Agora você confere as principais notícias de 14/09/2017, quinta-feira.

Temer teria recebido propina da JBS por atuação na Agricultura

Em delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, Lúcio Funaro relatou que o presidente Michel Temer recebeu propina da JBS em troca de ajuda na mudança de regras no Ministério da Agricultura. Segundo o delator, a JBS teria repassado R$ 7 milhões para o grupo político do PMDB da Câmara.  Desse valor, o então ministro da Agricultura e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB), teria recebido R$ 3 milhões da propina paga pela empresa de Joesley Batista e outros R$ 1,5 milhão teriam sido enviados ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).

“Que desses valores, R$ 3 milhões foram repassados para Antônio Andrade e R$ 1,5 milhão para Eduardo Cunha, sendo que Temer e Henrique Alves receberam parte dessa propina, que essa distribuição foi que mantinha a força política de Cunha”, diz a delação de Funaro.

Ainda segundo Funaro, Temer ‘operou no Ministério da Agricultura em duas ou três épocas diferentes’, e que teve conhecimento que se beneficiou na gestão’ do ex-chefe da pasta Wagner Rossi, indicado por Temer ao cargo.

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Para Lula, Palocci é ‘frio, calculista e simulado’

Em pouco menos de duas horas de depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o ex-ministro Antonio Palocci de “calculista, frio e simulador”, e negou que tenha feito qualquer tipo de acerto ilícito com a empreiteira Odebrecht.

“Se ele [Palocci] fosse um objeto, seria um simulador”, afirmou.

Lula prestou seu segundo depoimento a Moro nesta quarta (13), uma semana depois que seu ex-ministro da Fazenda afirmou que o petista avalizou um “pacto de sangue” com a Odebrecht, com o pagamento de R$ 300 milhões em vantagens indevidas em troca de manter o protagonismo da empreiteira no governo. O terreno ao instituto estaria incluído nesse valor.

Nesta ação, ele é acusado de se beneficiar de vantagens indevidas pagas pela empreiteira Odebrecht —incluindo a compra de um terreno que seria destinado ao Instituto Lula, e cuja negociação teria sido intermediada por Palocci.

O ex-presidente disse que Palocci nem sequer era responsável por assuntos do Instituto Lula (o que caberia ao seu presidente Paulo Okamotto), e que só se encontrava com o ex-ministro, depois de sua saída do governo, uma vez a cada oito meses.

Lula afirmou não ter raiva de Palocci, e disse que “ele tem o direito de querer ser livre”.

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Bolsa sobe pelo 3º dia e atinge novo recorde

A Bolsa brasileira sustentou a terceira alta consecutiva e testou o patamar de 75 mil pontos nesta quarta (13), amparada pela valorização das ações da Petrobras e do setor bancário e com os investidores digerindo a notícia da prisão de Wesley Batista, da JBS. O dólar avançou também pelo terceiro pregão.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, teve alta de 0,33%, para 74.787 pontos. O volume negociado foi de R$ 11,4 bilhões, acima da média diária do ano, de R$ 8,14 bilhões. O dia foi de vencimento de opções sobre o índice, que aumenta o giro financeiro.

O dólar comercial se valorizou 0,31%, para R$ 3,139. O dólar à vista, que fecha mais cedo, avançou 0,78%, para R$ 3,140.

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Governo abre nesta quarta programa de demissão voluntária de servidores

Em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), o Ministério estabelece orientações e procedimentos aos órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) sobre o programa, lançado em julho pelo governo de Michel Temer. O prazo de adesão ao PDV 2017 será encerrado em 31 de dezembro.

O PDV para servidores federais foi instituído pela Medida Provisória 792/2017. O servidor que aderir ao desligamento terá como incentivo financeiro e indenização 1,25 salário mensal por ano trabalhado. Quem, por exemplo, trabalhou por dez anos, tem direito a uma remuneração de 12,5 salários mensais extras. Esse benefício está livre da incidência de imposto de renda e de contribuição ao regime próprio de Previdência e ao regime de previdência complementar.

O PDV federal integra um conjunto de ações do governo para tentar reduzir os gastos com pessoal e encargos sociais, que devem chegar a R$ 284,47 bilhões neste ano, segundo estimativa divulgada no relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre.

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Redação Dinheirama
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