Agora você confere as principais notícias de 02/12/2017, sábado.

Otimismo com a economia tem pior índice em 8 anos

O otimismo dos brasileiros em relação ao desempenho da economia teve uma queda significativa e chegou em novembro ao patamar mais baixo dos últimos oito anos, segundo série histórica de pesquisas Ibope. Apenas 21% preveem mais prosperidade no próximo ano – metade do porcentual obtido no levantamento anterior, feito no final de 2016.

A expectativa no governo federal é de que a melhora lenta da atividade econômica – incluindo os indicadores de crescimento, renda e emprego – se transforme em um ativo eleitoral para impulsionar um candidato governista na disputa presidencial do próximo ano.

A mais recente pesquisa do Ibope traz outras más notícias para o presidente Michel Temer: mais de 80% da população considera que o governo brasileiro é corrupto, está no rumo errado e não respeita a vontade dos cidadãos.

A pergunta específica sobre a economia em 2018 revela que 28% dos brasileiros preveem mais dificuldades em 2018, e que quase metade (48%) prevê que nada mudará em relação a este ano.

“Apesar de a economia dar sinais de melhora, ela ainda não está sendo percebida pela população, por isso a expectativa em relação ao próximo ano é a pior da série histórica medida desde 2010”, disse Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope.

Bolsa desconsidera exterior ruim e fecha em alta

A turbulência provocada nos mercados pela percepção dos investidores de que a reforma da Previdência não será aprovada deu uma trégua nesta sexta (1º) e a Bolsa brasileira conseguiu fechar no azul pela primeira vez em três dias. Já o dólar perdeu força em meio às incertezas sobre a reforma tributária nos Estados Unidos.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, fechou em alta de 0,41%, para 72.264 pontos. O giro financeiro no pregão foi de R$ 7,7 bilhões.

O dólar comercial fechou em baixa de 0,42%, para R$ 3,257. O dólar à vista teve queda de 0,74%, para R$ 3,254.

PIB do 3º trimestre amplia otimismo do mercado sobre recuperação

Com alta de apenas 0,1% sobre os três meses anteriores, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre confirmou, segundo economistas, o quadro de recuperação lenta da economia.

O resultado reforça a percepção de que a retomada não será fácil, nem automática, como avaliou o professor da PUC-SP, Antonio Correa de Lacerda. A boa notícia, por outro lado, é que a recuperação segue em curso e o fim da recessão parece estar “consolidado”, segundo os analistas.

E, como as revisões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o PIB dos dois primeiros trimestres foi melhor do que o divulgado anteriormente, instituições como os bancos Santander e Bradesco, bem como a gestora de ativos ARX, passaram a trabalhar com viés de alta em suas previsões de crescimento da economia em 2017.

De um avanço estimado, por enquanto, entre 0,8% e 0,9%, a economia poderá terminar o ano com crescimento superior a 1%.

Acompanhe o fechamento do mercado financeiro com Alvaro Bandeira

Clique e ouça

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários