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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Empreendedorismo</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Empreendedorismo</title>
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		<title>As ilusões corporativas e os perigos da zona de conforto</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/02/08/as-ilusoes-corporativas-e-os-perigos-da-zona-de-conforto/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 15:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Crenças antigas, ilusões corporativas, acomodação na zona de conforto e decisões baseadas no lugar comum e a falta de bom senso prejudicam o importante aprendizado profissional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As ilusões corporativas e os perigos da zona de conforto" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_ilusoes_corporativas_perigos_da_zona_de_conforto.jpg" alt="As ilusões corporativas e os perigos da zona de conforto" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, depois de uma certa vivência, e após ter assistido (e sofrido as consequências na própria pele) ao conjunto de crises e turbulências econômicas que o sistema capitalista gerou nos últimos quinze anos, a conclusão que fica é a de que, se há algum benefício nos grandes vendavais – e penso que apenas aqueles bem fortes possuem essa prerrogativa –, é justamente o de produzir a disposição para questionamentos até então fora do esquadro.</p>
<p><strong>A comodidade da vida na zona de conforto</strong><br />
Quando tudo vai bem, ou quando as crises são resolvidas sem grandes complicações estruturais, a sensação dominante da capacidade natural dos agentes em superar eventuais turbulências sempre prevalece. Ao final, para os menos críticos (ou mais crédulos) funciona como a comprovação da perfeição do sistema, que se autocorrige e é capaz de conceber a próprias soluções.</p>
<p>Fica a impressão de que qualquer proposição de reformas mais robustas e abordagens que ameacem a muralha que protege o castelo do senso comum soam como precipitação ou esquisitice. Com isso, e nessa cadência de causa e efeito, constroem-se as novas torres desse castelo tão protegido. Em sua defesa, no lugar de arqueiros, os eternos lugares comuns.</p>
<p><span id="more-7231"></span><strong>A realidade ou o que querem que acreditemos?</strong><br />
Ao invés de fossos com crocodilos famintos, modismos e mais modismos. Para aqueles que optaram por viver dentro da fortificação, as leis são rigorosas. Críticas ao modelo? Nem pensar. Rever conceitos amplamente estabelecidos? Nem de brincadeira. Pensar por conta própria e à revelia dos gurus do “bobajal”? Jamais! E, assim, a vida segue, aparentemente tranquila, com uma acefalia aqui, outra ali.</p>
<p>No meio do caminho, algumas “torres” são mais bem defendidas do que outras. São torres conceituais, cujo núcleo jamais pode ser questionado. Mas, com o tempo e os acontecimentos, tais torres não resistem aos fatos e as temidas novas abordagens começam a atravessar a muralha.</p>
<p><strong>O exemplo da empresa de capital aberto, “sem dono”</strong><br />
Uma dessas abordagens, da qual compartilho e sobre a qual começo a escutar vozes convergentes a defendê-la, trata do descompromisso que o sistema profissional de gestão pode incutir em uma companhia aberta. Ofereço o reconhecimento de que, independentemente disso, algumas culturas organizacionais de fato conseguem oferecer a blindagem a esse tipo de risco.</p>
<p>Mas o problema, como sabemos, é que uma fileira de dominós não consegue resistir integralmente de pé quando um deles leva um tombo. Alguns permanecem firmes, mas muitos vão ao chão sem nenhuma resistência. O que dizer da crença comum de que uma empresa imune à fiscalização rigorosa de um “dono”, mas sujeita a gestão de um profissional com mandato seja menos suscetível aos desvios de conduta?</p>
<p>Reconheço que, na maioria dos casos onde as fraudes ocorreram, uma ou duas ovelhas da pá virada, destoando da maioria dos seus colegas, fizeram todo o serviço. Mas, observe que assim como na analogia com o dominó, bastaram um ou dois elementos para que a fileira descambasse em um redemoinho de acusações, investigações criminais e desespero jurídico. E as ações? Bem, como sempre elas desabaram em conjunto com a reputação de auditorias e agências de rating.</p>
<p><strong>E o caso do profissional que pula de empresa em empresa?</strong><br />
Outro “lugar comum” corporativo, pouco relacionado às regras de governança, mas com impacto direto na alta-média e média gestão, tanto em empresas de capital aberto quanto naquelas que permanecem fechadas, trata da instabilidade profissional como conceito de posicionamento e afirmação de “competência” ou “agressividade”.</p>
<p>Escutei certa vez de um headhunter sobre sua relutância em indicar candidatos que tenham trabalhado na mesma companhia por mais de três anos. Para ele, isso era sinal inequívoco de acomodação, incompatibilidade aos novos tempos e afirmação de um perfil retrógrado.</p>
<p>À parte a total inexistência de qualquer métrica, de qualquer fundo metodológico ou científico no sentido da exploração psicológica do tema, para este caçador de executivos faltou também o mínimo de bom senso. Para ele, pouco importava a dinâmica de carreira destes candidatos ao longo dos quatro, cinco ou dez anos de permanência em suas posições atuais ou anteriores.</p>
<p>Não importava se tinham realizado projetos do início ao fim, se foram frequentemente expostos a novos e ricos desafios e menos ainda se souberam suportar e administrar pressões por períodos longos, como reflexo de um senso de responsabilidade apurado. Não, a qualidade do período de permanência não oferecia o menor indicativo de nada. O que importava mesmo era a cega repetição dos manuais e da retórica em voga.</p>
<p>O artigo tem tom provocador, mas porque <strong>acredito que precisamos aprender a pensar e criar por conta própria</strong>. Não é fácil, afinal não há castelo bem defendido sem um exército inteligente; e, mesmo quando isso existe, sempre poderá haver um Cavalo de Tróia tripulado por uma turba de ilusionistas do senso comum tentando complicar as coisas. <strong>É preciso resistir. E insistir</strong>.</p>
