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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Economia Geral</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Economia Geral</title>
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		<title>Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/10/nos-e-o-pib-do-brasil-o-que-se-espera-da-sexta-economia-mundial/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 18:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como a notícia de que o Brasil é agora a sexta maior economia do mundo afeta nossa relação com o PIB do Brasil? O que esperar de uma potência econômica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_nos_e_o_PIB_Brasil_o_que_se_espera_sexta_economia_mundial.jpg" alt="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" align="left" hspace="2" vspace="2" /></p>
<p>Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, antes de discutirmos nosso salto econômico, sugiro uma breve introdução, onde aproveito para me recordar (como se fosse ontem) do anuncio que colocava <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">o Brasil como a sétima economia mundial</a>. Ocorreu precisamente na semana que antecedeu o carnaval de 2011, quando, sob um verão escaldante, observávamos de longe (por meio das notícias da imprensa internacional) a teimosia do rigoroso inverno econômico europeu – onde já se notava com clareza os primeiros contornos da crise crônica na qual o antigo continente se meteu.</p>
<p><strong>Os grandes também caem. E seus tombos são feios&#8230;</strong><br />
Na sequência, assistimos aturdidos a uma das mais excepcionais derrocadas já vistas envolvendo até então sólidas, poderosas e orgulhosas potências mundiais. Sem dúvida, um espetáculo triste e arrepiante, não apenas pelos fatos em si, mas pelo contexto panorâmico e conjuntural, sem saída, com pouquíssimas alternativas disponíveis e sem que uma profunda ferida política e social começasse a arder.</p>
<p>Vimos os grandes naufragarem, lutando com uma administração tomada pelo alarmante componente da insistência em uma governança em frangalhos, onde abordagens superficiais e repletas de retórica pouco serviram para aplacar diferenças e costurar um acordo regional que oferecesse não apenas tranquilidade aos mercados, mas esperança em uma retomada sólida e tracionada.</p>
<p><span id="more-7011"></span>Enfim, um filme de enredo melancólico. A desesperança foi soterrando, pouco a pouco, aquilo que durante anos foi a principal referência de modelo social, econômico e político: o modelo europeu ocidental. Mas a tristeza mais dolorida é aquela sentida por aqueles que deixaram as oportunidades escaparem entre os dedos, com desperdício do tempo e inexistência do senso de urgência.</p>
<p>No caso europeu, à luz do conhecimento da bagunça que tomou conta dos seus mercados financeiros, hoje não é difícil imaginar que há muito o abismo vinha sendo construído, seja pelo excesso de desregulamentação, seja pela soberba que anos e anos de bonança podem acarretar, ou quem sabe pela preguiça em impor um ponto de inflexão para um mecanismo de benefícios sociais que simplesmente não poderiam se sustentar no horizonte distante.</p>
<p>Algo difícil de explicar, também concordo. Em 2008, logo após o estouro da crise, em uma cerimônia com vários economistas e especialistas, a <a title="Leia mais no Diário do Grande ABC" href="http://www.dgabc.com.br/News/1067566/rainha-elizabeth-pede-explicacoes-sobre-crise-financeira.aspx" target="_blank">Rainha Elizabeth II questionou a todos</a> com a seguinte expressão: <em>“Mas como os senhores não conseguiram prever isso?”</em>. Pois é. A situação mundial deteriorou-se, mas como ficamos nós, os brasileiros, diante disso tudo?</p>
<p><strong>Enquanto isso, os emergentes mostram desenvoltura&#8230;</strong><br />
Nós, os brasileiros, que comemoramos no carnaval de 2011 o posto de 7ª economia mundial, e que agora, menos de um ano depois, somos instados a festejar (mesmo com as ressalvas de especialistas sobre o poder dos truques decimais) a <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/12/brasil-ja-e-sexta-maior-economia-do-mundo-segundo-consultoria-britanica.html" target="_blank">nossa ascensão à 6ª posição</a>, com direito ao pré-agendamento para <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/brasil-pode-ser-quinta-economia-do-mundo-antes-de-2015-diz-mantega.html" target="_blank">a festa da 5ª posição para antes de 2015</a>, ultrapassando a orgulhosa França até lá.</p>
<p>É óbvio que tudo isso é lisonjeiro e, naturalmente, há o mérito de todos nós. Fizemos um bom pedaço da lição de casa, resistimos ao modismo burro da desregulamentação excessiva, soubemos aproveitar algumas oportunidades e, de fato, nunca efetivamos explorações coloniais hostis como forma de fortalecimento de nossas riquezas.</p>
<p>Mas, peço aos nacionalistas de plantão que me perdoem pela polêmica que eventualmente esteja sendo plantada aqui (e desta vez faço justiça ao setor empresarial que quase nenhum alarde fez com a notícia). De fato me sinto bem melhor como patriota e desconfio um pouco do culto nacionalista, não por uma questão ideológica, mas por identificar no ufanismo uma credulidade ingênua, uma certa cegueira.</p>
<p><strong>O que podemos esperar do Brasil?</strong><br />
A questão é que, diante da demolição de um modelo dominante e da coexistência com novas potências que trazem consigo novas referências, questiono o que pode o mundo esperar deste país tropical, tolerante, multicultural, multiétnico e que por anos a fio foi preconceituosamente considerado frágil e distante de um arcabouço cultural apropriado ao progresso? Ou melhor, o que se espera de uma grande e ascendente potência mundial? Aqui me permito conjecturar:</p>
<ul>
<li><strong>Espera-se que sejamos de fato uma potência</strong>, tomados como exemplos de eficiência, capacidade na resolução de nossas próprias mazelas, com transparência inequívoca e capazes de construir um polo econômico verdadeiramente sólido, com democracia e liberdade;</li>
<li><strong>Espera-se que possamos estabelecer uma referência para o desenvolvimento científico e para a inovação</strong>;</li>
<li><strong>Espera-se força estratégica para apoiar e colaborar de forma marcante na contenção de abusos internacionais</strong> e devaneios que coloquem a paz em risco;</li>
<li><strong>Espera-se senso de responsabilidade internacional</strong>, em que a importância da integração global e as verdadeiras questões relativas a sustentabilidade passem a ser encaradas além da retórica e imunes a interesses internacionais nocivos e maquiavelicamente concebidos.</li>
</ul>
<p>Em resumo, as expectativas sobre este Brasil que desde os anos 50 não para de crescer, independentemente de suas mazelas, são plausíveis. As perspectivas, mais que isso, potencialmente serão colocadas em prática e realizadas, pois capacidade não nos falta. Nossa nação tem todo o material humano, natural e financeiro para tal.</p>
