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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Economia Geral</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Economia Geral</title>
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		<title>Nacionalismo latino-americano, uma história sonolenta e assustadora</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/05/02/nacionalismo-latino-americano-uma-historia-sonolenta-e-assustadora/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 22:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O nacionalismo latino-americano, sempre acompanhado de populismo e medidas questionáveis, atinge novamente a Argentina. A nacionalização da YPF traz à tona o jeito "choramingão" de ser dos latinos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nacionalismo latino-americano, uma história sonolenta e assustadora" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/05/dinheirama_post_nacionalismo_latino_americano_historia_sonolenta_assustadora.jpg" alt="Nacionalismo latino-americano, uma história sonolenta e assustadora" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, é antiga a tradição que evoca o nacionalismo latino-americano, sempre estridente, sempre provocado pela sensível e melindrosa vitimização &#8211; aquela velha e aparentemente lucrativa ladainha do eterno expropriado, explorado, vilipendiado. Em resumo, uma retórica tão antiga e chata como as velhas histórias dos bandoleiros de chapelão na cabeça e vasto bigode, onde a agressividade convive pateticamente com a ingenuidade típica de um emotivo patológico.</p>
<p>Tudo sempre muito trágico, com muitas lágrimas, sofrimento, grande perdas, gritos de bravura e berros de bravata. Um cenário sempre previsível – e claro, terrivelmente estigmatizante. No entanto, convenhamos, os fatos são os fatos.</p>
<p><strong>Governos de novela?</strong><br />
Fico aqui imaginando a alegria que os funcionários (e seus familiares) da embaixada brasileira sentiam ao escutar, madrugada adentro, segundo contam alguns veículos de imprensa que acompanharam o episódio, <a title="Leia mais" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u671281.shtml" target="_blank">as cantorias e violas do presidente deposto de Honduras</a>, Manuel Zelaya.</p>
<p><span id="more-7571"></span>Refugiado em nossa representação diplomática em 2009, Zelaya encarnava o típico caudilho latino-americano colocado à forra por gente apavorada com os desdobramentos de sua condução política-econômica. Não vou tomar partido sobre o assunto, se deveria ou não ser deposto, mas posso imaginar a alegria sem fim em escutá-lo cantando e tocando violão com suas trovas bolivarianas.</p>
<p><strong>A vez dos hermanos. De novo!</strong><br />
De fato, um conjunto de cenas e cenários sempre permeados por muita música. Porém, de tempos em tempos os personagens decidem trocar o disco. Desta vez, parece que o tango vai tocar.</p>
<p>A mesma trilha sonora da guerra que nos anos 80 estremeceu o continente – popularmente conhecida como “A Guerra das Malvinas”, travada entre a Argentina e o Reino Unido –, hoje toca embalando não apenas a retomada das hostilidades com o antigo desafeto, mas também trocando grossas farpas com o ocidente circunstancialmente na berlinda, <a title="Leia mais" href="http://www.dci.com.br/argentina-estatiza-ypf-por-reduzir-investimento-id290296.html" target="_blank">estatizando a petroleira espanhola YPF</a> e desrespeitando contratos internacionais.</p>
<p>Um processo abrasivo que traz consigo um encadeamento de consequências pouco estimulantes. O fato é que nosso vizinho necessita de investimentos, e sabemos como os investidores ficam assustados com comportamentos assim. Mas, independentemente disso, a popularidade da mandatária parece não ceder, alcançando bons patamares.</p>
<p>Ao que tudo indica, a nacionalização de empresas estrangeiras é mais importante para o grupo político vigente do que qualquer outra coisa. Um triste repertório para uma nação que nos anos 40 e 50 <a title="Leia mais sobre a decadência da Argentina" href="http://www.espacoacademico.com.br/009/09bertonha.htm" target="_blank">despontava como uma futura grande potência</a>, na época absolutamente destacada do lamaçal latino.</p>
<p><strong>Que tal trabalhar ao invés de se lamentar?</strong><br />
Mas a tristeza maior se origina de um contexto mais amplo, repleto de bravatas contraproducentes, “choramingos” contra os ianques maldosos e suplicas por reconhecimento da própria história.</p>
<p>Mais do que isso, com ou sem tango, a realidade convenientemente esquecida é a de que grandes nações, fortes e reconhecidas, são constituídas por vigoroso trabalho, incentivos e fértil ambiente ao empreendedorismo, investimento maciço em educação, ciência e inovação, tributação equilibrada, mas, sobretudo, por um modelo governamental servidor, preocupado em ser eficiente e prestar contas ao invés de “chorar as pitangas”.</p>
<p>Até o próximo “hasta la vista”. Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/30/emprego-e-renda-uma-relacao-linear-estados-unidos-mostram-que-nao/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 18:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Rizzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Dados recentes da economia dos Estados Unidos mostram que a Lei de Okun, sobre relação linear entre emprego e renda, foi novamente quebrada. Entenda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_emprego_renda_relacao_linear_EUA_mostram_nao.jpg" alt="Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!" align="left" hspace="2" vspace="2" />Dados iniciais de 2012 indicam descasamento dessas variáveis nos EUA. Entenda os porquês. Se um dia, seu pai chegar em casa com o paletó molhado, a princípio, você não saberá o que de fato ocorreu. Mas, após uma rápida olhada na janela, você nota que está chovendo. Pronto. Isso já é suficiente para você se sentir confortável na compreensão (mesmo que teórica) do que acabara de ocorrer.</p>
<p>Os dois dados (paletó molhado e chuva) são analisados de forma a estabelecer uma relação de causa e efeito. Faz parte da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bmF0dXJlemFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">natureza<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> humana relacionar dados, estabelecer uma razão entre eles e tirar conclusões. Agir assim nos ajuda a compreender o mundo que nos cerca e a isso convencionou-se chamar de o uso da razão, ou simplesmente, racionalidade.</p>
<p>Na macroeconomia, existem duas variáveis que costumeiramente se relacionam de forma tão harmônica como chuva e paletó molhado: Emprego e Renda (PIB). Pode até parecer óbvio dizer que quando a renda aumenta, o nível geral de emprego também sobe, assim como em fases de recessão, o desemprego cresce.</p>
