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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Elaine Costa</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Elaine Costa</title>
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		<title>Como implantar um programa de coleta seletiva</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/11/08/como-implantar-um-programa-de-coleta-seletiva/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 23:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça as vantagens da coleta seletiva e confira os passos para implementar a coleta em sua empresa e comunidade. Menos lixo, mais saúde e um futuro melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Como implantar um programa de coleta seletiva" src="http://dinheirama.com/files/2010/11/dinheirama_implementar_programa_coleta_seletiva.jpg" alt="Como implantar um programa de coleta seletiva" hspace="2" vspace="2" align="left" />No artigo <a title="Reciclagem: o que pode e o que não pode" href="http://dinheirama.com/blog/2010/03/26/reciclagem-o-que-pode-e-o-que-nao-pode/">“Reciclagem: o que pode e o que não pode”</a>, onde relacionei os resíduos que podem e que não podem ser reciclados, tive o objetivo de tanto incentivar mais pessoas a fazerem coleta seletiva quanto propor a avaliação criteriosa na hora de comprar produtos que se transformam em resíduos. Mas, diante das situação presentes no nosso dia-a-dia, ter essa informação pode não ser suficiente para conseguirmos fazer reciclagem, principalmente no caso de locais onde convivem muitas pessoas, como empresas, condomínios e escolas.</p>
<p>Quando falamos de organizações com muitas pessoas envolvidas, estamos automaticamente falando de uma diversidade de valores individuais. Alguns aprenderam desde cedo a importância de jogar o lixo do no local certo ou de evitar desperdícios. Outros ainda precisam despertar para essas questões. Por essa razão, a implantação de um programa de coleta seletiva precisa ser tratada como um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2VzdCVFM28rcHJvamV0b3NfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">projeto<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>: com um bom planejamento, execução e monitoramento.</p>
<p>Assim, para aqueles que desejam começar um projeto de reciclagem mas não sabem como, elaborei um roteiro detalhado com os principais aspectos que precisam ser levados em conta. Como você vai perceber, acabei focando mais em implantações para organizações.</p>
<p><span id="more-5220"></span>Tenho percebido que programas de coleta seletiva ainda são tabu para muitas empresas. Uma razão pode ser o pensamento que reciclagem serve apenas para salvar árvores. Quando falamos de coleta seletiva, precisamos pensar nos três “Rs” dos resíduos &#8211; reduzir, reutilizar e reciclar.</p>
<p>Isso significa que primeiro reduzimos a geração, reflexo da diminuição do desperdício, reutilizamos os materiais em bom estado, o que evita a compra de itens novos e, por fim, reciclamos os resíduos que não podem ser usados. Assim, de forma simplista, fazer um programa de coleta seletiva é bom para preservar o meio ambiente e para reduzir custos.</p>
<p><strong>1. PLANEJAMENTO</strong><br />
Essa é a etapa que antecede a implantação do programa de coleta seletiva e não deve ser desconsiderada. Um bom <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cGxhbmVqYW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">planejamento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> evita muitos problemas.</p>
<p><strong>1.1. Pesquise as opções que você tem em relação a pontos de destinação</strong><br />
Caso não haja coleta seletiva no seu município, pesquise cooperativas de reciclagem e outras entidades que recebem o lixo. Quanto mais perto do ponto de geração, mais fácil se torna separar e destinar os resíduos.</p>
<p><strong>1.2. Avalie os pontos que geram resíduos</strong><br />
Em casa, o ponto mais usual é a cozinha, uma vez que acabamos acumulando boa parte dos resíduos da casa próximo a ela (não estou considerando o lixo orgânico gerado no banheiro nesse momento). Assim, é comum estabelecer os recipientes para separação dos resíduos nesse ponto.</p>
<p>Já no caso de empresas, temos vários pontos de geração. Aqui vou comentar mais sobre a questão do papel, que é o principal resíduo em escritórios. A melhor prática que já vi para reciclagem no ambiente de trabalho foi acabar com a lixeira individual e ter um ponto de coleta por setor. Isso é o ideal, pois evita, por exemplo, que um copinho de café acabe sobre uma folha de papel, tornando-a inadequada para reciclagem.</p>
<p>Mas a técnica a ser usada depende muito da maturidade da equipe. Se o pessoal estiver comprometido em separar os papéis usados para reaproveitamento (blocos de rascunho, por exemplo) ou reciclagem, então ter uma lixeira individual não fará diferença. Mas cabe ressaltar que o papel para reciclagem deve estar limpo, sem gorduras.</p>
<p>No caso de condomínios, a briga costuma ser feia. Conheço muita gente que reclama da dificuldade em implantar a coleta seletiva no seu condomínio. Isso ora porque exige algum <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, ora porque as pessoas ainda acreditam que o seu lixo é problema dos outros. Não quero aqui gerar polemica, mas o lixo que geramos é problema exclusivamente nosso.</p>
<p>Mesmo com a nova lei de resíduos sólidos, que obriga o gerador a dar destino ao produto embalagens ao final do consumo, ainda precisamos fazer a nossa parte. Ou seja, ainda precisamos separar o lixo reciclável. Assim, em condomínios o ideal é que existam pontos dimensionados para a população de cada edifício. Não adianta ter quatro coletores tipo papeleira na portaria. A desorganização desestimula a adesão e, em pouco tempo, os coletores estarão sem uso.</p>
<p><strong>1.3. Determine o que separar e como</strong><br />
Dependendo do seu projeto e quantidade de lixo esperada, talvez seja preciso algum investimento para preparar o espaço de separação e armazenagem. Em geral, o mais indicado é ter um recipiente para cada tipo de material. Assim, verifique o espaço disponível e avalie quanto será necessário investir para torná-lo adequado.</p>
<p>Cabe ressaltar que enquanto papel, plástico, vidro e metal são comumentes separados para a coleta seletiva, o óleo de cozinha e resíduos orgânicos podem ser tratados de forma diferenciada. Isso é, o óleo de cozinha pode ser transformado num excelente sabão para limpeza geral.</p>
<p>Já o lixo orgânico pode ser compostado e transformado em adubo. Reaproveitar esse resíduo é uma excelente contribuição ao meio ambiente, principalmente porque os nutrientes que antes eram destinados à coleta comum passam a se reintegrar à terra, melhorando a qualidade da mesma para as plantas.</p>
<p><strong>1.4. Determine a sistemática para destinação dos resíduos</strong><br />
Isso significa ter claro quando, como e onde separar ou processar os resíduos. Por exemplo, no caso de não haver coleta seletiva no município, uma opção pode ser acumular o material e levá-lo para uma cooperativa de reciclagem. Nesse caso, é preciso ter definido o local para guardar os resíduos, como será feita a separação, qual será a frequência de descarte e quem ficará responsável por ele.</p>
<p><strong>1.5. Analise a melhor forma de mobilizar as pessoas</strong><br />
Por melhor que seja a iniciativa, sem a participação das pessoas ela estará fadada ao fracasso. Assim, é preciso convencer as pessoas da importância de fazer <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmVjaWNsYWdlbV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">reciclagem<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, incluindo o que cada uma ganha com isso. Apesar de todos nós termos um espírito altruísta, é quase impossível mantê-lo ativo o tempo todo. Por essa razão, precisamos de várias razões que nos levem a fazer o que é certo.</p>
<p>Em alguns países da Europa, por exemplo, um pai ensina ao filho sobre como fazer reciclagem não só porque é o correto, mas principalmente em razão das pesadas multas para a destinação inadequada de resíduos. Mas, enquanto não tempos leis e fiscalização nesse sentido, o ideal é descobrir razões que motivem as pessoas a fazer reciclagem.</p>
<p>No meu trabalho, tínhamos uma grande dificuldade em mobilizar o pessoal para separar o papel usado. Depois de muita briga, percebi que se transformasse esse papel em algo útil, talvez o pessoal se interessasse em ajudar. Um colega separou uma boa quantidade de papel e mandamos fazer bloquinhos de rascunho no tamanho de 1/4 do papel sulfite. Dito e feito! Agora o pessoal separa todo papel em condição de ser reutilizado.</p>
<p>Gincanas e jogos são boas opções para mobilizar as pessoas no trabalho e até em condomínios. As regras precisam ser claras e é melhor fazer a pontuação por equipe. Além disso, o prêmio precisa estar alinhado ao projeto, mas não precisa ser algo de grande valor. O importante é reconhecer o esforço do grupo.</p>
<p>O mais interessante nesse tipo de atividade é que ela pode ser usada para fomentar outro tipo de objetivo, como melhorar o trabalho em equipe, o ambiente organizacional ou a imagem da empresa junto à comunidade. Assim, fica mais fácil até de conseguir a aprovação do programa de coleta seletiva junto à chefia.</p>
<p><strong>1.6. Estabeleça métricas</strong><br />
Quem não mede, não gerencia. Por isso, é importante estabelecer métricas desde o começo do projeto, mesmo que a reciclagem seja feita em casa. Por exemplo, podemos não saber ao certo a quantidade de resíduos gerados ao mês. Dessa forma, é muito mais difícil estabelecer uma meta para reduzir a sua geração. Assim, conhecer o quanto e o que se gera deve ser a primeira meta.</p>
<p>Junte toda a pesquisa feita nos itens anteriores e monte um projeto para apresentar à direção.<br />
Sem um alinhamento de gestão, não existe espaço para inserir a conscientização necessária ao programa. Também não haverá recursos financeiros disponíveis para se promover as ações de mobilização. Assim, projetos que envolvem muitas pessoas precisam de apoio e autorização. Mas lembre-se que a sua ação voluntária não precisa.</p>
<p>Na verdade, adotar o hábito de avaliar o lixo gerado e agir em relação a isso é um ato de cidadania que serve de exemplo para as outras pessoas. Como bem disse <strong>Alexandre Garcia</strong> (<a title="Veja mais no site da Globo.com" href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1358266-7823-ALEXANDRE+GARCIA+COMENTA+SOBRE+A+NEGLIGENCIA+COM+O+LIXO,00.html" target="_blank">a matéria você pode ver aqui</a>), nós temos que fazer a nossa parte porque somos cidadãos e não por medo de multas ou repreensões.</p>
<p><strong>2. IMPLANTAÇÃO</strong><br />
Por mais divulgada que esteja a importância da reciclagem, a resistência das pessoas ainda é muito grande. Assim, é preciso ter em mente que, ao se comprometer com o projeto, assumir atividades extras será inevitável.</p>
<p><strong>2.1. Monte a estrutura e sinalize</strong><br />
Conforme planejado e orçado, monte o espaço a ser usado para a separação e guarda dos resíduos. Invista também em sinalização e opte sempre por uma linguagem positiva. Ou seja, prefira escrever <em>“Jogue o lixo no recipiente ABC”</em> a <em>“Não jogue lixo neste local”</em>. A Neurolinguística  nos ensina que ignoramos a palavra “não” e só percebemos a mensagem que a segue. É a história do “NÃO pense num elefante rosa com bolinhas vermelhas”. Pensou? Pois é.</p>
<p><strong>2.2. Estabeleça responsáveis pelas rotinas de separação, organização e destinação</strong><br />
Nessa fase é importante definir os responsáveis por essas atividades, evitando que o processo acabe se descontinuando por falta de ação. Lembre-se de deixar alguém responsável também por medir a quantidade de lixo que esta sendo destinada.</p>
<p><strong>2.3. Inicie as ações de mobilização</strong><br />
Convide as pessoas para participar das atividades que envolvem a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmVjaWNsYWdlbV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">reciclagem<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, tais como organizar o espaço onde serão armazenados os resíduos, ajudar a montar as composteiras etc. A participação nessas atividades ajuda a aumentar o interesse pela reciclagem. É o momento também de dar início às outras atividades, como gincanas e jogos.</p>