<p>No entanto, precisamos, com urgência, declinar de comemorações baratas e colocar, de uma vez por todas, a mão na massa. Precisamos fazer valer tudo aquilo que podemos ser, mas que só seremos se trabalharmos. Muito. O mundo nos espera, com ansiedade. Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/29/o-brasil-do-presente-e-do-futuro-a-sexta-maior-economia-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 00:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Brasil ultrapassa o Reino Unido e se torna a sexta maior economia do mundo. O que é verdade e o que é mito sobre essa notícia? Ainda temos desafios a vencer!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_brasil_presente_futuro_sexta_maior_economia_mundo.jpg" alt="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" align="left" hspace="2" vspace="2" />O ano de 2011 se encerra com a notícia de que o Brasil alcançou o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, conforme <a title="Leia mais" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-bate-reino-unido-e-se-torna-6-maior-economia-do-mundo-diz-jornal,97257,0.htm" target="_blank">matéria publicada pelo jornal “The Guardian”</a>. Como não poderia ser diferente, a notícia foi recebida com entusiasmo por parte do governo e com algumas críticas por boa parte da sociedade – que nos fez lembrar que ainda possuímos graves problemas em diversas áreas como educação, saúde, infraestrutura, saneamento básico, entre outras.</p>
<p><strong>O Brasil mudou e mudará ainda mais em 20 anos</strong><br />
O ministro Guido Mantega foi rapidamente a público afirmar que <a title="Leia mais" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/12/26/brasileiro-pode-levar-20-anos-para-ter-padrao-de-vida-europeu-diz-mantega.jhtm" target="_blank">o Brasil levará pelo menos 20 anos para alcançar o mesmo padrão de vida europeu</a>. Isso, é claro, se mantivermos o mesmo nível de crescimento atual.</p>
<p>Confesso que tenho uma opinião extremamente prática sobre o assunto: os números de crescimento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">economia brasileira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> nos últimos 20 anos são suficientes para acreditar que, sim, avançamos consideravelmente nas questões econômicas. Mas, sim, poderíamos estar em patamares melhores. Ok, dentro de um contexto de crise que se arrasta por boa parte do mundo, conseguimos evoluir e apresentar a boa parte da população condições necessárias para acreditar no país.</p>
<p><span id="more-6988"></span>A verdade é que concordo com aqueles que mostram o noticiário recheado de milhares de pessoas que são vítimas do mau atendimento público e se desesperam esperando atendimento no SUS; notícias de muitos brasileiros ainda desamparados pelo Estado, muitas vezes passando fome, também chamam minha atenção. Mas, se olharmos o Brasil de vinte anos atrás, é nítida a diferença: o desenvolvimento de nosso país tornou muita coisa possível.</p>
<p>E não é difícil descobrir qual é o grande e grave problema do Brasil: a corrupção. Dados preliminares apontam que, só em 2011, houve <a title="Leia mais" href="http://oglobo.globo.com/pais/investigacoes-em-5-ministerios-apontam-desvios-de-11-bilhao-3513380" target="_blank">indícios de desvios que somam R$ 1,1 bilhão</a>, em cinco ministérios investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).</p>
<p>Para manter o exercício do tempo, imagine o transcorrer dos últimos 20 anos. Quanto de dinheiro público seguiu o caminho da corrupção em detrimento das reais necessidades do país? Pense adiante: mantendo o mesmo padrão nos próximos 20 anos, quanto ainda será desviado se continuarmos tolerando essas práticas?</p>
<p><strong>O desenvolvimento da sociedade</strong><br />
Está mais do que claro que para chegarmos a níveis europeus de crescimento, a população brasileira precisa também crescer como <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29jaWVkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">sociedade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> organizada – isso para que tenhamos atitudes que nos dêem o direito de cobrar os governantes. Chega de ser o “país do jeitinho” ou da imagem malandra, de querer levar vantagem em tudo. Precisamos avançar.</p>
<p>Cabe lembrar que apesar do tamanho da economia – e da notícia de que ultrapassamos o Reino Unido –, <a title="Leia mais" href="http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=219644" target="_blank">a comparação do PIB per capita de nosso país e dos países europeus</a> dá a dimensão do desafio que temos pela frente. O Reino Unido ocupa a 20ª posição, com US$ 32 mil de renda per capita, enquanto o Brasil está em 70º lugar, com renda anual de US$ 13 mil.</p>
<p>Se já crescemos, agora precisamos nos desenvolver, melhorar a renda da população e avançar com projetos sociais que garantam mais do que uma simples bolsa no final do mês. É preciso garantir que tenhamos uma nação composta por verdadeiros cidadãos, com direitos e deveres claros e amparados pelo Estado de uma forma inteligente e sustentável.</p>
<p>O Brasil avançou muito e encarou a crise de forma inteligente. Somos a sexta <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do mundo. O ano de 2011 termina com excelentes notícias, mas também com desafios ainda maiores se considerarmos o potencial e a oportunidade que temos nas mãos. Torço para que 2012 seja um ano convincente no sentido de colocar o Brasil como uma realidade, não como uma aposta.</p>
<p>Feliz 2012 e até lá!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 07:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Gustavo Franco fala da importância da juventude e comenta a atuação do governo na queda da taxa básica de juros (Selic). O que esperar de 2012?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_gustavo_franco.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Economia também é assunto para os jovens, principalmente porque eles sempre são os agentes de transformação (ou não) de um país. Entender o que se passa com nossa taxa de juros, nossa política fiscal e qual o papel da sociedade diante desses desafios é questão de cidadania. Para destacar a importância do tema, nada melhor que conversar com um economista. Felizmente, tivemos a oportunidade de bater um papo com um grande economista: <strong>Gustavo Franco, </strong>ex-presidente do Banco Central.</p>
<p>Gustavo Franco é Economista pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, onde também completou seu mestrado. Sua dissertação foi a primeira colocada em 1983 no Prêmio BNDES de Economia. Foi professor, pesquisador e consultor em assuntos de economia no Departamento de Economia da PUC-RJ, especializando-se em inflação, estabilização, história econômica e economia internacional, áreas em que publicou extensamente.</p>
<p>Entre 1993 e 1999, Gustavo foi secretário de política econômica adjunto do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e presidente do Banco Central do Brasil. Teve participação central na formulação, operacionalização e administração do Plano Real.</p>
<p><span id="more-6874"></span>Em 2000, Gustavo Franco fundou a <a title="Conheça a Rio Bravo Investimentos" href="http://www.riobravo.com.br/" target="_blank">Rio Bravo Investimentos</a>, empresa de serviços financeiros, fusões, aquisições, investimentos e securitizações. Participa de diversos conselhos de administração, consultivos e de eventos corporativos como palestrante. Em paralelo, mantém alguma atividade acadêmica (aulas e pesquisas) e escreve para jornais e revistas (O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Veja, Época). Acompanhe nossa conversa:</p>
<p><strong>Gustavo, um dos temas mais discutidos no Brasil é a taxa de juros. Recentemente você se tornou uma voz importante que acredita que poderíamos já praticar taxas de juros similares às da zona do Euro. Como viabilizar esse cenário?</strong></p>
<p><strong>Gustavo Franco:</strong> Somos o campeão mundial de juros há muitos anos; já é tempo de assumir que há algo de patológico nesse comportamento. Temos praticado as “metas de inflação” tal como se já tivéssemos alcançado a “normalidade” em matéria de juros e contas públicas, o que, infelizmente, não é o caso. Parece que a crise fiscal do Hemisfério Norte fez parecer que a nossa situação é melhor do que realmente é.</p>