<p><span id="more-7563"></span>Essa relação positivamente linear entre Emprego e Renda foi muito bem exposta pelo economista americano <strong>Arthur Okun</strong> no início dos anos 60, que acabou por dar seu nome a uma lei mercadológica, a <a title="Conheça mais sobre a Lei de Okun" href="http://migre.me/8Tzrw" target="_blank">Lei de Okun</a>. Porém, como em toda lei, existem aqueles que não a respeitam.</p>
<p>Nos últimos dois trimestres, o “criminoso” em questão é um velho conhecido, inclusive reincidente: os EUA. No atual ciclo econômico, os americanos deixaram de ser réus primários nos três trimestres entre julho de 2009 e março de 2010, quando o desemprego crescia mesmo no início de uma observável recuperação econômica.</p>
<p>Os EUA voltaram a quebrar a lei neste ano. Dados do primeiro trimestre de 2012 mostram um aumento significativo no nível geral de emprego, mas sem o devido (e esperado, conforme Okun) crescimento proporcional do PIB. O que teria ocorrido?</p>
<p>O fundamento essencial da lei em questão é que, com um maior nível geral de emprego, a demanda aumenta, gerando necessidade de uma <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvZHUlRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">produção<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> ainda maior, o que estimula uma expansão econômica – que, por sua vez, aumenta o emprego e assim prossegue. Porém, há uma série de inter-relações que precisam ser exploradas para melhor compreender Emprego e Renda, e aqui cito três:</p>
<ul>
<li>A primeira delas é que a geração de renda não depende somente do nível de emprego em si (quantidade de pessoas empregadas), mas também da produtividade individual do trabalho;</li>
<li>A segunda é que o nível de emprego pode ser decomposto entre quantidade de pessoas empregadas e número de horas trabalhadas;</li>
<li>A terceira é que o nível de desemprego é uma razão entre quantidade de pessoas empregadas e tamanho da mão de obra.</li>
</ul>
<p>Desta forma, é possível quebrar a Lei de Okun através de um pequeno aumento (ou queda) do desemprego em um cenário de baixo (ou alto) crescimento econômico através de uma combinação de crescimento da produtividade, aumento nas horas trabalhadas e crescimento da massa de mão-de-obra.</p>
<p>Nos EUA, a questão das horas trabalhadas por empregado torna-se um ponto crucial. Apesar da economia estar usando um contingente maior de mão-de-obra, o número médio de horas trabalhadas tem sido reduzido nos últimos 40 anos. Em 2009 e 2010, porém, este número aumentou.</p>
<p>Isso explica os eventos de quebra da Lei de Okun em 2009/2010: aumento de desemprego em termos de número de pessoas empregadas, mas devido ao aumento da produtividade individual do trabalho, observou-se crescimento do PIB. Isso aconteceu porque, receosos de contratar mais funcionários, os empregadores passaram a pressionar o contingente existente, aumentando assim a sua produtividade individual. Naquele cenário, meses após a crise de 2008, essa parecia ser a solução mais sensata.</p>
<p>Em 2012, com o cenário econômico mais favorável (quando comparado a 2009), os empregadores não temeram mais contratações. Muito pelo contrário. Através de ações governamentais de incentivo a geração de emprego, as empresas contrataram fortemente. Mas, apesar do aumento do nível de emprego, a produtividade geral do trabalho caiu muito, e por isso o PIB não reagiu como deveria.</p>
<p>E quem paga a conta é o nível geral de salários. O Governo democrata de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QmFyYWNrK09iYW1hXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">Barack Obama<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> dá indícios de que está satisfeito com essa escolha, afinal entende que em ano de eleição, o nível de emprego passa a importar mais que o PIB. Resta saber se a população concorda com o nível salarial mais baixo, consequência natural desta ação. O pleito de seis de novembro tirará esta dúvida.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Gustavo Rizzo</b>.<br>

Economista pela UNICAMP, tem MBA em Gestão do Risco pela FGV. Trabalha há 10 anos no mercado financeiro, com passagens por grandes instituicoes financeiras no Brasil, Holanda, Reino Unido e EUA. Atualmente trabalha com Investment Banking e análise econômico-financeira em Nova York.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/20/planejamento-e-negocios-meu-reino-por-um-minimo-de-previsibilidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 17:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O cenário econômico brasileiro, de mudanças paliativas e pouco duradouras, atrapalha o planejamento de negócios com potencial? Precisamos de reformas pra valer!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_planejamento_negocios_meu_reino_pouco_previsibilidade.jpg" alt="Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, sejamos francos, não é nada fácil planejar negócios e investimentos nesta terra varonil. De fato, não se trata de atividade fácil em nenhum lugar do mundo, mas é ainda mais complicado diante da dinâmica em que vivemos, com repentes, sustos recorrentes e mudanças repentinas e que insistem em se repetir.</p>
<p>A sugestão lúdica do título não vem por acaso. Ela sugere mais do que a importância que reputo ao processo de planejamento e prognóstico. Sugere a inviabilidade de um desenvolvimento que se sustente economicamente sem que se possa dispor de cenários projetáveis.</p>
<p><strong>O fato é que a rotina do universo empresarial brasileiro é a própria e contundente imprevisibilidade</strong>. Para o bem ou para o mal, as alterações e ajustes em medidas oficiais repentinas sem garantia de continuidade e sustentação atrapalham, e muito, o processo de planejamento. E, sem planejamento, não existe competitividade que resista ao tempo revolto.</p>
<p><span id="more-7527"></span>Digo para o bem, pois nos últimos anos uma série de medidas de desoneração tributária de orientação setorial foram implementadas, garantindo impacto direto na produção, nos lucros e no consequente consumo – o que pode ser bom para os negócios já estabelecidos e em linha com o modelo produtivo que perpetramos. Já é alguma coisa. Mas convenhamos, é apenas “alguma coisa”.</p>
<p>Tente, com esse cenário, sugerir o desenvolvimento de tecnologia própria sensível e de alta relevância, ou mesmo o desembolso privado em pesquisa e desenvolvimento em larga escala, sem que para isso seja necessário o insumo de recursos de um grande banco de fomento oficial – ou seja, bancado pelo setor privado, pura e simplesmente, na melhor tradição do bom capitalismo de mercado. Daria certo?</p>
