Agora você confere as principais notícias de 09/01/2018, terça-feira.

Homem da mala diz à PF que relação com Temer era profissional, não de amizade

O ex-assessor da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures (MDB), atualmente em prisão domiciliar, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que, apesar de amistosa, sua relação com Michel Temer não é de amizade, mas foi “sempre profissional, respeitosa, administrativa e funcional”. No depoimento, prestado por Loures nos dias 24 e 27 de novembro do ano passado, o ex-assessor afirma que não recebeu dinheiro para trabalhar por interesses privados na aprovação do Decreto dos Portos (9048/2017).

O ex-assessor foi ouvido no âmbito do inquérito que apura suposto pagamento de propina da empresa Rodrimar para o presidente Temer. Sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito investiga se a Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos, foi beneficiada pelo decreto assinado pelo presidente em maio do ano passado, que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos.

No depoimento, Loures nega que tenha recebido qualquer recurso em doação eleitoral da empresa Rodrimar, nem de qualquer outra empresa ligada ao setor portuário. O ex-assessor de Temer disse não saber se o Presidente da República possui vinculação com o setor portuário, em especial com os negócios do Grupo Rodrimar ou das outras concessionárias baseadas no Porto de Santos.

Temer desiste de flexibilizar ‘regra de ouro’ do gasto público

O presidente Michel Temer desistiu da flexibilização da chamada “regra de ouro” do gasto público no texto da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento.

O tema foi tratado em reunião nesta segunda-feira (8) entre o presidente, ministros palacianos e a equipe econômica.

Nas palavras de um assessor presidencial, não existe “a mínima possibilidade” de o governo federal alterar a regra para fechar as contas.

Segundo o Palácio do Planalto, o presidente “não aceita que a regra seja suprimida” e o assunto não será tratado neste momento, em que o governo tenta aprovar a reforma da Previdência.

Na reunião, Temer ponderou que o apoio à alteração passaria a mensagem pública de que ele não acredita mais na aprovação das mudanças nas aposentadorias.

Mercado aponta que inflação ficará em 2,79% em 2017

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente suas projeções para o IPCA – o índice oficial de preços – para 2017 e 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (8), pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA no ano passado foi de 2,78% para 2,79%. Há um mês, estava em 2,88%. Já a projeção para o índice de 2018 passou de 3,96% para 3,95%, ante 4,02% de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique levemente abaixo do piso da meta, de 3,0%, em 2017. O centro da meta para o ano passado e 2018 é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação de 3,0% a 6,0%).

Em dezembro, o Banco Central atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), suas projeções para o IPCA: 2,8% em 2017, 4,2% em 2018, 4,2% em 2019 e 4,1% em 2020. Estes cálculos do BC levam em conta câmbio e juros variáveis, conforme as projeções do Focus.

Bitcoin é um ativo, não uma moeda, diz banco central de Israel

O banco central de Israel informou nesta segunda-feira (8) que não reconhece as criptomoedas, como o bitcoin, como moeda real e que é difícil elaborar regulamentos para monitorar os riscos dessa atividade para os bancos do país e seus clientes.

A vice-presidente Nadine Baudot-Trajtenberg disse que houve reclamações públicas de que os bancos israelenses estão dificultando a transferência de dinheiro das contas de alguns clientes para comprar bitcoin. Mas isso é algo que o banco central não é capaz de resolver. Outros bancos centrais enfrentaram o mesmo problema.

“A posição do Banco de Israel é que elas (moedas virtuais) deveriam ser vistas como ativo financeiro”, disse Baudot-Trajtenberg em uma reunião do comitê de finanças do parlamento de Israel, observando que não há qualquer responsabilidade do governo para com os investidores em bitcoin.

Acompanhe o fechamento do mercado financeiro com Alvaro Bandeira

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Redação Dinheirama
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