<p>O fato é que sem uma melhora substancial no déficit nominal (e no superávit primário), não vamos conseguir reduzir muito substancialmente os juros sem acordar a inflação. Trata-se, portanto, de mudar a mistura: menos “política fiscal” permite mais “flexibilização monetária”.</p>
<p><strong>Olhando para 2012 e os gastos que o governo terá, inclusive com aumento substancial do salário mínimo (e consequentemente a expectativa de consumo maior), não corremos o risco de termos o retorno da inflação se a Selic cair demais?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Sim, corremos o risco. A determinação presidencial de reduzir os juros é louvável, mas se o Palácio não providenciar uma melhoria na política fiscal vamos rumar na direção do “mix” argentino, onde a inflação se aproxima de 20%, há manipulações e muita propaganda sobre a manutenção do crescimento, ainda que meio trôpego, e provavelmente insustentável. Não é o caminho que devemos perseguir.</p>
<p><strong>A atual direção do Banco Central optou por conter a inflação com a adoção das chamadas medidas macroprudenciais. Nesse meio tempo, a crise na Europa se agravou &#8211; o que de certa forma contribuiu para o aumento de preços e desaquecimento econômico em todo mundo. O Brasil pode aproveitar-se deste momento ou sofrerá com ele?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Pessoalmente, não gosto de medidas “macroprudenciais”, pois sob este título o que se pratica, geralmente, é controle quantitativo do crédito e tributação disfarçada, o que antigamente era chamado de “repressão financeira”. O impacto dessas medidas é simplesmente o de aumentar o “spread” bancário, ou seja, um aumento de taxas de juros que incide apenas para o crédito (para o setor privado).</p>
<p>O fato é que essas medidas ajudaram o Brasil a parar de ferver, mas em níveis de atividade e emprego ainda muito altos. A crise na Europa tem tido alguma influência deflacionista mas nada nem próximo do que se observou em 2008, de tal sorte que esta nova safra de reduções na Taxa Selic precisa ser calibrada com enorme cuidado.</p>
<p><strong>O desejo de crescer de forma sustentável nos acompanha há um bom tempo. Não seria o momento de olharmos com carinho para possíveis alterações na política fiscal, incluindo uma possível elevação no superávit primário?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Claro que sim, está mais do que na hora. Na verdade, há anos que estamos diante desse desafio. Os governos fazem o possível e o impossível para procrastinar esse momento, face aos custos políticos de curto prazo. É a miopia clássica dos políticos, que não percebem o tamanho do benefício que pode ser gerado no futuro. Enfim, estamos perdendo tempo e ajudando a nutrir a máxima segundo a qual somos o país do futuro que nunca chega.</p>
<p><strong>No livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21866870/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Cartas a um Jovem Economista&#8221;</a>, você teve a oportunidade de conversar com um público jovem e que está se preparando para entrar no mercado de trabalho. Algumas projeções colocam o Brasil entre as quatro maiores economias do mundo daqui algumas décadas. Qual o peso dos jovens na nova realidade econômica do Brasil?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> É gigantesco. As mudanças demográficas dos últimos anos nos transformaram em um país com um inchaço nas faixas etárias dos iniciantes no mercado de trabalho, todos empregados e com fortes percepções de que é enorme a “taxa de retorno” do investimento em educação é qualificação.</p>
<p>Há muito otimismo no ar, e por isso o Instituto Gallup aferiu que o Brasil ocupa a 24ª posição no ranking de países sobre “felicidade” e a 1ª do mundo em “felicidade esperada para cinco anos à frente”. Isto é estranho para um país que ocupa a 83ª posição no ranking do Índide de Desenvolvimento Humano (IDH), e só se explica a partir de um fator, aliás, como ficou bem demonstrado no estudo do <a title="Conheça o CPS - FGV" href="http://cps.fgv.br/" target="_blank">CPS-FGV-RJ</a>, de Marcelo Nery: o fator é a juventude.</p>
<p><strong>Um dos pontos mais delicados em nosso país é justamente a falta de mão de obra especializada. Em que medida as reformas na educação e no nível do ensino profissionalizante são fundamentais para alcançarmos o projetado sucesso?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O ponto crucial é o aumento de vagas, e isto tem ocorrido sobretudo a partir de estabelecimentos privados. No ensino universitário, a rede pública estagnou e se elitizou a despeito da demagogia em se manter a gratuidade das mensalidades, que beneficia apenas aos filhos da classe média abastada para cima.</p>
<p>Enquanto isso, o ensino universitário noturno talvez tenha multiplicado por cinco as suas vagas nos últimos 10 anos. O governo prefere gastar dinheiro dando bolsas para os estudantes na rede privada (PROUNI) a cobrar anuidades na rede pública. Eu não consigo entender.</p>
<p><strong>Gustavo, obrigado pela participação. Por favor, deixe um recado final aos nossos muitos leitores jovens que admiram sua trajetória.</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O Brasil é um país jovem cheio de estruturas velhas, por isso somos uma explosão de empreendedorismo e vontade de vencer, mas num ambiente ainda dominado pelo privilégio e pelos cânones do patrimonialismo. O país precisa se renovar. Em boa medida, a hiperinflação era um sintoma dessa batalha entre o novo e o velho. Os problemas não foram inteiramente resolvidos, longe disso. A juventude será a principal força na direção da mudança, e há muito o que fazer.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Daniela Toviansky/AE e divulgação</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Brasil Potência: os impostos e a necessidade de figuras públicas empresariais</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 11:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Não há potência econômica livre e democrática que sobreviva à omissão da parcela social geradora de riquezas. O Brasil precisa de figuras públicas empresariais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Brasil Potência: os impostos e a necessidade de figuras públicas empresariais" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_brasil_potencia_impostos_necessidade_figura_publica_empresarial.jpg" alt="Brasil Potência: os impostos e a necessidade de figuras públicas empresariais" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros Leitores, antes de tudo preciso contextualizar aquilo que denomino como uma figura pública empresarial. Não se trata aqui de uma medição por conta da cobertura midiática ou sobre o volume de entrevistas concedidas a revistas, sites e jornais especializados em gestão, negócios ou <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Da mesma forma, não se trata dos legítimos e acertados apelos para que deixemos de lado os complexos de inferioridade típicos do terceiro mundo em troca de uma atitude acertadamente mais altiva, confiante e determinada.</p>
<p>Trata-se (e aqui estou cobrando), sobretudo, de uma atuação crítica e incisiva daqueles que, em última instância, representam a parcela de contribuintes de maior impacto para a brutal, bilionária e massacrante arrecadação pública brasileira. Alguém que transcenda ideologias, preferências políticas ou interesses setoriais. Mais do que isso, rogo por uma atitude que ultrapasse o patamar das reclamações comuns, mas que traga engajamento, união e profundo senso de participação do empresariado.</p>