<p>A resposta é clara e triste. Tais saltos de qualidade simplesmente não virão. Por um óbvio e plausível motivo: o retorno deste tipo de investimento ocorre depois de longos invernos e, para que isso se viabilize é necessário um prognóstico minimamente seguro. Em resumo, <strong>um risco alto demais</strong> para se criar produtos e invenções únicas em valor agregado, com potencial competitivo global.</p>
<p>Para reforçar, faço os seguintes questionamentos:</p>
<ul>
<li>Onde estão as indústrias genuinamente nacionais de automóveis?</li>
<li>E a similar para os eletroeletrônicos?</li>
<li>Qual foi a última grande invenção nacional no campo científico ou tecnológico com aplicação econômica direta?</li>
</ul>
<p>Entenda, caro leitor, que não se trata de pessimismo ou de ausência de crença na própria terra (e menos ainda de aversão às indústrias estrangeiras aqui instaladas via tecnologia importada, essas sempre bem vindas), mas de enfrentamento dos fatos. Trata-se da realidade ali do lado de fora da janela.</p>
<p><strong>Precisamos de ajustes e de reformas, sim, mas de caráter definitivo</strong>, beneficiando de uma vez por todas o processo produtivo e de geração de riqueza. O improviso pode apoiar circunstancialmente, mas como sabemos, não resolve o problema central. Basta de medidas que durem apenas um ou outro governo.</p>
<p>Você concorda? Tem visto melhoras, mas também acredita que temos muito a ser feito para o longo prazo? Deixe seu comentário no espaço abaixo. Obrigado e até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

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		<title>Economia mundial: continue dançando, a música ainda toca</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/12/economia-mundial-continue-dancando-a-musica-ainda-toca/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 17:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Rizzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Medidas importantes ainda precisam ser implementadas para frear os problemas econômicos de países da Europa e do mundo. Enquanto isso, é preciso seguir atento!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Economia mundial: continue dançando, a música ainda toca" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_economia_mundial_continue_dancando_a_musica_ainda_toca.jpg" alt="Economia mundial: continue dançando, a música ainda toca" align="left" hspace="2" vspace="2" />Em se tratando de Economia, evita-se ao máximo falar de uninanimidade ou de conceitos aceitos por 100% dos agentes econômicos. Afinal, trata-se de uma ciência humana e, conforme <strong>Nélson Rodrigues</strong> já dizia em 1949, no livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/218483/?franq=247523" target="_blank">“A mulher que amou demais”</a>, toda unanimidade é burra.</p>
<p>No entanto, se é que existe um conceito plenamente aceito nas economias dos quatro cantos do planeta, este conceito é exatamente a idéia de que os mercados se movem e se comportam em conformidade com as suas propensões ao risco. O famoso apetite de risco. O maior apetite de risco determina para onde se vai e o quanto se avança (ou se retrai). A propensão ao risco ou apetite se alimenta de dois pratos principais. O primeiro é o acesso a liquidez, enquanto que o segundo é a recuperação econômica.</p>
<p>Desde o estouro da crise financeira em 2008, desencadeada inicialmente pela falência do banco de investimento americano Lehman Brothers e pela consequente quebra de outras instituições, gerando a crise dos subprimes, foram poucas as vezes em que a economia mundial pode, de fato, dizer possuir acesso a liquidez e a um certo nível de recuperação econômica. Os primeiros quatro meses de 2009, o início de 2011 e os últimos meses são os poucos exemplos desse oásis desde 2008.</p>
<p><span id="more-7489"></span>É verdade que existem, sim, razões para se pensar que o pequeno ciclo econômico atual, relativamente positivo, possa continuar. Porém, não virá facilmente, na medida que existe uma clara dependência dos grandes Bancos Centrais de proverem exatamente esta liquidez adicional necessária.</p>
<p>Países como Itália, Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda não estão observando recuperação em suas economias. No caso da Espanha e Itália, alguns avanços foram observados, como, por exemplo, na evolução dos custos de captação, mais quão sustáveis essas melhoras realmente são é algo difícil de saber.</p>
<p>Os recentes comprometimentos de vários Bancos Centrais de dar suporte às economias dos seus países, associados à melhora cíclica dos mercados têm gerado uma reprecificação (para baixo) dos ativos de risco a nível global. Esta reabertura dos mercados de captação na Europa tem sido efetiva em alguns países periféricos, que agora já conseguem emitir títulos das suas dívidas públicas com mais facilidade.</p>
<p>Esta relativa melhora nas condições mercadológicas não só reduz a pressão sobre os bancos para os mesmos se desalavancarem a qualquer custo, como também reduz os riscos de uma nova crise de crédito. Mas, por enquanto, são pequenos os sinais de que essas melhoras estejam atingindo o núcleo dos países que sofrem uma crise mais séria.</p>
<p>O aumento no desemprego nesses países diminui os sinais de estabilização, gerando efeitos recessivos. Nesse contexto, os importantes e difíceis desafios de países como Itália e Espanha, por exemplo, tem sido sub-avaliados pelos mercados como um todo. Daí percebe-se a importância da “barreira de proteção” à zona do Euro, planejada pelos Bancos Centrais europeus e apoiada pelo G20, que se reunirá em Los Cabos (México) em Junho.</p>
<p>Mais importante do que a “barreira de proteção” por si só, é a credibilidade e sustentabilidade dessas medidas. E, num momento como esse, não existiria kryptonita pior do que uma crise de credibilidade, que facilmente colocaria a perder os recentes avanços. Mas, até que isso ocorra (se é que ocorrerá), aproveite. A festa ainda não acabou. A música ainda toca no salão. Portanto, continue dançando.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Gustavo Rizzo</b>.<br>

Economista pela UNICAMP, tem MBA em Gestão do Risco pela FGV. Trabalha há 10 anos no mercado financeiro, com passagens por grandes instituicoes financeiras no Brasil, Holanda, Reino Unido e EUA. Atualmente trabalha com Investment Banking e análise econômico-financeira em Nova York.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/02/capacidade-de-execucao-a-diferenca-entre-o-ceu-e-o-inferno/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 13:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
