comecem a ter um olhar voltado para o crescimento. Pense nisso, e aja também. Abraços e até a próxima!

Ricardo Pereira
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