Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a desvalorização do Bitcoin, pior resultado desde 2.013.

Bitcoin desaba 30% em quatro dias e deve ter pior semana desde 2013

A cotação do bitcoin despencou quase 20% nesta sexta-feira (22), em queda que deixa o valor da moeda perto de US$ 12 mil. Em quatro dias de baixa da criptomoeda, a desvalorização acumulada foi de 31,4%.

Caso a baixa continue, será a pior semana para o bitcoin desde a encerrada em 6 de dezembro de 2013, quando a queda acumulada foi de 51,09%.

Na última segunda-feira (18), a criptomoeda atingiu o valor recorde de US$ 18.674, levantando preocupações sobre o movimento ser de uma bolha de especulação.

A semana teve alguns eventos desfavoráveis para a bitcoin. A corretora Youbit, na Coreia do Sul, anunciou na terça-feira (19) que foi hackeada e perdeu 17% de seus ativos.

A empresa teve que fechar as portas, e quem tinha dinheiro lá foi informado de que poderia sacar apenas 75% de suas criptomoedas.

A Coinbase, baseada em São Francisco, nos Estados Unidos, também teve problemas. A casa anunciou, nesta semana, que passaria a aceitar bitcoin cash, um derivado do bitcoin.

Por conta disso, subiu o preço da moeda alternativa, o que levantou suspeitas internas de que alguém na Coinbase teria praticado “insider trading” [uso financeiro indevido de informações privilegiadas]. A negociação de bitcoin cash foi interrompida logo depois, na quarta-feira (20).

Autoridades também manifestaram sua preocupação com a especulação em torno da criptomoeda. O diretor do Banco Central da Dinamarca disse, na quarta-feira (20), que a criptomoeda era uma jogatina “mortal”.

No mesmo dia, a autoridade monetária da Cingapura soltou um alerta pedindo “cuidado extremo” para investidores.

eBook gratuito recomendado: Finanças Pessoais para Mulheres

Eric Schmidt, líder da ascensão do Google, sai da presidência do conselho

Eric Schmidt, 62, o executivo que foi trazido pelo Google em 2001 e comandou o crescimento da empresa, vai deixar de ser o presidente do conselho da gigante de tecnologia a partir do próximo mês.

Schmidt vai continuar no conselho e será um assessor técnico, segundo a Alphabet (holding que controla o Google).

Foi sob o seu comando que o Google entrou na Bolsa de Valores. Hoje a empresa é uma das mais valiosas do mundo, avaliada em US$ 741 bilhões na Bolsa, e tem um faturamento que somou US$ 90 bilhões no ano passado.

Nenhuma explicação foi dada pela Alphabet para a saída de Schmidt.

Segundo a revista “Forbes”, ele tem uma fortuna de US$ 13,8 bilhões —é a 107ª pessoa mais rica do mundo. Trata-se de um caso raro na lista de alguém que não é herdeiro nem empreendedor.

O que são dividendos? Como escolher ações que pagam dividendos?

Autoridades chinesas impõem regulação às gigantes de internet

O Google e o Facebook terão que aceitar a censura e as duras leis na China se quiserem acessar seus 751 milhões de usuários da Internet, disseram autoridades chinesas em uma conferência em Genebra nesta segunda-feira (18).

Ambas as gigantes de tecnologia estão bloqueadas na China, juntamente com o Twitter e a maioria dos principais veículos de notícias ocidentais.

“Essa é uma pergunta talvez nas mentes de muitas pessoas, por que o Google, por que o Facebook ainda não está funcionando e operando na China”, disse Qi Xiaoxia, diretor-geral do Escritório de Cooperação Internacional da Administração do Ciberespaço da China (CAC).

No caso do Google, a empresa deixou a China por sua própria iniciativa em 2010.

“Se eles quiserem voltar, nós acolheremos”, disse Qi ao Fórum de Governança da Internet na sede europeia da ONU.

“A condição é que eles tem que cumprir as leis e os regulamentos chineses. E também que eles não prejudiquem a segurança nacional chinesa e os interesses dos consumidores nacionais”, disse Qi Xiaoxia.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários