Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a decepção do mercado com os resultados do primeiro trimestre do Snap.

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Snap decepciona mercado em primeiro resultado financeiro trimestral

Mesmo com crescimento de receita e de usuários, a Snap frustrou as estimativas de mercado ao divulgar seus resultados financeiros nesta quarta-feira (10). Esta é a primeira vez que a empresa responsável pelo aplicativo de mensagens efêmeras Snapchat divulga balanço trimestral após fazer sua oferta pública de capitais (IPO, na sigla em inglês) em março, por isso, criou forte expectativa no mercado e investidores, que esperavam um crescimento financeiro e de usuários mais expressivo.

Segundo a companhia, o número de usuários ativos diários chegou a 166 milhões no primeiro trimestre deste ano, saltando 36,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Grupos de investidores esperavam, em média, que a empresa chegasse a 170 milhões de usuários ativos por dia na plataforma de mensagens — afinal, o recurso de histórias do Instagram, do rival Facebook, já possui 200 milhões de usuários ativos diários, mesmo sendo lançado anos após o Snapchat.

Enquanto isso, a receita do companhia saltou para US$ 149,6 milhões, em um crescimento de quase quatro vezes em relação com o ano anterior, quando a empresa registrou receita total de US$ 38,8 milhões. Segundo a Reuters, porém, era esperada pelos analistas uma receita média de US$ 158 milhões. Além disso, o prejuízo da Snap foi muito maior do que no ano anterior: em apenas um ano, saltou de US$ 104,6 milhões para US$ 2,21 bilhões.

Uber, Easy e outros apps testam programas de fidelidade e assinatura

Empresas do mercado de chamada de motoristas por aplicativo estão desenvolvendo programas de fidelidade e assinaturas.

Funcionários da matriz americana da Uber estiveram no Brasil testando um programa desse tipo no fim de abril.

O sistema de recompensas funcionaria em parceria com dezenas de restaurantes e lojas. O usuário que fizer compras nesses estabelecimentos e pagar com cartão de crédito de uma determinada bandeira, que deve fechar parceria com o aplicativo, ganhará crédito para corridas.

Cerca de 20 usuários brasileiros foram selecionados para testar protótipos do serviço durante entrevistas. A versão de testes previa que de 10% a 30% dos gastos dos consumidores em parceiros seriam creditados na conta do consumidor na Uber.

A Easy lançou no fim de abril o Club Easy, programa de assinaturas que oferece desconto em corridas. Ele tem três categorias, com preços mensais variando de R$ 24,99 a R$ 99. O plano mais barato dá direito a R$ 4 de desconto em dez corridas, e o mais caro, a R$ 6 em 30 corridas.

Outras competidoras desse mercado, Cabify e 99 têm apostado em descontos para passageiros e incentivos para motoristas fiéis.

Um exemplo é o 99 Completa, ação feita em dias de maior demanda de corridas. Neles, a empresa dá ao motorista o valor que falta para ele atingir uma receita predeterminada no dia, caso faça um número mínimo de viagens.

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Em nova fase, Mercado Livre vai emprestar dinheiro

A companhia argentina Mercado Livre está vivendo um dos melhores momentos da história desde a fundação há quase 18 anos, bem na época da chamada “bolha da internet”, período marcado pela ascensão e fracasso de muitas startups. Só em 2016, ela alcançou receita de mais de US$ 844 milhões, 30% maior que em 2015 – o Brasil representa metade disso. O site reúne uma comunidade de 174,2 milhões de usuários na América Latina e movimentou US$ 8 bilhões no ano passado. Tudo isso fez o valor das ações da empresa dobrar no último ano. Os números impressionam, mas ainda são só uma pequena fatia do varejo total na América Latina.

Depois de anos investindo em pagamento online e em entregas, a palavra da vez no Mercado Livre é crédito. A companhia começou nesta semana a emprestar dinheiro – em parceria com instituições bancárias – para pequenos empresários que vendem pelo site no Brasil. Os compradores também devem entrar no radar em breve. “Muita gente não tem cartão de crédito e nem conta no banco”, diz o diretor de operações do Mercado Livre, Stelleo Tolda. “Essa é uma grande barreira para o comércio eletrônico. ”

Redação Dinheirama
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