Agora você confere as principais notícias de 14/07/2017, sexta-feira.

Após manobras, governo derrota na CCJ parecer favorável à denúncia contra Temer

Depois de uma maratona de manobras do governo, que alterou significativamente a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara para recheá-la de aliados, a comissão rejeitou nesta quinta-feira (13) o parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB), favorável à denúncia criminal contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Dos 66 parlamentares da comissão, 40 votaram contra o parecer do relator (ou seja, a favor do governo), e 25 apoiaram o texto de Zveiter.

O resultado já era esperado, uma vez que o governo vinha operando para substituir deputados que ameaçavam votar contra o Planalto.

Foram mais de 20 movimentações feitas por partidos governistas, que sacaram deputados favoráveis ao parecer e colocaram como titulares aliados fiéis de Temer.

Foram trocados, por exemplo, 4 dos 5 membros do PR que eram titulares na comissão. Também fizeram trocas o PTB, o PRB, o PMDB e PSD.

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Bolsa brasileira emenda 4ª alta

Influências externas positivas e um cenário político mais ameno favoreceram a quarta alta seguida da Bolsa brasileira, que renovou nesta quinta (13) o maior patamar em quase dois meses. No mercado cambial, o dólar fechou praticamente estável, cotado a R$ 3,21.

O Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,53%, para 65.178 pontos. É o maior nível desde 17 de maio, quando foi divulgada a notícia da delação do empresário Joesley Batista, que mergulhou o governo em uma crise política. O volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 7,2 bilhões. A média diária do ano é de R$ 8,14 bilhões.

O dólar comercial teve leve alta de 0,06%, para R$ 3,210. O dólar à vista, que fecha mais cedo, encerrou com queda de 0,25%, para R$ 3,208.

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FMI reduz projeção de crescimento do Brasil em 2018 de 1,7% para 1,3%

O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu as estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2018, de 1,7% para 1,3%, embora tenha subido levemente a estimativa para o PIB deste ano, de alta de 0,2% para 0,3%.

Os efeitos da crise política especialmente sobre os investimentos privados explicam o maior pessimismo para 2018 em relação ao cenário traçado pelo fundo em abril.

Em documento divulgado nesta quinta-feira (13) sobre o Brasil, o Fundo diz que indicadores econômicos recentes sugerem que a economia brasileira está próxima de um ponto de virada, o que coloca a profunda recessão aparentemente próxima do fim.

O cenário foi concluído pós-delação da JBS e leva em conta que a reforma da Previdência seja aprovada com pouca diluição neste ou no próximo ano. Os riscos de isso não ocorrer, no entanto, cresceram.

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Líder do governo no Senado afirma que haverá MP para ajustar pontos da reforma trabalhista

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), reiterou o compromisso do governo de editar a Medida Provisória para ajustar pontos da reforma trabalhista sancionada nesta quinta-feira (13), pelo presidente Michel Temer e reafirmou que o retorno da contribuição sindical obrigatória não foi acordada com os senadores e não faz parte da minuta que foi entregue hoje aos parlamentares.

“Vamos construir coletivamente a melhoria do texto que veio da Câmara dos Deputados. É um trabalho de aprimoramento, não está se anulando nenhuma posição da Câmara dos Deputados”, disse Jucá, após evento no Palácio do Planalto. “Não há nenhum acordo para colocar a contribuição sindical, eu não fiz esse acordo, não tenho texto sobre isso e o Senado se manifestou para não incluir isso na Medida Provisória. Portanto, não está na minha área esse tipo de discussão”, afirmou.

Jucá disse que encaminhou a vários parlamentares a minuta da MP e também ao relator da matéria na Câmara, Rogério Marinho (PSDB), para que a MP seja debatida e não há pressa já que o há o prazo de 120 dias para a reforma entrar em vigor. “Essa lei que nós aprovamos hoje só vale daqui a 120 dias. Para ter uma MP que modifique a lei, ela tem que ocorrer antes de 119 dias, ou seja, temos um prazo razoável”, completou.

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Redação Dinheirama
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