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		<description><![CDATA[Presidente Dilma Rousseff reafirma compromisso de realizar reformas importantes, mas ao mesmo tempo seu governo apenas segue com medidas circunstanciais. E agora?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_capacidade_execucao_diferenca_ceu_inferno.jpg" alt="Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>O título deste artigo pode sugerir uma afirmação muito óbvia, daquelas que costumo com frequência criticar nos meus artigos, mas trata-se de algo tão atual e recorrente que, diante de algumas situações, a sua adoção se torna mais do que sedutora – simplesmente transforma-se na única síntese possível. Explico.</p>
<p>Desde os tempos do ponto de inflexão inflacionário, em meados dos anos 90 – quando nos foi possível acordar e viver em uma economia real, com todos os seus benefícios e exigências de adaptação –, soubemos que um número específico de reformas precisava ser realizado em um horizonte que não poderia exceder a uma década inteira.</p>
<p>Algumas foram concretizadas, outras parcialmente e muito de sua aplicação ocorrendo contextualmente, há ainda aquelas onde ninguém colocou a mão. No máximo colocaram os olhos, elaboraram discursos e outros conteúdos relacionados, mas “mão na massa” que é bom, nada.</p>
<p><span id="more-7448"></span>Foi com a consciência sobre esse cenário que li, com satisfação, a <a title="Leia a entrevista na íntegra" href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/leia-a-integra-da-entrevista-de-dilma-a-veja/" target="_blank">entrevista que a Presidente Dilma Rousseff concedeu recentemente à revista Veja</a> (destacando, particularmente, que o meu voto não contribuiu para a eleição da Senhora Presidente).</p>
<p>Exposta ao escrutínio saudável de um dos veículos de imprensa com maior dosagem de posicionamento crítico ao governo – e sejamos justos, sempre atuaram desta forma, incluindo não somente os governos antecessores, mas também o forte regime militar –, ela soube colocar, com articulação, um pensamento que reflete uma boa pitada da mais clássica tradição econômica liberal, reconhecendo o exagero de nossa carga tributária e o impacto desagregador dos encargos trabalhistas ao processo competitivo.</p>
<p>Com franqueza, apenas uma democracia com dinâmica renovadora efetiva seria capaz de produzir o cenário político onde uma ex-militante de extrema esquerda (ex-VAR Palmares) pudesse assumir a Presidência da República e, na condução econômica, evocasse posicionamentos tão calibrados, em uma dança permanente, com uma voltinha ao lado de Keynes, para em seguida sair de braços dados com Adam Smith.</p>
<p>Mas essa mesma democracia, com seu arejamento e atmosfera libertadora, também produz excepcionais oradores. Verdadeiros mestres da articulação, afinal de contas, em se tratando de um regime não autoritário, sempre haverá a necessidade do convencimento, da argumentação e da capacidade de seduzir com ideias e expectativas.</p>
<p>Isso é bom, necessário e valioso, mas não podemos nos alimentar apenas de discursos, tão facilmente produzidos a partir de mentes ágeis e preparadas. E, de fato, acredito que a comandante em chefe tenha essa clara noção.</p>
<p>Em meio a este teatro de operações, é colocado em curso um universo de medidas circunstanciais com impacto direto para o senso comum menos crítico, resolvendo uma distorção ali, outra aqui. Porém, sabemos muito bem que sem um modelo estruturado e efetivamente convidativo, o conjunto não se resolve. E é dele, do conjunto, que os resultados vigorosos dependem.</p>
<p>Mas se o céu se apresenta figurativamente com esta nação que, deitada em berço esplêndido, exportaria manufaturados de alto valor agregado (com expressiva participação no PIB), com boa parcela de alta tecnologia e produção científica embarcada, o inferno seria certamente aquilo que de fato ainda estamos edificando, pautados nos grilhões da produção primária, engordando (quando engorda) o PIB exclusivamente com <em>commodities</em> e bens naturais.</p>
<p>Precisamos deslanchar dançando essa valsa que ainda toca, ainda bem vestidos como prestigiosos BRICs. Um dia a música para de tocar. Quanto dela vamos aproveitar? Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/20/crescimento-do-brasil-em-2011-conheca-o-pibinho-esse-incompreendido/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 13:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, o que representa o crescimento do PIB brasileiro em 2011, de 2,7%? Quais as expectativas da economia, do governo e da sociedade em relação ao futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_crescimento_brasil_2011_pibinho_esse_incompreendido.jpg" alt="Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, muito embora o <a title="Economia brasileira cresce 2,7% em 2011" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/economia-brasileira-cresce-27-em-2011-mostra-ibge.html" target="_blank">número representativo de 2,7% deste personagem já seja de conhecimento geral</a>, hoje abordaremos as profundezas de sua composição. Mas, antes de embarcar nessa leitura, quero tranquilizá-los. Não tratarei aqui de modelos econômicos ou matemáticos; não promoverei a discussão sobre teorias econômicas e nem mesmo sobre a teimosa insistência que as previsões mais otimistas têm em não se realizar.</p>
<p>Da mesma forma, não tentarei sugerir ou eleger culpados, afinal de contas vivemos em uma democracia – e nela somos todos responsáveis pelo nosso destino. A questão aqui é refletir sobre a atmosfera que sempre envolve os resultados decepcionantes.</p>
<p>Pretendo provocá-lo de forma mais específica, abordando sobre aquilo que se pode denominar coimo o DNA de um PIB pequenininho e tímido que tinha tudo para não nascer, mas nasceu.</p>
<p><span id="more-7393"></span><strong>Afinal, o que representa esse crescimento de 2,7%?</strong><br />
A sua composição é complexa. Alguns culpariam o governo, outros apontariam o dedo para os financistas e seus juros difíceis de encarar, e outros certamente apontariam a crise internacional como fonte de todas as mazelas – aquela mesma, que ocorre do outro lado do oceano, sobre a qual tantos se gabavam por estar tão distante e afetando justamente aqueles que por anos foram a referência de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvc3BlcmlkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">prosperidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e sucesso econômico.</p>
<p>Mas a genética de um percentual tão baixinho nasce, antes, na mentalidade de um povo. Um paradoxo triste que nasce de afirmações alvissareiras do tipo: <em>“Agora sim, ninguém segura esse Brasil!”</em>. Triste por conta do resultado final em si e lamentável pelo que representa em termos de oportunidades perdidas.</p>
