Agora você confere as principais notícias de 12/01/2018, quinta-feira.

S&P rebaixa nota soberana do Brasil de BB para BB-

A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou o rating do Brasil de BB para BB-. A perspectiva da nota foi modificada de negativa para estável.

O rebaixamento pela S&P era esperado nas últimas semanas, à medida que falharam as negociações no Congresso para aprovação da reforma da Previdência no final do ano passado.

Como justificativa para o novo rebaixamento, a S&P afirma que a nota  reflete a fraqueza da economia e as incertezas em relação às eleições de 2018.

De acordo com a S&P, a perspectiva estável reflete a visão de que há uma probabilidade menor do que uma em cada três de que possa haver um rebaixamento ou uma elevação da nota do Brasil no próximo ano. “Isso reflete os pontos fortes da política externa e monetária do País, que ajudam a compensar uma fraqueza significativa, uma economia com perspectivas de crescimento menores do que seus pares e nossa visão de que a eficácia da formulação de políticas em todos os ramos do governo enfraqueceu”, afirmou à agência.

No comunicado da decisão, a S&P comentou que o governo de Michel Temer articulou uma agenda macroeconômica e microeconômica abrangente para implementar condições para um crescimento mais forte. Além disso, a agência lembra que o Congresso aprovou parte dessa agenda, incluindo o teto de gastos, a reforma trabalhista, uma reabertura do setor de petróleo e gás e um regime de recuperação fiscal para Estados altamente endividados e dispostos a realizar reformas. No entanto, “apesar dos vários avanços, o governo Temer fez progressos menores que o esperado” na avaliação da S&P, ao não aprovar a reforma da previdência ainda em 2017.

Agência S&P pode rever nota do Brasil se reformas passarem, diz Fazenda

A agência de classificação de risco S&P pode reverter a redução da nota do Brasil se houver retomada do crescimento da economia devido a medidas macro e microeconômicas e à aprovação da reforma da Previdência.

A avaliação foi feita nesta quinta-feira (11) pelo Ministério da Fazenda ao comentar o rebaixamento do Brasil pela agência —a S&P comunicou que reduziu a nota do país de “BB” para “BB-“, três degraus abaixo do grau de investimento, que é detido pelos países considerados bons pagadores.

O Ministério da Fazenda declarou que o governo brasileiro reforça o compromisso com a agenda de reformas, e destacou que conta com o compromisso do Congresso na aprovação de “medidas necessárias para o país”.

“Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil”, disse o ministério em nota.

O corte foi uma derrota para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que no final do ano passado conversou com as principais agências de classificação de risco para tentar convencê-las a só decidir sobre um eventual rebaixamento da nota de crédito do Brasil em fevereiro, após a votação da reforma da Previdência.

Bolsa brasileira tem alta de 1,5%; dólar cai

O exterior voltou a ditar o ritmo do mercado brasileiro nesta quinta-feira (11) e a Bolsa brasileira fechou em alta, após duas sessões seguidas de baixa. O dólar também acompanhou a tendência internacional e recuou para R$ 3,22.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas da Bolsa, subiu 1,49%, para 79.365 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 8,5 bilhões. A média diária de janeiro está em R$ 8,4 bilhões.

O dólar comercial teve queda de 0,30%, para R$ 3,220. O dólar à vista teve desvalorização de 0,25%, para R$ 3,224.

O cenário internacional positivo influenciou as negociações no mercado brasileiro nesta sessão.

Temer prefere Meirelles na Fazenda do que na eleição

O presidente Michel Temer diz acreditar que o eleitor brasileiro vai votar na “segurança e na serenidade” em outubro, o que não apenas ajuda a desenhar o perfil dos candidatos à Presidência com chances de vitória como leva a uma conclusão: “As pessoas estão cansadas de tudo isso (a confluência de crises) e vão querer a continuidade, a manutenção do nosso programa de governo, que está recuperando a economia e a tranquilidade. Ninguém quer aventura”.

Em conversa no Palácio do Jaburu, residência oficial, Temer elogiou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu preferir que o ministro Henrique Meirelles (PSD) continue na Fazenda a disputar a eleição e opinou que o deputado Rodrigo Maia (DEM) tende a disputar a reeleição à Presidência da Câmara, mas “só tem a ganhar” ao se movimentar pela sucessão presidencial.

Segundo Temer, Alckmin preenche os requisitos de “segurança e serenidade”. Quanto à falta de apoio do governador nos piores momentos do presidente, nas duas denúncias do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, Temer relevou: “Não sei exatamente por que, mas nunca fui rancoroso. Ele (Alckmin) deve ter tido os motivos dele, e isso passou”. Ambas as denúncias – uma sob acusação de corrupção passiva e outra por obstrução da Justiça e organização criminosa – foram barradas pela Câmara no ano passado.

Redação Dinheirama
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