<p><strong>2.4. Convide pessoas-chave para começar o processo</strong><br />
Se os gerentes, supervisores e coordenadores (ou professores, coordenadores e o pessoal da secretaria no caso de escolas) servirem de exemplo, será muito mais fácil motivar as pessoas a participar.</p>
<p><strong>3. VERIFICAÇÃO</strong><br />
A avaliação dos resultados precisa ser intensa. No início, o ideal é verificar semanalmente. Muitas falhas são identificadas logo nas primeiras semanas, permitindo uma melhoria no processo em pouco tempo. Verifique todos os aspectos do projeto, o que inclui as condições da separação, a organização do espaço, a frequência da destinação e a medição dos resíduos. Ouça também os participantes para identificar oportunidades de melhoria.</p>
<p><strong>4. CORREÇÃO E MELHORIA</strong><br />
Na fase de planejamento não comentei sobre fazer um trabalho intenso quanto à geração. Apenas sugeri a identificação dos pontos e planejamento da coleta. Agora, conhecendo o quanto e o que se gera, podemos iniciar um trabalho de conscientização das pessoas quanto à geração.</p>
<p>A falta de números costuma ser um válvula de escape para aqueles que não desejam mudar já que as estatísticas existentes, no máximo, mostram os números do lixo por cidade. Mas, quando conhecemos nossas próprias métricas o problema se torna real, culminando até na identificação de uma cultura de desperdício dentro da organização.</p>
<p>Em empresas isso é muito útil. Papéis e copos descartáveis, por serem fornecidos pela organização, às vezes sofrem com a falta de consciência no uso responsável. Dessa forma, estes são dois itens ótimos para serem objeto de redução através de campanhas de uso responsável.</p>
<p>Para os papéis, sugiro as seguintes ações:</p>
<ul>
<li>Coloque no email de cada colaborador uma mensagem atentando sobre a necessidade de se imprimir. Adote também essa prática no seu email pessoal;</li>
<li>Configure todas as impressoras para imprimir frente-e-verso;</li>
<li>Coloque um recipiente em local visível para a separação dos papéis com uso em apenas um dos lados. Faça blocos de rascunho e distribua para a equipe;</li>
<li>Coloque adesivos nas impressoras chamando a atenção para a importância do uso consciente do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cGFwZWxfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">papel<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</li>
</ul>
<p>No caso dos copos descartáveis, sugiro:</p>
<ul>
<li>Fornecer canecas nominais para cada colaborador, conscientizando gerentes e supervisores a servirem de exemplo. Essa é outra prática que pode ser adotada voluntariamente;</li>
<li>Diminua os pontos com copos descartáveis disponíveis. Uma vez que cada pessoa tem sua caneca, não precisa de copo para tomar água ou café. Deixe os copos descartáveis apenas onde circulam visitas.</li>
</ul>
<p>Visando o processo de melhoria contínua, outra sugestão é adotar a realização de conversas informais com a equipe. Nem reuniões, nem treinamentos, esses diálogos são momentos em que as pessoas se reúnem, seja no escritório, no jardim ou sala de visitas, para conversar sobre assuntos que não tratem diretamente dos resultados da empresa.</p>
<p>Por isso, são uma ótima ferramenta para tratar de assuntos ligados ao trabalho em equipe, qualidade e segurança no trabalho, bem como nossas relações com o meio ambiente. Assim, entre outros assuntos, os pontos de melhoria no programa de coleta seletiva podem ser tratados nessas conversas informais, enfatizando que a colaboração de cada um é fundamental para se alcançar os objetivos.</p>
<p><strong>Considerações</strong><br />
Como comentei no começo, foquei bastante a questão da coleta seletiva no ambiente de trabalho. Em casa, a decisão está em nossas mãos. Mas, em locais onde convivem várias pessoas, muitos são os aspectos que precisam ser trabalhados. Quem já participou de um processo desses sabe como pode ser trabalhoso implantar coleta seletiva.</p>
<p>Mas ver como as pessoas mudam de comportamento com um pouco de insistência e informação qualificada é muito gratificante. Você já participou por um processo desses? Se sim, como foi a sua experiência?</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Relação Consumo Consciente x Produção x Emprego</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/09/23/relacao-consumo-consciente-x-producao-x-emprego/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2010 02:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se todos consumissem de forma consciente, haveria problemas na economia? Como ficaria a produção, o consumo em geral e o nível de empregos? Consumo consciente é uma realidade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Relação Consumo Consciente x Produção x Emprego" src="http://dinheirama.com/files/2010/09/dinheirama_consumo_consciente_producao_emprego.jpg" alt="Relação Consumo Consciente x Produção x Emprego" hspace="2" vspace="2" align="left" />Benilton</strong> comenta: <em>“Eu estou sentindo na pele como consumir de forma consciente, sem exageros e apenas o necessário faz diferença tanto no bolso como na maneira de encarar a vida, mas tenho uma duvida: se todos os consumidores consumirem conscientemente, não se corre o risco de a economia dar uma desacelerada? Menos demanda implicaria em menor produção, podendo afetar também o nível de emprego. Por favor, me esclareça isto, pois não compreendi ainda esta associação entre consumo consciente e desenvolvimento. Obrigado”</em>.</p>
<p>Tenho certeza que essa é a dúvida de muitas pessoas. Afinal, tudo o que ouvimos em relação a crescimento e desenvolvimento no contexto atual está associado ao incentivo do aumento no consumo. Mas, para discutir a questão, cabe relembrar três pontos:</p>
<ul>
<li><strong>Em primeiro lugar, a questão da consciência.</strong> Estar consciente nada mais é do que estar atento, o tempo todo, ao que fazemos. Isso significa desligar o piloto automático e manter o foco no momento presente. Adotar as premissas do consumo consciente é se manter atento às escolhas de consumo, procurando sempre compreender como elas impactam no meio em que vivemos. É buscar sempre as opções mais social e ambientalmente responsáveis;</li>
<li><strong>Em segundo lugar, não podemos confundir consumo com consumismo.</strong> O ato de consumir é inerente ao fato de estarmos vivos. Precisamos de diversos itens para viver e só os obtemos através do consumo de recursos. Já o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3VtaXNtb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">consumismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> é suprir necessidades e desejos intangíveis através da aquisição de itens tangíveis;</li>
<li><strong>Por fim, mas não menos importante, o consumo consciente não deve ser encarado como algo negativo sob o aspecto econômico.</strong> O ato de consumir vai existir sempre. O que muda é forma como o percebemos.</li>
</ul>
<p>Na atual situação, o consumo aparece tanto como mocinho quanto vilão. Enquanto ele cresce, tudo funciona bem. Aumenta o nível de emprego e renda, melhora o acesso a alguns bens, aumentam os investimentos, cresce a oferta e acesso ao crédito etc. Ou seja: tudo na nossa economia cresce.</p>
<p><span id="more-5048"></span>Mas quando acontece algum evento que desestimula o consumo, pronto! A espiral toma o caminho inverso e passa a haver diminuição da atividade econômica, com os respectivos reflexos em emprego, renda, endividamento etc. E, como temos acompanhado, a tempestade e a bonança se alternam regularmente no que tange à questão econômica.</p>
<p>Além disso, nem sempre o consumo que é bom para a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> agora será positivo sempre. Ao se estimular o consumo, também se estimula a exploração de recursos naturais. E como estes são recursos finitos &#8211; ou necessitam de muito tempo para se formar &#8211; em algum momento enfrentaremos sua escassez.</p>
<p>Mesmo diante de uma situação tão séria, não observamos ações significativas em busca de uma solução. Embora existam limites para o nosso crescimento, porque evitamos tanto a questão? Uma das respostas pode estar associada ao que discuti no artigo <a title="Sobre sacrifícios e limites: a dor é inevitável, já o sofrimento…" href="http://dinheirama.com/blog/2010/08/26/sobre-sacrificios-e-limites-a-dor-e-inevitavel-ja-o-sofrimento/">“Sobre sacrifícios e limites: a dor é opcional, já o sofrimento&#8230;”</a>.</p>
<p>Creio que a razão para isso também está na busca pela satisfação imediata dos desejos, que não considera seu impacto nos dias vindouros (qualquer semelhança com problemas de finanças pessoais não é mera coincidência!).</p>
<p>No ensaio <a title="Leia mais na WikiPedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trag%C3%A9dia_dos_comuns" target="_blank">“A Tragédia dos Comuns”</a>, de <strong>Garrett Hardin</strong>, publicado na revista Science em 1968, é possível ter uma clara noção de como a busca egoísta por benefícios pode colocar todo um sistema a perder. O caso hipotético apresenta uma área de terra capaz de comportar todo o ciclo de vida de mil ovelhas. A propriedade é de uso comum a 10 pastores, que concordaram em colocar no máximo 100 ovelhas cada um, de forma a manter a terra produtiva.</p>
<p>Mas, motivados pelo lucro adicional, cada pastor foi ultrapassando a sua cota de ovelhas ao longo do tempo. No final, embora tenham lucrado mais com essas ovelhas adicionais, a degradação da terra, a falta de alimentação e a proliferação de doenças acabaram com todo o rebanho.</p>
<p>A idéia proposta pelo exemplo é simples: se existisse o respeito pelos limites naturais, a produção teria se mantido por tempo indeterminado. Mas, a partir do momento em que se explora além da capacidade de resiliência da terra, em algum momento perde-se tudo o que foi investido. É apenas uma questão de tempo.</p>
<p>Outro ponto: quando o espaço é de todos, também é de ninguém. Ou seja, não aceitamos que se jogue entulho no nosso quintal, mas podemos ser condescendentes com quem joga em propriedade pública. Afinal, o espaço é de todos, não é?</p>
<p>Voltando para a questão do consumo, precisamos tomar cuidado em lembrar que o ambiente comum é responsabilidade de todos. Por isso, nem sempre o crescimento econômico será positivo para a “aldeia global”. Se existe abuso no consumo, como acontece hoje nos países desenvolvidos, alguém vai pagar a conta. Não existe outra equação.</p>
<p>Depois de apresentar argumentos e opiniões polêmicas, finalmente arrisco-me a responder à dúvida proposta pelo leitor. Consumir de forma consciente muda o mundo, os mercados, as empresas, o governo, ou seja, todos aqueles que dependem dos recursos financeiros de cada consumidor. Assim, criado por um novo tipo de consumidor, forma-se um novo <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, que igualmente necessita de um novo tipo de produção, um novo tipo de trabalho e um novo tipo de pessoas.</p>
<p>Diferentemente do modelo exploratório atual, um modelo econômico para consumidores conscientes deve privilegiar o respeito aos limites naturais, além de investir na qualidade de vida e educação dos povos, dar preferência a arte e cultura regionais, abolir a produção massiva de qualquer coisa, revisar a idéia de conforto, evoluir o conceito de sucesso pessoal e valorizar a comunhão de pessoas com interesses no bem comum.</p>
<p>Por essa razão, desenvolver uma consciência global é fundamental para mostrar como nossas escolhas impactam no ambiente e que, apesar de vivermos em lugares diferentes, somos cidadãos de um único Planeta. Que tal partirmos deste ponto para uma discussão mais abrangente? O que você acha disso tudo? Deixe seu comentário.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre sacrifícios e limites: a dor é inevitável, já o sofrimento…</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/08/26/sobre-sacrificios-e-limites-a-dor-e-inevitavel-ja-o-sofrimento/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 17:19:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Sonhar e realizar seus objetivos significa conhecer-se bem antes de tomar importantes decisões. Estabelecer limites é, na verdade, algo libertador. Você concorda?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Sobre sacrifícios e limites: a dor é inevitável, já o sofrimento..." src="http://dinheirama.com/files/2010/08/dinheirama_limites_sacrificios_sucesso.jpg" alt="Sobre sacrifícios e limites: a dor é inevitável, já o sofrimento..." hspace="2" vspace="2" align="left" />O artigo <a title="A teoria da restrição do consumidor" href="http://dinheirama.com/blog/2010/07/30/a-teoria-da-restricao-do-consumidor/">“A teoria da restrição do consumidor”</a> escrito por <strong>Mariana Prates</strong> levou-me a refletir sobre como é difícil reconhecer a tênue linha entre fazer sacrifícios e aceitar limites. A idéia de fazer sacrifícios pode nos deixar frustrado por não sermos capazes de realizar tudo aquilo que queremos, tendo que abrir mão de alguma coisa para ter outra.</p>
