Agora você confere as principais notícias de 11/01/2018, quarta-feira.

Salário mínimo corrigido abaixo da inflação tem perda de R$ 28,80 em 2018

O salário mínimo que passou para R$ 954,00 em 2018, com um reajuste de 1,81%, deveria ser de R$ 956,40 para seguir o que determina a legislação. É que hoje foi divulgada a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 2,07% em 2017, nível mínimo de correção a ser aplicada ao piso nacional de salário e aposentadorias no País.

É a Lei nº 13.152, de julho de 2015, que está valendo para a correção do piso de renda do País e pode até parecer ironia, mas ela cria a chamada política de valorização do salário mínimo.  A lei diz que a atualização deve garantir a manutenção do seu poder aquisitivo com a aplicação da variação acumulada do INPC, nos 12 meses anteriores ao mês de reajuste.

Ela assegura também uma valorização real, acima da inflação, medida pela taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto, o PIB, registrada no penúltimo ano ao de correção do mínimo. No caso, deveria ser considerado o PIB de 2016, que teve crescimento negativo e, por isso, não gerou parcela extra de reajuste para o mínimo.

Calculado pelo IBGE, o comportamento dos preços de alimentação, transportes e habitação, tem um peso expressivo na composição do INPC. A queda de preços especialmente dos alimentos puxou para baixo a variação do índice, mas isso explica apenas em parte o minúsculo aumento do salário mínimo.

Temer oferece R$ 10 bi em obras em troca de aprovação da reforma

O presidente Michel Temer reforçará a munição do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), com até R$ 10 bilhões para a finalização de obras em redutos eleitorais de quem votar pela reforma da Previdência.

Assessores presidenciais dizem que essa será uma das “armas” para pressionar o Congresso na volta do recesso. O dinheiro sairá da própria economia gerada em 2018 com a eventual aprovação das novas regras da Previdência.

De acordo com o governo, cálculos da equipe econômica indicam que os gastos com benefícios que deixarão de ser feitos imediatamente após a reforma vão gerar uma sobra de R$ 10 bilhões no caixa se a mudança ocorrer ainda em fevereiro.

Ainda segundo o governo, quanto mais a reforma demorar a passar, menor será essa economia gerada. Em março, ela cai para cerca de R$ 7 bilhões. Em abril, R$ 4 bilhões.

Bolsa brasileira cai pelo 2º dia

A Bolsa brasileira voltou a fechar em território negativo nesta quarta-feira (10), em meio a preocupações com a capacidade do governo de obter apoio para aprovar a reforma da Previdência e apesar de a inflação ter fechado abaixo do piso da meta. O dólar teve queda e acabou cotado a R$ 3,23.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, fechou com queda de 0,84%, para 78.200 pontos. É o segundo dia de desvalorizações do mercado acionário local, que emendou 11 altas seguidas com impulso do exterior e de perspectivas positivas para a economia brasileira.

O dólar comercial teve queda de 0,52%, para R$ 3,230. O dólar à vista recuou 0,53%, para R$ 3,232.

Em carta aberta, presidente do BC diz que preço dos alimentos puxou inflação para baixo

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, apontou nesta quarta-feira (10), em carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que a inflação medida pelo IPCA situou-se “ligeiramente” abaixo do limite inferior de tolerância da meta, “em razão da declaração dos preços dos alimentos no domicílio”.

Na carta, Goldfajn chamou a atenção para o fato de este subgrupo ter acumulado, em 12 meses, 16,79% em agosto de 2016, 9,36% no encerramento de 2016 e -4,85% no fim de 2017. “A queda de 14,21 p.p. entre o fim de 2016 e o de 2017 na inflação do subgrupo alimentação no domicílio contribuiu com 2,39 p.p. para a queda da inflação medida pelo IPCA, de 6,29% em 2016 para 2,95% em 2017”, escreveu.

Segundo ele, se for excluído do IPCA o subgrupo alimentação no domicílio, “fazendo posteriormente a reponderação do índice, a inflação passaria de 5,68% em 2016 para 4,54% em 2017, valor muito próximo à meta de inflação para esse ano”.

Acompanhe o fechamento do mercado financeiro com Alvaro Bandeira


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Redação Dinheirama
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