<p>Até o próximo.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Engajamento empreendedor: a força que falta para o verdadeiro sucesso</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/26/engajamento-empreendedor-a-forca-que-falta-para-o-verdadeiro-sucesso/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 16:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Empreendedores são indivíduos dotados de energia e talento de sobra, o que lhes confere muitas oportunidades. Como torná-los verdadeiros cidadãos engajados?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Engajamento empreendedor: a força que falta para o verdadeiro sucesso" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_engajamento_empreendedor_forca_que_falta_verdadeiro_sucesso.jpg" alt="Engajamento empreendedor: a força que falta para o verdadeiro sucesso" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, antes de tudo peço calma e compreensão. Solicito isso logo no início do texto, pois conheço o potencial explosivo (ou quem sabe sonífero) dessa temática. E, diante de reações mais agressivas ou bocejos de sono, devo aqui reconhecer o fato de que os empreendedores de uma forma geral simplesmente não suportam mais a carga de cobranças, chateações oficiais e aporrinhações de toda espécie e gênero. Sendo assim, seria muito natural o olhar enviesado de um leitor que observe, logo no título, uma convocação ao seu engajamento.</p>
<p>Da mesma forma, posso garantir que nesse texto você estará protegido dos ataques da ditadura do politicamente correto, com seus clichês insistentes, superficiais e suas modinhas de ocasião. Prometo não incomodá-los com esse “bobajal”. Afirmaria até que o que abordarei traz, em última análise, desoneração. Exatamente isso, desoneração empreendedora, assim como um balão que para subir necessita jogar fora parte da bagagem de seus passageiros. Mas a questão é que essa desoneração não se conquista sem um pouco de esforço.</p>
<p><strong>Qual o papel do empreendedor?</strong><br />
A dura realidade é que somos permanentemente empurrados para a linha de frente da solução de problemas. Empurrados (está no plural, pois me incluo na categoria) para tratar das questões sociais, cobrados a adotar procedimentos sustentáveis e inquiridos sobre os estímulos socialmente responsáveis que estamos disponibilizando aos nossos colaboradores. Mas quase ninguém nos empurra para cobrar a exigir direitos.</p>
<p><span id="more-7059"></span>Não basta a carga tributária infernal – e para alguns verdadeiramente insuportável – sem retorno em bons serviços públicos, infraestrutura, saúde, segurança, educação etc. Não bastam as dificuldades resultantes de não poder contar com uma mão de obra qualificada, a falta de incentivos tributários reais e a existência de uma antológica, firme e sólida burocracia.</p>
<p><strong>Qual é o motivo de tantas cobranças e tanta expectativa depositada?</strong><br />
A resposta é simples: o nosso distanciamento das questões públicas, que no final das contas nos afetam diretamente, o nosso excessivo apego com o curtíssimo prazo e suas inerentes e objetivas questões e a nossa ilusão em achar que o poder de fato reside apenas nas mãos do empresariado e seus retumbantes resultados reduziram a nossa capacidade de <strong>existir exigindo</strong>. Em troca disso, passamos a <strong>existir absorvendo</strong>, tal qual uma esponja grossa e resistente. Sem tempo para pensar, refletir e acumular indignação.</p>
<p>Algo como: “Trabalhem, ganhem seu dinheiro e depois paguem uma considerável parte em impostos e outras contribuições! Não percam tempo pensando. Vocês precisam ganhar dinheiro para consumir e nos sustentar!”.</p>
<p>Hora de refletir:</p>
<ul>
<li>A quem interessa a nossa despolitização?</li>
<li>Quem ganha com a nossa desunião?</li>
</ul>
<p>As respostas também são simples, sabemos disso. A mesma sociedade que nos enxerga de forma tão estoica, como indivíduos repletos de energia e apetite pelo risco, acaba por nos convocar para solucionar, com criatividade, esforço e dinheiro, aqueles problemas que já deveriam estar solucionados (ou pelo menos a caminho da solução).</p>
<p><strong>Seria essa mesmo a nossa melhor contribuição?</strong><br />
Que tal usarmos os nossos atributos para, ao invés de aceitar passivamente a montanha de cobranças, passarmos a refutá-las e, na contraofensiva, efetivar reclamações e exigências? E fazer isso mantendo nossa forma de ser, com criatividade, apetite pelo risco, inovação, energia, disciplina e capacidade de organização. Quem topa?</p>
<p>Perceba que o texto relata uma conta que não fecha. Como empreendedores, a nossa eficiência e a nossa disposição jamais compensarão a ineficiência pública de nossas instituições. É urgente a necessidade de invertermos essa lógica, caso contrário jamais seremos uma potência em valor agregado, governos e poderes instituídos eficientes e servidores aos seus contribuintes, qualidade de vida, oferta de oportunidades e cidadania.</p>
<p>Onde queremos chegar? Pensemos nisso. Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, CMO da boo-box</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/18/dinheirama-entrevista-marco-gomes-cmo-da-boo-box/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 09:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Marco Gomes, CMO da boo-box, fala sobre como startups podem alavancar seus negócios e fortalecer sua marca em um mercado cada vez mais competitivo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, CMO da boo-box" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_entrevista_marco_gomes_cmo_boo_box.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, CMO da boo-box" align="left" hspace="2" vspace="2" />Nossa <a title="Leia a primeira entrevista com Marco Gomes" href="http://migre.me/7A0AJ" target="_blank">primeira entrevista com o amigo empreendedor <strong>Marco Gomes</strong></a> foi um grande sucesso. Recebemos muito <em>feedback</em> através dos comentários e também por e-mail, inclusive com sugestões de pauta para uma nova rodada de perguntas. Marco, para quem ainda não o conhece, é fundador e atual CMO da <strong><a title="Conheça a boo-box" href="http://migre.me/7A0BB" target="_blank">boo-box</a></strong>, empresa de tecnologia para publicidade com operações no Brasil e América Latina.</p>
<p>Se já conversamos sobre empreendedorismo digital e as dificuldades e desafios que o empreendedor enfrenta em um país como o Brasil, agora é hora de discutir como as startups podem valorizar seus serviços e suas marcas sem que isso signifique gastar muito dinheiro. Além disso, Marco dá sua opinião sobre a importância do posicionamento e da troca de experiências como usuário através das redes sociais.</p>
