A crise chegou forte e boa parte das pessoas se viu mergulhada em dívidas. Nesse momento é natural que todos comecem a se preocupar (ainda mais) com o pagamento das contas do mês, por conta disso, as despesas com lazer e outros itens de cunho pessoal, costumam ser reduzidas ou até mesmo deixadas de lado.

Os profissionais que trabalham fazendo “freelas” costumam receber por horas de serviço, esse detalhe é importante, porque esse profissional nem sempre pode contar com o dinheiro fixo no final do mês.

Durante boa parte de minha carreira me dediquei a projetos onde minha renda era construída dia a dia, precisei lidar com períodos de incertezas e outros sem nenhuma perspectiva, por sorte sempre levei a educação financeira a sério e desde sempre controlei muito bem meus gastos.

Resolvi escrever esse texto por que já passei por algumas experiências que me marcaram e minha relação com o dinheiro foi construída sempre pensando no futuro sem deixar de levar em consideração o momento.

Comecei como estagiário aqui mesmo no Dinheirama, depois comecei a descobrir as oportunidades de freelancer, passei um período com carteira assinada (CLT) e atualmente sou um MEI, prestando serviço para algumas empresas.

Minhas convicções foram mudando com o período como parte do meu amadurecimento. Verdades antes absolutas passaram a ser dogmas que o tempo tratou de descontruir. Hoje valorizo o dinheiro, mas muito mais as experiências que ele me propicia a partir de uma relação franca e direta com ele.

Cuidar do dinheiro é cuidar de si mesmo, do seu presente e do próprio futuro.

Vamos conversar agora sobre como ele (o dinheiro) molda a nossa vida. Será que só ele é importante como forma de pagamento? Descobri outras coisas importantes, acompanhe!

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Salário é sinônimo de dinheiro no bolso

Essa é a forma mais tradicional de pagamento de um serviço, que data desde Roma antiga, quando o pagamento era feito com sal. A história diz que na época o sal era um condimento escasso e era muito utilizado na conservação de alimentos. Apesar de hoje em dia ser um condimento relativamente barato. O tempo mudou não é mesmo?

Hoje, quando realizamos um trabalho o natural é esperar o pagamento monetário. O dinheiro, sempre ele.

Conhecimento, o ativo que vale mais que dinheiro

Quando comecei como estagiário, como todo mundo que passa por esse período, meu salário era baixo. Acontece que logo no começo percebi que um mundo novo se abria rapidamente a minha frente.

O estágio me trouxe a chance de valorizar a leitura (meus amigos que fiz no trabalho me emprestam livros até hoje), conheci profissionais de destaque em suas áreas e claro, esse contato me abriu portas para outras oportunidades que resultaram em mais negócios.

Descobri que meu salário também estava sendo pago com aprendizado, com experiência e comprometimento da equipe em trabalhar o meu potencial.

Tive a sorte em ter por perto algo que valeu (muito mais) que dinheiro, tive um mentor que até hoje serve de inspiração para o desenvolvimento de minha carreira.

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O tempo: limites e oportunidades

O tempo sempre foi escasso, não tenho dúvidas que o tempo é o nosso bem mais precioso. Quantos de nós acabamos caindo no erro de deixar o que é realmente importante para depois?

Percebi que também recebi em minha experiência profissional muito tempo. Tempo das pessoas que interagiam comigo e me faziam enxergar problemas de uma maneira construtiva, sempre pensando na resolução e não no problema em si.

Recebia tempo dos leitores que dedicavam um espaço do seu dia para responder uma postagem que fazíamos no site ou nas redes sociais.

Recebia tempo, quando algo novo se apresentava na minha rotina e na forma como todos enxergavam a educação financeira como um estilo de vida.

Contatos: amigos, parceiros e mentores

Manter uma rede de contatos é importantíssimo, sempre!

Ter o famoso QI vale mais que um bom currículo. Aqui no Dinheirama tentamos sempre todas as manhãs ir a um café da cidade e encontrar com pessoas para conversar sobre negócios, investimentos, empreendedorismo ou apenas conversar para manter o contato.

Essa é outra forma rica  de remuneração que não pode ser quantificada. Afinal quantas vezes você já não foi em uma reunião, café ou até mesmo eventos apenas pelo tal do networking?

Tudo é aprendizado!

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Conclusão

Dinheiro move o mundo, acredito que você decididamente deve dedicar um pouco mais de tempo ao seu dinheiro. Mas deixe de pensar no dinheiro pelo dinheiro, pense em como ele pode ser usado e vitaminado (investir com consciência). Mas o dinheiro decisivamente é um meio e não o fim.

Lembre-se que todos os dias você pode receber muito pelo seu trabalho, pela sua experiência e também pelo seu comprometimento em fazer algo que transforme sua própria vida.

No final você perceberá que não ficará mais recebendo apenas dinheiro.

Até a próxima

Igor Oliveira
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