<p>Como a Mariana exemplificou, ter que dedicar um tempo para fazer um mestrado pode ser sacrificante para alguém que decidiu fazê-lo pelas razões erradas. Mas, para outros, ceder uma parte do seu tempo livre para se dedicar ao mestrado é o mesmo que fazer uma poupança para o futuro. Mesma situação, percepções diferentes.</p>
<blockquote><p>“Não é na agitação das ruas, nem nos gritos e aplausos das multidões, mas dentro de nós mesmos, que estão os triunfos e as derrotas.” <strong>Longfellow</strong></p></blockquote>
<p><span id="more-4906"></span>Isso está diretamente associado às nossas expectativas. Como comentei no artigo <a title="Consumo e consumismo: como diferenciar?" href="http://dinheirama.com/blog/2010/01/13/consumo-e-consumismo-como-diferenciar/">“Consumo e consumismo: como diferenciar?”</a>, a sociedade e economia baseadas no consumo fizeram com que a aquisição de bens e serviços se transformasse em sinônimo de felicidade. Por isso, deixar de consumir alguma coisa, ou ter que abrir mão de algum bem em detrimento de outro, pode gerar um sentimento de frustração.</p>
<p>Mas, como diria <strong>Carlos Drummond de Andrade</strong>, <em>“a dor é inevitável, o sofrimento é opcional”</em>. Ou seja, podemos nos sentir limitados pelas situações da vida ou podemos estabelecer nossos próprios limites. Aí eu pergunto: por que não pegar esse limão e fazer uma limonada? Existe um trecho muito interessante do livro <a title="Leia nossa resenha e compre o livro" href="http://dinheirama.com/blog/2007/09/20/livro-o-homem-mais-rico-da-babilonia/">“O Homem Mais Rico da Babilônia”</a> (Ed. Ediouro) que ajuda a refletir sobre os limites que existem na nossa vida, quer os aceitemos ou não:</p>
<blockquote><p>&#8220;Na verdade, todos os homens têm mais desejos do que podem satisfazer. Acham que posso cumprir todos os meus sonhos porque sou rico? Trata-se de uma falsa idéia. Há limites para o meu tempo. Há limites para a minha energia. Há limites para a extensão de minhas viagens. Há limites para o que consumo à mesa de refeições. Há limites para os prazeres de minha vida.”</p></blockquote>
<p>Partindo desse princípio, o que temos a fazer é mapear todos os nossos sonhos, pequenos ou grandes, e avaliar quais são possíveis de serem realizados. Na prática, identificamos o que realmente é importante e fazemos um plano de ação com tudo o que precisa ser realizado para alcançar esses objetivos.</p>
<p>Já os desejos que sobram não devem ser encarados com derrotismo, mas sim como aprendizado na arte do contentamento. Afinal, nenhum objetivo está isolado. Cada decisão que tomamos para uma determinada área da vida afeta todas as outras. Por isso, a felicidade está em equilibrar todos os papéis da melhor forma possível.</p>
<blockquote><p>“Aquele que sabe se contentar com o razoável se sente bem, mesmo que tenha de se deitar sobre a terra. Entretanto, aquele que não sabe se contentar com o razoável, mesmo nos mundos celestes permanecerá insatisfeito, por isso aquele que sabe se contentar com o razoável é rico, mesmo sendo pobre, ao passo que aquele que não sabe se contentar com o razoável é pobre, mesmo sendo rico.” <strong>Do último sermão do Buda</strong></p></blockquote>
<p>Negociações internas e disciplina são fundamentais para evitar o sentimento de frustração. É um trabalho diário, que mostra frutos apenas com muita persistência. No início, precisamos lembrar constantemente sobre o porquê de estarmos fazendo aquilo, além de procurar ignorar os caminhos que levam à satisfação imediata (como deixar de estudar para assistir um filme, por exemplo). Com o tempo, isso se torna parte da rotina.</p>
<p>Mas é importante que saiba de uma coisa: haverá dias em que os objetivos parecerão sem propósito ou mesmo períodos em que nos sentimos desanimados e sem energia. Nesses dias, o ideal é fazer outra coisa e não pensar no assunto. Tomar decisões importantes nesses dias só vai nos obrigar a repensar o assunto depois. Então, é melhor evitar o retrabalho.</p>
<p>Assim, pode parecer contraditório, mas estabelecer limites é libertador. Nossos questionamentos interiores diminuem quando estabelecemos com clareza para onde estamos indo e o que esperar, bem como quais concessões decidimos fazer.</p>
<p>Ressalto que a idéia não é se contentar com pouco. É contentar-se, ou ficar contente, com aquilo que somos capazes de ter e realizar. Ou seja, pararmos de nos enxergar pelo reflexo dos outros e passarmos a nos ver pelo espelho interior.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Livro: Capitalismo Natural – Criando a próxima revolução industrial</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/08/09/livro-capitalismo-natural-criando-a-proxima-revolucao-industrial/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 19:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[Como seria o capitalismo se suas ações fossem baseadas e pensadas em prol da sustentabilidade e dos recursos naturais? O livro "Capitalismo Natural" traz ótimas reflexões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Livro: Capitalismo Natural - Criando a próxima revolução industrial" src="http://dinheirama.com/files/2010/08/dinheirama_livro_capitalismo_natural.jpg" alt="Livro: Capitalismo Natural - Criando a próxima revolução industrial" hspace="2" vspace="2" align="left" />Livro:</strong> <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Capitalismo Natural &#8211; Criando a próxima revolução industrial&#8221;</a><br />
<strong> Autores:</strong> Paul Hawken, Amory Lovins e L. Hunter Lovins<br />
<strong> Editora:</strong> Cultrix / Amana-Key<br />
<strong> Páginas:</strong> 358<br />
<strong> Preço médio:</strong> R$ 50,00<br />
<a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank"> Compre o livro no Submarino [clique aqui]</a></p>
<p>Paul Hawken é ambientalista, empreendedor, jornalista e escritor. Dedica sua vida à sustentabilidade e às mudanças nas relações entre negócios e o meio ambiente. Sua experiência inclui fundar e gerir empresas ecológicas, escrever e ensinar sobre os impactos do comércio nos sistemas vivos e prestar consultoria a governos e corporações sobre desenvolvimento econômico, ecologia industrial e políticas sobre meio ambiente. Quem apresenta a edição brasileira de <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">“Capitalismo Natural”</a> é Oscar Motomura, Diretor Geral da Amana-Key.</p>
<p>Em seu texto, Motomura afirma: <em>“Este é um livro para pessoas que querem fazer a diferença”</em>. Ao longo da leitura, a afirmação mostra-se totalmente verdadeiro. Ele vai além: <em>“Se o capitalismo tradicional, como sistema, não tem funcionado a contento (desequilíbrios sociais, destruição de recursos naturais, mudanças climáticas, que geram inundações, secas, expansão do crime organizado, aumento do desemprego, etc.), qual a alternativa que temos?”</em>. A resposta é, certamente, a visão não mecanicista apresentada na obra.</p>
<p><span id="more-4810"></span><strong>Muito além do capital financeiro</strong><br />
O <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">livro</a> vai além da antiga máxima terra-capital-trabalho, dividindo em quatro os tipos de capitais necessários à economia:</p>
<ul>
<li>O capital humano, na forma de trabalho e inteligência, cultura e organização;</li>
<li>O capital financeiro, que consiste em dinheiro, investimentos e instrumentos monetários;</li>
<li>O capital manufaturado, inclusive a infra-estrutura, as máquinas, as ferramentas e as fábricas;</li>
<li>O capital natural, constituído de recursos, sistemas vivos e os serviços do ecossistema.</li>
</ul>
<p>O conceito de capital natural compreende não só os recursos naturais, como também os serviços de suporte a vida prestados pela natureza há 3,8 bilhões de anos. Apesar de sermos dependentes desse serviço, pois não há máquinas capazes de repor os sistemas naturais de manutenção à vida, o capitalismo industrial segue acabando com os recursos necessários para mantê-lo. Isso certamente significa um prazo bem curto para continuar tendo lucros no modelo atual.</p>
<blockquote><p>Se se atribuísse valor monetário à provisões de capital natural, supondo os “juros” rendidos por 36 trilhões de dólares em ativos, o capital natural do mundo seria avaliado em algo entre quatrocentos e quinhentos trilhões de dólares: dezenas de milhões para cada habitante no planeta</p></blockquote>
<p><strong>Metabolismo industrial e o desperdício</strong><br />
São muitos os desperdícios gerados pelo sistema atual, tanto de recursos, pessoas e até de dinheiro. A diferença fundamental entre os processos industriais e os processos naturais é que este último possui reguladores naturais que, de forma cíclica, transformam o resíduo de um processo em matéria-prima para outro. Ou seja, tudo se transforma. Já os processos industriais estão, historicamente, fora de controle. Apesar das legislações que regem os vários processos em torno do mundo, a quantidade de lixo e desperdício é muito grande.</p>
<blockquote><p>Todo produto que consumimos tem uma história oculta semelhante, um inventário não escrito de material, recursos e impactos. É também acompanhado pelo desperdício gerado por seu uso e disposição. Na Alemanha, essa história oculta é chamada “mochila ecológica”. A quantidade de refugo produzido para fazer um chip semicondutor é de mais de 100 mil vezes o seu peso; o de um laptop chega a quase 4 mil vezes o seu peso. São necessários dois litros de gasolina e mil de água para produzir um de suco de laranja na Flórida. Uma tonelada de papel exige o emprego de 98 toneladas de diversos recursos</p></blockquote>
<p>No âmbito social, o desperdício é caracterizado por cerca de 30% da força de trabalho mundial, que não conseguem trabalhar ou têm trabalhos tão humildes que não são capazes de manter suas famílias com dignidade. Apesar de consideradas recursos pelas organizações, a falta de valorização das pessoas em detrimento da supervalorização dos recursos naturais indica que os recursos humanos não são dos mais importantes.</p>
<p>Quando necessita-se de redução de custos e aumento no lucro, raramente as empresas não consideram fazer demissões, mesmo quando o tratamento aos desperdícios de energia e matérias-primas pode representar um resultado mais significativo, social e ambientalmente. <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Capitalismo Natural&#8221;</a> dá muita ênfase a esse aspecto:</p>
<blockquote><p>Em um mundo em que um bilhão de trabalhadores não encontram um emprego decente ou simplesmente um emprego, somos obrigados a afirmar o óbvio: não é possível – por meio algum: monetário, governamental, caritativo  – criar uma noção de valor e de dignidade na vida das pessoas se, ao mesmo tempo, criamos uma sociedade que evidentemente não precisa delas</p></blockquote>
<p><strong>Produtividade da energia</strong><br />
A solução para a demanda crescente por energia não está na geração. O que é necessário é o aumento na produtividade da energia e dos materiais usados na indústria, o que é possível por meio do design, do uso de novas tecnologias, de controles, da cultura empresarial, de novos processos e da economia de materiais.</p>
<p>O <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">livro</a> considera que todos os equipamentos e instalações que usamos foram projetados por conceitos errôneos que desperdiçam energia. Assim, por meio da inovação seria possível reduzir drasticamente o consumo sem perder eficiência. Tanto a cultura empresarial quanto os processos de fabricação precisam focar no aperfeiçoamento contínuo, agindo como uma instituição de ensino que faz seus integrantes pensarem criticamente, e não apenas cumprir suas funções de forma mecânica.</p>
<p><strong>Engenharia de todo o sistema</strong><br />