<p>Vale lembrar que são também os empresários que, com o seu esforço, suor, disposição ao risco e capacidade para enfrentar intermináveis finais de semana e horas mal dormidas, tocam para frente o desenvolvimento econômico, não obstante o sempre assustador panorama de riscos, a interminável e modorrenta burocracia nacional, uma das maiores taxas de juros do mundo e a nossa tradicional e acachapante carga tributária (sem retorno).</p>
<p><span id="more-6836"></span>É essa a minha cobrança. Confesso o meu cansaço com a eterna ladainha sobre <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bGlkZXJhbiVFN2FfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-60">liderança<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, motivação e o blá-blá-blá politicamente correto cheio de frases de efeito sobre o mundo socialmente responsável. Isso para não falar da chatíssima retórica corporativa, sempre acompanhada de novas modinhas de ocasião.</p>
<p>Afirmo aqui, para não polemizarmos desnecessariamente, que sou totalmente a favor da atitude socialmente responsável, até por observar nela um pilar de sustentação do sistema. Sobre as modinhas, deixo-as para os aficionados.</p>
<p>Mas, questiono: não seria justamente o cuidado, a vigilância, a ativa fiscalização e o efetivo envolvimento nas questões públicas uma excelente forma de exercer a responsabilidade social, justamente por se tratar de um complexo emaranhado de políticas e ações governamentais financiadas e sustentadas pela tributação de quase um terço de tudo o que produzimos?</p>
<p>Qual é a vantagem de nos colocarmos ficticiamente em um universo paralelo de empreendedorismo, busca incansável por eficiência, inovação, competitividade e senso politicamente correto se, ao mesmo tempo, adotarmos a total condescendência, resignação e abandono com tudo aquilo que pagamos ao Estado e suas resultantes em políticas públicas e sociais?</p>
<p>Não seria essa uma excelente atitude socialmente responsável, dotada de sustentabilidade? Não podemos mais nos esquivar dessas questões. Precisamos, com urgência, sair da toca em que fomos colocados (ou em que nos colocamos) e assumir efetivamente nosso papel.</p>
<p>E que não existam dúvidas sobre o apoio da sociedade civil como um todo, seja ela empreendedora ou não. Ela está cansada, farta, aborrecida e ansiosa pelo Brasil Potência que sem dúvida se constrói e se solidifica a cada dia, mas não suporta mais apenas servir com seu <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2FycmVpcmErdHJhYmFsaG9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">trabalho<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Ela quer ser servida, e com qualidade, pela estrutura que os seus impostos sustentam.</p>
<p>E que também não existam ilusões. Não há potência econômica livre e democrática que sobreviva à omissão da parcela social geradora de riquezas. Eu não conheço.</p>
<p>Até o próximo!</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/21/crescimento-economico-crise-financeira-mundial-e-inflacao-os-desafios-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 12:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[inflação]]></category>
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		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Juros altos normalmente esfriam a economia e contribuem para a queda da inflação. Juros baixos incentivam o crescimento do país. A crise mundial torna a análise mais delicada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_crescimento-economico_crise_financeira_mundial_inflação_desafios_Brasil.jpg" alt="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Algum tempo atrás iniciamos um debate extremamente interessante sobre juros, inflação e crescimento econômico e os efeitos dessas variáveis em todo o ambiente econômico brasileiro nos últimos meses, período em que Alexandre Tombini assumiu a presidência do Banco Central. Coincidência ou não, nesse mesmo período tivemos o <a title="Leia mais" href="http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=104036" target="_blank">agravamento da crise na Europa</a>, o que trouxe de imediato para o mundo um crescimento menor e, consequentemente, um esfriamento da economia.</p>
<p>O crescimento do país nos últimos anos, superior até ao percentual que o país pode suportar, trouxe de volta um perigo muito conhecido. Aliás, prefiro chamar o fenômeno de “inimigo íntimo”, já que faz parte da história econômica de nosso país. É ela mesmo, a inflação. Dentro desse contexto, ainda na gestão Henrique Meirelles o COPOM começou a colocar em prática a política de ajustes da Taxa Selic somada às <a title="Relembre como foram as medidas" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,medidas-macroprudenciais-desaceleraram-credito-bc,54625,0.htm" target="_blank">medidas de contenção de crédito</a> para conter a alta dos preços. O dragão está na mira faz tempo.</p>
<p><strong>Meta de inflação e ajuste de juros</strong><br />
O ajuste atual começou a ter algum resultado. A inflação, mesmo acima do centro da meta (4,5% ao ano) e até do teto da meta (6,5% ao ano), deixou de ser a maior preocupação da equipe econômica. O discurso está bem ensaiado: a degradação da crise econômica no mundo criou, na visão do COPOM, a <a title="A crise como oportunidade?" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110831_selic_analise_jf.shtml" target="_blank">oportunidade necessária para iniciar um processo de redução dos juros</a>.</p>
<p><span id="more-6827"></span>Boa parte do <a title="Mercado não aprovou a queda dos juros" href="http://economia.ig.com.br/mercados/copom-decide-selic-sob-desconfianca-do-mercado/n1597295568339.html" target="_blank">mercado encarou os novos ajustes para baixo da Selic com desconfiança</a> e manteve o discurso de que a inflação ainda estava em patamares elevados. A visão fazia todo o sentido e muitos acreditavam que o BC estava cometendo um grave erro que teria tristes consequências já no curto prazo.</p>
<p>Em minha opinião, o mercado e boa parte dos analistas se ateve muito mais aos argumentos e dados internos do que às reais condições e fundamentos da economia no mundo. A miopia que assola boa parte do mercado não deixou alguns analistas observarem que, em momentos como esse, pior do que a inflação é o desemprego e o desaquecimento da economia.</p>
<p><strong>Inflação ou crescimento econômico?</strong><br />
É claro que a <a title="Inflação é perigosa? Claro!" href="http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/alta-da-inflacao-reduziria-poder-de-compra/" target="_blank">inflação reduz o poder de compra do trabalhador</a> e ele é o mais afetado, mais cedo ou mais tarde. Mas, sejamos realistas e sinceros: de que adianta termos uma inflação no centro da meta e uma economia estagnada, com percentuais de desemprego de dois dígitos, como acontece atualmente em alguns países europeus?</p>
<p>O país precisa continuar crescendo, investindo na melhoria do ambiente econômico, realizando as reformas necessárias e modernizando a infraestrutura necessária para nos desenvolvermos mais (de forma responsável, sem comprometer o futuro). A lição de casa também passa pelo maior investimento em educação do cidadão, pois se existe o déficit de profissionais qualificados (e isso já é mais do que conhecido), existe também o déficit ainda maior de cidadania – pessoas que se comportem de forma proativa e que influenciem positivamente o crescimento do país, cobrando os políticos e votando melhor.</p>
