Agora você confere as principais notícias de 10/08/2017, quinta-feira.

Governo cogita subir impostos, mas não Imposto de Renda

O presidente Michel Temer admitiu que o governo estuda aumentos de impostos para conter o rombo no Orçamento, mas descartou a possibilidade de aumentar o Imposto de Renda (IR) dos contribuintes mais ricos —uma das ideias que sua equipe econômica está avaliando.

Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto no início da noite desta terça (8), Temer se comprometeu a não enviar proposta de aumento do IR ao Congresso. Horas antes, em entrevista após evento em São Paulo, ele admitira que sua equipe estuda o assunto.

O governo tem que apresentar até o fim do mês ao Congresso a proposta de Orçamento-Geral da União para o próximo ano, quando pretende reduzir o déficit federal para R$ 129 bilhões.

Com a lenta recuperação da economia e das receitas do governo, Temer encontra dificuldades para cumprir a meta estabelecida para este ano, que prevê um rombo de R$ 139 bilhões, e aumentou recentemente os tributos sobre os combustíveis para tentar equilibrar suas contas.

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Brasil gera 35,9 mil vagas de emprego em julho

O saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho foi positivo em 35,9 mil vagas de emprego com carteira assinada, no quarto mês consecutivo de geração de novos postos de trabalho.  O número decorre de 1.167.770 admissões e 1.131.870 demissões.

O resultado veio acima da projeção mais otimista de analistas do mercado consultado pelo Broadcast, que esperavam abertura de até 30 mil postos de trabalho. Em junho, 9.821 vagas foram abertas, enquanto em julho de 2016 houve destruição de 94,7 mil postos de trabalho.

No resultado de julho, a indústria da transformação puxou a melhora, abrindo 12.594 vagas. O setor de serviços teve um saldo positivo de 7.714 novas vagas de emprego com carteira assinada. O comércio gerou 10.156 novos postos de trabalho em julho. A construção civil abriu 724 vagas no mês passado. O setor agropecuário gerou 7.055 vagas em julho.

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Melhora no mercado de trabalho já era contemplada pelo BC, diz Ilan Goldfajn

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quarta-feira (9) que a recuperação do mercado de trabalho está vindo “um pouquinho mais rápida”, mas que esse movimento já estava contemplado no cenário do BC, que também considera o crescimento econômico e o retorno do consumo e dos investimentos.

Ilan argumentou que normalmente o PIB (Produto Interno Bruto) e o consumo mostram recuperação antes que o emprego, o que não está sendo observado. “É só uma questão de que variável vem antes. Mas quando você olha o todo, é uma recuperação gradual”, afirmou Ilan em entrevista durante o Reuters Latin American Investment Summit, ao ser questionado se isso já estava incorporado no cenário do BC.

Ilan também avaliou que a inflação medida pelo IPCA em julho, que subiu 0,24%, acima do esperado pelo mercado, foi afetada pelo repasse dos preços de combustíveis, um pouco mais rápido do que o imaginado.

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Delator vai detalhar suposta compra de deputados pró-Cunha

O executivo Ricardo Saud, delator da J&F, fará um complemento de sua delação premiada em que irá relatar nomes de deputados atribuídos a valores que teriam recebido em dinheiro vivo para apoiar a eleição do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) para a presidência da Câmara, em fevereiro de 2015.

Na ocasião, Cunha foi eleito com 267 votos. Ele ficou à frente do candidato apoiado pela então presidente Dilma Rousseff, Arlindo Chinaglia (PT), que teve 136 votos.

Segundo pessoas ligadas à empresa, o próprio Saud, que na época atuava como interlocutor e lobista da J&F no Congresso, teria sido o responsável por fazer os repasses. Os pagamentos representam R$ 12 milhões dos cerca de R$ 30 milhões desembolsados pelo grupo para dar suporte a Cunha, conforme relatou Joesley Batista, sócio da empresa e também delator.

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Redação Dinheirama
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