É necessário pensar um projeto muito além de seu custo, ultrapassando a idéia de que o melhor geralmente custa mais. Ao se fazer o projeto de uma casa usando o melhor isolamento térmico (que custa mais do que as versões normais) estará se poupando energia desde o primeiro uso da residência. Um isolamento bem feito pode eliminar a necessidade de aquecimento (ou resfriamento) do imóvel, economizando na instalação desses sistemas e no uso de energia que resultariam.</p>
<p><strong>Considerações</strong><br />
É quase impossível falar sobre todos os aspectos do livro. Sua riqueza exige não apenas leitura, mas uma profunda reflexão sobre cada um dos aspectos abordados por Paul Hawken. Como disse no início desse texto, <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">“Capitalismo Natural”</a> é um livro para quem quer fazer a diferença, e ele realmente ensina como fazê-lo. Recomendo.</p>
<p>Resenha publicada originalmente no blog <strong><a title="Visite o Blog Mais Com Menos" href="http://www.maiscommenos.net/blog/" target="_blank">Mais Com Menos</a></strong>, reproduzida com autorização.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A importância da agricultura e dos produtos orgânicos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/07/08/a-importancia-da-agricultura-e-dos-produtos-organicos/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2010/07/08/a-importancia-da-agricultura-e-dos-produtos-organicos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 18:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça melhor os produtos orgânicos, sua agricultura e porque o consumo destes alimentos beneficia tanto a economia, a natureza e o meio-ambiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A importância da agricultura e dos produtos orgânicos" src="http://dinheirama.com/files/2010/07/dinheirama_importancia_agricultura_produtos_organicos.jpg" alt="A importância da agricultura e dos produtos orgânicos" hspace="2" vspace="2" align="left" />A agricultura orgânica não é apenas um processo de cultivo que culmina em produtos saudáveis, de alto valor nutricional e sem qualquer tipo de contaminantes. Ela também contribui para a criação de ecossistemas mais equilibrados, ajudando a preservar a biodiversidade, os ciclos naturais e as atividades biológicas do solo.</p>
<p>Além disso, existe outro aspecto da agricultura orgânica que vai além da preservação da qualidade dos produtos ou do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVpbythbWJpZW50ZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">meio ambiente<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Ela é uma grande aliada da agricultura de  baixo volume, como a agricultura familiar.</p>
<p>A aplicação dos princípios agroecológicos na pequena propriedade rural consegue aumentar sua sustentabilidade econômica-financeira, aumentando os benefícios para o agricultor, sua independência no uso de energias não renováveis e a preservação de sua identidade cultural e da sua condição de saúde, uma vez que não faz uso de elementos prejudiciais ao homem.</p>
<p><span id="more-4662"></span>Assim, fica claro que os benefícios do consumo de produtos orgânicos não se refletem apenas em nossa saúde. Na verdade, quando optamos por esses produtos ajudamos a fortalecer a sustentabilidade de uma cadeia de suprimento ecológica e comercialmente justa.</p>
<p><strong>O que são produtos orgânicos?</strong><br />
Os produtos orgânicos são o resultado de um processo de cultivo sustentável que prevê o manejo adequado da terra e dos recursos naturais baseado nos princípios agroecológicos. A produção é feita sem o uso de sementes geneticamente modificadas, pesticidas, herbicidas, fungicidas e também não há geração de resíduos que poluam a água e o solo.</p>
<p>Para os artigos processados, como cosméticos e itens de vestuário, é proibido usar no processo de fabricação: radiação, ingredientes geneticamente modificados, conservantes químicos (exceto os previstos pela legislação), derivados de petróleo e outros. Todas essas restrições buscam manter a integridade dos insumos.</p>
<p>Assim, produtos “in natura” e insumos para processamento só são considerados orgânicos se cultivados seguindo todas as regras do plantio orgânico estabelecidas pela legislação brasileira e internacional.</p>
<p><strong>Sobre as certificações</strong><br />
Os produtos orgânicos devem ser certificados por um Organismo de Avaliação da Conformidade Orgânica credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Atualmente estão previstas dois tipos de certificações: Certificação por Auditoria e os Sistemas Participativos de Garantia.</p>
<p>A certificação por auditoria é o procedimento mais usado em todo o mundo. As certificadoras, baseadas em procedimentos e critérios nacionais e internacionais, avaliam periodicamente a conformidade da produção e certificam sua adequação aos requisitos.</p>
<p>Já os sistemas participativos de garantia são fundamentados na responsabilidade coletiva dos membros do sistema, geralmente composto por produtores, consumidores, técnicos e outras pessoas com interesse em melhorar os aspectos relacionados ao tema.</p>
<p>Mas nem todos os produtos orgânicos apresentam certificação. Reconhecendo a importância da agricultura familiar, a legislação brasileira criou uma exceção e autorizou o comércio de produtos orgânicos diretamente ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3VtaWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">consumidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, desde que o produtor esteja vinculado a uma Organização de Controle Social – OCS. Essa, estabelecida formal ou informalmente, deve garantir o acesso dos consumidores às suas propriedades, dando transparência ao processo.</p>
<p><strong>Como identificar um produto orgânico</strong><br />
Antes de comprar, é preciso saber reconhecer se um produto foi produzido segundo as melhores práticas agroecológicas. Os produtos orgânicos são essencialmente classificados segundo a quantidade de insumos orgânicos que possuem. Em geral, produtos certificados apresentam selos identificando a natureza da certificação.</p>
<p>Assim, da mesma forma que é importante ler os rótulos dos produtos que compramos (leia mais sobre o assunto no artigo <a title="Como ler os rótulos dos alimentos que consumimos" href="http://dinheirama.com/blog/2010/05/03/como-ler-os-rotulos-dos-alimentos-que-consumimos/">“Como ler os rótulos dos alimentos que consumimos”</a> ), também é importante entender as classificações dos produtos orgânicos. Veja abaixo como estão classificados hoje:</p>
<ul>
<li><strong>Produto 100% Orgânico:</strong> produto “in natura” cultivado seguindo todas as regras da produção orgânica;</li>
<li><strong>Produto Orgânico:</strong> o produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes organicamente produzidos, excluindo água e sal;</li>
<li><strong>Produto feito com ingredientes orgânicos:</strong> o produto contém, pelo menos, de 70% a 95% de ingredientes orgânicos;</li>
<li><strong>Produto Natural: </strong>o produto contém menos de 70% de ingredientes orgânicos, mas segue as mesmas regras usadas para os produtos orgânicos processados.</li>
</ul>
<p>Cabe ressaltar que algumas certificações vão além da quantidade de insumos orgânicos que um item apresenta, garantindo também sua origem baseada nos princípios da economia solidária e do comércio justo (leia mais sobre o assunto no texto <a title="Impactos sociais e ambientais do consumo" href="http://dinheirama.com/blog/2010/03/11/impactos-sociais-e-ambientais-do-consumo/">“Impactos sociais e ambientais do consumo”</a> ).</p>
<p><strong>Do tradicional para o orgânico</strong><br />
Inserir produtos orgânicos em nossa rotina é muito saudável e responsável. Não só porque o sabor e o aroma desses produtos são fantásticos, mas também porque incentivar seu comércio preserva os recursos naturais, a fauna e a flora local, além de melhorar nossa qualidade de vida.</p>
<p>Mas se você ainda tem dúvidas sobre os benefícios dos orgânicos em relação aos produtos tradicionais, seguem abaixo algumas considerações:</p>
<ul>
<li>Só acrescentamos certos tipos de toxinas ao nosso organismo após a criação da agricultura moderna. Antes, todos os alimentos eram produzidos de forma orgânica respeitando os ciclos naturais. Hoje, encontramos de tudo o tempo todo, mas não com a mesma qualidade;</li>
<li>Agrotóxicos e fertilizantes agrícolas são grandes poluidores de rios e lençóis freáticos. Mesmo assim, um pequeno agricultor tradicional não consegue competir com as grandes produções sem usá-los. Competindo na agricultura tradicional, ele se sujeita ao poder de barganha de grandes compradores e, assim, as receitas sofrivelmente crescem, fazendo o agricultor aumentar o uso de agrotóxicos e adubos químicos para aumentar a produtividade;</li>
<li>Monocultura é contrária à biodiversidade. Áreas gigantescas cultivando o mesmo tipo de produto tornam o sistema frágil e suscetível a fatores externos de desequilíbrio, o que aumenta a necessidade de agrotóxicos e fertilizantes.</li>
</ul>
<p>Assim, os benefícios do consumo de orgânicos vão além da melhora em nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YWxpbWVudGElRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">alimentação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, promovendo também mudanças positivas em toda essa cadeia produtiva.</p>
<p><strong>Referência:</strong></p>
<ul>
<li>Site <a title="Conheça o site Prefira Orgânicos" href="http://www.prefiraorganicos.com.br/" target="_blank">Prefira Orgânicos</a> do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.</li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Livro: Marketing 3.0</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/06/23/livro-marketing-3-0/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 13:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[humano]]></category>
		<category><![CDATA[kotler]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro Marketing 3.0, de Philip Kotler, trata os clientes como os seres complexos e que escolhem produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades de participação, criatividade, comunidade e idealismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Livro: Marketing 3.0" src="http://dinheirama.com/files/2010/06/dinheirama-marketing3-Philip-Kotler.jpg" alt="Livro: Marketing 3.0" hspace="2" vspace="2" align="left" />Livro:</strong> <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21824052/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Marketing 3.0&#8243;</a><br />
<strong> Autores:</strong> Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan<br />
<strong> Editora:</strong> Campus<br />
<strong> Páginas:</strong> 240<br />
<strong> Preço médio</strong>: R$ 50,00<br />
<a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21824052/?franq=247523" target="_blank"> Compre o livro no Submarino [clique aqui]</a></p>
<p><strong>As forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano.</strong><br />
Nesse mundo em constante transformação, nada muda mais do que o próprio ser humano. Conseqüentemente, mudam seus desejos e necessidades. Em seguida, mudam os consumidores e os mercados, fazendo com que as empresas precisem provar diariamente sua relevância para a comunidade global.</p>
<p>Com consumidores cada vez mais conscientes, os negócios precisam assumir seu papel social na comunidade. Nesse contexto, Philip Kotler, o lendário papa do marketing, e seus colegas Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan apresentam o marketing sob uma nova ótica. O livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21824052/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Marketing 3.0&#8243;</a> apresenta um rompimento definitivo com os modelos anteriores do marketing, mostrando como as empresas precisam se adaptar ao novo consumidor.</p>
<p><span id="more-4618"></span><strong>O que é Marketing 3.0?</strong><br />
Muito além do marketing focado na venda de produtos (1.0), ou até do marketing ultra-competitivo fomentado pela facilidade do consumidor pesquisar e comparar produtos (2.0), o <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21824052/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Marketing 3.0&#8243;</a> é uma abordagem centrada no ser humano. Ele reconhece que as pessoas buscam no consumo não só a satisfação funcional e emocional, mas também uma satisfação espiritual.</p>
<blockquote><p>“O Marketing 3.0 acredita que os consumidores são seres humanos completos, cujas outras necessidades e esperanças jamais devem ser negligenciadas. Desse modo, o Marketing 3.0 complementa o marketing emocional com o marketing do espírito humano”</p></blockquote>
