Preguiça ou excelência? O que você prefere? A resposta é óbvia, eu sei, mas a simplicidade da pergunta também esconde um desafio enorme: praticar aquilo que todo mundo sabe ser o melhor para se desenvolver e prosperar.

É preciso admitir que, na maioria das vezes, agimos com preguiça. A excelência é sempre uma meta, um desejo, quando deveria ser a escolha cotidiana, o estilo de vida em torno de toda e qualquer ação, da mais simples à mais complexa.

Pense em você de forma sincera. Talvez você esteja mais preocupado com o quanto sua preguiça está ou não invisível do que com a verdadeira força que pode empregar para realizar alguma mudança e, assim, fazer alguma diferença.

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De forma geral, gastamos muita energia calibrando nosso “senso de preguiça”. Como assim? Simples: fazemos só o que pedem; entregamos o que esperam de nós; repetimos o que todos também fazem. Trabalhamos e agimos apenas o tanto para que a preguiça não destoe, e assim não chame atenção.

O oposto disso seria aplicar todo esforço possível nas prioridades de vida e tudo que se coloque diante de nós, não importando se há alguém vendo, dando nota ou simplesmente contando com aquilo. Um cenário sem preguiça. Uma vida com excelência, por opção.

Mas isso tudo é tão óbvio, não é mesmo? A preguiça é um inimigo mortal de muitas realizações na vida, e não há nada de novo nessa constatação. O que não está claro é porque agimos com tanta preguiça ao mesmo tempo em que esperamos resultados sensacionais e reviravoltas dignas de filmes e novelas.

Penso que não há nada melhor do que a sensação de oferecer continuamente nosso melhor, seja nos grandes objetivos ou nos pequenos atos cotidianos. Fazer bem feito sempre, mas não para receber elogios. Exemplos do que estou falando:

  • Ler um livro até o fim;
  • Concluir um projeto difícil;
  • Levar uma dieta a sério;
  • Praticar esportes de forma disciplinada;
  • Ouvir atentamente ao outro, sem interrompê-lo;
  • Trabalhar automotivado;
  • Estudar para aprender (e não para “tirar nota alta”).

Tudo isso (e muito mais) nos coloca diante da escolha entre preguiça e excelência. Felizmente, não existe certo e errado. Só escolhas e consequências. Não dá para ser feliz, entusiasmado, dedicado e disciplinado amanhã ou só depois que isso ou aquilo acontecer.

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Só existe hoje. Agora. De novo, estou sendo repetitivo e ecoando coisas que todo mundo já sabe, inclusive você. Ah, se você é jovem, Millenial ou alguém que ainda não começou a “ralar” pra valer, pense com mais carinho em tudo que está lendo aqui.

Seja sincero: quanto você anda fazendo por fazer, apenas empurrando tudo e vivendo para manter sua preguiça invisível? O quanto age assim enquanto vocifera e compartilha conteúdo e opiniões sobre tudo e sobre todos nas redes sociais, inclusive de muita coisa que você sequer sabe de verdade?

Nesse papo de preguiça, excelência e realização, precisamos falar sobre aqueles que adoram ficar sentados em seus “tronos”, mas sem nunca ter feito nada pelo “império”. Falo dos marmanjos de 20, 30, 40 e tantos anos, especialistas em “resolver” todos os problemas do país (e do mundo) no Facebook, direto do conforto da casa dos pais (onde ainda moram).

Essa turma sabe tudo, cita autores, teorias e exemplos com uma facilidade incrível, copiam e colam baboseiras que sequer compreendem e compartilham “matérias” e opiniões que justificam sua “saga pela ética, pela melhora do país e bem-estar da população”. É muita preguiça disfarçada de produtividade.

Esses mesmos sujeitos têm nojo, vergonha ou medo de apertar a mão de um morador de rua; não querem voluntariar-se a nada; abrir uma empresa e gerar empregos parece coisa para espíritos exploradores – embora a maioria dos seus pais lhes ofereça tanto conforto justamente como consequência de serem empresários.

Servir-se de abundância e propagar justiça e ética sem comprometer-se de fato com o próximo não é apenas hipocrisia; é tentar manter a preguiça em níveis invisíveis para passar despercebido na vida real, fora da Internet. O preguiçoso fala muito online, mas foge de todas as coisas sérias quando confrontado olho no olho.

Excelência, diferente do que pode parecer, não é ser perfeito ou fazer algo fantástico. Simplesmente faça o que você puder, sempre certificando-se de que você faz sempre muito mais do que deveria, mais do que fala e aquilo que realmente acredita. Isso para mim é excelência.

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Vai fazer? Quer fazer? Precisa ser feito? Faz com tudo! Faz bem feito! Faz com vontade! Mas faça hoje, agora. Afinal de contas, apontar o dedo a partir da janela do castelo é muito fácil (e patético). Desça, encare, suje os pés e sue a camisa. Excelência, combinado? Seu futuro (e do Brasil) agradece. Até a próxima!

Conrado Navarro
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