Agora você confere as principais notícias de 17/04/2017, segunda-feira.

Governo quer dobrar arrecadação em apostas com privatização de loterias

O governo federal conta com a privatização das loterias para dobrar a arrecadação de tributos sobre as apostas dos brasileiros. Com empresas experientes no ramo operando os jogos eletrônicos em todo o mundo, a equipe econômica quer trazer os investidores para o mercado brasileiro e acredita que o volume de receitas de impostos sobre as loterias pode saltar rapidamente de R$ 6 bilhões para pelo menos R$ 12 bilhões – arrecadação que pode ajudar a reforçar o caixa do Tesouro Nacional nos próximos anos enquanto as contas públicas ainda deverão ficar no vermelho.

Antes de privatizar o setor – que é um monopólio da Caixa Econômica Federal –, o governo dividiu o conjunto de loterias em duas empresas que serão leiloadas: a Lotex (a loteria instantânea, como a raspadinha), que já existe no Brasil, e a chamada “SportBeting” (loteria de apostas, por exemplo, no time que vai ganhar, placar do jogo, prognósticos feitos por meio da internet). Esta última ainda não foi criada no País, mas os brasileiros participam desse tipo de aposta usando sites do exterior.

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Governo quer transição para mudança do cálculo dos royalties do petróleo

O governo federal estuda criar um período de transição para a mudança do cálculo dos royalties do petróleo, processo proposto pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) em 2016, mas que hoje é discutido no STF (Supremo Tribunal Federal).

A mudança elevaria o preço de referência usada para o cálculo dos royalties do petróleo produzido na bacia de Campos, beneficiando o Estado do Rio, mas enfrenta resistência das petroleiras que operam na região –principalmente a Petrobras.

A ideia de um período de transição tem o objetivo de buscar um consenso sobre a questão, segundo apurou a reportagem, ao evitar impactos imediatos no fluxo de caixa das empresas.

Mudanças na reforma da Previdência devem reduzir economia em pelo menos R$ 200 bilhões em 10 anos

O presidente Michel Temer disse que a previsão de redução de déficit da Previdência passou de R$ 800 bilhões para um valor entre R$ 550 bilhões e R$ 600 bilhões em 10 anos, após as concessões que o governo fez no projeto original da reforma do setor.

“Da forma que estávamos fazendo o projeto original daria para reduzir R$ 800 bilhões do déficit da previdência durante 10 anos. Do jeito que está talvez reduza em R$ 600 bilhões, R$ 550 bilhões”, disse o presidente em entrevista à TV Band veiculada na noite deste sábado (15).

No final de março, Temer cedeu a pressões políticas e autorizou mudanças no texto original para não mais incluir a revisão das regras da Previdência para servidores estaduais e municipais.

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Dólar forte é desafio para Trump reduzir deficit da balança comercial

Ainda que não tenha completado 100 dias na Casa Branca, o presidente Donald Trump se vangloria de ter revigorado a economia americana. No entanto, a força do dólar ameaça uma de suas principais promessas, que é reduzir o deficit da balança comercial.

O próprio Trump falou sobre o assunto nesta semana, em entrevista ao “Wall Street Journal”. “O dólar está se valorizando muito e, parcialmente, isso é culpa minha porque as pessoas confiam em mim”, afirmou. “No longo prazo, isso será um dano”, admitiu.

Para os Estados Unidos, a moeda forte não é totalmente ruim: reduz o custo das importações e o fluxo de liquidez permite emprestar a baixo custo.

Em contrapartida, as exportações americanas sofrem com o dólar caro, e isso compromete o objetivo de Trump de reduzir o déficit da balança comercial, especialmente a de bens manufaturados, que está muito prejudicada pela competição dos produtos da China e do México.

Redação Dinheirama
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