<p>Com as mudanças no comportamento e atitudes dos consumidores, a transformação dos negócios é inevitável. Um estudo da Forrester Research confirmou que 80% dos consumidores americanos são influenciados por marcas socialmente responsáveis e 18% estão dispostos a pagar mais por elas. Assim, mudam as expectativas dos consumidores, mudam os modelos de negócios.</p>
<p>No Marketing 3.0 as empresas buscam oferecer soluções para os problemas da sociedade conforme sua área de atuação. E essa busca reflete-se na missão, visão e valores da organização. Mas não apenas como um conjunto de frases bem redigidas e sim como uma fé professada por líderes, acionistas, empregados, parceiros e todos aqueles que fazem parte do negócio.</p>
<p><strong>Missão junto aos consumidores</strong><br />
Peter Drucker afirmava que as empresas bem sucedidas não começavam seu planejamento focando nos resultados financeiros e sim na realização de sua missão. No <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21824052/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Marketing 3.0&#8243;</a>, uma boa missão é aquela que apresenta soluções para transformar a vida dos consumidores. Por isso, criar uma missão pode não ser tão simples.</p>
<p>Kotler argumenta que três aspectos devem ser considerados para a criação de uma boa missão no Marketing 3.0:</p>
<ul>
<li><strong>Práticas inovadoras</strong> – transformam a vida das pessoas;</li>
<li><strong>Histórias que emocionam</strong> – sempre existe uma boa história a ser contada atrás de uma boa missão;</li>
<li><strong><em>Empowerment</em> do consumidor</strong> – a participação do consumidor que ajuda a empresa a cumprir sua missão.</li>
</ul>
<p>Quando uma marca é aceita pelos consumidores, deixa de ser propriedade exclusiva da empresa. Passa a fazer parte da vida das pessoas.</p>
<p><strong>Valores junto aos empregados</strong><br />
Se a missão da empresa professa sua razão de ser, são seus valores junto aos empregados que a tornam perceptível aos clientes:</p>
<blockquote><p>“Alguns empregados ignoram seus valores corporativos ou os vêem como algo que foi desenvolvido apenas para relações públicas. Alguns empregados, que realmente seguem esses valores, decepcionam-se porque outros os ignoram. Nesses casos, as empresas não estão praticando o Marketing 3.0. No Marketing 3.0, as empresas precisam convencer tantos os clientes quanto os empregados a levar a sério seus valores”.</p></blockquote>
<p>Com o aumento da informação disponível, é fácil para o consumidor perceber quando a missão de uma marca não é autêntica. Assim, é fundamental que os empregados sejam embaixadores dos valores que transmitem a missão da marca aos consumidores. Esses são chamados de valores compartilhados, já que são formados parte pela cultura corporativa e parte pelo comportamento usual dos empregados.</p>
<p><strong>Valores junto aos parceiros</strong><br />
A busca pela integridade da marca junto ao consumidor passa também pela escolha de seus parceiros comerciais. É preciso que eles apresentem missão, visão e valores semelhantes aos da empresa. Principalmente no caso de empresas que tem pouco contato com seu consumidor final.</p>
<blockquote><p>“No <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21824052/?franq=247523" target="_blank">Marketing 3.0</a>, a gestão do canal começa com a descoberta dos parceiros de canal certos, com propósito, identidade e valores semelhantes. Parceiros de canal com valores compatíveis serão capazes de transmitir, de forma convincente, as histórias aos consumidores.”</p></blockquote>
<p>Interessante notar que esse é um conceito muito forte na prática do Comércio Justo. Não apenas no fluxo empresa-consumidor, como também do fornecedor-empresa. Toda a cadeia de fornecimento precisa estar alinhada para que todos sejam remunerados de forma justa.</p>
<p><strong>Visão dos acionistas</strong><br />
A crise econômica mundial de 2008 mostrou claramente como empresas centenárias e aparentemente sólidas podem ser vitimadas pela promessa de dinheiro rápido. Uma visão imediatista e totalmente contrária ao conceito de sustentabilidade, seja ele econômico ou ambiental:</p>
<blockquote><p>“Em setembro de 2009, um ano depois da quebra do Lehman Brothers, 28 personalidades importantes, entre elas Warren Buffet e Louis Gerstner, assinaram uma declaração conjunta, desenvolvida pelo The Aspen Institute, que reivindicava o fim do imediatismo dos mercados financeiros e solicitava a elaboração de políticas que alimentassem a criação de valor para os acionistas e a sociedade no longo prazo.</p>
<p>A declaração reconheceu o papel do imediatismo na condução de estratégias arriscadas que podem provocar colapso na economia. Os signatários concordaram que o capitalismo voltado para o longo prazo proporcionará significativa contribuição e estimularam os acionistas a serem mais pacientes em seus investimentos.”</p></blockquote>
<p>Kotler ressalta que existem muitos benefícios para empresas que adotam estratégias focadas no longo prazo, entre elas:</p>
<ul>
<li>Maior economia de custos com propaganda, originada pelo boca-a-boca feito por consumidores satisfeitos;</li>
<li>Melhores condições de trabalho, que aumentam a produtividade e reduzem gastos com treinamento formal uma vez que os funcionários tornam-se alinhados aos valores da empresa;</li>
<li>Aumento da receita com novas oportunidades de mercado, já que uma boa missão, visão e valores facilitam a entrada em novos mercados;</li>
<li>Aumento do valor da marca corporativa.</li>
</ul>
<p>Segundo o livro:</p>
<blockquote><p>“Para ser de longo prazo, a sustentabilidade precisa fazer parte da estratégia da empresa, que surge de sua missão, visão e valores. Os executivos precisam ver a sustentabilidade como uma fonte de vantagem competitiva que definirá a empresa, independentemente da concorrência. Isso será essencial para o marketing da visão corporativa junto aos acionistas.”</p></blockquote>
<p><strong>Marketing 3.0 na transformação social</strong><br />
A proposta do <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21824052/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Marketing 3.0&#8243;</a> é promover as mudanças que as pessoas precisam. Isso significa transformar o <em>“business as usual”</em> em negócio social:</p>
<blockquote><p>“Negócio social é uma expressão criada por Muhammad Yunus para descrever um empreendimento que gera lucros e, ao mesmo tempo, causa impacto na sociedade em que atua. Não é uma ONG nem uma fundação filantrópica.”</p></blockquote>
<p>Kotler destaca que, ao contrário do que muitos acreditam, a filantropia não promove a transformação social, mas a transformação social impulsiona a filantropia. Ações filantrópicas exercem apenas impacto imediato nos problemas sociais, mas não os resolvem.</p>
<p>Por isso, outra forma de lidar com os desafios sociais é o chamado marketing das causas, quando as empresas colocam sua intenção – e não só seu dinheiro – em causas específicas. Através de campanhas, elas promovem ações relacionadas à sua área de atuação como, por exemplo, a campanha “O câncer de mama no alvo da moda”, financiada pela Avon, cuja clientela é a principal vítima dessa doença.</p>
<p><strong>Em busca da sustentabilidade ambiental</strong><br />
Outra forma de promover transformações é através da sustentabilidade ambiental. De forma semelhante às marcas socialmente responsáveis, cerca de 73% dos consumidores são influenciados por marcas “verdes” e 15% estão dispostos a pagar mais por elas. Assim, quando a empresa decide atuar através da proteção à Mãe Natureza, pode assumir três papéis:</p>
<ul>
<li><strong>Inovador: </strong>cria produtos que podem ajudar a salvar o meio ambiente, ou seja, não agridem a natureza e são ecologicamente corretos;</li>
<li><strong>Investidor:</strong> financia projetos de pesquisa, alguns realizados por inovadores. Apesar da missão essencial da empresa não ser um negócio verde, os Investidores buscam um mundo mais verde e sustentável criando uma massa crítica de consumidores, tornando os produtos verdes comuns para eles;</li>
<li><strong>Propagador:</strong> busca criar uma consciência entre clientes, empregados e o grande público sobre a necessidade de preservação do meio ambiente. Assim, forma uma massa crítica que passará a optar pelos produtos do Inovador ou apoiarão a contribuição do Investidor.</li>
</ul>
<p><strong>Um novo marketing para um novo consumidor</strong><br />
Existe um conceito muito interessante sobre as corporações no documentário <a title="Veja o documentário" href="http://www.maiscommenos.net/blog/2009/06/the-corporation-%e2%80%9csem-alma-para-vender-sem-corpo-para-prender%e2%80%9d/" target="_blank">&#8220;The Corporation&#8221;</a>, de Mark Achbar, Jennifer Abbott &amp; Joel Bakan. Ele classifica as empresas como criações artificiais, inicialmente estruturadas para servir o bem comum. Mas, assim como Franskstein &#8211; uma criação artificial fictícia -, as corporações subjugaram seus criadores e se tornaram mais importantes do que eles.</p>
<p>Dessa forma, por muito tempo os interesses das organizações foram mais importantes do que as necessidades de pessoas, países e do planeta. O <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21824052/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Marketing 3.0&#8243;</a> vem na contramão dessa idéia, reconhecendo o poder do consumidor consciente na estratégia das organizações. Para entender melhor esse conceito, recomendo a leitura do artigo <a title="O poder do consumidor consciente" href="http://dinheirama.com/blog/2009/11/27/o-poder-do-consumidor-consciente/">&#8220;O Poder do Consumidor Consciente&#8221;</a>, aqui no <em>Dinheirama</em> .</p>
<p>Frases bonitas em quadros brilhantes deixam de ter importância; o fundamental é associar a missão, visão e valores da empresa com a mente, o coração e o espírito do homem. Do foco das organizações sai o lucro a qualquer custo e entra o ser humano. Assim, fica claro como nossas escolhas de consumo podem mudar o mundo.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Como ler os rótulos dos alimentos que consumimos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/05/03/como-ler-os-rotulos-dos-alimentos-que-consumimos/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 14:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Educação financeira significa qualidade de vida  o bem-estar está relacionado com nossos hábitos alimentares. Comece aprendendo sobre os rótulos dos alimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Como ler os rótulos dos alimentos que consumimos" src="http://dinheirama.com/files/2010/05/dinheirama_entendendo_rotulos_alimentos.jpg" alt="Como ler os rótulos dos alimentos que consumimos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Você costuma ler o rótulo dos alimentos que leva para casa? Pesquisa recente do Ministério da Saúde identificou que 70% das pessoas verificam os rótulos dos alimentos durante as compras, mas metade não compreende adequadamente os significados das informações. Educação financeira também passa por consumir de forma mais inteligente, levando em consideração <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cXVhbGlkYWRlK2RlK3ZpZGFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">qualidade de vida<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e hábitos saudáveis.</p>
<p>Além disso, levantamento do IBGE identificou que <a title="Brasileiros comem mais produtos industrializados" href="http://www.fomezero.gov.br/noticias/governo-construir-agenda-para-melhoria-na-qualidade-de-alimentos" target="_blank">a participação dos alimentos industrializados da dieta do brasileiro aumentou 82% entre 1974 e 2003</a>, o que indica uma forte mudança no comportamento alimentar da população. O consumo inadequado de alimentos traz despesas e problemas para toda a família, o que influencia no cotidiano financeiro.</p>
<p>Assim, com a participação significativa de itens processados em nossa dieta e sabendo da importância do consumo consciente para uma vida mais rica e tranquila, saber ler as informações dos rótulos é mais do que uma opção: é uma rotina saudável.</p>
<p><span id="more-4397"></span>Conheça os principais pontos a serem avaliados nos rótulos:</p>
<p><strong>Lista de Ingredientes<br />
