Sabe aquele tipo de pessoa que se encanta instantaneamente por alguma coisa e quer comprá-la na hora? Que em cinco minutos inventa uma necessidade incrível de adquirir um objeto que depois vai ficar encostado, mas que, fazer o quê, ela realmente precisa dele? Pois é, esta pessoa não sou eu.

Pode até parecer ambíguo eu estar escrevendo sobre o assunto, mas a questão é que, apesar de não costumar comprar por impulso, já tive algumas reações do tipo que me custaram bem caro; numa delas, por exemplo, comprei o carro que tenho até hoje! E você? Já fez estripulias financeiras em compras impulsivas?

Acredito que em alguns momentos todo mundo passa por isso. Tenho uma amiga que gastou uma nota em xícaras (e até hoje rimos quando lembramos disso).

Outro amigo comprava camisetas de marca caríssimas e que, assim que chegava em casa, as jogava no guarda-roupa com a etiqueta e por lá ficavam, sem uso.

E tem outra pessoa que comprou um cachorro no impulso e depois não sabia o que fazer com ele. Enfim, que atire a primeira pedra quem nunca passou por uma situação dessas e depois chorou rios de arrependimento.

A vida é assim, às vezes agimos impulsivamente mesmo. Mas o que não dá é para ficar mantendo este tipo de comportamento, senão não há vida financeira que resista, certo?

Então vamos a algumas dicas para quem vive comprando por impulso e precisa de uma luz para deixar esse hábito de lado. Lembrando também que, para parar de fazer isso, é preciso constância e paciência. Acostume-se e muito em breve você verá os resultados no bolso!

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Cuidado com o emocional

Quando não estamos bem emocionalmente, seja porque brigamos com o namorado, levamos uma bronca do chefe, não conseguimos fazer algo que esperávamos, etc. é natural que queiramos extravasar, esquecer o que nos fez mal e arrumar uma satisfação momentânea que nos tire do foco e nos faça bem.

Muitas vezes essa satisfação vem das compras. Quem nunca tentou curar as mágoas no shopping center? Só que é preciso lembrar que, além de não resolver eventuais problemas, essas compras podem causar muitos outros.

O ideal, primeiramente, é avaliar se não haveria uma outra opção para dar aquele gás na autoestima, como uma boa caminhada em algum parque próximo (sempre funciona para mim).

Caso você realmente não resista a fazer uma comprinha (ou ir ao salão e gastar horrores por lá, afinal “você merece depois de tudo que ocorreu”), estabeleça um limite, e não ultrapasse este limite de gastos de forma alguma.

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Não acredite no vendedor

Sabe aquele papo de que aquele objeto que você amou realmente é o último? Que se você não comprar naquele minuto, ele não pode garantir que haverá outro? Que aquelas condições são unicamente para aquele dia? Pois bem, geralmente tudo isso não passa de uma boa conversa de vendedor.

E confesso, caí nisso quando comprei o carro que citei lá no começo do texto. É claro que um bom vendedor vai querer usar todas as artimanhas possíveis para tentar vender.

E você, que já estava hipnotizado pelo objeto de desejo, vai acreditar e vai achar que pode se arrepender para o resto da vida caso o vendedor esteja dizendo a verdade.

Calma, não caia nessa. Nessas horas, respire, vá dar uma volta, e se dê ao menos algumas horas para pensar se vale a pena mesmo realizar a compra. Era algo que você já estava querendo? Avalie e seja racional!

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Não leve cartão de crédito

Essa dica vale especialmente para quem está endividado e não pode gastar, mas vive caindo nas armadilhas das compras por impulso. Que tal sair apenas com o valor que você pode dedicar ao consumo hoje?

Deixe o cartão de crédito em casa e leve dinheiro vivo na carteira. Quando ele acabar, acabaram-se também os riscos de causar estragos financeiros por conta de uma empolgação momentânea.

E se não der para fazer isso (pode ser que não dê tempo de sacar, por exemplo, antes de um passeio), leve o cartão com o menor limite possível.

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Nas viagens, procure limitar a quantidade de “brindes”

Quando viajamos, tendemos a pensar que é possível que, nunca mais na vida, encontremos aquele objeto tão diferente, maravilhoso, incrível e que custa uma fortuna. É possível mesmo!

Lembro que uma vez, em uma viagem para a África do Sul, uma amiga teimou de levar um ovo de avestruz. Ela era suíça, então, claro, tudo era “so cheap” (muito barato) para ela, mas a explicação é que se não comprasse lá, ela correria o risco de nunca mais achar um ovo de avestruz decorado só para ela.

Bem, então que tal limitarmos a quantidade de presentes para nós mesmos e para os outros nas viagens? E, melhor ainda, que tal limitarmos o valor a ser gasto com isso? Se é para gastar R$ 300,00 em presentinhos, não gaste R$ 500,00. Esses R$ 200,00 a mais podem fazer falta no orçamento depois!

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Na internet, cuidado dobrado

E finalmente, vamos falar de compras virtuais. Na internet é preciso cuidado dobrado para não gastar um dinheirão à toa, pois é muito fácil sair comprando pelos “xing-lings” da vida sem que a gente se dê conta de que aquele dinheiro está saindo da nossa conta.

Só vamos lembrar disso quando a fatura do cartão chegar, e aí é sentar e chorar, algo que ninguém quer! Que tal, então, colocar uns post-its na tela do computador ou em cima da mesa de trabalho para lembrar que não deve comprar?

Ajude-se na tarefa de lembrar que existem outras prioridades para seguir, e que aquela comprinha virtual pode significar ter que adiar algo muito mais importante, como uma viagem legal, um curso, ou qualquer outra coisa, por falta de dinheiro!

Evitar as compras por impulso é importante para tomar as rédeas de sua vida financeira. Você vai ver como, no fim das contas, agir assim vai valer a pena! Boa sorte e até a próxima!

Janaína Gimael
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