<p>Confira nosso novo papo e deixe suas considerações no espaço de comentários ao final. Boa leitura!</p>
<p><span id="more-7029"></span><strong>Marco, as startups estão no centro do debate de empreendedorismo no Brasil. Apesar de ser um período em que o mercado olha para o Brasil como um celeiro de oportunidades, para as empresas novatas é necessário trabalhar com orçamento enxuto e produtos matadores. Considerando sua experiência, você acha que tornar a marca da startup conhecida pode fazer grande diferença nos resultados? Por quê?</strong></p>
<p><strong>Marco Gomes:</strong> Fazer investimento visando o reconhecimento da marca é muito importante para empresas de qualquer porte, principalmente as classificadas como <em>“Consumer Internet”</em>, ou seja, as que não são B2B, mas B2C, focadas em atender e prover serviços para pessoas físicas.</p>
<p>O maior desafio de qualquer serviço ao consumidor ou rede social é entrar no dia-a-dia do usuário e fazer com que a pessoa lembre de você quando precisar do seu serviço. O processo é super difícil e um bom planejamento de marketing, cuidadosamente executado, pode ser o diferencial para o crescimento explosivo de uma empresa. Temos vários exemplos recentes da Internet brasileira, como Peixe Urbano, BuscaPé, Privalia e SaveMe.</p>
<p><strong>Olhando um pouco para o futuro e trabalhando com a expectativa de crescimento da Internet no Brasil, como você enxerga o mercado digital e principalmente o papel do Brasil nas redes sociais? Elas serão responsáveis pela conversão de negócios? Quais as oportunidades que você vê no momento?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> As redes sociais estão amadurecendo cada vez mais como mídia. Hoje já atingem mais de 70 milhões de pessoas no Brasil e influenciam as decisões de compra de milhões de brasileiros. Os anunciantes estão cada vez mais hábeis em criar estratégias de comunicação integrando redes sociais e os que não se moverem rápido vão ficar para trás. As redes sociais são sinônimo de oportunidades para quem souber trabalhar seu posicionamento.</p>
<p><strong>Sabemos que algumas startups de sucesso reconhecido no Brasil foram lançadas com o apoio da boo-box. Você pode contar um pouco desse processo de aproximação? Por que Peixe Urbano, Clickon, Frugar, entre outras, optaram por esse relacionamento com a boo-box?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> A boo-box é pioneira em publicidade em redes sociais, nossos serviços proporcionam campanhas nas mídias sociais em alta escala, simplicidade e segmentação precisa do público-alvo do anunciante. Graças a estes diferenciais, sempre chamamos a atenção dos anunciantes mais exigentes e também daqueles que estão começando e não tem a opção de errar no lançamento da empresa.</p>
<p><strong>E como ficam os empreendedores com menos capital? Você comentou que a boo-box lançou há pouco tempo pacotes especiais de anúncios em mídias voltados para quem está começando, para as Startups. Pode explicar melhor a ideia e os planos oferecidos? O investimento precisa ser alto?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Os planos são voltados para <a title="Conheça os planos para startups da boo-box" href="http://migre.me/7A0Hb" target="_blank">startups que desejam fazer investimento em mídia on-line</a>, mas que ainda não possuem o capital necessário para trabalhar com grandes agências de publicidade e planejamentos de mídia volumosos. Criamos pacotes especiais para empreendedores como todos nós. Os preços têm descontos agressivos de até 50% no valor de tabela e geram resultados incríveis em lançamentos de novas ideias.</p>
<p>Veja por exemplo estes <a title="Clique e veja exemplos de sucesso da boo-box" href="http://migre.me/7A0G0" target="_blank">cases da nossa plataforma self-service</a>. Um dos anunciantes conseguiu um novo usuário a cada 63 centavos investidos na boo-box; normalmente, em outros sistemas de publicidade cada novo usuário custaria 10 vezes mais.</p>
<p>Ao contratar os planos para startups, o empreendedor pode lançar sua empresa exibindo seus anúncios em nossa rede, que tem mais de 280 mil sites e ainda o diferencial de fazer o lançamento simultaneamente no Twitter, veiculando publicidade em nossa base de usuários, que conta atualmente com mais de 12 mil pessoas, atingindo acima de 6 milhões de seguidores únicos.</p>
<p>Com a combinação de anúncios gráficos exibidos em blogs e tweets patrocinados, a startup tem os itens mais importantes para um lançamento:</p>
<ul>
<li>Divulgação do serviço para milhões de pessoas do público-alvo desejado, levando tráfego qualificado para o website no momento do lançamento;</li>
<li><em>Feedback</em> imediato dos usuários do Twitter, que, ao verem o lançamento, repassam para seus contatos, testam o serviço, deixam opiniões sobre o site e o que esperam da startup.</li>
</ul>
<p><strong>Apesar da Internet possuir mais anúncios tradicionais (banners, essencialmente), nos últimos anos começaram a surgir outras oportunidades de publicidade em redes sociais, como posts patrocinados no Twitter e algumas campanhas no Facebook. Optar por esse tipo de publicidade já é uma boa alternativa por aqui? Como medir a eficiência e o retorno de campanhas assim?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> O retorno sobre o investimento é mensurável através de uma métrica objetiva e quantitativa, como novos usuários cadastrados ou novas vendas efetuadas, isso não muda, independente do meio de divulgação. Uma das maiores vantagens de anúncios em redes sociais como o Twitter é a natureza altamente interativa do ambiente.</p>
<p>Ao colocar a marca em contato com o consumidor, ele vai reagir espontaneamente, provendo informações valiosas de satisfação de usuário e pontos de melhoria para a startup. Na “velha mídia” este tipo de feedback precisa ser coletado por empresas de pesquisa e custam muito caro; ao colocar sua marca no Twitter, você tem o feedback gratuitamente.</p>
<p><strong>Em nossa outra conversa, você alertou os futuros empreendedores para que &#8220;não se prendam em desculpas&#8221; e, assim, tentem, experimentem fazer o que desejam. Alguns leitores já empreenderam e, por algum motivo, não prosperaram. Você acredita que os caminhos para o sucesso passam, hoje, por uma estratégia digital?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Com certeza, principalmente para as <em>“Consumer Internet”</em>, a estratégia de comunicação digital é um importante elemento do plano de comunicação. É preciso fazer um planejamento realista e robusto e ter atenção com a execução, medindo sempre o ROI de cada ação e alterando a tática e a operação de acordo com os resultados obtidos.</p>
