É fato: todo mundo deseja ser competitivo profissionalmente, não é mesmo? Mas, afinal, o que faz um profissional se diferenciar no mercado? Quais as competências mais procuradas pelas empresas?

Além do conhecimento técnico – condição básica para qualquer atuação profissional, o conhecimento comportamental tem se tornado cada vez mais decisivo.

Competências comportamentais são aquelas relacionadas ao comportamento ou a atitude esperada por quem ocupa a posição. Elas deveriam traduzir em gestos a cultura da organização, o propósito que ela tem como sua razão de existência, sua missão, seus valores e sua visão.

Entre as competências mais valorizadas encontramos:

  • Liderança (capacidade de guiar uma equipe e extrair o melhor de cada um);
  • Motivação (manter o incentivo mesmo diante das adversidades);
  • Trabalho em equipe (habilidade para realizar trabalhos em conjunto e lidar com diferentes perfis de pessoas);
  • Criatividade (capacidade de inovar para propor soluções e criar oportunidades);
  • Comunicação (saber se expressar com clareza, ouvir, dar feedback);
  • Negociação (poder de gerenciar conflitos e manter o bom clima organizacional);
  • Adaptabilidade (adaptar-se às condições desfavoráveis);
  • Proatividade (não se limitar apenas ao que foi pedido e tentar ir além), dentre outras.

Desenvolver essas características requerer investimento, coragem e paciência. É preciso, antes de mais nada, um profundo “mergulho” em si mesmo: o autoconhecimento é fundamental nesse processo.

Para isso, é necessário estar disposto ao aprendizado, refletir sobre desejos e medos e identificar suas forças e fraquezas, com o intuito de despertar a melhor versão de si mesmo.

Vale destacar que, ao se conhecer melhor e desenvolver suas competências comportamentais, o ganho não será restrito ao crescimento da sua carreira. Certamente, você se tornará uma pessoa mais equilibrada e de bem com a vida.

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Procura-se: especialista em relações interpessoais

Um bom exemplo da força do relacionamento interpessoal pode ser encontrado no profissional da área de Controladoria.

Essa característica é um aspecto primordial na sua formação, visto que faz parte da sua rotina de trabalho conviver com todos os colaboradores da organização, desde altos executivos até colaboradores do chão de fábrica.

Em entrevista à revista ANEFAC, Marcus Severini, então diretor de Controladoria da Vale, comentou sobre as carências dos recém-formados e jovens profissionais da geração Y.

“Além de toda a formação técnica que precisam ter, devem começar a estudar diversos aspectos da vida empresarial, inclusive o relacionamento humano”, disse Marcus.

Ele avalia que, do ponto de vista pessoal, o profissional deve ser curioso e humilde para reconhecer que não sabe tudo, buscar o conhecimento e saber gerenciar a ansiedade, tão característica desta geração.

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Contratação por valores

Ainda que as empresas estejam se preocupando mais em contratar pessoas que se mostrem bons profissionais, independentemente de serem bons tecnicamente, a contratação por valores não é realidade na maioria das empresas brasileiras.

A máxima “contrata-se pela competência técnica e demite-se pela comportamental” é constante no mundo do RH. Pesquisas mostram que quase 90% das demissões são por problemas comportamentais e apenas 13% por questões técnicas.

Considerando que qualquer técnica pode ser ensinada, é muito mais vantajoso contratar um colaborador que esteja alinhado com os valores da organização.

Isso porque a falta de ética pode prejudicar a imagem da empresa, além de gerar problemas internos e gastos com novas contratações. Como já dizia o empreendedor Peter Schultz: “Contrate caráter, treine técnica”.

No meu livro “O inédito viável na Gestão de Pessoas: reflexões e filosofia prática sobre liderança”, dedico um capítulo inteiro sobre o tema. Obrigado e até a

Emerson Weslei Dias
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