<p>Compreender o “PIBinho” exige mais do que simples reflexão ou constatação, exige autoenfrentamento. Um enfrentamento que leve à conclusão de que a prosperidade não depende apenas da boa vontade dos governos e tampouco pode ser totalmente delegada ao simples empenho da sociedade civil.</p>
<p><strong>O que um verdadeiro PIB representa?</strong><br />
Para ajudar, podemos caminhar na direção inversa, tentando entender os componentes responsáveis pela construção de um PIB de verdade (que na realidade todos conhecemos muito bem).</p>
<p>Para começar, ele é feito de engajamento e reivindicação. Sim, isso mesmo, de uma sociedade soberana que cobra e exige, independentemente das distintas correntes políticas. Essa mesma sociedade assimila a noção de que nenhum governo se alinha a interesses coletivos e nacionais de forma ajustada e coerente sem intensa participação dos contribuintes.</p>
<p>É nessa atuação forte e sistemática que se blinda uma nação a ponto dela não aproveitar os ventos favoráveis para efetivar os ajustes e as reformas necessárias, para as colheitas do futuro. E, nessa esteira, efetivam-se <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estruturantes em formação de quadros, em infraestrutura, assim como nos incentivos à competitividade. Sei que essa ladainha pode ser cansativa, mas é sempre bom lembrar o óbvio – que por ser tão evidente, quase sempre acaba no esquecimento.</p>
<p>Mas, mesmo assim, rogo para que na próxima vez que a bonança vier (esperamos que ainda ao longo dos próximos dois anos), e depois de enfrentado esse susto, as vozes do bom senso gritem mais alto e mais forte para aplacar os berros de ufanismo (aqueles da vitória antes do tempo) que, como sabemos, não são bons conselheiros.</p>
<p>Quanto ao “PIBinho”, não sinta raiva dele. Ele não tem culpa de nada. É apenas uma resultante, uma consequência, nada além disso. Ele não queria nascer. Que venha o próximo ciclo de oportunidades. Esperemos.</p>
<p>Foto de sxc.hu.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/05/brasil-america-latina-e-china-diferencas-e-desafios-na-caca-aos-investimentos/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 14:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[A busca por investimentos diretos e crescimento tem diferenças e desafios em cada país. Brasil, América Latina e China agem de forma diferente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_brasil_america_latina_china_diferencas_desafios_caca_investimentos.jpg" alt="Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, vou começar esta matéria de uma forma inusitada, ou melhor, a partir de um tema que aparentemente não tem relação com o universo dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e seus operadores. Começarei abordando a atividade de caçar. Sim, essa mesma, a caça esportiva a animais indefesos. O leitor já teve contato com essa atividade? (Aos politicamente corretos demais, as minhas sinceras desculpas).</p>
<p>Por mais incrível que pareça, nesta atividade encontra-se parte de um conjunto comportamental que em muito se relaciona com a nossa temática principal, com a grande diferença de que, quando se “caça” investimentos, deve-se excluir terminantemente toda e qualquer atividade ou ato que sugira tocaias, dissimulações, armadilhas ou atos e sentidos predatórios.</p>
<p>Diante de investidores, toda transparência é pouco e a relação de confiança deve ir muito além da retórica, sendo marcada por parâmetros claros e meios específicos e estruturados de fiscalização, além do rigor no respeito às normas vigentes.</p>
<p><span id="more-7333"></span>Mas a parte que nos permite o paralelo entre as duas atividades é muito clara, e ela consiste essencialmente nos <strong>cuidados para não espantar aquilo que se persegue</strong>. E aqui vale um novo ajuste temático: na caça esportiva, o não assustar significa um disfarce bem feito e silencioso, mas a caça aos investimentos nos obriga a uma atitude verdadeira, na essência e sem disfarces.</p>
<p>Complementando a analogia, para o contexto da atividade de atração aos investimentos, podemos substituir o barulho feito nas matas pelo barulho feito com o desrespeito – ou mesmo os questionamentos – a contratos já estabelecidos e em vigor, assim como a divulgação oficial de índices ou parâmetros que, de tão incoerentes, atuam diluindo a confiança dos observadores.</p>
<p>E isso não vale apenas para empresários em busca de recursos, mas também para governos que, por não oferecerem um ambiente atraente para o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmlzY29fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">risco<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, certamente não apenas espantarão os investimentos em curso, como também dificilmente conseguirão atrair outros novos.</p>
<p>Na esteira destes comparativos, uma conclusão: com exceção do caso brasileiro, o restante dos governos de esquerda da nossa querida América Latina definitivamente não sabem “caçar”, ou manter suas “caças” já conquistadas.</p>
<p>Vejamos a trajetória – na contramão – dos principais expoentes do movimento bolivariano:</p>
<p><strong>1. Argentina</strong><br />
A desconfiança diante dos números e índices oficiais argentinos é crescente. Recentemente, a prestigiada revista “The Economist” anunciou que <a title="&quot;The Economist&quot; retira Argentina" href="http://www.economist.com/node/21548242" target="_blank">não divulgará mais os dados fornecidos pelos institutos do país</a>, justamente por conta das permanentes divergências apresentadas por consultorias especializadas e outros institutos independentes.</p>
<p>Na última semana, em meio à conflituosa polêmica que reivindica a soberania sobre as Ilhas Malvinas, o governo argentino orientou (com um pouquinho de pressão) que os grandes grupos empresariais ali instalados <a title="Veja um exemplo do governo argentino" href="http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/argentina-pede-que-ford-nao-importe-pecas-britanicas/1501" target="_blank">recusassem comprar produtos vindos da Inglaterra</a>. Vale lembrar que a mesma Inglaterra, com a qual disputam a ilha, não obstante o turbulento momento econômico europeu, configura-se como um dos países com maior fluxo de capitais em investimento no nosso vizinho.</p>
<p>Somam-se a isso as constantes pressões e constrangimentos a todos os meios de comunicação que ousam criticar ou endossar criticas a condução da política econômica do país portenho. O resultado é a dúvida: que investidor se sentiria seguro com tanto barulho?</p>
<p><strong>2. Venezuela, Equador e Bolívia</strong><br />
Juntamos os três por representarem a tríade máxima da esquerda bolivariana. Os problemas começam pela instabilidade contratual, justamente nos polos mais significativos dos fluxos externos do capital direto. Determinar a invasão, por forçar militares, de parques operacionais instalados (e até de escritórios) de empresas estrangeiras tornou-se algo cada vez mais comum com o passar dos anos.</p>
