Agora você confere as principais notícias de 12/06/2017, segunda-feira.

Em denúncia, Janot vai ligar Temer a mala de R$ 500 mil entregue a Loures

Na denúncia que prepara contra Michel Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai ligar o presidente ao recebimento da mala com R$ 500 mil pelo ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB), preso desde o último dia 3.

No entendimento de investigadores, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, o conjunto de provas reunidas sobre a propina acertada com a JBS só faz sentido se forem considerados a influência e o poder de Temer.

A denúncia, que deve ser protocolada até a próxima semana no STF (Supremo Tribunal Federal), juntará os pontos que envolvem o presidente nos episódios.

Na avaliação de investigadores, não é preciso comprovar que Temer recebeu o dinheiro da mala, mas que teve atuação na operação para o seu recebimento por Loures.

Donos venderam R$ 10 mi em ações da JBS antes de divulgação da delação

Às vésperas da divulgação da delação premiada que atingiu o presidente Michel Temer, os acionistas controladores da JBS venderam R$ 10 milhões em ações da companhia.

No dia 16 de maio, eles negociaram 985 mil papéis da empresa a R$ 10,11. Os controladores da JBS são a FB Participações, holding da família Batista, e o Banco Original, que também pertence aos fundadores do maior produtor de proteína animal.

A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista foi revelada pelo jornal O Globo no fim da tarde do dia seguinte, após o fechamento da Bolsa de São Paulo. No dia 18 de maio, as ações da empresa desabaram 10,5% —desde então, elas perderam 23,4% do seu valor, cotadas a R$ 7,28.

As vendas dos papéis também aconteceram no dia 17, mas foram acompanhadas de recompras das ações. As operações praticamente se anularam: as vendas somaram R$ 35,1 milhões, e as compras, R$ 35,6 milhões.

Os donos da empresa voltaram a se desfazer dos ativos após a revelação da delação, nos últimos três dias do mês passado. Elas somaram R$ 105 milhões.

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Temer avalia ignorar lista tríplice na sucessão de Janot

O presidente Michel Temer vai analisar outras opções, além da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), para a escolha do sucessor de Rodrigo Janot no comando da Procuradoria-Geral da República. Caso isso aconteça, o presidente vai romper com uma tradição (ele não é obrigado pela lei a aceitar a indicação da associação) de indicar o nome mais votado pelos procuradores entre três apresentados pela entidade.

A disputa pela cadeira de procurador-geral ganhou atenção especial desde que Ministério Público Federal e Palácio do Planalto entraram em rota de colisão. O novo chefe do MPF assumirá em setembro, quando vence o mandato de Janot.

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Temor de delação de Palocci acelera MP que permite leniência de bancos

A medida provisória que autoriza o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a fecharem acordos de leniência com instituições financeiras, publicada na quinta-feira (8), tem como objetivo minimizar o impacto de revelações de crimes que possam afetar o sistema bancário.

Embora o BC já pleiteasse o direito de negociar a leniência, o assunto só avançou depois que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o operador Lúcio Funaro sinalizaram fechar acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal.

A avaliação no governo é que ambos conhecem os bastidores dos principais negócios envolvendo os maiores bancos do país e que poderiam revelar irregularidades ao Ministério Público Federal em troca de redução de penas e desconto em multas.

O governo decidiu dar poderes ao BC e à CVM para que centralizem as investigações na esfera administrativa e só divulguem o que não oferecer risco ao sistema.

Autoridades se dizem preocupadas com a possível fuga de clientes e aumento dos saques, caso os maiores bancos sejam envolvidos em delações, e tenta conter ao máximo os danos de imagem das instituições, que financiam também o próprio governo.

Redação Dinheirama
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