<p><strong>Marco, muito obrigado pela nova oportunidade de abordarmos o empreendedorismo digital e os negócios em nossas conversas. Se você tivesse que resumir a realidade digital do Brasil em um parágrafo, como encerraria esse nosso papo?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Em uma palavra, seria <strong>potencial</strong>! O Brasil está crescendo muito, rápido e as oportunidades são inúmeras. Há mais oportunidades que pessoas para aproveitá-las e os mais preparados e corajosos com certeza vão ter belíssimas histórias para contar daqui alguns anos. Que sejam os leitores do Dinheirama!</p>
<p>Foto: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Alexandre Borin, CEO da Prestus</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 10:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Desempenho acima da média e cobranças sociais e familiares. Como fica a qualidade de vida? Equilibrar os afazeres profissionais e pessoais é um desafio e tanto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Alexandre Borin, CEO da Prestus" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_entrevista_alexandre_borin_ceo_prestus.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Alexandre Borin, CEO da Prestus" align="left" hspace="2" vspace="2" />Uma das características profissionais que mais gera angústia, especialmente nos jovens, é a produtividade com responsabilidade. Ao mesmo tempo em que se exige desempenho acima da média, aumentam também as cobranças sociais e familiares, especialmente no que tange a questão da qualidade de vida. Equilibrar os afazeres profissionais e a demanda por mais tempo fazendo o que gosta é um desafio e tanto.</p>
<p>Para aprofundar mais esse assunto, conversei com <strong>Alexandre Borin</strong>, formado pela UNICAMP em Engenharia Elétrica, pós-graduado em Marketing e MBA Executivo pelo IBMEC. É atualmente CEO da <strong><a title="Conheça a Prestus" href="http://migre.me/7ut0q" target="_blank">Prestus</a></strong>, uma empresa inovadora que provê serviços de concierge corporativo e um clube de especialistas em diversas áreas, para executivos de alto desempenho, além de prover atendimento profissionalizado a clientes, 24h/dia, para empresas.</p>
<p>Depois de atuar por oito anos na Ericsson Telecomunicações, indo de <em>trainee</em> a diretor em menos de 2 anos e partindo do acúmulo de responsabilidades, Alexandre teve a grande ideia de auxiliar na produtividade de profissionais e empresas e decidiu deixar o cargo para fundar a Prestus. Em menos de um ano, a Prestus ganhou um Prêmio de Inovação, dezenas de clientes e foi capa da revista PEGN de Setembro/2010.</p>
<p><span id="more-7016"></span>Acompanhe nosso papo:</p>
<p><strong>Alexandre, a percepção de que as pessoas estão cada vez mais ansiosas me faz crer que ficamos menos produtivos &#8211; pelo menos sob nosso próprio olhar. Como isso prejudica a organização das tarefas e sua consequente realização?</strong></p>
<p><strong>Alexandre Borin:</strong> Realmente, os níveis de ansiedade a que estamos expostos estão maiores, o que nos traz a sensação de que o volume de afazeres sempre aumenta, sem parar. A verdade é que estamos perdendo um bem muito importante, que é o nosso foco! Veja que os conceitos de “foco” (o que fazer e o que não fazer) e “organização” (como fazer) são conceitos bastante diferentes.</p>
<p>Em geral, uma pessoa bem organizada consegue sequenciar suas atividades e acaba assumindo diversas tarefas simultaneamente. É a sua falta de foco que cria a percepção de ansiedade e de que há problemas demais por resolver. Infelizmente, tratamos a nossa falta de foco tentando “organizar” nosso dia a dia, ao invés de priorizar o que efetivamente precisa ser feito. Ao buscarmos mais foco, a ansiedade se reduz e encadear tarefas fica mais fácil &#8211; sem realizá-las todas, é claro.</p>
<p><strong>Como empreendedor, alguém que quebrou certos paradigmas, você também concorda que, muitas vezes, as regras (explícitas ou não) limitam a criatividade e o potencial dos trabalhadores? Como equilibrar a cobrança por inovação e a importância dos resultados tangíveis?</strong></p>
<p><strong>A. B.:</strong> Esta é a eterna e saudável busca por equilíbrio entre as iniciativas e “acabativas”, diariamente. Os esforços por inovação são importantíssimos em um mundo onde as empresas se reinventam a cada dia. Mas o extremo também não é saudável. É comum empresas se esforçarem tanto para inovar e lançar produtos, que se esquecem de fazê-los dar certo em seguida. Já acompanhei lançamentos serem comemorados mais como um “finalmente” que como o que realmente deveriam ser: o começo, o lançamento. Devemos buscar “acabativa” em grau igual ou ainda maior do que buscamos a inovação.</p>
<p><strong>Qual foi o seu maior desafio profissional? Como você lidou com a questão e o que aprendeu?</strong></p>
<p><strong>A. B.:</strong> Sempre acumulei muitas tarefas e desafios simultâneos, seja na carreira executiva como no empreendedorismo, mas não tenho dúvidas em dizer que o maior desafio sempre foi “desenvolver competências” &#8211; tanto em mim, como nos membros do time. Por mais que tenhamos pouco tempo em nossa vida profissional, desenvolver pessoas deve ser prioridade. Só assim que se obtém comprometimento e resultados acima da média.</p>
<p>Acredito ser importante evitar pensamentos egoístas e simplistas tipo <em>“se quer bem feito, faça você mesmo”</em>. Melhor é desenvolver as pessoas que estão ao nosso lado e pensar <em>“se quer bem feito 100 vezes, ensine você mesmo – e duas vezes, com paciência, se necessário”</em>. No médio e longo prazo a empresa terá muito mais gente capaz de fazer bem feito, o que aumentará seu retorno e satisfação de seus clientes.</p>
<p><strong>Você diria que o fracasso também é fundamental para crescer e prosperar? Tem algum exemplo pessoal neste sentido?</strong></p>
<p><strong>A. B.:</strong> Gosto do pensamento de que devemos reconhecer o sucesso das pessoas não pelas coisas que conquistaram, mas pelas coisas de que abriram mão para conquistar o que tanto queriam. Falhar e cometer erros estão entre as experiências que mais nos ajudam crescer, não tenho dúvida disso.</p>
