Diz o dito popular que “ano novo, vida nova”. Já o poeta Carlos Drummond dizia “quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente”.

Pois bem, começamos 2018 com as mesmas preocupações que encerrarmos 2017. Logo no próximo dia 24/01 teremos o julgamento do ex-presidente Lula pelo TRF-4, e caso o placar seja 3X0, a situação dos candidatos à presidência começará a definir.

Mais para frente e depois do Carnaval, teremos a primeira votação programa da reforma da previdência na Câmara que pode ser seguida também por votação rápida no senado. Guardem essas datas, pois isso pode significar um 2018 melhor ou pior.

2018, e as contas públicas?

De qualquer forma, nossa percepção é que estamos começando 2018 bem melhores que no ano anterior, exceto pelo que temos ressaltado constantemente, as nossas contas públicas absolutamente tencionadas.

Déficit fiscal e endividamento público bruto crescente e na direção de chegar próximo de 80% do PIB, o que parece excessivamente elevado para um país com economia ainda desequilibrada, necessitando de reformas estruturantes e com eleições majoritárias pela frente.

Inflação continuará baixa

Mas começamos com inflação muito baixa que exigirá que o Bacen faça uma carta explicando ao ministro da Fazenda, dessa feita abaixo da meta.

Os juros também em patamar baixo, com possibilidade real de a Selic vir abaixo de 7,0%, logo na primeira reunião do ano em fevereiro. Só o carregamento do PIB do ano de 2017, já indica expansão em 2018 de algo como 1,0%, havendo projeções de que possa chegar até 3,0%.

Nossas contas externas que não tiveram problemas em 2017, também não terão em 2018, seja pelo comportamento da balança comercial bastante superavitária, ou mesmo pelo baixo déficit em conta corrente, amplamente coberto pelos investimentos diretos no país (os números devem ser menores, mas ainda bem positivos).

Reformas estruturais, sairão do papel?

Notem que se tivermos capacidade de fazer reformas estruturante, ainda que emagrecidas ou de produzir a redução do tamanho do Estado Brasileiro via privatizações e concessões; tudo ficará bem mais fácil para 2018 e o caminho mais suave para o novo presidente que assumirá.

Com números melhores e reformas, não haveria muita justificativa para as agências de classificação de risco fazerem downgrade do Brasil. Com isso e com nossas taxas de juros, teríamos garantindo fluxo de recursos para investimentos diversos, e espaço para infraestrutura.

A hora e a vez do mercado de capitais

Chegamos então ao foco principal. O mercado de capitais brasileiro se apropriaria dessa melhora geral e responderia com melhor precificação dos ativos de risco e por aumento do volume de operações de IPOs, num estágio posterior.

Segundo dados divulgados pela imprensa, já existiriam cerca de R$ 15 bilhões em emissões de ações para os próximos quatro meses de 2018, seguindo a trilha iniciada ainda no ano de 2017, quando foram emitidos cerca de R$ 40 bilhões.

O fato de muitos gestores e fundos de pensão estarem vazios ou próximos dos mínimos em ações, juntamente com recursos externos que fluiriam para cá, garantiriam sucesso nessas operações (em tese) e maior dinâmica para o mercado secundário, a nossa B3. Porém, atenção! Será preciso fazer correta avaliação dos investimentos e da relação risco/retorno, vis à vis a capacidade dos investidores em assumirem riscos.

De nossa parte estaremos aqui tentando orientar nossos clientes e leitores sobre as melhores aplicações, além dos conteúdos que disponibilizamos para acesso em nosso site modalmais  http://www.modalmais.com.br/.

Vamos estar juntos durante todo ano e ajudando a ampliar o retorno de suas aplicações. Feliz Ano Novo!

Alvaro Bandeira
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