<p>Que fique claro que acredito que seja possível manter a inflação sob controle, mas sem exagerar nas doses de juros – o que influenciaria negativamente o desenvolvimento de nossa economia. Neste sentido, as ações do BC parecem ter sido feitas de forma coerente. Vamos ficar de olho para saber como será o desfecho do tema.</p>
<p><strong>Melhora na nota de crédito do Brasil</strong><br />
Na semana passada, a <a title="Brasil tem nota de crédito elevada" href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI279615-16357,00-SP+ELEVA+NOTA+DO+BRASIL+POR+COMPROMISSO+COM+METAS.html" target="_blank">Standard and Poor&#8217;s elevou a nota de crédito do Brasil</a>, tanto em moeda estrangeira como local. A agência de risco considera que o Brasil demonstra comprometimento com as metas fiscais, atitude que deixou o país melhor preparado para enfrentar a crise econômica mundial. Vale lembrar que a questão fiscal é uma das principais causas da crise de muitos países europeus.</p>
<p>De certa forma, podemos dizer que estamos em um ambiente econômico mais positivo do que o dos considerados países ricos. Aliás, o Finacial Times fez uma análise neste sentido, em seu blog “Beyond Brics”, lembrando que a <a title="Brasil é notícia mundo afora" href="http://blogs.ft.com/beyond-brics/2011/11/17/brazil-very-good-effort-can-do-better/#axzz1e352z8Sa" target="_blank">elevação do crédito é um grande feito</a> para um país que há pouco tempo afugentou o mundo por causa da superinflação e tinha problemas sérios para pagar suas dívidas.</p>
<p>Temos muito o que comemorar! O Brasil de hoje é, sem sombra de dúvidas, um país melhor do que foi no passado recente. Acredito que seja o momento de trazermos as taxas de juros para níveis civilizados, mesmo em detrimento de picos inflacionários (observados de perto e analisados com inteligência).</p>
<p>Alguns economistas devem começar a perceber que mais do que bater a meta de inflação, o fundamental é geri-la de forma controlada e astuta. Em momentos de crise, o crescimento do país pode ser mais importante do que o cumprimento da meta de inflação, desde que essa avaliação seja revista de acordo com as mudanças nos cenários interno e externo. Você concorda?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crise europeia: acordo fechado, feridas abertas</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/30/crise-europeia-acordo-fechado-feridas-abertas/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 00:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O acordo fechado para dar fim à crise econômica europeia é apenas mais um passo na história do velho continente ou um resgate de valores antigos e necessários?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crise europeia: acordo fechado, feridas abertas" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_crise_europeia_acordo_fechado_feridas_abertas.jpg" alt="Crise europeia: acordo fechado, feridas abertas" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros Leitores, foi com alívio que o mundo (e muitos correntistas) acompanharam o desfecho do acordo europeu, com o <a title="Leia mais sobre o acordo" href="http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/credores-aceitam-reducao-de-50-da-divida-grega" target="_blank">perdão de 50% da dívida grega</a>, o reforço ao fundo de resgate com 1 trilhão de euros e a decisão de recapitalizar os bancos fragilizados com os duros choques de uma economia real que grita por atenção e socorro.</p>
<p>O feito mostra a importância das lideranças políticas no processo, com especial destaque para a Chanceler alemã, <strong>Angela Merkel</strong>, e o presidente francês, <strong>Nicolas Sarkozy</strong>, mas expõe as questões estruturais de uma dinâmica econômica que não será saciada apenas por uma solução emergencial, por mais relevante que seja, e que clama por uma rota de desenvolvimento que se sustente no horizonte com menos aflição e mais estabilidade.</p>
<p>Trata-se, portanto, de uma complicada equação que carrega nas suas variantes a <strong>revisão do modelo de governança econômica da zona do euro</strong>. Revisão que contemple não somente as implicações fiscais e o controle da dívidas soberanas dos estados politicamente independentes, mas que ofereça sustentação para um efetivo empurrão na direção de um sistema capitalista sólido, arejado, com tração e menos sustos.</p>
<p><span id="more-6753"></span>A esperança para aqueles que militam por um ocidente forte, mas que saiba coexistir com outras culturas, modelos e atores – e é importante lembrar que o Brasil se insere neste caldeirão com cada vez mais força – é a de que os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGVzYWZpb3NfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">desafios<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que se colocam no caminho da velha Europa sejam apenas mais uma provação; uma dentre tantas já vividas. Neste sentido, um olhar contextualizado na história dos últimos 100 anos pode ser bem esclarecedor.</p>
<p><strong>Europa ocidental, glórias e desventuras.</strong><br />
Com o fim da gloriosa fase colonial, os europeus ocidentais atravessaram a dramática primeira metade do século passado com direito a massacres e assustadora autodestruição (período em que os esqueletos e as sobras problemáticas do período colonial começavam a se fazer presentes), para então serem socorridos pelo processo de reconstrução.</p>
<p>Na segunda metade do século, carregaram a carga (por vezes exaustiva) de representar a Europa próspera e socialmente nutrida como antítese ao leste europeu comunista, decrépito e planificado, vivenciando um longo período com inquestionável distribuição do bem estar social e acumulação de riquezas.</p>
<p>Com o fim da <a title="Aprenda mais sobre a cortina de ferro" href="http://www.infoescola.com/historia/cortina-de-ferro/" target="_blank">cortina de ferro</a>, absorveram o leste europeu, receberam os impactos da imigração das antigas colônias, fortaleceram a união dos estados nacionais e criaram uma moeda unificada, mas, com exceção da Alemanha (hoje uma credora sob ameaça), <strong>esqueceram as lições do passado</strong> e deitaram definitivamente no traiçoeiro berço esplêndido da bonança.</p>
<p><strong>Feridas abertas</strong><br />
No entanto, surge no horizonte o arejamento que historicamente opera para trazer à tona alguns antigos e sólidos valores, juntamente com um sopro de modernidade e dinamismo essenciais aos processos de reconstrução.</p>
<p>A mudança nasce do novo e antigo <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZW1wcmVlbmRlZG9yaXNtb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">empreendedorismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, da malha corporativa das ainda sólidas médias empresas – que, atuando na economia real, desprezam a especulação descontrolada, valorizam a importância regulatória do Estado (desde que não seja excessiva e se mantenha a serviço de uma sociedade livre), mas lutam por um modelo economicamente sustentável e coexistente com outras culturas.</p>
<p>Vejo nesse movimento o remédio para fechar muitas das feridas hoje expostas. Contudo, a retórica politicamente correta e do bom senso sustentável precisa deixar de ser apenas retórica para virar realidade. Com força, disciplina, protagonismo político efetivo e senso de convivência responsável digno de um continente economicamente entrelaçado e profundamente interdependente.</p>