<p>Trata-se de previsível procedimento sempre que negociações mais complexas e tensas sobre contratos vigentes sinalizam desfechos contrários aos interesses dos governos estabelecidos. Tudo pela nação bolivariana! Advogados? Enfrentamento de litígios por meios democraticamente legítimos? Nada disso, chamem a cavalaria e tudo se resolverá. É a cultura da força pela força, a apologia do brucutu.</p>
<p>Nas redações de jornal, o grande temor dos jornalistas é serem rotulados como antibolivarianos ou antinacionalistas. Criticou a política econômica? Declarou desconfiança diante do futuro do país ou dos números oficiais de inflação? Cuidado, você pode ter de <a title="Leia mais sobre ataques aos jornalistas" href="http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/ataques-digitais-contra-jornalistas-se-tornam-uma-nova-forma-de-censura-na-venezuela-entrevista" target="_blank">enfrentar um processo devastador</a>. Você não acredita no país? Tudo bem, mas arque com as consequências de suas opiniões expressas.</p>
<p>A insegurança jurídica é outra questão crítica. Nos últimos anos tornaram-se comuns os atos oficiais de criminalização diante da independência exercida por magistrados e outros agentes da lei.</p>
<p>Convenhamos, qual é o investidor que permanece “firme na estrada” com um caminhão desses na contramão?</p>
<p><strong>Autoritários, porém extremamente inteligentes</strong><br />
Há um caso que destoa das “patacoadas esquerdoides” latino-americanas. Sim, ela mesma, sempre ela. A China. O sistema político é uma declarada ditadura, o que para esse que vos escreve é uma infelicidade para um povo tão especial, mas os mecanismos do capital funcionam bem, muito melhor do que boa parte do ocidente gostaria.</p>
<p>A imprensa é monitorada e a insegurança jurídica existe, mas não ousa prejudicar <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. E não é só isso, afinal o sistema político, ainda que totalitário, preserva na sua essência o pragmatismo e a inteligência inerentes às grandes potências.</p>
<p>Para ilustrar, um passagem simples: recentemente, diante da polêmica de que <a title="Leia mais sobre a saída dos milionários chineses" href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI276614-16367,00-METADE+DOS+MILIONARIOS+CHINESES+PENSA+EM+MIGRAR+PARA+O+EXTERIOR.html" target="_blank">muitos milionários chineses declararam o interesse de prosseguir com suas vidas em outros países</a>, em busca de uma existência com mais qualidade e menos expostos ao poder central do Partido Comunista Chinês, a resposta de uma secretária do partido, publicada em um meio oficial de imprensa foi: <em>“Isso nos diz que precisamos construir na China as condições para que as pessoas queiram permanecer aqui”</em>.</p>
<p>Observem que a proeminente funcionária da nomenclatura chinesa não os acusou de antichineses, de criminosos ou sequer sugeriu medidas de contenção, proibindo o êxodo. Ela simplesmente pensou que algo é preciso ser feito para que estes cidadãos descontentes não deixem de realizar seus investimentos no próprio país. Simples assim. Isso assusta um investidor?</p>
<p>Pense como um investidor e analise as opções que discutimos neste artigo. Onde você investiria?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Você e a China: saiba um pouco sobre Xi Jinping</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 19:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<description><![CDATA[Saiba mais sobre o Vice-Presidente da China, Xi Jinping, e como ele pode mudar a China em uma eventual sucessão política. O Ocidente verá mudanças?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Você e a China: saiba um pouco sobre Xi Jinping" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_china_xi_jinping.jpg" alt="Você e a China: saiba um pouco sobre Xi Jinping" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, comecemos pelos fatos objetivos. <strong>Xi Jinping</strong> é o Vice Presidente da China. Mais do que isso, ele deverá se tornar, ao longo dos próximos dois anos, o principal líder Chinês, substituindo <strong>Hu Jintao</strong>, que se notabilizou como um duro negociador com o ocidente. Jinping faz parte do grupo conhecido como “os pequenos príncipes”, que reúne os filhos de líderes revolucionários chineses – uma elite formada como fruto da revolução cultural, destinada a conduzir o futuro do país. Sim, os comunistas também adoram uma elite (a própria, naturalmente).</p>
<p>Avancemos pelo histórico do senhor Xi Jinping, filho de um proeminente – e corajoso – político chinês, expulso do partido comunista em 1962 por apoiar uma publicação considerada crítica ao presidente Mao Zedong, mas que, reabilitado em 1978, assumiu papel relevante na construção da China moderna com sua adesão ao capitalismo de estado.</p>
<p>Em 1987, seu pai defendeu reformas políticas no partido e em seguida condenou a violenta repressão aos protestos de 1989 na Praça da Paz Celestial, episódio marcado como a última mobilização de grande relevância da sociedade chinesa, que na época clamava pela mistura de capitalismo com democracia. Como nem tudo se pode ter nessa vida, os tanques avançaram, os líderes foram presos e perseguidos e, para o pai de Xi, restou (por sorte) apenas o desprestígio político.</p>
<p><strong>Por que interessa saber quem é Xi Jinping?</strong><br />
Mas, o contexto familiar, suas sequelas e um passado marcado por vários contatos e interações com o ocidente, como a ocasião na qual liderou uma delegação de especialistas em alimentação animal em uma viagem oficial ao estado de Iowa (EUA), podem ter contribuído para a formação de um perfil significativamente diferente de Jintao, a quem deverá suceder.</p>
<p>Durante anos, e ao longo de sua ascensão na hierarquia do partido comunista, Xi Jinping cultivou uma forte relação com os EUA, com inúmeras viagens, relacionamentos sólidos e construídos de forma confiante e assertiva, incluindo encontros regulares nos últimos anos com Henry Paulson, ex-secretário do Tesouro. Sua esposa, Peng Liyuan, é uma famosa cantora pop na China e sua filha estuda em Harvard.</p>
<p><strong>Uma China mais próxima do Ocidente?</strong><br />
O resultado de tudo isso é um provável arejamento na relação com o Ocidente, o que não representará necessariamente refresco no avanço das ambições da China, país que hoje figura como o principal do grupo apelidado de Bric’s.</p>
