Agora você confere as principais notícias de 19/06/2017, segunda-feira.

Em meio à crise política, Temer inicia viagem à Rússia e Noruega

Buscando passar uma mensagem de normalidade em meio ao acirramento da crise política, o presidente Michel Temer embarca nesta segunda-feira (19), para uma agenda de quatro dias na Rússia e na Noruega em busca de mais comércio, investimentos e cooperação. Enquanto na primeira parada a agenda será eminentemente econômica, na segunda ele deverá ouvir críticas a medidas aprovadas pelo Congresso Nacional que reduzem as áreas de preservação ambiental.

O presidente decidiu manter a viagem mesmo após a entrevista do empresário Joesley Batista, um dos donos do Grupo J&F à revista Época, em que ele acusa Temer de ser chefe de uma organização criminosa envolvendo peemedebistas na Câmara dos Deputados. O Palácio do Planalto divulgou nota no fim de semana para rebater o empresário e informou que vai processá-lo.

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Com recessão, recuperação do caixa do governo será lenta

Ainda que a atividade econômica cresça algo próximo de 0,5%, como esperado para este ano, é provável que o total de recursos arrecadados pelo governo para cumprir seus compromissos não acompanhe esse movimento.

O recolhimento de impostos costuma reagir com atraso ao aquecimento da atividade econômica. Além disso, os serviços têm peso maior na economia, e são menos tributados do que outros setores.

Economistas preveem que as empresas aproveitarão a retomada para compensar prejuízos acumulados durante os anos de recessão, o que também tende a diminuir a arrecadação de impostos.

Bancos cortam cartões de crédito de clientes com renda mais baixa

Os bancos estão cortando os cartões de crédito dos clientes que julgam ser de maior risco, especialmente os das classes mais baixas. Só os dois maiores do País – Banco do Brasil e Itaú Unibanco – retiraram de circulação 1,2 milhão de cartões nos primeiros quatro meses deste ano, segundo dados informados pelas próprias instituições.

Na comparação com os quatro primeiros meses de 2016, a queda foi ainda maior. A base de cartões do BB caiu de 22,2 milhões para 17,2 milhões e a do Itaú recuou de 32,1 milhões para 28,9 milhões. Bradesco e Santander não abrem os números sobre a emissão e retirada dos cartões, mas executivos dizem que as instituições passaram a excluir clientes mais arriscados para diminuir os juros e as taxas do crédito parcelado, a nova modalidade que o governo impôs no lugar do crédito rotativo.

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BNDES pode cobrir rombo com pacote de bondades de Temer

A equipe econômica pode pedir a devolução antecipada de R$ 30 bilhões dos recursos emprestados pelo Tesouro ao BNDES caso o presidente Michel Temer encampe um pacote de bondades defendido pelo núcleo político e que tende a afetar a arrecadação.

A medida também seria uma solução de emergência se a tendência de queda na receita não for revertida.

A frustração na arrecadação até maio é de R$ 8 bilhões, e a equipe econômica trabalha para conter essa queda e cumprir a meta de um déficit de R$ 139 bilhões neste ano.

Redação Dinheirama
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