Neste texto, vamos abordar algumas verdades sobre o mundo dos investimentos. Você pode inclusive se perguntar o porque de nunca de ter buscado mais informações sobre isso.

Pode inclusive parecer um texto clichê sobre poupança, mas dessa vez vou “provar por A+B”, de uma forma simples, que “investir” em poupança não dá mais.

A ideia não é falar sobre as características, desvantagens e possíveis vantagens da poupança, mas apresentar alguns números que mostram que o poupador, ao alocar seus recursos nesse “investimento”, tem deixado de ganhar dinheiro ao longo do tempo.

Poucas aplicações conseguem ser piores que a poupança no Brasil, como o FGTS e os famosos títulos de capitalização oferecidos por grandes bancos a clientes que infelizmente desconhecem as perdas no tempo destas alocações.

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Poupança versus inflação

Levando em consideração apenas os últimos 17 anos, ou seja, desde 1999, a poupança obteve rendimento inferior à inflação medida pelo IPCA apenas duas vezes, em 2002 e 2015.

No entanto, se o investidor colocar na ponta do lápis, o retorno acumulado ajustado pela inflação fica em 23,8%. Exatamente o que você leu: menos de 24% de rentabilidade em 17 anos.

Você pode considerar pífio esse retorno, mas será pior quando souber que o CDI, taxa referencial da Selic (Taxa de Juros) no Brasil, obteve um retorno de 202,8% no mesmo período.

Pois é, para alguns é uma surpresa e tanto conhecer o quanto o investidor deixa de ganhar ao realizar más aplicações como a poupança.

Já que provavelmente você se deparou com números antes desconhecidos e que chegam a assustar, vou mostrar com a ajuda de outra imagem o retorno comparativo entre a poupança e os títulos do Tesouro Selic nos últimos 10 anos (dezembro de 2006 a dezembro de 2016).

Levando esses dados ao seu bolso (e de qualquer investidor), isso significa que se você tivesse investido R$ 10 mil na poupança ao final de 2006, teria acumulado R$20.202,00.

Por outro lado, o investidor que aportou o mesmo valor nos títulos do Tesouro teria ao final de período igual a soma de R$ 28.175,00, ou seja, uma diferença de praticamente R$ 8 mil. Bem melhor, não é verdade?

Aproveitando que estamos mostrando algumas verdades, irei “abusar” e colocar aqui mais uma tabela com um comparativo entre alguns indicadores fundamentais do nosso país.

O comparativo a seguir comprova que, desde 1999, o único ano que pode ser considerado um bom momento da poupança seria 2006, quando obteve um ganho real de 5,1%. Quando falamos em ganho real é porque o investidor conseguiu um retorno acima da inflação no período.

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Conclusão

A mensagem de hoje é simples e direta: se a rentabilidade da poupança é ruim, imagina a do FGTS? Mas esse tema (FGTS) iremos abordar mais adiante, mais especificamente próximo do dia 10 de março, quando começarão os resgates liberados pelo governo.

Apenas como observação, a rentabilidade da poupança se dá por 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR), enquanto a do FGTS é de 3% ao ano mais TR.

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Roberto Indech
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Comentários

  • ♛ Hades

    Imaginando um capital de R$ 100.000,00 eu alocaria mais ou menos da seguinte forma:
    – R$ 10.000,00 em conta poupança (por motivos de liquidez, para eventuais emergências);
    – R$ 40.000,00 em ações e FII’s, montando uma carteira variada de acordo com critérios próprios que tenho;
    – R$ 60.000,00 em títulos públicos e letras de credito.

    Tantos os títulos públicos e letras de credito quanto as ações em carteira podem ser utilizados como margem de garantia para operações com contratos futuros (IND, DOL, agrícolas, etc) e eu os utilizaria de forma que a exposição no mercado futuro fosse equivalente a no máximo 50% do capital total (no caso, R$ 50.000,00), realizando swing trades eventuais em commodities agrícolas, que são contratos que tenho maior preferencia por realizarem movimentos menos erráticos que os demais.

  • Garciafinance

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