Fabrício Morini tem na aviação uma de suas grandes paixões. Além de fundador da Morini Air, escola que atua no setor, também já foi piloto comercial e trabalha com afinco em seu novo projeto, a Universidade do Ar. Além disso, ele é autor do livro “Faça Seu Negócio Decolar”, publicado pela editora Gente.

Na obra, voltada ao empreendedorismo real, ele afirma que todo empreendedor precisa de sonhos, e que estes devem ser preservados ao longo dos anos, mas também compartilhados, cultivados, e transmitidos aos participantes da equipe de trabalho. Para o Dinheirama, Fabrício falou sobre alguns pontos relevantes do mercado de aviação e deu algumas dicas para quem quer aproveitar para gastar menos na hora de compras as passagens aéreas.

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Muitos anos atrás, voar era quase que considerado artigo de luxo. Depois muita gente começou a ter acesso. Como você vê hoje o mercado de aviação amplamente focado no turismo?

Fabrício Morini: Houve não só no Brasil, mas no mundo, uma “democratização” do transporte aéreo regular. Algo que era esperado e natural em todos os lugares, pois as distâncias que ligam muitas cidades a outras não mudaram, mas o fluxo de pessoas que se movimenta, seja para encontrar familiares, seja para trabalhar, por qualquer razão aumentou muito, e seguirá aumentando consideravelmente nos próximos 20 anos. Sobre o turismo, recentemente tive uma conversa com um diretor de RH de uma companhia aérea e este me relatou que mais de 50% de seus clientes provém dele.

E com relação aos voos comerciais privados? Em que pé eles estão no mercado brasileiro hoje? Há muita procura? É para bem poucos? Quais as expectativas? 

F.M.: Na aviação executiva o buraco é mais embaixo. Geralmente este tipo de transporte é destinado aos endinheirados ou aos que desejam muito pagar por esta experiência. Com a evolução do infocapitalismo e sistemas de compartilhamento, muitas empresas no Brasil e no mundo vêm tentando mudar essa história de que aviação executiva é coisa de rico.

Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, existe a jet smarter, que é um aplicativo de compartilhamento de voos em aeronaves executivas. Basicamente você paga uma taxa anual, cerca de US$ 15.000,00, e passa a usufruir de voos executivos compartilhados.

No Brasil, uma iniciativa muito bacana, mas que ainda não tive a oportunidade de experimentar, é a flapper, que faz o mesmo trabalho que a jet smarter. Por exemplo, um trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro sai na casa de R$ 750,00.  O compartilhamento de aeronaves será sem dúvida uma bela opção para quem quer conforto, comodidade e viver a experiência de voar em uma aeronave executiva.

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Pensando que estamos no fim do ano e há muito desejo de se viajar, o que você poderia dizer a respeito de organização e sazonalidade no momento em que as pessoas decidem comprar as passagens aéreas?

F.M.: Segundo pesquisas globais que utilizo nas minhas tomadas de decisões, o maior custo das companhias aéreas está ligado aos impostos sobre o combustível. No Brasil é ainda pior em virtude do imposto ser demasiadamente alto. Quem acaba sangrando são as companhias e, como num efeito cascata, isso chega ao cliente final, que acaba pagando o valor.

Quem deseja pagar mais barato por uma passagem deve se programar e adquirir com antecedência. É possível pagar menos em um tíquete voando fora da temporada onde o destino é menos atrativo no momento, contudo isso não é garantia de que se vá conseguir e nem sempre este fato está ligado proporcionalmente à aviação, mas sim ao destino.

E com relação ao uso de milhas aéreas, que também se popularizou bastante?

F.M.: As milhas aéreas são um benefício que as operadoras de cartão de crédito e as companhias oferecem aos seus clientes em parcerias com empresas extremamente estruturadas. O sistema é simples: quanto mais você gasta no cartão de crédito, mais acumula milhas. É possível fazer bons negócios com as milhas em troca de passagens aéreas, sobretudo se olharmos com antecedência também.

Você poderia falar um pouco sobre seus outros projetos?

F.M.: Eu tenho um objetivo, e por trabalhar há tanto tempo nele, acabou se tornando uma devoção. Quero criar uma universidade especializada na área e permitir a transformação do setor aeroespacial. As oportunidades são excelentes, existe mercado suficiente, mas há questões de soberania nacional e internacional envolvidas. Atualmente me encontro semanalmente com um time de executivos em Belo Horizonte para fechar o conceito deste projeto, o qual divulgo em primeira mão o nome: “Universidade do Ar”. Através dele também tenho como missão homenagear o maior ícone da aviação Brasileira, Ozires Silva (Fundador da Embraer), a quem eu tenho o prazer e orgulho de ter como amigo e exemplo.

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Para finalizar, o que considerar em se tratando de empreendedorismo?

F.M.: Penso que há uma enorme lista de fundamentos para quem deseja liderar pequenas ou grandes equipes. São expressões mágicas, como confiança, integridade, espírito de equipe e, certamente, comportamentos em relação aos acontecimentos do cotidiano da jornada empreendedora.

Tudo em empreendedorismo nasce dos sonhos, e estes devem ser preservados ao longo do tempo, mas mais ainda, devem ser compartilhados, cultivados e principalmente transmitidos para as equipes de trabalho. Uma boa comunicação é aquela que gera resultados!

Janaína Gimael
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