<p>Se vai dar certo? <strong>A torcida é grande</strong>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/24/as-oportunidades-do-brasil-e-a-crise-nos-paises-ricos/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 00:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise mundial, especialmente registrada nos países ricos (EUA e Europa), pode significar mais problemas para a economia, mas também oportunidade para o Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_oportunidades_brasil_crise_paises_ricos.jpg" alt="As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos" align="left" hspace="2" vspace="2" />O <a title="Acesse e leia o Boletim Focus" href="http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp" target="_blank">Boletim Focus</a> divulgado nessa semana apresenta uma correção interessante por parte do mercado em relação à inflação. Pela primeira vez em 2011 é admitido que a inflação oficial fique no topo da meta, ou 6,5%. Se a tendência é de baixa nas últimas semanas, boa parte dos veículos se esforça em chamar a atenção para o fato de ainda estarmos distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5% ao ano.</p>
<p>O mesmo boletim indica que a projeção para a inflação, em 2012, é de 5,60%. O PIB (Produto Interno Bruto) também foi reavaliado pelo mercado e a projeção para o crescimento em 2011 é de 3,30%; Para 2012, a previsão sobe ligeiramente: 3,51%.</p>
<p><strong>Inflação, Banco Central e taxa de juros</strong><br />
A “queda de braço” iniciada na penúltima reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) com o mercado e seus agentes históricos aos poucos vai encontrando um ponto de equilíbrio. Na última reunião, <a title="Leia mais" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/bc-retoma-espacos/" target="_blank">foi consensual a redução de 0,5 ponto percentual</a>, fato que surpreendeu alguns veículos e agentes do mercado.</p>
<p><span id="more-6727"></span>Particularmente, continuo acreditando que o Brasil ainda tem uma taxa de juros muito acima do necessário e as consequências de uma economia dependente de uma taxa de juros estratosférica têm sido muito piores do que os benefícios.</p>
<p>O mundo atravessa um dos períodos mais nebulosos e complicados de sua história. As dificuldades apresentadas em boa parte do mundo considerado rico (Estados Unidos e Europa) ainda não estão completamente esclarecidas e todos sabem que qualquer tipo de ajuda, nesse momento, representa apenas medidas paliativas.</p>
<p><strong>Grécia, um dos problemas da Europa</strong><br />
O caso mais claro é discutido é o da Grécia. O país esta tecnicamente quebrado, falido. A <a title="A ajuda à Grécia vai chegando..." href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/zona-do-euro-aprova-nova-parcela-de-ajuda-grecia.html" target="_blank">ajuda que vem sendo definida</a>, e que será apresentada nos próximos dias, tem prazo de validade. Fico com uma pergunta na cabeça: alguém consegue prever ou saber o que acontecerá com a Grécia daqui dois anos?</p>
<p>O prognóstico é o pior possível. O governo grego vai precisar cortar benefícios e diminuir ainda mais o ritmo de investimentos do país – e não poderia ser diferente. Cada vez mais observaremos greves e outras manifestações populares que paralisarão o país e dificultarão o andamento das reformas. E isso afetará outras economias do bloco. Outra questão: as economias ricas não poderão entrar em um período de dolorosa correção e parco crescimento, como o que já ocorreu com o Japão?</p>
<p>Se a Grécia já é um problema nebuloso, o que vem por aí pode ser ainda pior. O que falar da Itália, com uma dívida líquida de cerca de 100% do PIB? E a Bélgica, com o percentual de dívida de 94,4% do PIB? São candidatas a problemas ou terão tempo para também implementar mudanças? As necessárias reformas farão o país crescer pouco e deixarão a população furiosa ou serão suficientes para evitar o pior?</p>
<p><strong>Espanha, Itália, Portugal: bombas relógio?</strong><br />
A Espanha tem o mesmo déficit público da Grécia. A questão capaz de piorar as coisas tem relação com a capacidade que os governos terão de controlar os <a title="Leia mais sobre os protestos" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/italia-tem-novos-protestos-contra-crise-economica.html" target="_blank">levantes populares</a> – afinal, para superar os problemas o caminho adotado será justamente o de corte de gastos e elevação da carga tributária. Dada a dimensão e a importância dos países dentro do mundo, fica fácil perceber o tamanho da “encrenca” que muitos países poderão passar em um futuro breve.</p>
<p>No quadro abaixo, com informações divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), podemos ver comparativamente que a bomba relógio está armada. O dados estão em % em relação ao PIB:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_tabela_deficit_divida_liquida_paises.gif" alt="Informações sobre déficit e dívida líquida - FMI" /></p>
<p>Devido ao cenário internacional, temos mais do que a oportunidade, temos a obrigação de baixarmos os juros de nossa economia. É claro que de forma gradual, mas contínua. O Brasil precisa olhar para frente e deixar de lado o discurso já ultrapassado de que os juros altos são necessários para controlar a inflação. Como todo “remédio”, ele possui contra indicações e se utilizado de maneira exagerada se torna mais uma droga viciante do que uma medicação eficiente.</p>
<p>É claro que o atual momento é diferente de todos os demais eventos relatados e estudados nas universidades ou mesmo nos livros de economia. Mas precisamos agir sem medo e com a consciência de que a crise precisa ser enfrentada de forma concreta, com juros civilizados e que contribuam para o crescimento do país. Isso sem falar nas tão necessárias reformas, como a tributária, a trabalhista e a da infraestrutura. Todas urgentes! É preciso aproveitar para avançar.</p>
<p>Você tem reparado alguma mudança em seu cotidiano com o agravamento da crise? Essa discussão é interessante. Mudou alguma coisa por ai? Como você vê o Brasil atual? O que acha que devemos fazer para melhorar ainda mais? Deixe sua opinião no espaço de comentários deste texto, logo abaixo.</p>
<p>Foto: <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Para a platéia: Brasil e seus ensinamentos ao mundo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/13/para-a-plateia-brasil-e-seus-ensinamentos-ao-mundo/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/10/13/para-a-plateia-brasil-e-seus-ensinamentos-ao-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 13:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Brasil prefere oferecer ensinamentos vazios ao mundo a focar em suas prioridades como nação, em mais um ato para a platéia. E como ficam nossos cidadãos e seus reais problemas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Para a platéia: Brasil e seus ensinamentos ao mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_plateia_brasil_ensinamentos_paro_mundo.jpg" alt="Para a platéia: Brasil e seus ensinamentos ao mundo" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caro leitor, antes de tudo preciso declarar a imensa e implacável preguiça que sinto (desde que isso começou) ao escutar os gritos ufanistas de revanche que emanam de algumas autoridades, e eventualmente de alguns empresários brasileiros, com o objetivo de firmar a recente posição econômica do Brasil diante da Europa, o pedaço do planeta que atualmente padece em franco declínio.</p>
<p>Lamentavelmente, isso não ocorre apenas na assembleia geral da ONU, mas em diversos outros ambientes onde convivemos e nos fazemos representar diante do mundo que nos observa com admiração.</p>