<p>Um exemplo pessoal? Bem, ainda antes de completar 18 anos abandonei o curso de engenharia no ITA, pois achava as disciplinas difíceis demais. Meses depois, entrei novamente para a engenharia na escola que sempre tinha sonhado (Unicamp). E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que o difícil era mesmo o curso, e não a escola? Fracasso ou sucesso? Decisões difíceis nos fazem crescer e nos abrem outras oportunidades incríveis.</p>
<p><strong>A sobrecarga de informação parece vir acompanhada de uma enxurrada de atividades e demandas complementares. Você percebeu nesse problema um nicho, uma oportunidade. Delegar não faz parte de nossa natureza? Podemos mudar isso?</strong></p>
<p><strong>A. B.:</strong> Sempre fui obcecado por ser produtivo ao máximo. Quando atuei como diretor em uma multinacional de telecomunicações, por cerca de 7 anos, eu não tinha uma assistente dedicada e, frequentemente, eu me via fazendo coisas para as quais minha hora de trabalho era &#8220;cara&#8221; demais.</p>
<p>Foi aí que comecei a perceber que a maioria dos profissionais desperdiçava tempo por falta de retaguarda e decidi fundar a <a title="Conheça a Prestus" href="http://migre.me/7ut0q" target="_blank">Prestus</a>. Eu queria justamente fornecer retaguarda (assistentes) 24h por dia, para todo tipo de profissional. O objetivo era dar produtividade e permitir que os profissionais pudessem focar seu esforço nas tarefas que realmente fossem relacionadas ao seu conhecimento e trabalho.</p>
<p>Uma coisa é termos que fazer algo por falta de opções. Outra coisa é a nossa recusa interior em colaborarmos mais com as outras pessoas. Nesta “Era da Colaboração”, não faz sentido fazermos as coisas sozinhos! Assim como a especialização do trabalho, delegar tarefas é uma opção natural para quem busca ter foco e alta produtividade.</p>
<p><strong>Posições de destaque exigem profissionais mais capazes, mas também equipes mais preparadas para compartilhar responsabilidades. Quais os principais passos para que delegar realmente funcione?</strong></p>
<p><strong>A. B.:</strong> Delegar é uma experiência, um “quantum” de liderança. Para delegar bem, o indivíduo deve entender, dividir, programar, alocar, motivar, acompanhar, cobrar e por ai vai. O que impressiona mais, nestas palavras, é que o verbo “fazer” (a atividade em si) não está entre elas. Para delegar bem, temos que buscar o equilíbrio entre “focar” (o que fazer) e “organizar” (como fazer).</p>
<p>Há pessoas que tem dificuldade em delegar tarefas, pois se preocupam mais em “como os outros vão fazer” do que com “o que” elas mesmas devem deixar de fazer. Assim, o primeiro passo é refletir qual deve ser o seu foco e, a partir deste exercício, listar as diversas tarefas que são &#8220;terceirizáveis&#8221;.</p>
<p>Outra dica importantíssima é que mantenhamos um controle (costumo recomendar um caderno, de papel mesmo) para que, depois de entendido e dividido o problema, programados e alocados os recursos, possamos nos lembrar de acompanhar e cobrar os resultados. Delegar significa contar com o apoio dos outros, mas também reconhecer seu esforço. Só é possível fazer isso se houver controle.</p>
<p><strong>Alexandre, muito obrigado pela disponibilidade e excelente conversa. Deixe uma mensagem final aos leitores do <em>Dinheirama</em>.</strong></p>
<p><strong>A. B.:</strong> Temos que ter clareza sobre o que buscamos (isto é foco) e o que queremos primeiro (isto é priorização) em nossos desafios e em nossa vida. A pessoa que administra bem o seu tempo não é a que é mais organizada para realizar tudo, mas sim a que decide melhor o que fazer e o que deixar de fazer.</p>
<p>E, veja que interessante: no final, o nosso sucesso talvez possa ser melhor medido não pelas coisas que conquistamos, mas pelas coisas das quais abrimos mão nesta jornada de conquistas. Obrigado pela oportunidade e parabéns pelo belo trabalho realizado no <em>Dinheirama</em>.</p>
<p>Fotos: <strong>divulgação</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 12:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Kepler</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você concorda com a visão que todos os serviços e negócios lançados na Internet brasileira são uma mera cópia de outros países? Entenda porque isso não é verdade!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_na_internet_nada_se_cria_mas_nem_tudo_se_copia.jpg" alt="Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!" align="left" hspace="2" vspace="2" />Empreendedores e empresários brasileiros que atuam na Internet tem sido chamados de desinformados, de imitadores de sistemas, aplicativos e serviços americanos. Nem de longe isso poderia ser uma verdade absoluta. Todos os dias, milhares de ideias e inovações surgem no mundo e, por muitas vezes, trata-se de negócios similares e simultâneos em locais e países diferentes.</p>
<p><strong>Simples cópia ou inovação?</strong><br />
Mas, mesmo que seja um negócio pensado e baseado em um modelo já existente ou importado de modelos de negócios internacionais, também não podem ser taxados de &#8220;imitação barata&#8221;, a não ser que seja um simples “<em>CopyCat</em>” (tipo um Control C + Control V bem descarado). O mercado é enorme, está aberto e a Internet é livre e jovem.</p>
<p>Se o produto ou o serviço não existe, ou existe mas não tem qualquer penetração na sua região e você conseguiu inovar e desenvolver um serviço adaptado e “climatizado”, baseado em um modelo de sucesso, qual o problema? Se isso fosse errado, não teríamos no Brasil, por exemplo, redes sociais de nichos,<em> e-commerce</em> de sapatos, portais de notícias, sites de compras coletivas, <em>download</em> de música, serviços de geolocalização, classificados, busca de preços e por ai vai.</p>
<p><span id="more-7006"></span>A quem cria uma coisa que não existe, chamamos de inventor. O cara que bola uma novidade e que consegue implementar uma ideia ou solução na prática, no mercado, deveria ser chamado de empreendedor ou inovador. Nem sempre é isso que acontece.</p>
<p><strong>Meu exemplo de empresário e investidor</strong><br />