<p>Precisamente na última semana, Xi iniciou uma visita de cinco dias aos EUA, começando com o programado encontro com o presidente Barack Obama e se estendendo aos estados de Iowa e da Califórnia, onde serão realizados encontros com empresários e investidores. Mas o que realmente marcou a visita foi o tom sutilmente mais conciliatório, sem deixar a retórica das temáticas mais espinhosas em linha com a estratégia diplomática. Ainda assim, ficou patente a inequívoca diferença em relação ao atual líder.</p>
<p>Os mais otimistas começam a alimentar as esperanças de que Xi Jinping poderá, juntamente com a esperada renovação nos quadros do partido comunista Chinês, iniciar um processo de distensão, lenta e gradual (parafraseando a expressão adotada pela ditadura militar brasileira nos anos 70), para aí sim garantir à China o status de economia de mercado – e, quem sabe, equipada com o sopro de liberdade típico de uma crescente democracia.</p>
<p>Se essas expectativas se concretizarem, o resultado não será certamente o de um cenário com menos concorrência e reduzida ambição internacional. No entanto, a calibragem de muitos parâmetros tornará a briga no mínimo mais razoável. Quem viver verá. Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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		<title>Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/10/nos-e-o-pib-do-brasil-o-que-se-espera-da-sexta-economia-mundial/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 18:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Como a notícia de que o Brasil é agora a sexta maior economia do mundo afeta nossa relação com o PIB do Brasil? O que esperar de uma potência econômica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_nos_e_o_PIB_Brasil_o_que_se_espera_sexta_economia_mundial.jpg" alt="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" align="left" hspace="2" vspace="2" /></p>
<p>Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, antes de discutirmos nosso salto econômico, sugiro uma breve introdução, onde aproveito para me recordar (como se fosse ontem) do anuncio que colocava <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">o Brasil como a sétima economia mundial</a>. Ocorreu precisamente na semana que antecedeu o carnaval de 2011, quando, sob um verão escaldante, observávamos de longe (por meio das notícias da imprensa internacional) a teimosia do rigoroso inverno econômico europeu – onde já se notava com clareza os primeiros contornos da crise crônica na qual o antigo continente se meteu.</p>
<p><strong>Os grandes também caem. E seus tombos são feios&#8230;</strong><br />
Na sequência, assistimos aturdidos a uma das mais excepcionais derrocadas já vistas envolvendo até então sólidas, poderosas e orgulhosas potências mundiais. Sem dúvida, um espetáculo triste e arrepiante, não apenas pelos fatos em si, mas pelo contexto panorâmico e conjuntural, sem saída, com pouquíssimas alternativas disponíveis e sem que uma profunda ferida política e social começasse a arder.</p>
<p>Vimos os grandes naufragarem, lutando com uma administração tomada pelo alarmante componente da insistência em uma governança em frangalhos, onde abordagens superficiais e repletas de retórica pouco serviram para aplacar diferenças e costurar um acordo regional que oferecesse não apenas tranquilidade aos mercados, mas esperança em uma retomada sólida e tracionada.</p>
<p><span id="more-7011"></span>Enfim, um filme de enredo melancólico. A desesperança foi soterrando, pouco a pouco, aquilo que durante anos foi a principal referência de modelo social, econômico e político: o modelo europeu ocidental. Mas a tristeza mais dolorida é aquela sentida por aqueles que deixaram as oportunidades escaparem entre os dedos, com desperdício do tempo e inexistência do senso de urgência.</p>
<p>No caso europeu, à luz do conhecimento da bagunça que tomou conta dos seus mercados financeiros, hoje não é difícil imaginar que há muito o abismo vinha sendo construído, seja pelo excesso de desregulamentação, seja pela soberba que anos e anos de bonança podem acarretar, ou quem sabe pela preguiça em impor um ponto de inflexão para um mecanismo de benefícios sociais que simplesmente não poderiam se sustentar no horizonte distante.</p>
<p>Algo difícil de explicar, também concordo. Em 2008, logo após o estouro da crise, em uma cerimônia com vários economistas e especialistas, a <a title="Leia mais no Diário do Grande ABC" href="http://www.dgabc.com.br/News/1067566/rainha-elizabeth-pede-explicacoes-sobre-crise-financeira.aspx" target="_blank">Rainha Elizabeth II questionou a todos</a> com a seguinte expressão: <em>“Mas como os senhores não conseguiram prever isso?”</em>. Pois é. A situação mundial deteriorou-se, mas como ficamos nós, os brasileiros, diante disso tudo?</p>
<p><strong>Enquanto isso, os emergentes mostram desenvoltura&#8230;</strong><br />
Nós, os brasileiros, que comemoramos no carnaval de 2011 o posto de 7ª economia mundial, e que agora, menos de um ano depois, somos instados a festejar (mesmo com as ressalvas de especialistas sobre o poder dos truques decimais) a <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/12/brasil-ja-e-sexta-maior-economia-do-mundo-segundo-consultoria-britanica.html" target="_blank">nossa ascensão à 6ª posição</a>, com direito ao pré-agendamento para <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/brasil-pode-ser-quinta-economia-do-mundo-antes-de-2015-diz-mantega.html" target="_blank">a festa da 5ª posição para antes de 2015</a>, ultrapassando a orgulhosa França até lá.</p>
<p>É óbvio que tudo isso é lisonjeiro e, naturalmente, há o mérito de todos nós. Fizemos um bom pedaço da lição de casa, resistimos ao modismo burro da desregulamentação excessiva, soubemos aproveitar algumas oportunidades e, de fato, nunca efetivamos explorações coloniais hostis como forma de fortalecimento de nossas riquezas.</p>
<p>Mas, peço aos nacionalistas de plantão que me perdoem pela polêmica que eventualmente esteja sendo plantada aqui (e desta vez faço justiça ao setor empresarial que quase nenhum alarde fez com a notícia). De fato me sinto bem melhor como patriota e desconfio um pouco do culto nacionalista, não por uma questão ideológica, mas por identificar no ufanismo uma credulidade ingênua, uma certa cegueira.</p>
<p><strong>O que podemos esperar do Brasil?</strong><br />
A questão é que, diante da demolição de um modelo dominante e da coexistência com novas potências que trazem consigo novas referências, questiono o que pode o mundo esperar deste país tropical, tolerante, multicultural, multiétnico e que por anos a fio foi preconceituosamente considerado frágil e distante de um arcabouço cultural apropriado ao progresso? Ou melhor, o que se espera de uma grande e ascendente potência mundial? Aqui me permito conjecturar:</p>
<ul>
<li><strong>Espera-se que sejamos de fato uma potência</strong>, tomados como exemplos de eficiência, capacidade na resolução de nossas próprias mazelas, com transparência inequívoca e capazes de construir um polo econômico verdadeiramente sólido, com democracia e liberdade;</li>
