Desta vez resolvi falar sobre mudanças. Quando você muda de casa ou apartamento, é natural que acabe deixando para trás algumas coisas, certo? Afinal, faz parte da adequação ao novo momento e algumas vezes até ao imóvel para onde vai. Nem tudo que você acumulou antes cabe no seu novo espaço. Mas e quando a mudança é interna? Será que também não deveríamos agir assim? Será que não é normal ter que deixar algumas coisas para trás também?

Passei por muitas mudanças nos últimos tempos e, em muitos momentos, comecei a refletir sobre não conseguir seguir adiante tendo que arrastar junto a mim algumas coisas e até pessoas que não conseguiam estar na mesma vibração.

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Depois, conversando com um e outro, percebi que é normal ter sentimentos meio dúbios quando queremos mudanças. Se você está mudando, é natural que algumas coisas e pessoas comecem a ficar para trás, mas é preciso entender que está tudo bem com isso. Não conseguimos carregar o peso do mundo nas costas se quisermos seguir adiante. Os outros também devem seguir em frente se quiserem nos acompanhar.

Vamos aos exemplos práticos: Pode ser que você esteja querendo conseguir melhorias em uma série de sentidos. Seja nas finanças, cuidando melhor do corpo e da mente, adotando uma comunicação não violenta, deixando de comer carne, economizando para comprar um apê, e etc. Pense direitinho, dá para mudar mantendo os mesmos hábitos e padrões? De forma alguma. E se estivermos rodeados por quem não aceita nossas mudanças? Pior ainda.

Imagine que você está querendo, de uma vez por todas, organizar a sua vida financeira para conseguir colocar em prática um caminho em busca por seus planos futuros. Para conseguir isso, terá que mudar alguns hábitos e adotar outros. Terá que gastar menos, poupar e investir mais. Pode ser que ao fazer isso não mais agrade a alguns que ainda estão na sintonia anterior. E tudo bem, afinal, cada um é responsável por suas próprias escolhas. Mas a escolha do outro não pode atrapalhar as suas, este é o ponto.

Agora vamos supor que você resolveu cuidar melhor do corpo, alimentar-se de forma mais saudável e começar a impor-se uma rotina de exercícios físicos, algo que nem todo mundo gosta. Se estiver acompanhado por quem não quer nada disso, e ainda tenta colocar barreiras ao seu desenvolvimento nesta área, sabe quando conseguirá alcançar estas mudanças? Infelizmente nunca.

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Como já dizia o consultor e palestrante Jim Rohn em uma frase que ficou famosa no mercado, “Você é a média das 5 pessoas com quem mais convive”. Portanto, muito cuidado! Ainda que seja sem perceber, nos envolvemos facilmente nos planos e rotinas dos outros sem que façam parte das nossas próprias escolhas.

Conheço histórias de casais onde um queria sabotar as escolhas do outro porque aquelas escolhas não faziam sentido para aquele que queria continuar na zona de conforto. Bastava a mulher dizer que queria começar a se alimentar melhor e se cuidar para que o marido passasse a marcar compromissos conjugais bem na hora das aulas dela na academia. Pior, ainda começava a levar para casa uma série de guloseimas num grande regime de “engorda”.

Em outro caso, uma conversa para chegar a um consenso sobre economia doméstica não funcionou e, no lugar da família inteira tentar gastar menos para que conseguissem investir mais, volta e meia aparecia uma necessidade nova – e totalmente supérflua – para apertar o orçamento. É fato que muitas pessoas acabam planejando melhor as férias do que as finanças, o que é bem mais gostoso realmente, mas trata-se de um erro grave no longo prazo!

Por fim, é preciso lembrar que toda mudança traz em si suas próprias dificuldades. Necessitamos ter força e persistência para sair da zona de conforto e manter quaisquer que sejam os nossos planos em pé. E ao mesmo tempo em que temos de enfrentar nossos próprios fantasmas internos – que em geral já são bastante preguiçosos – também teremos que lidar com os outros que, em outra frequência, podem não entender e nem aprovar estas mudanças.

Neste momento precisamos nos lembrar que cada um é responsável por suas próprias escolhas. Não deixe de fazer suas pequenas ou grandes modificações por conta disso.

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Imponha limites – Muitos pensadores já disseram que a  única coisa verdadeira na vida é a mudança. Isso significa que mesmo os nossos relacionamentos, se não estiverem acompanhados das mudanças necessárias, acabam não indo para frente ou causando certo sofrimento. Se os que estiverem ao nosso lado não quiserem, ou não aprovarem as nossas mudanças (“Puxa, você era tão melhor quando não se preocupava em economizar” Ou “Você está muito chato fazendo exercício todos os dias” ou “Que droga, você só pensa em estudar agora!”), o que pode ser feito é impor limites.

Deixe claro quais mudanças está querendo alcançar e explique que, a partir de agora, terá que rever alguns hábitos e atitudes para chegar lá. É claro que podem ser colocadas algumas brechas, mas imponha limites para que o tempo não passe e você perceba que não conseguiu realizar nada do que planejava porque deixou-se sabotar pela escolha dos outros, entendeu?

Isso vale para finanças, para relacionamentos, para tudo que você quiser melhorar no corpo e na alma, e para todo o resto. Boa sorte no caminho!

Janaína Gimael
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Comentários

  • Rupert

    gostei muito

    • Janaina Gimael

      Obrigada pela leitura! 🙂