<p>O fato é que o momento poderia ser aproveitado para apontar nossos caminhos e explicitar as propostas concretas de solução que poderíamos oferecer, se é que podemos oferecer algo. Seria também o grande e, esse sim, magnífico momento para mostrar ao mundo que, embora nos encontremos em um momento mais sólido e economicamente fundamentado, não deixamos e nem deixaremos de fazer a lição de casa, justamente por atribuirmos à sua realização no passado o motivo principal pelo nosso êxito atual.</p>
<p><span id="more-6678"></span>Mas, sobretudo, seria uma ótima oportunidade para o silêncio seguro e confiante, típico de quem não precisa provar nada a ninguém, pois dizem que os números falam por si mesmos (muito embora não estejam tão bons assim). Certamente algo muito mais marcante do que fanfarrear sobre os próprios sucessos, numa mostra de profunda insegurança e senso de inferioridade latente.</p>
<p>Fico espantado por haver tanta admiração e temor pela economia chinesa, ao mesmo tempo em que percebo tão mínima observação sobre o comportamento chinês no início de sua ascensão como potência industrial, em meados dos anos setenta.</p>
<p>Foi a primeira nação a se descolar do imenso e multifacetado universo de países em desenvolvimento (quadro ao qual o Brasil pertence desde os anos cinquenta). Mas na crise do petróleo, quando as nações ricas brincaram na beira do abismo, eles estavam lá, participavam dos fóruns mundiais, do conselho de segurança da ONU já como membros permanentes e de todas as assembleias da instituição, mas jamais se escutou deles uma só bravata, um só discurso vazio, uma única demonstração retórica de auto-afirmação.</p>
<p>Ao contrário, sempre se posicionaram atuantes, mas centrados. Confiantes, altivos, mas repletos de sobriedade. Porém, muito mais importante do que isso, permaneceram disciplinadamente fazendo a lição de casa.</p>
<p>É verdade que já fomos vítimas de análises equivocadas, dúvidas preconceituosas e generalizações baratas. Mas penso que não precisamos cometer os mesmos erros por causa disso. Qual seria a vantagem? EUA e as nações da Europa já mergulharam no abismo mais de uma vez, e de lá ressurgiram como a fênix. Esperamos que assim ocorra, sem o mergulho, por favor.</p>
<p>Mas faz parte do “DNA” de uma grande potência a aversão ao infantilismo internacional. Dela se espera altivez, exercício de poder, mas com maturidade, sempre. Já é chegada a hora de deixarmos as palavras vazias de lado. Precisamos nos preocupar menos com a plateia e mais com o aperfeiçoamento de nossos fundamentos.</p>
<p>Precisamos, urgentemente, amadurecer como nação.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A responsabilidade de conter a inflação ficou para a crise internacional</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/03/a-responsabilidade-de-conter-a-inflacao-ficou-para-a-crise-internacional/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 12:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
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		<category><![CDATA[inflação]]></category>

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		<description><![CDATA[Governo e Banco Central parecem acreditar que a responsabilidade de conter a inflação é da crise internacional. Será que estão certos? Não devem fazer algo mais?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A responsabilidade de conter a inflação ficou para a crise internacional" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_responsabilidade_inflacao_crise_internacional.jpg" alt="A responsabilidade de conter a inflação ficou para a crise internacional" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial</p>
<p>Caros Leitores, ao que tudo indica o <em>tsâmiko</em> – uma dança folclórica grega – da crise internacional está longe de sua maturidade. Não bastam as notícias ruins, nem a depreciação de ativos. Não basta a degeneração do panorama geral, nem mesmo a malha europeia de implicações duvidosas ou o sonambulismo norte-americano. A partir de agora, a crise mundial também passa a assumir responsabilidades.</p>
<p>Isso mesmo, o lema agora é “pouca complicação é bobagem”; o negócio é assumir riscos totais. É a hora do “vai ou racha”. É chegado o momento do “novo desenvolvimentismo”. Não basta o desenvolvimentismo, doutrina econômica conhecida e questionada por muitos, defendida por alguns, a nova onda vem rebatizada com efeito de uma figura de retórica que sugere a atualidade.</p>
<p>Algo como neodesenvolvimentismo. O problema é justamente o neo, mas para um grande número de especialistas a complicação permanece com o desenvolvimentismo mesmo. Nascido na nossa terra pátria ainda neste ano de 2011, veio sem alarde, sem livro ou evento de lançamento. Bastaram algumas declarações aqui, outras ali.</p>
<p><span id="more-6638"></span>Embasado na aplicação de políticas econômicas afirmativas em prol do desenvolvimento, conta com o Banco Central como um provável padrinho de crisma &#8211; que ao abordar a questão inflacionária, aparentemente deixa nítida a sinalização da trajetória de queda das taxas de juros na crença de que a crise europeia por si só barrará a elevação dos preços.</p>
<p>Exatamente assim. Transcrevo trecho extraído da matéria do jornalista Eduardo Cucolo para a Folha.com: <em>&#8220;A expectativa é que haja uma desinflação no mundo entre 2011 e 2012, no Brasil inclusive. Essa desinflação não vai vir da política monetária [aumento dos juros]. Está vindo de outras fontes&#8221;</em>, disse o diretor de Política Econômica do BC, <strong>Carlos Hamilton</strong>.</p>
<p>Como é possível observar, a menção ao panorama mundial não deixa dúvidas sobre as <strong>novas atribuições da crise internacional</strong>.</p>
<p>É possível que estejam certos? Sim, é possível (honestamente é o que espero). É possível que estejam exagerando no efeito positivo do impacto colateral para forçar a nossa inflação ao centro da meta? Honestamente, penso que é o mais provável (lamentavelmente, mas torcendo para estar errado).</p>
<p>Mas alguns questionamentos queimam na minha cabeça, e acredito que na cabeça de muitos que acompanham de perto os recentes acontecimentos. São eles:</p>
<ul>
<li>O que está sendo feito de afirmativo para obtermos, nos próximos dois anos, um salto de produtividade industrial?</li>
<li>O que se fez e faz para induzir um modelo fiscal de contenção inflacionária que não carregue ainda mais o peso da brutal carga tributária (sem contrapartida real e concreta em serviços e investimentos em infraestrutura)?</li>
<li>Quais são, efetivamente, os investimentos em infraestrutura em franco processo de implementação, sem complicações paralisantes, ou risco imediatos de paralisação?</li>
<li>Quais são as medidas efetivas em benefício do desenvolvimento educacional de aplicação industrial técnica ou operacional?</li>
</ul>
<p>Particularmente, ficaria mais aliviado com menos figuras retóricas, menos batismos conceituais e apostas internacionais. Sinto falta de solidez, clareza de diretriz e enfrentamento crível. O fato é que com inflação não se brinca, não se negocia, não se conversa e jamais se dança, nem tsâmiko, nem tango e muito menos samba.</p>
<p>Vamos acompanhar. Até o próximo.</p>
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		<item>