</strong>A relação de ingredientes de um produto segue a ordem decrescente, isto é, o primeiro ingrediente da lista está em maior quantidade no produto e o último, em menor quantidade. Verificar os ingredientes que compõem um produto é importante para identificar o que estamos consumindo.</p>
<p><strong>Origem<br />
</strong>A origem do produto indica quem é o fabricante e onde o produto foi fabricado. Essas são informações importantes não só para conhecer a procedência de um item, como também para avaliar rapidamente a distância que um produto percorreu até à prateleira do mercado. Quanto maior a distância, maior os custos ambientais com o transporte do produto.</p>
<p><strong>Prazo de Validade<br />
</strong>Produtos com validade inferir a três meses devem informar, pelo menos, dia e mês de vencimento. Produtos com validade acima de três meses devem informar o mês e o ano. Atenção também para o estado das embalagens. Se apresentarem danos aparentes, como amassados, inchaço ou ferrugem, não adquira.</p>
<p>Para produtos congelados, observe se as embalagens estão úmidas ou com cristais de gelo no interior. Isso pode indicar que a refrigeração do estabelecimento não foi constante e que os produtos sofreram descongelamento.</p>
<p><strong>Conteúdo Líquido<br />
</strong>Deve indicar a quantidade total do produto contido na embalagem, podendo ser expresso em unidade de massa (quilo) ou volume (litro).</p>
<p><strong>Lote<br />
</strong>É uma referência importante, pois permite a rastreabilidade do processo produtivo. Se o produto apresentar algum problema, esse controle da produção permite analisar se a ocorrência foi pontual ou abrangeu todo o lote.</p>
<p><strong>Informação Nutricional Obrigatória<br />
</strong>Trata-se daquela tabela que apresenta as informações nutricionais do produto. Veja um exemplo:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2010/05/dinheirama_tabela_nutricional.png" alt="Exemplo de tabela - Informações Nutricionais" /></p>
<p>A leitura atenta desse item é importante para fazermos escolhas mais saudáveis. Na tabela deverão estar indicados:</p>
<ul>
<li><strong>Porção: </strong>quantidade média do alimento a ser consumido por uma pessoa sadia, de forma a manter uma alimentação saudável.</li>
<li><strong>Valores de referência:</strong> Cada nutriente apresenta um valor diferente para se calcular o %VD. Veja os valores diários de referência atualmente utilizados:
<ul>
<li>Valor energético: 2000kcal / 8.400kJ;</li>
<li>Carboidratos: 300g;</li>
<li>Proteínas: 75g;</li>
<li>Gorduras Totais: 55g;</li>
<li>Gorduras Saturadas: 22g;</li>
<li>Fibra Alimentar: 25g;</li>
<li>Sódio: 2400mg;</li>
<li>Não há valor diário para as gorduras trans.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Percentual de Valores Diários (%VD): </strong>percentual que indica a energia e os nutrientes que aquela porção representa segundo uma dieta de 2000 calorias.</li>
<li><strong>Medida Caseira:</strong> indica a porção de um alimento segundo uma medida usada pelo consumidor, tais como: fatias, unidades, pote, xícaras, copos, colheres de sopa. Informar a medida caseira é obrigatório.</li>
</ul>
<p><strong>O que significam os componentes da tabela nutricional?</strong><br />
Entenda o que significa cada componente da tabela:</p>
<p><strong>Valor Energético<br />
</strong>Corresponde à quantidade de energia produzida pelo nosso corpo a partir do consumo de carboidratos, proteínas e gorduras. É expresso em forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kj), sendo 1 kcal equivalente a 4,2 kj.</p>
<p><strong>Carboidratos<br />
</strong>São os componentes dos alimentos que fornecem energia para nossas células, principalmente para as células cerebrais, encontradas em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, entre outros.</p>
<p><strong>Proteínas<br />
</strong>São os componentes  dos  alimentos  usados na  construção  e  manutenção dos nossos órgãos, tecidos e células, encontrados nas carnes, ovos, leites e derivados, e nas leguminosas (feijões, soja e ervilha).</p>
<p><strong>Gorduras Totais<br />
</strong>As gorduras são as principais fontes de energia do corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K.</p>
<p><strong>Gorduras Saturadas<br />
</strong>São as gorduras provenientes de alimentos de origem animal, como carnes, queijos, leite integral, manteiga, entre outros. Devem ser consumidas de forma moderada, uma vez que seu consumo em grandes quantidades está associado ao desenvolvimento de doenças do coração.</p>
<p><strong>Gorduras Trans ou Ácidos Graxos Trans<br />
</strong>É a gordura presente em alimentos industrializados que utilizam gorduras vegetais hidrogenadas na sua preparação, tais como biscoitos, sorvetes, salgadinhos, entre outros. O consumo desse tipo de gordura deve ser mínimo pois, em grande quantidade, pode aumentar muito o risco do desenvolvimento de doenças do coração.</p>
<p><strong>Fibra Alimentar<br />
</strong>Presente nos alimentos de origem vegetal, a ingestão de fibras é fundamental para o bom funcionamento do intestino, além de retardar a digestão dos alimentos e promover uma maior sensação de saciedade.</p>
<p><strong>Sódio<br />
</strong>Presente tanto na cozinha quanto nos alimentos industrializados, seu consumo deve ser moderado, pois, em excesso, pode promover retenção de líquidos e um aumento na pressão arterial. Recentemente, Especialistas da Universidade de Harvard declaram guerra ao sal de cozinha. Segundo eles, o <a title="EUA declaram guerra ao sal de cozinha" href="http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/04/cientistas-de-harvard-nos-eua-declaram-guerra-ao-sal-de-cozinha.html" target="_blank">sódio é o maior culpado pela epidemia de hipertensão nos EUA</a> e que a doença deve afetar nove entre dez americanos.</p>
<p><strong>Como usar essas informações<br />
</strong>Algumas sugestões se aplicam a quase todos os tipos de hábitos alimentares:</p>
<ul>
<li>Leia o rótulo de vários produtos e faça comparações – observe a lista de ingredientes;</li>
<li>Prefira produtos cujos primeiros ingredientes da lista (aqueles em maior quantidade) não sejam itens como gorduras, óleos, sal, açúcar, sacarose, mel, melaço ou ainda outras formas de açúcar (por exemplo: maltose, lactose, glucose, frutose, dextrose, xarope de açúcar invertido);</li>
<li>Prefira alimentos com baixo %VD de gorduras saturadas, gorduras trans e sódio;</li>
<li>Opte por aqueles que apresentarem alto %VD de fibras alimentares.</li>
</ul>
<p>A dieta que adotamos precisa se adequar a hábitos e necessidades nutricionais, variando de acordo com o momento que estamos vivendo. Dessa forma, tão importante quanto identificar nossas necessidades nutricionais ou da nossa família é saber como escolher os alimentos mais adequados para cada um de nós.</p>
<p>Assim, para ter uma boa saúde nos dia de hoje, precisamos de uma alimentação equilibrada, hábitos saudáveis e, é claro, muita informação. Também não se esqueça dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YXRpdmlkYWRlK2YlRURzaWNhXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">exercícios físicos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Procure sempre profissionais qualificados para instruções neste sentido!</p>
<p><strong>Referência</strong><br />
<a title="Manual de Orientação aos Consumidores - ANVISA" href="http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/0b89590041816705ab05fbc509124714/manual_consumidor.pdf?MOD=AJPERES&amp;useDefaultText=0&amp;useDefaultDesc=0 " target="_blank">Manual de Orientação aos Consumidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dinheirama entrevista: Huáras Duarte, diretor da Omnis Mind</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/04/13/dinheirama-entrevista-huaras-duarte-diretor-da-omnis-mind/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2010/04/13/dinheirama-entrevista-huaras-duarte-diretor-da-omnis-mind/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 17:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[O aprendizado nas empresas é uma realidade no Brasil? Como lidar com as questões que envolvem o crescimento pessoal, o trabalho e a necessidade constante de aprendizado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama entrevista: Huáras Duarte, diretor da Omnis Mind" src="http://dinheirama.com/files/2010/04/dinheirama_entrevista_huaras_duarte.jpg" alt="Dinheirama entrevista: Huáras Duarte, diretor da Omnis Mind" hspace="2" vspace="2" align="left" />O aprendizado nas empresas é foco de diversos livros e artigos. Felizmente, o tema passa a ser tratado com mais seriedade nas empresas brasileiras, o que nos traz uma excelente oportunidade de conversar com um dos maiores especialistas no tema. Nosso papo hoje é com <strong>Huáras Duarte</strong>, Coach e Diretor da <a title="Conheça a Omnis Mind" href="http://www.omnismind.com.br" target="_blank"><strong>Omnis Mind</strong></a>, formado em Engenharia Mecânica pela Faculdade de Engenharia Industrial e em Administração de Empresas pelo Instituto Mackenzie.</p>
<p>Nas empresas que trabalhou, Huáras desenvolveu diversos trabalhos na área de treinamento, é Trainer em Programação Neurolinguística (<a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/UE5MXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-48">PNL<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>) e introdutor da técnica PhotoReading no Brasil, sendo o único brasileiro certificado como <em>PhotoReading Master Instructor</em>. É consultor nas áreas de <em>Brain-Based Learning</em> (Bases Neurológicas do Aprendizado) e <em>Accelerated Learning</em>. Formado em Coaching Integrado pela ICI, atua como coach executivo em empresas nacionais e multinacionais, e também atende como coach pessoal.</p>
<p><strong>De onde surgiu a idéia de criar uma empresa voltada para a aprendizagem e o crescimento pessoal?</strong></p>
<p><strong>Huáras Duarte:</strong> A Omnis Mind surgiu em um momento em que eu tinha acabado de desistir da engenharia. Trabalhei como engenheiro por quase 10 anos e, em um dado momento, não estava mais satisfeito. Mas também não estava fazendo alguma coisa para mudar a situação. Foi quando a empresa faliu. Ou seja, a vida me empurrou.</p>
<p><span id="more-4310"></span>Foi uma fase da minha vida profissional em que fiquei procurando o que fazer. De uma coisa tinha certeza: não queria mais a área técnica. Queria algo diferente, mas não sabia o que era. Foi quando entrei na área de PNL, fiz curso e investi em formação. Foi dentro dessa área que conheci, através de uma reportagem com o Paul Scheele, o PhotoReading. E aquilo me interessou. Fui para os Estados Unidos e conheci o curso de dois dias. Gostei da técnica e comecei aplicar. Então decidi fazer a formação para instrutor.</p>
<p>Durante o aprendizado do método, percebi que PhotoReading não era só uma técnica, mas estava ligado a algo maior. Era exatamente sobre como acelerar o aprendizado. E isso me fascinou. Estava cada vez mais claro como aquilo era importante para as pessoas. Mesmo tento foco em leitura, em materiais escritos, percebi como aquelas ferramentas criavam uma mudança de paradigma, aplicável em qualquer situação.</p>
<p>Quando comecei com as atividades de PhotoReading, decidi criar uma empresa com o objetivo principal de facilitar o aprendizado. Desde o início, quis oferecer PhotoReading, outras estratégias, mapas mentais e tudo que pudesse contribuir com o aprendizado mais rápido. Por isso, também criei outro curso, o “Aprender a aprender”. Trabalhei um bom tempo com essas ferramentas.</p>
<p>Mas, junto com esse meu background em PNL, foi natural evoluir do campo do aprendizado para o do desenvolvimento. Na verdade, o desenvolvimento pessoal não deixa de ser um aprendizado, só que mais voltado para a vida. Foi nesse desenvolvimento que comecei a entrar em contato com outros profissionais, buscando novas atividades para o desenvolvimento pessoal. A principal dessas foi o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Q29hY2hpbmdfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">Coaching<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</p>
<p>Fiz a formação, trabalhei com a organização do curso e comecei a oferecer o serviço de Coaching como complemento, uma vez que ajuda usar na prática o que se aprendeu. Depois, foi natural entrar outros cursos, como o “Desbloqueio para aprender idiomas”, com o Valter Herman, alguns cursos mais específicos de Coaching, Programação Neurolinguística, entre outros.</p>
