Na semana passada, para comemorar o aniversário de minha filha fizemos uma pequena viagem. A possibilidade de passar alguns dias longe da rotina de trabalho e da correria de uma grande cidade é revigorante.

Mesmo nesses períodos, é impossível ficar 100% desconectado e eu não consigo deixar de me envolver em algumas decisões dos negócios. Quem também tem algum tipo de empreendimento sabe como as coisas funcionam e é justamente este estilo de vida que permite a liberdade de programar uma viagem envolvendo lazer e trabalho.

Em um desses momentos que me conectei ao trabalho, encontrei um e-mail de um leitor do Dinheirama que me chamou atenção. Um leitor antigo com quem eu já havia trocado no passado algumas ideias sobre economia e investimentos.

O e-mail, ao contrário dos demais, era curto e grosso: “Não consigo ajustar minha vida financeira, por favor retire meu e-mail da lista de conteúdo do Dinheirama”.

Poucas vezes nessa vida fiquei sem uma resposta rápida e lembrei-me de termos conversado sobre alguns de seus problemas. A expectativa era de que haveria uma ação por parte do leitor para a resolução das dificuldades e assim que vi o e-mail percebi uma tentativa clara de “fugir da realidade”.

Aplicativo gratuito recomendado: Controle suas finanças na palma da mão com o DinheiramaOrganizze

Problemas não somem! Eles precisam de uma solução

A educação financeira é fantástica porque nada mais é do que o uso do bom senso. Às vezes fico assistindo alguns amigos, pessoas de ótima índole e efetivamente interessadas no tema desenhando metodologias que parecem ser interessantes e cheias de diferenciais.

Acho interessante a complexidade que muitos conseguem associar ao universo financeiro, mas no final o que define a educação financeira é algo muito simples: o bom senso na tomada de decisões transformado em um estilo de vida.

Não é proibido consumir, não é proibido fazer um mal investimento e não é proibido perder dinheiro; aliás, nada é proibido, até porque a partir dos erros é possível tirar lições incríveis. Mas se existe algo que deve ser evitado é tentar fugir de um problema.

Resolvi responder ao leitor e perguntar o que estava de fato acontecendo, e a resposta foi ainda mais preocupante:

“Ricardo, obrigado por se preocupar. Estou me enganando, tento estudar sobre finanças, mas não consigo pôr em prática o que estudo. Aqui em casa ninguém quer saber de economizar. Meus filhos gastam muito, minha esposa gasta muito e eu acabo percebendo que sozinho não dou conta e gasto também. Hoje já estouramos o limite dos cartões e do cheque especial, então parei de me preocupar. Ao receber os artigos do Dinheirama, percebo minha incapacidade. O melhor é aceitar que vai ser sempre assim”.

A triste resposta me fez pensar quantas pessoas hoje passam pelo mesmo problema e optam também por fugir da realidade em vez de enfrentá-la.

Tomei a liberdade de expor a situação (com a autorização do leitor sem a citação de nomes) com o genuíno compromisso de oferecer uma solução para quem, nesse momento, vive uma situação idêntica ou semelhante.

eBook gratuito recomendado: Do Endividamento ao Investimento

3 passos fundamentais para resolver seus problemas financeiros

É fundamental agir com inteligência e organização para criar um plano eficaz e que seja prático.

Passo 1: Você precisa mostrar quem é o líder

Se você foi capaz de criar um problema, também será capaz de encontrar uma solução. Ao olhar o problema como algo sem solução, a acomodação passa a ser vista como aceitável e a passividade se transforma em uma desculpa natural (e perigosa). Cuidado.

No Brasil, por conta dos juros altos, é muito comum os problemas financeiros crescerem exponencialmente – os especialistas adoram se referir às dívidas como uma “bola de neve” para demonstrar a perda de controle de muitos e seu efeito.

A verdade é que dependendo da quantidade de dinheiro envolvido em um problema, não existe solução fácil e rápida. Existirá sofrimento, momentos de dúvidas, sacrifícios e decisões extremamente difíceis, mas a determinação em seguir o plano precisa ser maior do que tudo. Acabar com o problema precisa ser sua prioridade número um.

Passo 2: Assuma a liderança de fato e envolva a família através do exemplo

As palavras inspiram, mas só o exemplo arrasta! Fugir de um problema apenas sinalizando que todos da família não estão ligando para ele é só mais um ato de covardia. Apontador o dedo é fácil.

É fundamental chamar a responsabilidade e ser duro com todos, mostrando a realidade e exigindo o comprometimento necessário para que o problema seja resolvido.

“Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única”. A frase de Albert Schweitzer é perfeita para tratarmos dos problemas financeiros.

Jamais maquie ou tente esconder um problema, pois isso só o tornará maior e mais perigoso. Opte sempre por deixar clara a situação da família, mostrando o que cada um precisará fazer.

Seja claro também nas próprias atribuições, mostrando o que você irá cortar na própria carne em torno do bem comum. Portanto, demonstre seu envolvimento com suas ações e se transforme na inspiração para todos.

eBook gratuito recomendado: Ter uma Vida Rica Só Depende de Você

Passo 3: Resolva o problema, custe o que custar

Por pior que seja o problema, quando falamos em dinheiro, sempre existe uma solução. Ela pode não ser fácil, mas normalmente ela está visível e requer muita atitude e desprendimento.

Pode ser que para muitos apenas cortar gastos e ajustar o orçamento seja o suficiente para resolver os problemas financeiros. Em outros casos, poderá ser necessário, além do ajuste do orçamento, renegociar dívidas, buscar fontes de renda extra e até mesmo vender patrimônio.

Fundamentalmente, o cenário e a atitude para resolução de um problema financeiro podem ser idênticos aos de uma guerra, onde se faz necessário usar todas as armas disponíveis para atingir determinado objetivo.

Mas, atenção: sua guerra não é contra o seu bolso, mas a favor dele; sua guerra é contra o consumo sem sentido, o endividamento e o descontrole financeiro. Seu objetivo é ser financeiramente livre, portanto lute da forma certa.

Conclusão

Pedi ao leitor do e-mail que acompanhasse nossas mensagens diárias e continuasse sendo um assinante gratuito do conteúdo do Dinheirama por mais algum tempo.

Espero que este artigo possa ser uma boa reflexão não só em relação às questões financeiras, mas em relação à vida de forma geral. Afinal de contas, fugir de um problema é se enterrar nele.

De nossa parte, continuaremos firmes e entusiasmados, preparando conteúdos transformadores de finanças, sempre com o olhar preocupado com a realidade de pessoas como você.

Agindo dessa forma, acredito que demonstramos a importância de não desistir. Educação financeira é a arte de compreender que o dinheiro é parte da vida. Desistir dele é desistir de viver com dignidade. Até a próxima!

Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários