Agora você confere as principais notícias de 06/10/2017, sexta-feira.

Ministro Barroso autoriza Raquel a ouvir Temer sobre Decreto dos Portos

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o presidente da República, Michel Temer, seja ouvido no inquérito em que é um dos investigados por suspeitas de irregularidades em um decreto do setor portuário. Essa é uma das providências pedidas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge e aceitas pelo ministro. Barroso autorizou Temer a escolher se prestará depoimento pessoalmente à Polícia Federal ou se responderá por escrito.

“Mesmo figurando o Senhor Presidente na condição de investigado em inquérito policial, seja-lhe facultado indicar data e local onde queira ser ouvido pela autoridade policial, bem como informar se prefere encaminhar por escrito sua manifestação, assegurado, ainda, seu direito constitucional de se manter em silêncio”, decidiu o ministro relator do inquérito no STF.

O Planalto informou que Temer “responderá aos questionamentos pertinentes ao inquérito”.

O inquérito no Supremo apura se a Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos, foi beneficiada pelo decreto assinado por Temer em maio, que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos. Além do presidente, são investigados Rodrigo Rocha Loures (PMDB), ex-assessor de Temer e ex-deputado federal, e Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar.

Barroso também autorizou que sejam ouvidos os investigados e o subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha; o advogado José Yunes, amigo do presidente; o coronel João Baptista Lima Filho, aliado do presidente citado em relatório de investigação da Operação Patmos; o executivo Ricardo Saud; Edgar Safdie, acusado de intermediar o recebimento de propinas.

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Bolsa testa patamar de 78 mil pontos, mas fecha estável; dólar avança

A Bolsa iniciou a quinta-feira (5) impulsionada pelo otimismo com a recuperação do país, após o Itaú Unibanco, considerado conservador em suas estimativas, melhorar a projeção para a economia brasileira. Ao longo do dia, porém, o mercado acionário perdeu fôlego e acabou fechando praticamente estável.

Já o dólar interrompeu uma série de cinco sessões de baixa e voltou a ganhar força ante o real.

O Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas, subiu 0,03%, para 76.617 pontos. O dia foi de forte volume negociado, com giro de R$ 11,2 bilhões –a média diária do ano é de R$ 8,3 bilhões.

O dólar comercial subiu 0,67%, para R$ 3,153. O dólar à vista se valorizou 0,42%, para R$ 3,138.

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Meirelles afirma que expectativa é que reforma da Previdência seja votada em novembro

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (5), a jornalistas que acredita na votação da reforma da Previdência em novembro. Já a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer deve ser votada na Câmara até o final deste mês, mas não deve prejudicar o andamento da Previdência, segundo Meirelles.

“A reforma da Previdência é assunto já amadurecido, em discussão há bastante tempo no Congresso e essencial para a sustentabilidade da máquina pública e do sistema fiscal brasileiro”, afirmou, após fazer palestra em evento da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar Fechada (Abrapp).

As votações na Câmara, seja do Refis, seja da Previdência ou da denúncia contra Temer são coisas separadas e com o mérito próprio, destacou o ministro. “Cada projeto vai ser analisado segundo a visão de cada um sobre aquela reforma, com seriedade.”

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Distância da política impulsiona autoritarismo, afirma Barack Obama

A distância entre os cidadãos e o poder político é o combustível que alimenta o crescimento de movimentos nacionalistas e autoritários no EUA, e também é uma ameaça no Brasil.

A afirmação foi feita pelo ex-presidente americano Barack Obama, que identificou como seu maior arrependimento no poder não ter sido capaz de aproximar pessoas em polos opostos do espectro político. “Democracia é duro”, disse ele.

“Fomos bem-sucedidos em evitar uma grande depressão (depois da crise iniciada em 2008, quando foi eleito), mas não foi tão rápido assim, e as pessoas foram para cada uma para seu canto”, disse, acrescentando à lista de arrependimentos o chiste: “Não ter tingido o cabelo antes”.

Obama falou em um evento realizado em São Paulo nesta quinta (5) pelo banco Santander e pelo jornal “Valor Econômico” por cerca de 20 minutos e respondeu a questões elaboradas pela organização por mais 40 minutos.

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Redação Dinheirama
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