<p>Atualmente, também estamos trazendo o foco para a pessoa e a espiritualidade. Precisamos aprender a ser melhores para atuar no mundo &#8211; e isso é o que eu chamo de espiritualidade. Olhando as nossas conexões com os outros seres, com a Força Maior, vamos crescer em sintonia com todas as outras pessoas, seres e com o universo.</p>
<p><strong>O que diferencia a Omnis Mind de outras empresas voltadas para o aperfeiçoamento pessoal?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> Nosso foco é em como a pessoa pode ser melhor. Ser um indivíduo, um ser humano melhor. E pensando em aprendizado, não são só técnicas. É preciso aprender a pensar de forma diferente. Isso é crescimento. Mudar, não só pelo conhecimento, mas sim pela forma como se lida com as coisas. No caso específico do PhotoReading, que é composto por várias técnicas, isso não é o principal. O principal é que a pessoa cresça dentro de uma visão mais ampla do mundo para poder usar melhor suas próprias capacidades.</p>
<p><strong>O que você acredita ser mais importante no processo de aprendizagem?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> É importante que a pessoa saiba o que quer. Quando alguém estabelece objetivos, não o faz pensando em si mesmo, mas na busca pelo reconhecimento das outras pessoas. Muitos dos objetivos que as pessoas colocam são para satisfazer algo externo. Quando proponho a criação de objetivos, sempre pergunto: o que você realmente deseja?</p>
<p>Não importa a profissão que escolheu ou o quanto você ganha, mas se isso traz satisfação para a sua vida. Essa é a grande mudança, algo que podemos chamar de desenvolvimento pessoal. Não saber mais. Ter informação não quer dizer que você seja inteligente. É preciso saber aplicá-las e essa é a diferença.</p>
<p><strong>Nesse contexto, qual a sua opinião em relação à teoria das inteligências múltiplas, de Howard Gardner?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> A teoria das inteligências múltiplas, de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/SG93YXJkK0dhcmRuZXJfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-64">Howard Gardner<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, é uma das bases do curso “Aprender a aprender”. Gosto muito dessa visão, pois oferece muito mais flexibilidade. A pessoa começa a reconhecer que pode ter várias habilidades, que inteligência não é uma habilidade única e que pode ter inteligências, ou habilidades, em áreas diferentes. Por exemplo, alguém com grande habilidade para lidar com números pode ter dificuldades para perceber espaços, para se localizar espacialmente. Mas essa é uma habilidade que pode ser desenvolvida.</p>
<p><strong>Conhecer as habilidades predominantes ajuda a melhorar a forma de aprender?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> Reconhecendo o que você tem de pontos fortes e quais são seus pontos fracos ajuda a, no caso das habilidades fracas, a decidir o que desenvolver. O forte, você pode aprender a usar da maneira que quiser, com mais eficiência e resultados.</p>
<p><strong>Então é possível desenvolver habilidades que não sejam predominantes?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> Sim. O ser humano foi “desenhado” &#8211; vamos por dessa maneira &#8211; para aprender. Ele tem duas funções básicas: sobrevivência e aprendizado. Se você tem as suas necessidades básicas atendidas, a necessidade de sobrevivência está atendida. Então passamos para a necessidade de aprender. A vida é um aprendizado constante e, quando paramos de aprender, deixamos de viver. E não estou falando de fazer mestrado ou doutorado. Falo do aprendizado que nos possibilita adquirir experiência para a própria vida. E você tem à disposição várias ferramentas capazes de auxiliar neste processo.</p>
<p><strong>Dentre as ferramentas disponíveis e que você conhece, qual recomenda para melhorar a aprendizagem?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> Em relação ao aprendizado, o PhotoReading é uma excelente ferramenta. Não só para quem está estudando, como também para os profissionais no dia-a-dia. Hoje, estar bem informado é uma necessidade do mundo corporativo e muitas dessas informações estão no formato escrito. Todo dia, surgem teorias novas, métodos novos, técnicas novas de engenharia, de vendas, de relacionamento com clientes.</p>
<p>Enfim, em todas as áreas aparece algo novo a todo instante. Por isso, o PhotoReading é uma excelente ferramenta para lidar com essas informações e se manter em dia. Para o estudante, é excelente para estudar e para se organizar. Se estiver se preparando para um concurso público, vai ajudar demais na sua organização, foco, além de ter técnicas que são bem eficientes para captar melhor a essência do que se está lendo.</p>
<p><strong>Você pode nos dar uma visão geral sobre como funciona o PhotoReading?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> O método do PhotoReading tem como base o modo como nós aprendemos. O cérebro lida com a informação em dois níveis: consciente e não consciente, onde o não consciente é a maior base que nós temos de informação. Ele processa muito mais informações do que no nível consciente, que é linear. Então, o objetivo é que se consiga lidar com os dois níveis.</p>
<p>Por isso, existem ferramentas para lidar com o nível não consciente e ferramentas para lidar com o nível consciente, sendo que a melhor ordem para se lidar com as informações não é de forma linear, como nós aprendemos, e sim trabalhando a informação do todo para a parte. Primeiro, tem-se uma referência, uma visão geral da informação, para só depois buscar os detalhes. Mas não quaisquer detalhes, e sim aqueles que são importantes para você. Aqui entra o objetivo.</p>
<p>Basicamente, lidamos com as informações em dois níveis, o consciente e não consciente, onde o consciente precisa saber o que você quer a partir de uma visão geral. Juntando todas as técnicas, temos o aprendizado que desejamos, mesmo de maneira não consciente. Na verdade, o não consciente estimula a intuição, que dá suporte ao raciocínio.</p>
<p><strong>Mas o que diferencia as técnicas do PhotoReading daquelas usadas pela leitura dinâmica?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> A leitura dinâmica compreende ler um livro da forma tradicional visualizando o texto e não subvocalizando-o (lendo-o mentalmente).  E se faz isso do início ao fim, usando técnicas de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVtb3JpemElRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">memorização<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para lembrar de partes específicas do texto. Aqui, temos como foco o livro. Ficamos presos a ele.</p>
<p>No método PhotoReading, temos mais liberdade, pois a parte mais importante do processo de leitura é o leitor e não o livro. O leitor que é responsável pela informação e pelo aprendizado. Então, o objetivo é o leitor, e não o livro. Cabe a ele definir o que é importante. Em função disso é que ele vai saber como se relacionar com aquela informação, que pode até extrapolar um livro e ir para outros. O importante é o que o leitor quer, e não mais o que aquela simples leitura oferece.</p>
<p><strong>Essa é uma grande mudança. Estamos muito acostumados aos outros nos dizerem o que fazer ou o que ler. Não será a definição de objetivos uma das dificuldades em relação à aceitação do método?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> Isso foi algo que aprendi quando comecei a fazer Coaching. Esse trabalho tem o objetivo de ajudar a pessoa a ser responsável por sua vida. E, dentro da vida, existe o aprendizado. Logo, cada um é responsável pelo seu aprendizado. Sou eu que preciso definir o que quero aprender e não os outros.</p>
<p>Ter uma referência ajuda, mas no final a decisão é sempre da pessoa. E ter uma visão geral do conteúdo vai ajudar na decisão de se aprofundar, ou não. Hoje, a maior dificuldade da aprendizagem é o tempo. Não temos mais tempo disponível e precisamos fazer em cinco minutos o que antes faríamos em uma hora.</p>
<p><strong>Você comentou que o mundo mudou, mas nossos métodos de aprendizagem continuam os mesmos. Será por isso que temos mais dificuldades em lidar com essas mudanças?</strong></p>
<p><strong>HD:</strong> Sim. Todo mundo está com problemas porque os métodos tradicionais não funcionam mais. A pessoa acha que não tem capacidade, sem perceber que o problema está no método. Capacidade todos temos.</p>
<p>Crédito da foto: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reciclagem: o que pode e o que não pode?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/03/26/reciclagem-o-que-pode-e-o-que-nao-pode/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 15:48:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[despesa]]></category>
		<category><![CDATA[longo prazo]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabe que a reciclagem é importante, mas não tem idéia de que produtos podem ser reciclados e como este processo acontece? Entenda a reciclagem de forma definitiva.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Reciclagem: o que pode e o que não pode?" src="http://dinheirama.com/files/2010/03/dinheirama_reciclagem_pode_nao_pode.jpg" alt="Reciclagem: o que pode e o que não pode?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Antes, durante ou depois de fazermos nossas compras, uma questão que gera muitas dúvidas é como descartar o lixo gerado com o nosso consumo. Com tantos materiais diferentes, como saber o que separar para reciclagem e o que enviar para o aterro sanitário? Além de saber quais são os tipos de resíduos recicláveis, é importante saber quais deles podem realmente ser reciclados.</p>
<p>Isso não só para dar a destinação correta, como também para evitar gerar resíduos que não sejam recicláveis. Assim, veja abaixo o que pode e o que não pode ser reciclado:</p>
<p><strong>1. Papel e/ou papelão </strong></p>
<ul>
<li><strong>Reciclamos:</strong> jornais e revistas, livros, folhas de caderno, formulários de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/UENfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-48">computador<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, caixas em geral, aparas de papel, fotocópias, envelopes, rascunhos, cartazes velhos, papel cartão, embalagens longa vida, listas telefônicas, papel de fax;</li>
<li><strong>Não reciclamos:</strong> etiquetas adesivas, papel carbono e celofane, fita crepe, papéis sanitários, papéis metalizados, papéis parafinados, papéis plastificados, guardanapos, “bitucas” de cigarro, fotografias.</li>
</ul>
<p><span id="more-4208"></span><strong>2. Produtos metalizados</strong></p>
<ul>
<li><strong>Reciclamos: </strong>folha-de-flandres, tampinha de garrafa, latas de óleo, leite em pó e conservas, latas de refrigerante, cerveja e suco, alumínio, embalagens metálicas de congelados;</li>
<li><strong>Não reciclamos: </strong>clips, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos.</li>
</ul>
<p><strong>3. Plástico</strong></p>
<ul>
<li><strong>Reciclamos:</strong> canos e tubos, sacos, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Q0RfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-48">CD<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>s, disquetes, embalagens de margarina e produtos de limpeza, embalagens PET: refrigerante, suco e óleo de cozinha, plásticos em geral;</li>
<li><strong>Não reciclamos: </strong>cabos de panela, tomadas, plásticos termofixos (usados na indústria eletro-eletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos), embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos), isopor.</li>
</ul>
<p><strong>4. Vidro</strong></p>
<ul>
<li><strong>Reciclamos:</strong> recipientes em geral, garrafas e copos;</li>
<li><strong>Não reciclamos:</strong> espelhos, vidros planos e cristais, cerâmicas e porcelanas, tubos de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VFZfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-48">TV<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>s e computadores.</li>
</ul>
<p><strong>5. Outros</strong></p>
<p><strong>5.1. Eletrônicos:</strong> a reciclagem desses itens é trabalhosa, uma vez que são compostos por vários tipos de materiais, incluindo itens tóxicos como mercúrio, chumbo e refrigerantes químicos. Mas se os produtos forem adequadamente desmontados, seus componentes podem ser separados para destinação ou reaproveitamento.</p>