		<title>Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &#8220;Manhattan Connection&#8221;</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/20/dinheirama-entrevista-ricardo-amorim-economista-e-apresentador-do-manhattan-connection/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 14:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Ricardo Amorim fala ao Dinheirama sobre o cenário econômico atual, as mudanças com as recentes crises e a importância da educação financeira e dos investimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_entrevista_ricardo_amorim_ricardo_correa-207x268.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender bem as transformações econômicas vividas por nosso país é um desafio tanto para nossas autoridades, quanto para nossos cidadãos. Interpretar os acontecimentos e, com base neles, tomar a melhor decisão não é tarefa simples. Por isso, insistimos sempre na questão do aprendizado e busca de conhecimento, fator essencial para elevar o nível do debate e criar, como consequência, um ambiente mais agradável para as importantes discussões que os temas &#8220;dinheiro&#8221;, &#8220;finanças pessoais&#8221; e &#8220;economia&#8221; merecem.</p>
<p>Sempre acreditamos que a opinião de qualidade é a diferença que realmente enriquece e faz refletir. Nesta semana, tivemos a honra de entrevistar e conversar com <strong>Ricardo Amorim</strong>, Economista formado pela Universidade de São Paulo e pós-graduado pela ESSEC (Paris). Ele foi um dos poucos que anteciparam a crise elétrica brasileira de 2001, a crise imobiliária americana de 2008, a crise européia de 2010 e suas consequências.</p>
<p>Em 2009, após quase vinte anos de carreira no mercado financeiro internacional &#8211; atuando nos EUA, Europa e Brasil &#8211; Ricardo montou sua empresa, a <strong><a title="Conheça a Ricam Consultoria" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">Ricam Consultoria</a></strong>, que presta assessoria econômico-financeira, de investimentos e de estratégia para clientes no Brasil e no exterior. Além disso, é colunista da Revista IstoÉ e, desde 2003, um dos apresentadores do programa “<em>Manhattan Connection</em>” do canal Globonews.</p>
<p><span id="more-6584"></span>Veja o que ele tem a dizer:</p>
<p><strong>Ricardo, nos últimos 20 anos o mundo mudou muito. Estados Unidos e Europa, que até então ditavam as regras, agora atravessam um período de muita dificuldade. Em sua opinião, podemos afirmar que países como Brasil e principalmente China estarão no comando das ações econômicas mundiais?</strong></p>
<p><strong>Ricardo Amorim:</strong> China, Índia, Brasil e Rússia já estão no comando das ações mundiais, sabendo disso ou não. Isto não significa que substituíram ou substituirão EUA, Europa e Japão, mas que se juntaram a eles neste comando, o que não acontecia antes.</p>
<p><strong>Acompanhando seu trabalho, percebemos que você é mais pessimista quanto aos problemas europeus. Indo direto ao ponto, em sua opinião a União Européia corre risco real de se esfacelar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> É muito improvável que a União Europeia deixe de existir nos próximos anos, mas chegou o momento dela decidir se está disposta a se integrar ainda mais. Se não estiver, o risco de esfacelamento no longo prazo é bastante real. Recentemente, escrevi um artigo exatamente sobre este tema intitulado <a title="Leia o artigo de Ricardo Amorim" href="http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/economista-ricardo-amorim-interdependencia-ou-morte-09-2011" target="_blank">“Interdependência ou Morte”</a>.</p>
<p><strong>Na última reunião do COPOM se optou por um caminho de queda de juros, quando boa parte dos diretores entendeu que a inflação não é mais o grande perigo para nossa economia, pelo menos nesse momento. Em sua opinião, a medida foi correta ou realmente existiu uma decisão política com interferência da Presidente Dilma na decisão?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Se houve interferência política ou não, só o tempo dirá, mas foi uma decisão bastante corajosa. Em quase 20 anos analisando decisões de bancos centrais em todo o mundo, é a primeira vez que vejo um Banco Central antecipar-se a um evento econômico ao invés de reagir ao fato consumado.</p>
<p>A decisão do BC foi uma aposta de que a crise europeia e seu contágio sobre o Brasil vão piorar muito e logo. Se acontecer, o que eu acho bastante provável, terá sido uma tacada de mestre. Caso contrário, a inflação continuará subindo e o BC terá de reverter sua decisão.</p>
<p><strong>Um dos desafios de noticiar e discutir economia é abordá-la &#8220;sem economês&#8221;, algo que você faz com muita autoridade. Infelizmente, ainda parece que os mais jovens não se interessam tanto pelo tema. Então, como tornar o assunto mais interessante?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Tornando-o palpável e próximo da realidade de cada um, ao invés de algo distante e emaranhado em termos técnicos. Uma coisa é dizer: <em>&#8220;há um grande risco de default soberano na Grécia&#8221;</em>, outra é dizer <em>&#8220;se a Grécia der calote, você não vai poder trocar de carro porque faltará financiamento”</em>. Falta ser mais direto e tratar de questões cotidianas com análises mais objetivas e vocabulário econômico mais acessível e explicado.</p>
<p><strong>Outro aspecto importante do debate econômico é a interpretação dos fatos e sua relação com a vida da população e seu dia a dia. Se há o que melhorar na forma como a informação é apresentada, talvez haja espaço para também ensinar alguma coisa através da educação financeira. Vamos mal neste sentido? Por onde começar e o que melhorar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Vale começar entendendo que educação financeira pode melhorar muito a vida das pessoas. Não adianta nada trabalhar feito um escravo e não saber investir. A vida só faz sentido se for aproveitada, e um bom planejamento financeiro ajuda a tornar isto possível. Também tenho tentado ajudar, realizando <a title="Palestras Ricam" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/palestra-de-economia.php " target="_blank">palestras</a> sobre educação financeira. Pelo <em>feedback</em> que tenho tido, parece estar funcionando. Ou seja, o assunto é relevante e as pessoas se interessam por seus desdobramentos.</p>
<p><strong>Com uma economia mais previsível, estável e uma moeda forte, é claro que melhoramos em relação ao passado. Males como a corrupção, a gestão ineficiente de recursos e a política do benefício próprio, no entanto, deixam alguns jovens desanimados. Qual sua visão sobre o futuro econômico e político do Brasil?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O copo sempre estará meio cheio e meio vazio. A boa notícia é que estamos enchendo o copo. Nos últimos oito anos, apesar dos muitos problemas que ainda existem, o crescimento do PIB brasileiro foi, em média, o dobro dos 25 anos anteriores. A má notícia é que a melhora do desempenho econômico reduziu a pressão política por reformas que permitiriam que o Brasil crescesse ainda mais, como a reforma da previdência do setor público e a reforma tributária.</p>
<p><strong>Ricardo, muito obrigado pela disponibilidade. Torcemos que continue essa trajetória de sucesso. Pedimos que deixe uma mensagem final para nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O mundo e o Brasil estão passando pelas transformações mais profundas de muitas décadas. Compreendê-las permite que tomemos decisões corretas para aproveitar oportunidades e reduzir riscos. Boa informação e análise são hoje mais importantes do que nunca. Assim como o excelente trabalho de vocês, também tento contribuir um pouquinho com análises, notícias e artigos sempre publicados em meu site: <a title="Acesse o site de Ricardo Amorim" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">www.ricamconsultoria.com.br</a>.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Ricardo Correa</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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