Uma pesquisa divulgada pelo Relatório Mundial sobre Bancos do Varejo, feita pela Capgemini e pela Efma, revelou que, no Brasil, três em cada quatro consumidores que possuem conta corrente já estão usando serviços oferecidos por pelo menos uma fintech.

De todos esses usuários, quase 70% indicariam suas Fintechs aos familiares e amigos próximos. Em comparação aos bancos, apenas 48% indicariam uma instituição financeira a alguém.

Aproveitando o grande sucesso das Fintechs no Brasil e meu trabalho à frente da Kogut Labs, empresa especializada em consultoria e inovação corporativa, apresento aqui quatro dicas para quem quer investir no segmento.

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1. Procure um modelo facilitador

O modelo de Fintech mais atraente é aquele que se propõe a ser um facilitador ao seu cliente. É aquele sempre focado em resolver as dores e as necessidades dos usuários, principalmente a dos atuais e futuros clientes da geração “CX – Customer Experience”.

Além dessa premissa, uma Fintech para deslanchar precisa oferecer uma tecnologia verdadeiramente inovadora, ter um propósito específico para um mercado de nicho e criar uma experiência para o usuário que inspire total confiança.

2. Entenda os diferentes modelos de negócios e o propósito de cada uma

Atualmente já foram criadas Fintechs que atuam com modelos distintos como por exemplo: abertura e gerenciamento de contas, cartão de crédito digital, empréstimo e financiamentos, pagamentos online, ativos financeiros e investimentos.

Antes de investir em uma Fintech é fundamental que você conheça e estude à fundo todos os modelos já existentes para identificar algum tipo de inovação e melhoria na proposta de valor da startup que você estará disposto a arriscar e investir.

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3. Acertar em uma Fintech é como ganhar na mega sena acumulada. Mas cuidado, investir em Fintech possui um risco ainda maior

Apesar do recente sucesso das Fintechs no país, é importante considerar as possibilidades de falhas de uma Fintech durante o processo de estabilização do negócio.

Não é nada fácil criar uma Startup de tecnologia financeira e ser bem-sucedido, independentemente do quão ambiciosa e disruptiva ela possa ser.

Em média, 90% das startups morrem antes de atingir o breakeven (ponto de equilíbrio) e no caso de uma Fintech as probabilidades de falhas são ainda maiores devido a fatores como legislação e regulamentação do Banco Central e também da concorrência com grandes bancos e instituições financeiras (que já acordaram para participar desse novo mercado com estratégias agressivas e com capital interminável para investimento).

4. O momento econômico pode ser um fator primordial para o sucesso da Fintech

Além dos riscos tradicionais de investir em startups, antes de investir em uma Fintech analise com cuidado se o propósito de valor da mesma está alinhado com as condições econômicas atuais e futuras do país.

Estamos vivendo um momento econômico turbulento no Brasil e, gostando ou não disso, a economia irá desempenhar um papel importante para o sucesso ou fracasso de uma Fintech por aqui.

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Conclusão

O investimento-anjo em Fintech na hora certa, de maneira mais analítica e com menos chute pode dar um retorno financeiro gigantesco ao anjo.

Mas lembre-se: por se tratar de uma empresa de tecnologia executando operações financeiras sensíveis a diversos fatores, investir em Fintech sempre será um risco ainda maior, pois um movimento errado pode custar sua credibilidade e enterrá-la para sempre.

Marcio Kogut
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