Um tempo atrás, minha irmã se mudou para um apartamento e não tinha praticamente nada para mobiliá-lo. Quem começa a morar sozinho sabe bem a tortura que é querer ver o espaço habitável e ter que comprar tudo aos pouquinhos, afinal, nem sempre o orçamento aguenta, certo?

Mas por trabalhar com arquitetura e decoração e ser bastante criativa, ela começou a correr atrás de possibilidades diversas, e achou um mercado que existe desde que o mundo é mundo, mas que nem todos sabem aproveitar bem: o de coisas usadas. O apartamento ficou incrível e bastante diferenciado a um valor muito menor do que o imaginado.

Com a internet, acredite, o mercado de compra e venda de usados ficou bem mais acessível e pode ser muitíssimo interessante. Esqueça aquela ideia de que coisa usada não vale.

Basta garimpar direito e você pode economizar muito ao comprar, ganhar um extra ao vender o que não usa mais, e ainda adquirir exatamente aquilo que está procurando (ou até mais) gastando bem menos. Isso sem falar, é claro, de toda questão relacionada a consumir de forma mais sustentável. Vamos falar sobre isso?

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As descobertas da OLX

Alguns sites e plataformas se dedicam a ser um espaço de compra e venda de praticamente tudo. Confesso que eu não tinha muita intimidade com eles até pouco tempo atrás, nem muita paciência para ficar negociando.

Porém, muitos amigos já haviam conseguido vender de tudo e mais um pouco nestes lugares e isso acabou despertando a minha curiosidade, que aumentou ainda mais quando acompanhei as negociações da minha irmã.

Exemplos bastante conhecidos neste item são a OLX, o Mercado Livre e o eBay. Neles você pode colocar à venda qualquer item que não use mais, como livros, eletrônicos, maquiagem, e etc. Acredite, provavelmente haverá alguém procurando.

Uma pesquisa divulgada no fim do ano passado pelo Ibope Conecta descobriu, inclusive, que se vendessemos na internet todas as coisas que temos em casa e não usamos, receberíamos em média R$ 4.267,00. Nada mal, né?

E com relação à compras? Muita gente que está vendendo as peças, especialmente as maiores como móveis, têm razões como sair da cidade e do país, ter se separado, estar se desapegando de uma série de coisas porque vai para um imóvel menor, e etc.

Isso significa que há coisas bem legais vendidas a preços muito abaixo do mercado. Vale garimpar. Não é incomum que a pessoa que vende nem esteja tão preocupada assim com o preço, querendo mais se livrar da peça sem gastar com frete, então dá para negociar bastante!

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Aplicativos que merecem uma olhada

Hoje em dia também há muitos sites e aplicativos de nicho que merecem uma boa olhada por parte de quem quer comprar ou vender algo. O Skina, por exemplo, tem foco na localização dos usuários, facilitando muito para quem não está a fim de cruzar a cidade para buscar uma cadeira por exemplo. Vamos a algumas opções interessantes que você pode avaliar:

Roupas e acessórios:

Se alguns anos atrás, comprar roupas ou acessários em brechó era algo que nem todo mundo gostava, agora muita gente está aderindo e partindo para os aplicativos.

O Enjoei é um dos pioneiros nesta área e permite venda de roupas, bolsas e sapatos, contando com mais de 100 mil vendedores. Outro dia uma amiga vendeu uma bolsa usada, mas em perfeito estado, praticamente pelo preço que pagou um tempo atrás. Nada mal, né?

O Dressbe permite a criação de um closet virtual para quem vende. Lá você pode colocar todas as peças que não quer mais. E para as crianças, que crescem super rápido e costumam deixar uma quantidade enorme de roupinhas novas sem uso, existe o Rekids. No aplicativo, além de roupas e calçados, dá para vender e comprar brinquedos.

Móveis:

Comecei o texto falando de móveis, e já vimos que plataformas como a OLX, Mercado Livre e eBay são ótimas opções para este tipo de item. Mas também existem opções específicas, como o Renovei, um app voltado à venda de móveis usados.

Ou seja, enjoou daquele sofá e quer trocar? Coloca lá no aplicativo! Pode ter alguém procurando exatamente por ele.

Livros:

O que você faz com aqueles livros que acabou de ler? É daqueles que gosta de guardá-los ou simplesmente os joga em um canto? E para ler novos livros? Como faz? E os livros didáticos que seu filho usou na escola e custaram uma fortuna? Será que dá para ganhar um dim dim extra com eles? Dá sim.

O Yzye é um aplicativo onde você pode vender, trocar e – se não estiver pensando em dinheiro, mas em ajudar – doar livros didáticos de segunda mão. Na prática, é uma alternativa virtual para quem já estava acostumado a verificar com os alunos das séries anteriores se eles não se interessariam em vender o livro usado.

E para quem quer livros em geral, não apenas os didáticos, uma alternativa é o Estante Virtual. O site reúne uma série de sebos que recebem a avaliação dos compradores depois. Em geral, eles colocam a foto dos livros e explicam o estado. Já comprei alguns e a experiência foi muito positiva, além do que a economia foi grande!

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Finalmente, confira os grupos nas redes sociais

Além de todos estes sites e aplicativos, as redes sociais também contam com uma série de grupos de compra, venda e troca de produtos diversos.

Alguns exemplos são: “Tô desapegando”, que tem mais de 85 mil membros no Facebook, e “Móveis usados São Paulo”, que já reúne mais de 96 mil pessoas. Vale a pena procurar pois são muitas opções e em geral os grupos são fechados, ou seja, é preciso pedir autorização para entrar e respeitar determinadas regras.

Aliás, em qualquer transação que envolva compra ou venda de algo em sites, aplicativos ou redes é bom estar atento às regras e eventuais taxas cobradas. Alguns lugares não cobram nada e não se responsabilizam. Outros deixam espaço para avaliação, o que pode ajudar. Outros ainda dão dicas relacionadas a pagamentos, e etc.

Cada caso é um caso, não tenha preguiça de entender como funciona e passe a aproveitar as vantagens deste mundo novo que a economia criativa gerou!

Janaína Gimael
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