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Inflação, dólar, Bovespa e o fim do primeiro semestre

Publicado por Ricardo Pereira em 02.7.2008 na seção Economia Geral

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Chega ao fim o primeiro semestreAcabou o primeiro semestre de 2008, um período marcado pela forte instabilidade do mercado financeiro[bb] e que mexeu com o ânimo dos investidores, aqui e lá fora. Que lições podemos tirar desse período turbulento que freou, por exemplo, muitos anos de alta da Bovespa? O dólar, cada vez mais desvalorizado frente ao real, vai continuar se corroendo? E a inflação?

Uma nova realidade?
Se a instabilidade foi a marca registrada nos primeiros seis meses do ano, ao menos tivemos uma boa notícia (ou pelo menos a confirmação de uma nova realidade no Brasil): alcançamos o tão sonhado grau de investimento. O grande problema é que ele chegou acompanhado de inflação e juros mais altos.

Diante deste cenário, a Bolsa de Valores de São Paulo, no primeiro semestre, rentabilidade de 1,77% (Ibovespa). Como comparação, no mesmo período a velha caderneta de poupança valorizou-se cerca de 3%. Mas calma, esse é um retrato da situação, a representação de um fato, não uma comparação justa ou tira-teima entre o melhor/pior investimento.

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A simples realidade da tributação brasileira

Publicado por Conrado Navarro em 30.6.2008 na seção Economia Geral

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O Brasileiro e os impostosO Brasil é conhecido mundialmente por centenas de coisas positivas, como a rica mistura cultural, a hospitalidade e, de uns tempos pra cá, pelo bom ambiente para os negócios[bb]. Ops, a palavra-chave negócios, independente do momento, é também responsável por aquele que é tido como um dos mais graves entraves ao crescimento do país: a alta carga tributária. É imposto para todo lado, para tudo e para todos.

Empresário ou apenas consumidor, o brasileiro reclama dos altos impostos cobrados em produtos e serviços. Com razão. O país, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, arrecada muito, mas parece pouco eficiente na utilização desses recursos. Você sabe quanto os impostos representam ao fazer suas compras? Quanto do valor do carro popular zero quilômetro é tomado pelos impostos? E uma simples lata de refrigerante?

Isso traz outro questionamento importante: em se tratando de impostos, será que os governos fazem bom uso da arrecadação? O exercício de cidadania proposto a partir destas perguntas faz falta aos empresários brasileiros que abrem seus negócios sem levar em conta o impacto tributário. O mesmo acontece com o simples consumidor. Afinal, quem somos nós diante dos impostos?

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O Brasil dos rankings, números e desafios

Publicado por Conrado Navarro em 19.6.2008 na seção Economia Geral

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O Brasil dos rankings, números e desafiosDe uma forma geral, todos gostamos de rankings. É uma forma simples de entender e interpretar se vamos bem ou mal em determinada área. Seja nos resultados do vestibular, na tabela das melhores seleções da Fifa, nas classificações dos esportes[bb] profissionais ou no simples jornal do dia-a-dia, o ranking baliza e compara o universo de diversas entidades.

O Brasil figura em muitos rankings, mas nem sempre em posições interessantes e que mereçam nossos aplausos. O importante é que, independente dos resultados, os números sempre incitam reflexões. Que tal começar com as perguntas feitas por Yoshiaki Nakano, ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, em recente artigo publicado na Folha de S. Paulo:

“Será que algum dia o povo brasileiro poderá desfrutar do mesmo padrão de vida dos atuais países desenvolvidos? Quando, e como, vamos alcançar e ser tão ricos quanto os países desenvolvidos?”

Responder às perguntas é um desafio e tanto. Uma comissão internacional, liderada pelo Prêmio Nobel de Economia Michael Spence e apoiada pelo Banco Mundial encontrou 13 países que foram capazes de crescer 7% ao ano ou mais por 25 anos. O Brasil está entre eles, mas tal potencial esfriou a partir de 1980.

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Henrique Meirelles, investimentos e juros altos

Publicado por Ricardo Pereira em 18.6.2008 na seção Economia Geral

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Alta dos juros e o seu bolsoNa última segunda feira, dia 16/06, participei, como editor de economia do Dinheirama, da cobertura da entrevista dada pelo presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao programa Roda Viva (TV Cultura), comandado pela jornalista Lilliam Witte Fibe. Assistir ao programa ao vivo e interagir com os participantes trouxe excelentes insights para o artigo de hoje.

Durante o programa, deixei minhas impressões e opiniões disponíveis a todos através do meu perfil no Twitter. Também comentei um pouco do que acontecia nos bastidores - ouso dizer que, algumas vezes, durante os intervalos foram ditas coisas mais interessantes que durante o programa. Aliás, algum leitor acompanhou a entrevista na TV Cultura? O que você achou?

De uma maneira geral, a experiência foi maravilhosa. Mais uma vez aprendi muito e tive a oportunidade de estar próximo da maior autoridade econômica[bb] do país. Figura ímpar que, diga-se de passagem, colocou os jornalistas “no bolso” durante o programa. As perguntas foram muito focadas nas altas taxas de juros. Temas importantes, como a dívida brasileira e os gastos públicos, acabaram ficando fora da pauta.

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Os ciclos brasileiros e alta da taxa Selic

Publicado por Ricardo Pereira em 11.6.2008 na seção Economia Geral

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O ciclo de alta da SelicVocê já reparou que os juros estão em queda no Brasil? Calma leitor, não estou louco! Escrevo como investidor[bb], aquele que sempre encara o tempo, o longo prazo. No inicio do governo Lula (fevereiro de 2003) tivemos um pico de 26,5% na taxa Selic. Você se lembra? Pois é, aquele foi o primeiro ciclo de alta dos juros da gestão de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central.

De lá para cá, especialmente em maio de 2005, registramos o pico do segundo ciclo de alta, com a taxa de juros chegando a 19,75% e recuado até os 16%. Até os dois últimos aumentos, chegamos aos juros mais baixos desde a chegada do Plano Real: 11,25% ao ano. Agora estamos com 12,25% e a expectativa geral no mercado é que este terceiro ciclo de alta nos juros faça a taxa subir até os 14% ainda este ano, voltando para a casa de 12% no ano que vem.

A taxa ainda está alta? Provavelmente sim, diriam alguns mais cautelosos. Certamente sim, diriam alguns mais extremistas. O aumento é pontual e visa controlar a inflação, diriam alguns mais informados. Não há unanimidade, o que é interessante em uma democracia. Mas, ainda acho alta a taxa se levarmos em conta os demais países em desenvolvimento.

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