Nós que lidamos com Educação Financeira costumamos falar muito em números. Queremos que cada pessoa com acesso ao que falamos e ensinamos seja capaz de lidar bem com o orçamento, construir uma reserva saudável, não entrar em dívidas, investir, entre outras coisas.

Mas muitas vezes esquecemos de falar sobre o principal: o porquê de fazermos tudo isso! O porquê de você também estar trabalhando para conseguir alcançar tudo isso.

Falamos tanto em números, contas e investimentos, mas deixamos de lado algo importantíssimo: é preciso fazer tudo tendo um objetivo, que veio de um sonho e se torna um motivo, uma razão para agir.

O porquê geralmente não está nos números, nem nos preços; está no valor. É este valor que nos motiva a querer alcançar resultados cada vez melhores, e é por isso que antes de partir para qualquer programa de educação financeira, você deve pensar em algumas coisas que têm o valor que você precisa para seguir em frente motivado.

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O que não tem preço para você?

Dizem que todo homem tem seu preço. Será? Eu acredito que há coisas que não têm preço, têm valor.

Entre as coisas de valor estão as amizades verdadeiras, as experiências que você viveu na vida, as emoções que gosta de sentir, os momentos com os familiares, a possibilidade de realizar um sonho, a possibilidade de proporcionar uma boa educação a um filho ou cuidados essenciais para os pais, e etc.

Eu ouso dizer que trabalhamos para ganhar no preço aquilo de valor que nem sempre conseguimos comprar, mas que queremos cuidar ou continuar tendo a possibilidade de viver. Conseguiu entender? Calma, eu explico.

Sim, meu amigo, dinheiro foi feito para ser gasto, proporcionar qualidade de vida, conforto, momentos especiais com quem amamos, cuidados com a saúde sem depender de algum órgão público e por aí vai.

São estas coisas todas que nos motivam, ou deveriam nos motivar, para conseguir uma boa condição financeira.

Dinheiro não foi feito para ser guardado debaixo do colchão. Dinheiro foi feito para tornar a vida melhor (sua e das pessoas ao seu redor), e todo mundo deveria considerar isso algo positivo! Se você está aqui lendo este texto, tenho certeza que já pensa desta forma (parabéns por isso!).

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Antes de formular um plano, defina o que é importante

Resolvi falar sobre valores hoje porque quando iniciamos um processo de educação financeira, é natural que tenhamos que realizar muitas mudanças em nossa forma de pensar e agir.

É preciso deixar de lado uma série de preconceitos e viéses que carregamos e também nos tornar mais fortes mentalmente para resistirmos a uma série de tentações diárias que inegavelmente aparecem em nosso caminho.

Somos bombardeados pela publicidade, tendemos a realizar gastos por impulso o tempo todo e a nos deixar vencer pela preguiça no momento em que precisamos cortar gastos ou pesquisar rendimentos de investimentos.

Nestas horas, o que fará a diferença para quem está realmente empenhado em mudar sua situação será exatamente aquela listinha simples de tudo que é importante, valioso, e que será o norte para todo o resto.

  • Você deseja construir uma reserva financeira para conseguir independência na terceira idade sem dar trabalho para ninguém?
  • Quer juntar uma quantia para realizar uma viagem em família que ficará na memória?
  • Quer conseguir a casa própria para oferecer mais segurança a todos que ama?
  • Quer simplesmente estar organizado com as finanças para poder ter mais momentos de comemoração com os amigos?

Não importa o porquê. Valor é subjetivo e individual. No entanto, é preciso entender as razões de você ter decidido sair da zona de conforto para aprender mais sobre finanças e colocar em prática algumas coisas que, no começo, podem não ser tão simples assim, entende?

Eu resumiria desta forma: trabalhamos financeiramente para poder viver e cuidar daquilo que não tem preço, que não dá para vender e muitas vezes não dá para comprar, mas dá para preservar. E que bom que estamos aqui tendo a oportunidade de fazer isso. Não vamos desperdiçá-la, não é mesmo?

Ah, é claro que você pode estar pensando que algumas coisas têm preço sim, como um bom carro ou um bom apartamento. Sim, estas coisas podem ser compradas e é por isso que estamos aqui aprendendo sobre educação financeira.

Mas procure pensar que ao comprar estas coisas você não está comprando apenas bens materiais, mas sim as sensações que estas coisas lhe proporcionam, e isso também entra em tudo que estamos refletindo hoje, pois se tratam de sonhos, e sonhos podem servir como uma grande motivação para tudo que nos propusermos a fazer.

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O que você quer sentir mais vezes?

Algo legal que você pode fazer caso ainda tenha dúvidas sobre os porquês que te motivam é imaginar as sensações que você gostaria de sentir mais vezes na vida.

Por exemplo, há quem se sinta extremamente bem quando pode ser livre. Para essa pessoa, o dinheiro poderia possibilitar que fosse mais independente, e isso serve como grande motivação.

Há também quem goste da sensação de acolhimento, de proteção familiar, e neste caso o dinheiro pode fazer com que essa pessoa sinta-se capaz de proteger quem ama e sentir-se protegido também. Dá para entender a lógica da educação financeira como um estilo de vida?

É preciso entender o que nos é valioso e o que gostaríamos de viver mais vezes daqui em diante. Educação financeira é valorizar o dinheiro (e assim cuidar muito bem dele) para garantir isso.

Feche os olhos e lembre-se de coisas e pessoas que lhe fazem bem, procure reviver sentimentos e sensações que lhe fizeram feliz, e use tudo isso que tem tanto valor como motivação para seguir em frente quando pensar em enriquecer financeiramente.

Volto a frisar: tenha em mente que não estamos falando apenas de dinheiro. Estamos falando de muito mais do que isso! E você pode contar comigo nesta empreitada! Vamos juntos rumo a uma vida mais rica em todos os sentidos?

Conrado Navarro
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