Para exemplificar melhor o que quero dizer, essa semana lançamos no Brasil um serviço “Do It Yoursef” (faça sozinho) para criar e promover eventos de todos os tipos no modelo Wizard Web. Baseado em nossa experiência de plataforma de sistemas para venda de ingressos pela Internet do <a title="Conheça o Show de Ingressos" href="http://migre.me/7qES4" target="_blank">Show de Ingressos</a>, identificamos que todo o trabalho e serviço manual que tínhamos que fazer para botar uma página (HotSite) de um evento no ar poderia ser realizado de forma automática.</p>
<p>Mais do que isso, poderíamos fazer um assistente para o próprio organizador do evento. Isso para que ele, sem precisar falar conosco e longe de nossa interferência operacional, pudesse fazer seu site. Assim nasceu o <a title="Conheça o Compre a Festa" href="http://migre.me/7qEWG" target="_blank">www.compreafesta.com.br</a>. Porém, este serviço já existe no resto do mundo. O modelo similar americano, o <a title="Conheça o EventBrite" href="http://migre.me/7qEZg" target="_blank">EventBrite</a>, também neste formato Wizard (assistente automático para eventos pequenos e grandes), está entre as três maiores empresas do mercado de ingressos online de lá.</p>
<p>Foi uma cópia? Outras perguntas precisam ser respondidas antes: o EventBrite, o TicketScript, o EventBee e outras 60 empresas iguais no mundo estão fisicamente no Brasil? Conhecem o mercado local de ingressos como nós conhecemos? Tem relacionamento local? Conhecem as especificações, legislação e características do mercado Brasileiro? Claro que não! Até poderiam, mas mesmo se estivessem desembarcados por aqui, qual o problema em nós termos um modelo Wizard similar ao deles (no conceito e não no conteúdo), mas partindo do nosso sistema que já existe e faz sucesso há mais de 3 anos? Nenhum, obviamente!</p>
<p><strong>O mercado existe. Quem quer desenvolvê-lo e aproveitá-lo?</strong><br />
Se chegarem até aqui de olho no mercado promissor e nos mais de 83 milhões de brasileiros conectados na Internet (e crescendo!) e já faturando R$ 18,7 bilhões em e-commerce, seremos concorrentes e ponto! Chegamos aqui antes, temos capacidade técnica igual ou melhor que a deles e somos genuínos brasileiros, acreditamos no poder que essa nação representa.</p>
<p>Pois bem, voltando ao &#8220;X da questão&#8221; da minha reflexão, acredito que esses produtos similares continuarão a ser criados na Internet, porque os sistemas são pensados basicamente para solucionar problemas e facilitar a vida das pessoas ou para complementar serviços das plataformas já existentes, como por exemplo <em>Google</em>, <em>Facebook</em> e <em>Twitter</em>. A verdade é que esses problemas também são similares em qualquer lugar do mundo. Este é o ponto!</p>
<p>Nós, brasileiros, não somos meros imitadores. Somos inovadores e empreendedores que enxergam, desenvolvem e aproveitam as oportunidades no mercado. Pense nisso!</p>
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Este artigo foi escrito por <b>João Kepler</b>.<br>

Investidor anjo, empreendedor serial, palestrante, CEO do Show de Ingressos, especialista em e-business e mídias socias.<br>

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		<title>Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, fundador da boo-box</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 21:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Marco Gomes, fundador da boo-box, fala sobre empreendedorismo, captação de recursos com investidores para alavancar sua startup e sobre as características do negócio vencedor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, fundador da boo-box" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_marco_gomes_fundador_boo_box.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, fundador da boo-box" align="left" hspace="2" vspace="2" />Histórias inspiradoras são ideais para o momento que vivemos. O ano de 2012 já está chegando e, como não poderia deixar de ser, com ele chegam a esperança e o desejo de um ano mais completo, rico e recheado de felicidade, realizações e alegria. Mas não podemos esquecer que histórias de sucesso também são feitas de desafios, disciplina e muita persistência. Os leitores que aspiram empreender e cuidar do próprio negócio sabem muito bem do que estamos falando.</p>
<p>Inspiração e muito trabalho! É isso que queremos trazer a você com o papo de hoje, com <strong>Marco Gomes</strong>, fundador e executivo da <strong><a title="Conheça a boo-box" href="http://boo-box.com/" target="_blank">boo-box</a></strong>, empresa de tecnologia para publicidade com operações no Brasil e América Latina. A empresa fundada por Marco quando ele tinha apenas 20 anos, exibe cerca de 3 bilhões de anúncios em mais de 200 mil sites e blogs.</p>
<p>Marco, que teve uma infância bastante dura em Gama, cidade-satélite no Distrito Federal, abandonou o curso de computação na Universidade de Brasília depois de três anos e resolveu correr atrás de seu sonho em São Paulo. A boo-box hoje é uma referência quando se fala de empreendedorismo digital no Brasil. E com a humildade característica de um grande empreendedor, Marco nos conta mais sobre esse feito. Aprenda com ele:</p>
<p><span id="more-6978"></span><strong>Marco, você abandonou a universidade e mudou-se de cidade para correr atrás dos seus sonhos de empreendedor. Foi difícil tomar essas decisões? O que levou em conta e como atravessou esse processo?</strong></p>
<p><strong>Marco Gomes:</strong> Fácil nunca foi, mas posso dizer que foi natural. Eu tinha um objetivo claro e minha melhor chance era estar em São Paulo, próximo dos clientes, investidores e parceiros. Na minha cabeça era muito simples: ou saía do DF para tentar fazer a empresa em São Paulo ou continuava com a mesma vida por lá. Eu quis tentar, até agora tem dado certo.</p>
<p><strong>Você é um dos exemplos mais marcantes de sucesso da Internet brasileira. Olhando um pouco para trás, como surgiu a ideia para criar a boo-box? Aconteceram mudanças de modelo de negócio durante o planejamento e desenvolvimento da empresa?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Mudamos muito, no empreendedorismo chamamos isso de pivot. Há até um neologismo em português, dizemos que “pivotamos muito”. Em 2007, antes de abordar o mercado, nosso palpite era que o mercado principal seria o de e-commerce, intermediando a venda de produtos relacionados ao conteúdo dos blogs.</p>
<p>Durante 2008, ouvindo o mercado, percebemos que a tração com agências de publicidade era muito maior; era imenso o interesse dos publicitários em fazer anúncios nos blogs e redes sociais. Aproveitamos o interesse, adaptamos o produto para campanhas de publicidade e lançamos em 2009 o sistema de publicidade para mídias sociais.</p>
