Agir no automático: quantas vezes na vida não fazemos isso? Pode ser que você esteja começando a ler esse texto, inclusive, sem estar disposto a refletir direito sobre a questão, por isso quero te convidar a pensar no que virá a seguir, porque hoje é o melhor dia para deixarmos (e me incluo nisso) de fazer tudo no automático e passarmos a agir com mais lucidez e confiança em todos os setores de nossas vidas.  Aceita o convite?

Na semana passada tive a oportunidade de assistir a uma palestra da coach Juliana de Mari. Um dos temas tratados por ela foi exatamente a questão de levarmos no modo automático muitas de nossas ações. Pense bem: não costumamos refletir muito sobre o que de fato queremos em diversas situações, desde situações relacionadas à carreira, quanto aquelas relacionadas a finanças, relacionamentos, sonhos, e etc. E por que fazemos isso?

Acredito que seja muito mais difícil pararmos alguns momentos para refletir. Aliás, ouso dizer que muita gente nem quer se dar ao trabalho de refletir, já que isso também requer uma autoanálise que nem todo mundo gosta de fazer.

Quando você começa a reparar que muitas das escolhas que fez, fez apenas porque eram mais fáceis ou porque a maioria estava fazendo, é natural que venha daí um sentimento de arrependimento, de culpa, e nem todo mundo quer passar por isso, ainda que estes sentimentos também tenham que ser trabalhados, afinal tudo é aprendizado, não é mesmo?

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Para onde vai o seu dinheiro?

No aspecto financeiro, que sempre tratamos aqui, quantas vezes você tratou seu dinheiro de forma automática? Sem o cuidado e a atenção necessárias? Provavelmente muitas, e ainda hoje faz coisas sem pensar muito bem no porquê de as estar fazendo.

Certamente entre as suas despesas há gastos fixos que não precisariam existir, há gastos variáveis que volta e meia acontecem sem o mínimo de consciência, há compras por impulso que você faz não porque quer, mas porque não pensou muito bem ou porque faziam parte de uma promoção e, veja bem, você não poderia deixar de comprar determinado produto, certo?

Eu mesma, durante uma boa temporada, costumava gastar com coisas que não me eram tão importantes. Será que não valeria investir alguns minutos ao menos para mudar este tipo de ação? É preciso priorizar e fazer escolhas, mas escolhas que façam sentido. Se eu gasto meu dinheiro frequentemente em supérfluos e deixo de poupar para realizar um sonho por exemplo, não estou agindo de acordo com aquilo que acredito e pode me fazer feliz. Sair do automático é fundamental para que a vida realmente possa ser chamada de vida, com toda a individualidade que deveria ser parte dela, entendeu? Isso vale para as finanças e para todas as outras áreas.

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Casar ou comprar uma bicicleta?

Eu já estive nesta dúvida em alguns momentos da minha vida. Na verdade, houve uma fase em que precisei parar para refletir o que eu realmente estava fazendo e o que realmente me faria feliz, tanto no trabalho quanto na vida em geral. Muita gente passa por estas questões em épocas determinadas, como ao chegar aos 30, aos 40, mas também pode acontecer a qualquer momento, e é sempre doído (afinal estamos saindo da zona de conforto), mas recompensador no final!

Quando saímos do automático e resolvemos nos dar de presente a oportunidade de recomeçar, também é importante lembrar que por mais que a sensação seja de estar recomeçando do zero, nunca será propriamente do zero, afinal levamos conosco todas as experiências anteriores, todas as lições aprendidas, e quando partimos de fato para o recomeço, tudo começa a fazer sentido. Descobrimos até mesmo caminhos para os quais nunca teríamos olhado antes!

Mas e agora? Como sair do automático e começar a fazer diferente? Pensei em algumas sugestões que podem ajudá-lo a dar um primeiro passo nesta tarefa tão importante. Vamos lá?

  1. Encontre um propósito – Qual o seu propósito de vida? Onde você gostaria de estar daqui a 5 ou 10 anos? Um amigo me fez esta pergunta em uma das fases mais confusas de minha vida e eu não sabia o que responder, mas serviu para que eu tomasse a decisão de me dar uma pausa e estar aberta a recomeçar.
  2. Cuide de seus pensamentos – Permita-se cuidar melhor de tudo que você pensa e mude os pensamentos se necessário. Muitas vezes carregamos crenças que nos impossibilitam de seguir adiante e levamos conosco medos desnecessários que precisam ser extirpados.
  3. Siga um caminho novo – Que tal testar um novo caminho? Você não precisa fazer mudanças radicais, mas pode testar novas possibilidades a cada dia. Muitas vezes, o simples fato de seguir pela rua A no lugar da rua B ao voltar para casa já traz alguns insights novos. Faça um teste.
  4. Faça algo desafiador – Desafie-se. Pense em algo que lhe pareça difícil e tente realizar. Pode ser um curso, uma palestra, uma viagem, e etc. Apenas fazendo coisas desafiadoras de vez em quando você saberá que é mais capaz do que pensa.
  5. Pare de procrastinar – Comece já a sair do automático. Isso significa que você deve parar de deixar para amanhã o que deveria fazer hoje. Dê um primeiro passo, ele será essencial em sua jornada.
  6. Esteja presente em tudo que fizer – Estar presente signfica entender de forma ampla tudo que está fazendo ou sentindo. É algo fundamental para quem quer sair do automático e tomar decisões conscientes. Avalie e não tenha medo de mudar se achar que não faz sentido.
  7. Permita-se refletir sobre o que está faltando – O que falta na sua vida hoje para ser mais feliz? Está satisfeito com suas finanças? Seus relacionamentos? Seu dia a dia? O que poderia ser feito para melhorar?
  8. Permita-se dizer não – Finalmente, chega de dizer “sim” para tudo. Os nossos “nãos” são fundamentais para chegarmos aonde queremos e até, ouso dizer, para sermos mais respeitados como indivíduos, entende? Está na hora de começar agora esta revolução individual. Dê um primeiro passo e depois me conte. Estou certa de que sair do automático será uma das melhores coisas que irá te acontecer!

 

 

Janaína Gimael
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