<li><strong>Espera-se que possamos estabelecer uma referência para o desenvolvimento científico e para a inovação</strong>;</li>
<li><strong>Espera-se força estratégica para apoiar e colaborar de forma marcante na contenção de abusos internacionais</strong> e devaneios que coloquem a paz em risco;</li>
<li><strong>Espera-se senso de responsabilidade internacional</strong>, em que a importância da integração global e as verdadeiras questões relativas a sustentabilidade passem a ser encaradas além da retórica e imunes a interesses internacionais nocivos e maquiavelicamente concebidos.</li>
</ul>
<p>Em resumo, as expectativas sobre este Brasil que desde os anos 50 não para de crescer, independentemente de suas mazelas, são plausíveis. As perspectivas, mais que isso, potencialmente serão colocadas em prática e realizadas, pois capacidade não nos falta. Nossa nação tem todo o material humano, natural e financeiro para tal.</p>
<p>No entanto, precisamos, com urgência, declinar de comemorações baratas e colocar, de uma vez por todas, a mão na massa. Precisamos fazer valer tudo aquilo que podemos ser, mas que só seremos se trabalharmos. Muito. O mundo nos espera, com ansiedade. Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/29/o-brasil-do-presente-e-do-futuro-a-sexta-maior-economia-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 00:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[governo]]></category>
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		<description><![CDATA[Brasil ultrapassa o Reino Unido e se torna a sexta maior economia do mundo. O que é verdade e o que é mito sobre essa notícia? Ainda temos desafios a vencer!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_brasil_presente_futuro_sexta_maior_economia_mundo.jpg" alt="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" align="left" hspace="2" vspace="2" />O ano de 2011 se encerra com a notícia de que o Brasil alcançou o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, conforme <a title="Leia mais" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-bate-reino-unido-e-se-torna-6-maior-economia-do-mundo-diz-jornal,97257,0.htm" target="_blank">matéria publicada pelo jornal “The Guardian”</a>. Como não poderia ser diferente, a notícia foi recebida com entusiasmo por parte do governo e com algumas críticas por boa parte da sociedade – que nos fez lembrar que ainda possuímos graves problemas em diversas áreas como educação, saúde, infraestrutura, saneamento básico, entre outras.</p>
<p><strong>O Brasil mudou e mudará ainda mais em 20 anos</strong><br />
O ministro Guido Mantega foi rapidamente a público afirmar que <a title="Leia mais" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/12/26/brasileiro-pode-levar-20-anos-para-ter-padrao-de-vida-europeu-diz-mantega.jhtm" target="_blank">o Brasil levará pelo menos 20 anos para alcançar o mesmo padrão de vida europeu</a>. Isso, é claro, se mantivermos o mesmo nível de crescimento atual.</p>
<p>Confesso que tenho uma opinião extremamente prática sobre o assunto: os números de crescimento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">economia brasileira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> nos últimos 20 anos são suficientes para acreditar que, sim, avançamos consideravelmente nas questões econômicas. Mas, sim, poderíamos estar em patamares melhores. Ok, dentro de um contexto de crise que se arrasta por boa parte do mundo, conseguimos evoluir e apresentar a boa parte da população condições necessárias para acreditar no país.</p>
<p><span id="more-6988"></span>A verdade é que concordo com aqueles que mostram o noticiário recheado de milhares de pessoas que são vítimas do mau atendimento público e se desesperam esperando atendimento no SUS; notícias de muitos brasileiros ainda desamparados pelo Estado, muitas vezes passando fome, também chamam minha atenção. Mas, se olharmos o Brasil de vinte anos atrás, é nítida a diferença: o desenvolvimento de nosso país tornou muita coisa possível.</p>
<p>E não é difícil descobrir qual é o grande e grave problema do Brasil: a corrupção. Dados preliminares apontam que, só em 2011, houve <a title="Leia mais" href="http://oglobo.globo.com/pais/investigacoes-em-5-ministerios-apontam-desvios-de-11-bilhao-3513380" target="_blank">indícios de desvios que somam R$ 1,1 bilhão</a>, em cinco ministérios investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).</p>
<p>Para manter o exercício do tempo, imagine o transcorrer dos últimos 20 anos. Quanto de dinheiro público seguiu o caminho da corrupção em detrimento das reais necessidades do país? Pense adiante: mantendo o mesmo padrão nos próximos 20 anos, quanto ainda será desviado se continuarmos tolerando essas práticas?</p>
<p><strong>O desenvolvimento da sociedade</strong><br />
Está mais do que claro que para chegarmos a níveis europeus de crescimento, a população brasileira precisa também crescer como <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29jaWVkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">sociedade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> organizada – isso para que tenhamos atitudes que nos dêem o direito de cobrar os governantes. Chega de ser o “país do jeitinho” ou da imagem malandra, de querer levar vantagem em tudo. Precisamos avançar.</p>
<p>Cabe lembrar que apesar do tamanho da economia – e da notícia de que ultrapassamos o Reino Unido –, <a title="Leia mais" href="http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=219644" target="_blank">a comparação do PIB per capita de nosso país e dos países europeus</a> dá a dimensão do desafio que temos pela frente. O Reino Unido ocupa a 20ª posição, com US$ 32 mil de renda per capita, enquanto o Brasil está em 70º lugar, com renda anual de US$ 13 mil.</p>
<p>Se já crescemos, agora precisamos nos desenvolver, melhorar a renda da população e avançar com projetos sociais que garantam mais do que uma simples bolsa no final do mês. É preciso garantir que tenhamos uma nação composta por verdadeiros cidadãos, com direitos e deveres claros e amparados pelo Estado de uma forma inteligente e sustentável.</p>
<p>O Brasil avançou muito e encarou a crise de forma inteligente. Somos a sexta <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do mundo. O ano de 2011 termina com excelentes notícias, mas também com desafios ainda maiores se considerarmos o potencial e a oportunidade que temos nas mãos. Torço para que 2012 seja um ano convincente no sentido de colocar o Brasil como uma realidade, não como uma aposta.</p>
<p>Feliz 2012 e até lá!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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