<p>Hoje o sistema de publicidade da boo-box é usado em 280 mil sites, apresenta anúncios de centenas de anunciantes para 65 milhões de pessoas no Brasil, mensalmente, e agora está sendo expandido para o restante da América Latina.</p>
<p><strong>Em uma recente entrevista você diz que aprendeu a lidar com o risco e que hoje não se assusta facilmente com qualquer situação. Em sua opinião, olhando o desenvolvimento econômico do Brasil e tudo as promessas do mercado de Internet, agora é o momento certo para arriscar?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Em uma análise macro sim, o Brasil está em um momento incrível e a atenção internacional voltada para nós. É fácil conseguir reuniões com investidores brasileiros, europeus e americanos, e vemos mais de um anúncio de investimento por semana em startups de tecnologia e internet.</p>
<p>Mas, é claro que cada pessoa é diferente e tem questões pessoais que precisa analisar muito bem antes de “se jogar”. Muita gente diz que empreendedorismo é como montar um avião em queda livre, mas antes de se jogar na queda você precisa ter segurança que tem o conhecimento e as peças necessárias.</p>
<p><strong>Como não poderia ser diferente, você lidou no início com algumas dificuldades, mas encontrou no momento certo a oportunidade de contar com o investimento do fundo Monashees. Como deve ser a aproximação de alguém que tenha um grande projeto junto aos investidores e o que eles levam em conta na hora de decidir ou não em investir?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> O investidor vai avaliar alguns elementos:</p>
<ul>
<li>Seu brilho no olho;</li>
<li>O tamanho do mercado que você pretende abordar;</li>
<li>Seu conhecimento do mercado;</li>
<li>Seu protótipo;</li>
<li>A qualidade do seu trabalho passado;</li>
<li>Seu histórico e passado profissional.</li>
</ul>
<p>Falo mais sobre isso no meu blog, nos textos <a title="Leia mais no blog do Marco" href="http://marcogomes.com/blog/2010/o-que-e-venture-capital-e-como-sua-empresa-pode-receber-investimento/" target="_blank">&#8220;O que é Venture Capital e como sua empresa pode receber investimento&#8221;</a> e <a title="Leia mais no blog do Marco" href="http://marcogomes.com/blog/2011/como-criar-uma-startup-na-internet/" target="_blank">&#8220;Como criar uma startup de serviço na Internet&#8221;</a>.</p>
<p><strong>Nesse ano, quem teve a oportunidade de acompanhar a boo-box percebeu o crescimento e a presença de pessoas com experiência para compor a equipe da empresa, como é o caso do amigo Edney Souza (ou Interney). Vocês também concordam que o trunfo de uma startup é sua equipe? Pode falar mais sobre isso?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> É importante você estar cercado dos profissionais mais competentes do mercado. Criar uma empresa a partir do zero e ser bem sucedido em um mercado competitivo exige muita energia, conhecimento e dedicação. Sempre recomendo que os empreendedores estejam próximos dos melhores profissionais do mercado em que estão atuando, se possível trazendo-os para o time como conselheiros ou até executivos e acionistas.</p>
<p>Na boo-box, fizemos isso desde o princípio. Logo no início da empresa, nós convidamos o Edney Souza para ser nosso conselheiro de Publishers, recebendo seu feedback periodicamente e tendo-o como um evangelista entre os produtores de conteúdo. Em 2011, ele se juntou ao time de executivos no dia-a-dia da boo-box como VP de Publishers.</p>
<p>Temos também proximidade com <a title="Quem é Anibal Messa" href="http://www.pcapital.com.br/nossotime.htm" target="_blank">Anibal Messa</a>, investidor inicial do BuscaPé e um dos mais experientes <em>venture capitalists</em> do Brasil. Até o final de 2010, éramos 3 executivos na boo-box; em 2011, trouxemos mais 4 executivos, totalizando 7 profissionais altamente capacitados no comando da empresa, inclusive através da incorporação da empresa argentina Popego. (os detalhes estão no site da holding, <a title="Conheça o Grupo 42" href="http://grupo42.com/" target="_blank">Grupo 42</a>). Com isso, nós estamos com uma taxa de crescimento de mais de 6 vezes ao ano.</p>
<p><strong>O que dizer aos jovens leitores que buscam inspiração em histórias como a sua e que desejam também empreender e fundar suas startups? Quais são as fases críticas? Há uma hora certa para profissionalizar a gestão?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Tenha coragem e inteligência para mudar, muito e rápido. Veja as oportunidades pairando no ar (há muitas). Lembre-se que não é o mais forte que sobrevive, mas o mais adaptado às mudanças. Profissionalize a gestão o quanto antes! No empreendedorismo de alto impacto não há excesso de profissionalismo &#8211; lembrando que profissionalismo é diferente de burocracia.</p>
<p><strong>Marco, obrigado pela entrevista e parabéns pelo sucesso à frente da boo-box. Por favor, deixe uma mensagem final de incentivo aos nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Não se prenda em desculpas. Se você tentar, em cinco anos vai ter uma história, de sucesso ou de fracasso. Se você não fizer <em>&#8220;porque não tem dinheiro&#8221;</em>, <em>&#8220;não está no lugar certo&#8221;</em>, <em>&#8220;não tem a formação necessária&#8221;</em>, <em>&#8220;não tem sócio&#8221;</em> ou porque <em>&#8220;não sabe programar&#8221;</em>, por exemplo, daqui cinco anos vai continuar tendo só uma desculpa.</p>
<p>Agradeço imensamente a oportunidade, estou honrado em participar, afinal acompanho o site desde os primeiros posts. Fico muito feliz também em ser parceiro há tantos anos. O <em>Dinheirama</em> – com seu conteúdo segmentado e de alta qualidade – está sempre em minhas apresentações de melhores cases de uso da boo-box. Um exemplo para todos que querem produzir conteúdo profissionalmente no Brasil. Parabéns!</p>