<p><strong>5.2. Pneus usados: </strong>podem ser usados para os mais diferentes fins, desde sandálias até asfalto. O importante é descartá-los corretamente, inclusive denunciando quem faz queima desses resíduos.</p>
<p><strong>5.3. Óleo de cozinha:</strong> jogar o óleo usado na pia é uma péssima idéia. Ele permanece no encanamento e causa entupimentos. Sem um sistema de tratamento de esgoto, acaba em rios e represas, impermeabiliza o solo e entra em decomposição, soltando gás metano, um dos grandes vilões do efeito estufa. Por isso, devemos guardar o óleo usado em garrafas para depois dar a destinação adequada, que pode ser a solução caseira de fazer sabão (indico o artigo <a title="Faça sabão ecológico em casa" href="http://drang.com.br/blog/2009/08/faca-sabao-ecologico-em-casa/" target="_blank">“Faça sabão ecológico em casa”</a>, da querida <strong>Denise Rangel</strong> da <a title="Rede Ecoblogs" href="http://www.ecoblogs.com.br/" target="_blank">Rede Ecoblogs</a>). Mas se não tiver tempo para isso, procure empresas ou pessoas que trabalhem com essa reciclagem. Seu óleo usado pode se transformar até em biodiesel.</p>
<p><strong>5.4. Lixo orgânico: </strong>cerca de 1/3 de todo alimento comprado vai para o lixo. Sem trocadilhos, é dinheiro que jogamos diretamente no lixo! Para mudar esse quadro, é preciso rever conceitos e adotar novos hábitos, como planejar o cardápio com antecedência, aumentar a freqüência das compras e diminuir as quantidades. Já os resíduos que são inevitáveis (cascas, talos, sementes) podem ser usados de duas formas: em receitas com aproveitamento total dos alimentos ou por meio de compostagem doméstica (para saber mais, veja o artigo <a title="Como fazer um minhocário doméstico" href="http://www.maiscommenos.net/blog/2009/04/como-fazer-um-minhocario-domestico/" target="_blank">“Como fazer um minhocário doméstico”</a> no <a title="Blog Mais com Menos" href="http://www.maiscommenos.net/" target="_blank">Mais Com Menos</a>). Além de reduzir a quantidade de lixo doméstico, gera-se um excelente adubo orgânico. E de graça!</p>
<p><strong>5.5. Fraldas descartáveis: </strong>apesar de práticas, em torno de 17 milhões de fraldas são descartadas por dia no Brasil.  E elas levam cerca de 500 anos para se decompor! Já existem algumas iniciativas em busca de reciclar esses resíduos, mas, seguindo os 4Rs, também precisamos investir na redução. Por isso, uma opção ecológica e econômica são as fraldas de pano. É possível encontrar modelos bonitos, que imitam o formato das fraldas descartáveis, e possuem grande durabilidade. Se não podemos substituir totalmente os modelos descartáveis, usar as fraldas de pano aos finais de semana ou quando for possível já é um bom começo.</p>
<p><strong>As cores da reciclagem<br />
</strong>Certamente você já deve ter visto recipientes para separação do lixo, mas sempre surge aquela dúvida sobre a cor de cada tipo de resíduo. Assim, segue um resumo do assunto:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2010/03/dinheirama_cores_reciclagem.png" alt="Cores da Reciclagem" /></p>
<p><strong>Reciclar é bom!<br />
</strong>Você sabia que uma tonelada de papel reciclado evita o corte de 15 a 20 árvores, economiza 50% de energia elétrica e 10 mil m3 de água? E que uma tonelada de alumínio reciclado evita a extração de 5 toneladas de minério? Além disso, 100 toneladas de aço reciclado poupam 27 kWh de energia elétrica e 5 árvores usadas como carvão no processamento de minério de ferro, assim como 100 toneladas de plástico reciclado evitam a extração de 1 tonelada de petróleo.</p>
<p>O reaproveitamento de materiais é bom para o meio ambiente e para a sociedade, gera empregos e cria oportunidades de negócio. E você? Já separa o lixo para reciclagem? Tem alguma boa prática para contar? Aproveite os comentários e compartilhe com a gente.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Impactos sociais e ambientais do consumo</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 14:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Você tem idéia dos impactos provocados pelos seus hábitos de consumo? O consumidor consciente se preocupa com esse aspecto e leva em conta o meio ambiente em suas decisões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Impactos sociais e ambientais do consumo" src="http://dinheirama.com/files/2010/03/dinheirama_impacto_consumo_dinheiro_natureza.jpg" alt="Impactos sociais e ambientais do consumo" hspace="2" vspace="2" align="left" />Após <a title="A melhor escolha do produto e a necessidade de comprar" href="http://dinheirama.com/blog/2010/02/04/a-melhor-escolha-do-produto-e-a-necessidade-de-comprar/">definir uma necessidade de consumo</a> e <a title="Escolhendo produtos através da relação custo/benefício" href="http://dinheirama.com/blog/2010/02/25/escolhendo-produtos-atraves-da-relacao-custobeneficio/">escolher um produto através da relação custo/benefício</a>, é o momento de considerar alguns aspectos inseridos em nossas escolhas, mas que nem sempre conseguimos perceber. Conforme discorri no artigo <a title="Inteligência Ecológica - O impacto do que consumimos" href="http://dinheirama.com/blog/2010/02/11/inteligencia-ecologica-o-impacto-do-que-consumimos/" target="_blank">“Inteligência Ecológica – o impacto do que consumimos”</a>, quando olhamos para um produto nem sempre conseguimos perceber a cadeia de impactos que está por trás ou associada a ele.</p>
<p>Por essa razão, reuni a seguir os pontos mais importantes relativos aos impactos do consumo relacionados à sociedade e ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVpbythbWJpZW50ZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">meio ambiente<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Embora não esgotem a questão, o uso desses itens no dia-a-dia pode representar uma grande mudança na forma como nos relacionamos com nosso consumo.</p>
<p><strong>Aspectos sociais: o que considerar?<br />
</strong>Primeiro, adquira sempre produtos originais e exija nota fiscal. Somente através do comércio legal pode-se buscar igualdade nas competições de mercado. Verifique onde o produto foi fabricado. Quanto mais próximo de nossa casa, melhor. Ao comprar um produto oriundo da economia local, estamos ajudando a fortalecer essas empresas e colaborando para o desenvolvimento da região. Verificar a origem é importante também para evitar produtos de regiões ou países com práticas sociais inadequadas.</p>
<p><span id="more-4132"></span>Opte por produtos oriundos da economia verde e avalie adotar algumas de suas práticas. Produtos com o selo “fair trade” garantem que sua produção promoveu relações de comércio mais justas e solidárias. Redes ou cooperativas de consumidores facilitam o acesso a produtos orgânicos com um preço acessível. E feiras de troca mostram ser possível existir relações comerciais que não se baseiam em dinheiro.</p>
<p>Além disso, pesquise as práticas de responsabilidade social das empresas. Isto é, verifique se adquirem matéria-prima e componentes a um preço justo (sem usar o poder de barganha para levar vantagens sobre pequenos produtores), se não usam mão-de-obra infantil ou escrava (direta ou indiretamente), se respeitam acordos coletivos, se estão em dia com impostos e taxas, se pagam os funcionários em dia, se têm boas práticas em <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2VzdCVFM28rZGUrcGVzc29hc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">gestão de pessoas<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, se compartilham com a comunidade parte de seus lucros em forma de programas e ações sociais, entre outras coisas.</p>
<p>Devemos também fazer uso das <a title="Leia a matéria no Estadão" href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tse-barra-doacoes-ocultas-e-aprova-certidao-criminal,518803,0.htm" target="_blank">novas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação a doações para campanhas</a>. Antes, só os candidatos conheciam seus financiadores. Agora, todos nós podemos conhecer (pelo menos, esperamos que sim).  Essa é uma questão social muito importante, já que a influência de empresas e organizações sobre o processo democrático pode distorcer o papel do Estado. Acompanhe e fiscalize, pois, antes de qualquer outra atividade, um político deve defender os interesses das pessoas que o elegeram.</p>
<p><strong>Impactos ambientais: o que avaliar?<br />
</strong>Busque conhecer as práticas de responsabilidade ambiental das empresas, principalmente daqueles produtos que você adquire regularmente. Avalie se ela reconhece o impacto do seu negócio, busca reduzi-lo por meio de processos mais modernos e trabalha para compensá-lo por meio de ações concretas. Sempre que possível, escolha produtos com certificados que indiquem compromisso com o meio ambiente &#8211; conheça os principais selos de certificação no portal <a title="Certificações - Planeta Orgânico" href="http://www.planetaorganico.com.br/qcertif.htm" target="_blank">Planeta Orgânico</a>. Ao consumir produtos certificados, ajudamos a fortalecer esse mercado.</p>
<p>Escolha produtos feitos com materiais que não agridem o ser humano, os animais e o meio ambiente. Observe se a maior parte dos componentes são naturais ou orgânicos, atóxicos, renováveis e/ou recicláveis. Não podemos esquecer que após ter esgotada sua utilidade, um item pode retornar à natureza. Por isso, é importante que seus componentes não causem contaminações.</p>
<p>Verifique a durabilidade e a possibilidade de reparo de bens duráveis. As principais matérias-prima desses itens são petróleo e cobre, dois recursos não renováveis. Além disso, só consumo de bens duráveis eletrônicos descartam cerca de 65.000 toneladas de lixo perigoso ao ano. Observe a embalagem dos produtos que compra. Embora a grande maioria seja reciclável, repensar e reduzir a geração ainda é o melhor negócio.</p>
<p>Escolha eletrodomésticos e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWxldHIlRjRuaWNvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">eletrônicos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> de baixo consumo energético. O aumento da demanda por energia tem sido a grande discussão que coloca em campos opostos o crescimento econômico e a preservação dos recursos naturais, embora devessem estar do mesmo lado. Não é possível crescer sem energia, como também não é possível viver sem recursos oriundos da natureza. Por essa razão, eficiência energética é fundamental.</p>
<p>Avalie o quanto um produto viajou para chegar até você. Quanto menor a distância entre o fabricante e o consumidor, menor será a necessidade de consumo de combustíveis fósseis e a emissão de gases do efeito estufa (oriundos do transporte). Considere sempre a possibilidade de comprar itens de segunda mão. Livros, roupas, móveis, acessórios e até artigos para construção podem ser encontrados em bom estado a preços acessíveis. Reaproveitar produtos em bom estado reduz o impacto tanto na produção quanto na geração de resíduos.</p>
<p>Verifique se os itens de que necessita existem em versão virtual, como no caso de livros, revistas, músicas e outros. Vários são os benefícios dessa escolha, desde economizar a matéria-prima necessária na produção até evitar as emissões de gases oriundos do transporte. Reduzir o desperdício de alimentos também faz parte de uma boa compra. Por isso, o ideal é planejar o cardápio e fazer mais compras semanais. A adoção dessa prática propicia mais itens frescos e saborosos, compras em menor quantidade e evita que os alimentos estraguem na geladeira ou na despensa.</p>
<p><strong>Considerações<br />
</strong>Como disse antes, os pontos apresentados nem de longe esgotam o assunto. Existem muitas outras relações de causa-efeito que não conhecemos, principalmente aquelas que ficam distantes do nosso dia-a-dia. Tudo se relaciona com tudo, até mesmo fatos que inicialmente se apresentam isolados. Por essas e outras razões é tão difícil encontrar processos e produtos realmente sustentáveis.</p>
<p>Mas devemos seguir em frente. Os mercados mudam para se adequar às necessidades dos consumidores. Então, quando agimos como <a title="Consumidor Consciente" href="http://www.consumidorconsciente.org/BR/" target="_blank">consumidores conscientes</a>, influenciamos os mercados para que sejam mais justos e solidários. Você pode escolher fazer parte de uma mudança ou esperar que nada de pior aconteça. Ser proativo ou apenas seguir no piloto automático. O que prefere?</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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