Agora você confere as principais notícias de 09/10/2017, segunda-feira.

Alckmin supera Dória na preferência do paulistano para a eleição de 2018

A pesquisa do Datafolha traz um dado que vai apimentar a disputa interna no PSDB: os paulistanos preferem o governador Geraldo Alckmin como o candidato à Presidência pelo partido em 2018. Para 45%, ele é o melhor nome, enquanto 31% apontam o prefeito João Doria como o preferido. Descartam ambos 20% dos ouvidos.

Doria foi tirado da cartola por Alckmin para a disputa em 2016, derrotando o então tucano Andrea Matarazzo nas prévias do partido. Desde que assumiu e ganhou projeção nacional, o prefeito começou a ensaiar um voo solo animado por pesquisas que o colocavam em pé de igualdade com Alckmin numericamente, e com potencial de crescimento baseado no desconhecimento de seu nome.

Assim, o prefeito encampou o discurso de que o PSDB deveria usar pesquisas eleitorais para definir o melhor nome para a disputa. Há três meses, começou uma série de viagens nacionais para se expor mais, o que embutia o risco natural de perder popularidade em casa.

Até aqui, só o ônus foi provado. Além do tombo na aprovação, não se descolou de Alckmin na disputa nacional –ambos somaram 8% em simulações feitas pelo Datafolha na semana retrasada.

A avaliação dos dois tucanos, aliás, se igualou no levantamento feito agora na capital. O governador subiu de 27% para 31% de ótimo/bom, enquanto o prefeito caiu para 32%. Reprovam Alckmin 28%, e 40% veem sua gestão como regular –Doria marca 26% e 40%, respectivamente.

Essa igualdade é registrada também na nota média dada pelos entrevistados aos tucanos. Ambos cravam 5,4 no gosto do paulistano, embora Alckmin suba e Doria desça em relação à pesquisa do Datafolha de junho.

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Indústria volta a puxar geração de empregos após dois anos

Após dois anos sem trégua nos cortes mensais de vagas, a indústria brasileira voltou a gerar empregos. O setor liderou a criação de vagas entre junho e agosto – o que é visto pelos economistas como um sinal concreto de que a recuperação econômica está se refletindo no mercado de trabalho.

A indústria é a terceira maior empregadora no País, atrás do comércio e do setor público. Dos 924 mil postos de trabalho criados entre junho e agosto, 40% vieram da área industrial. A retomada de contratações está sendo liderada principalmente pelos setores automotivo, têxtil, de calçados, de confecção, eletroeletrônico e químico/farmacêutico.

“Concretamente, há uma retomada da economia, que começou com a inflação caindo e, com isso, o salário real aumentou, gerando demanda por serviços e depois no comércio e, por último, na indústria”, diz José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimentos e professor da PUC-Rio. “O emprego acompanhou essa movimentação.”

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Odebrecht tenta evitar racha entre delatores

Uma divergência entre os depoimentos de Marcelo Odebrecht e de um outro ex-executivo da empreiteira levou a Odebrecht a convocar reuniões para debater o alinhamento entre delatores na Operação Lava Jato.

Os delatores foram convidados para o encontro a pretexto de serem atualizados sobre o andamento dos processos decorrentes das delações premiadas. Chegando lá, porém, o assunto principal foi a discrepância nos relatos à Justiça. A orientação da companhia foi a de que os delatores devem evitar contradições.

Há um mês, em depoimento ao juiz Sergio Moro, na ação penal sobre a compra de um terreno para o Instituto Lula, Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo, cobrou publicamente que seus ex-subordinados evitem “omissões e mentiras” em seus relatos.

Essa mesma audiência escancarou um desacordo entre o empreiteiro e o ex-executivo da Odebrecht Realizações Paulo Melo, réu sob acusação de lavar dinheiro para Lula.

Marcelo disse ter informado Melo que a empresa arcaria com a compra do terreno do instituto, em 2010, e que debitaria os gastos de uma espécie de conta-corrente de repasses clandestinos do grupo com o PT. Também disse que o ex-executivo coordenou pagamentos para o projeto.

O subordinado, porém, negou que tivesse conhecimento de detalhes sobre a propina. Disse a Moro que não cuidou dos pagamentos e que não via na época ilegalidade na atuação da empreiteira junto ao Instituto Lula. A defesa de Melo vai pedir a absolvição dele nas alegações finais. Mesmo tendo fechado o acordo de delação em conjunto, cada delator da Odebrecht geralmente possui advogado próprio nas ações penais.

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Protesto contra independência da Catalunha toma ruas de Barcelona

Milhares de pessoas foram às ruas de Barcelona, capital da Catalunha, neste domingo (08) de outubro, para expressar sua oposição a qualquer declaração de independência da região.

Os manifestantes se reuniram no centro da cidade, ​​acenando bandeiras e bandeiras espanholas e catalãs dizendo “Catalunha é Espanha” e “Juntos, somos mais fortes”, enquanto os políticos de ambos os lados reforçaram suas posições na pior crise política do país por décadas. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou no sábado que não descarta a remoção do governo da Catalunha e convoca novas eleições locais se reivindicasse independência, além de suspender o status autônomo da região.

A demonstração em Barcelona foi organizada pelo grupo anti-independência da sociedade civil catalã sob o slogan “Vamos recuperar os nossos sentidos” para mobilizar o que acredita ser uma “maioria silenciosa” de cidadãos na Catalunha que se opõem à independência. “As pessoas que vieram demonstrar não se sentem tão catalãs como espanhol”, disse o engenheiro Raul Briones, de 40 anos, vestindo uma camisa de futebol nacional espanhola. “Nós gostamos de como as coisas foram até agora e quer continuar assim”. Foi um segundo dia de protestos depois de dezenas de milhares de pessoas reunidas em 50 cidades em toda a Espanha no sábado, algumas defendendo a unidade nacional da Espanha e outras vestidas de branco e pedindo conversas para desarmar a crise.

Redação Dinheirama
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