<p>Crédito das fotos: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Romero Rodrigues, fundador e CEO do Buscapé</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/14/dinheirama-entrevista-romero-rodrigues-fundador-e-ceo-do-buscape/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 20:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Romero Rodrigues, fundador e CEO do Buscapé, fala sobre empreendedorismo, negócios na Internet, venture capital, investidores e sucesso! Como chegar lá?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Romero Rodrigues, fundador e CEO do Buscapé" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_romero_rodrigues_ceo_buscape.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Romero Rodrigues, fundador e CEO do Buscapé" align="left" hspace="2" vspace="2" />O fim de ano continua muito especial para nós do Dinheirama. Sempre pensando em compartilhar conhecimento e aprender mais, buscamos conhecer pessoas importantes e modelos de sucesso acessíveis e dispostos a incentivar a disseminação da educação financeira e empreendedora. Tivemos a grande honra de conversar com <strong>Romero Rodrigues</strong>, fundador e CEO do <strong><a title="Conheça o Buscape" href="http://www.buscape.com.br/" target="_blank">Buscapé</a></strong>, que começou como um comparador de preços e hoje engloba diversos serviços de Internet.</p>
<p>Romero é Engenheiro Elétrico com ênfase em Computação pela Universidade de São Paulo (USP) &#8211; Escola Politécnica. Criou o Buscapé em 1998, ainda com 21 anos e ao lado de dois colegas de faculdade. O site só começou mesmo a operar em 1999, com 35 lojas parceiras e 35.000 produtos. Dez anos depois, em 2009, uma fatia de 91% da empresa foi vendida ao grupo africano Naspers por US$ 342 milhões.</p>
<p>Atualmente, o grupo <a title="Conheça o Buscapé Company" href="http://migre.me/79luI" target="_blank">Buscapé</a> está presente em 28 países e conta com empresas como QueBarato!, Pagamento Digital, FControl, BondFaro, Lomadee, ebit, entre outras. Nosso papo com Romero foi sobre a possibilidade de novos empreendedores de Internet despontarem no Brasil. O que impede que isso aconteça mais? Confira abaixo:</p>
<p><span id="more-6919"></span><strong>Romero, sabemos como todo começo de um negócio de Internet é difícil. Aqui no Brasil, podemos dizer que é ainda mais difícil? Por quê? Quais as diferenças e o que devemos melhorar?</strong></p>
<p><strong>Romero Rodrigues:</strong> As condições melhoraram muito no Brasil. As barreiras que existiam antes hoje são muito mais fáceis de serem transpostas, como os custos de hospedagem, de aluguel de um escritório e do link de Internet. Além disso, a Internet rápida propicia acesso fácil aos consumidores. As dificuldades, hoje, são de se encontrar as grandes ideias e implementá-las sem perder o time-to-market.</p>
<p>Mas uma coisa é certa: o cenário de estabilização e crescimento da economia brasileira, somado à crise na Europa e nos Estados Unidos, colocou o país entre as prioridades de investimentos do capital de risco, atraindo, inclusive, modelos de investimento que antes não existiam por aqui, como os investidores anjo.</p>
<p><strong>Você e seus sócios entraram e criaram uma grande empresa de internet justamente no período do estouro da bolha. Qual foi a decisão mais difícil que tiveram que tomar e quais as consequências disso?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> A decisão mais complicada é sempre a de prosseguir. Às vezes, desistir é mais fácil. Se fôssemos ouvir conselhos, dicas e sugestões, não persistiríamos durante as tempestades que enfrentamos, não só no estouro da bolha, como também em outras ditas crises mundiais que, nós, por opção e insistência, decidimos ficar de fora.</p>
<p><strong>Um dos momentos mais importante de uma startup é a busca por investimentos e podemos dizer que o Buscapé foi uma das pioneiras em conseguir bons parceiros. Qual a dica para quem está justamente buscando investidores para fazer o negócio crescer?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> Acredite realmente no projeto, revise, repense; deixe-o perfeito. Fique antenado nas notícias do setor em que sua startup atuará. Monte um plano detalhado, mas não prolixo. Busque ajuda, troque experiência, crie sinergias. Os investidores são consequência do trabalho bem feito durante estas etapas.</p>
<p>Entendo que o principal diferencial de qualquer empreendedor é a paixão por seu negócio. Nenhum investidor apóia uma empresa na qual não enxerga paixão nos olhos do empresário. Inovação também é um requisito importante quando se trata da Indústria da Internet. É preciso estar sempre se antecipando às tendências, já que, neste mercado, quem chega primeiro com um serviço realmente inovador é quem tem a maior chance de se consolidar na liderança. Na Internet, dificilmente os últimos serão os primeiros.</p>
<p><strong>Há um consenso que diz que fundos e investidores internacionais se preocupam muito mais com a equipe e o produto do que com a geração de receita e retorno financeiro (no primeiro momento), enquanto os financiadores brasileiros querem um plano de negócios muito amarrado. Isso é real? Como o empreendedor web deve encarar essa questão?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> Sim. Os investidores internacionais veem um passo além. São menos imediatistas e procuram equipes e produtos aptos e capacitados. Apesar dessa diferença, os financiadores brasileiros, que prioritariamente buscam planos de negócios detalhados, estão exigindo cada vez mais capacitação e foco da equipe. São grupos diferentes, mas igualmente focados em resultados.</p>
<p><strong>Como deve ser a gestão financeira do negócio web que pretende crescer e atrair a atenção de um investidor?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> Deve ser ousada, mas sem extremos. O investidor percebe de longe quando uma startup apresenta risco maior ou menor. O grande desafio é mostrar que esse risco vale a pena. Existem investidores para todos os perfis de gestão financeira. Um plano sólido e bem coerente, que justifique bem um determinado posicionamento, é o melhor caminho.</p>
<p><strong>O que dizer do atual momento de crise em relação aos investidores de risco? O dinheiro continua disponível no Brasil? Você pode listar alguns requisitos para que o empreendedor se diferencie na hora de buscar apoio?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> O Brasil tem sido um dos principais alvos, quando não o principal, dos investidores de risco. De certa forma, o Buscapé ajudou a reabrir as portas do Brasil para o capital de risco nos últimos anos por conta da venda da empresa para a Naspers, ocorrida em 2009.</p>
<p>Nos últimos anos temos assistido a entrada no país de Venture Capitals dispostas a apoiar startups na indústria da Internet que tenham modelos de negócios inovadores e/ou que estejam replicando no mercado brasileiro modelos de comprovado sucesso em outros mercados internacionais, como Europa e Estados Unidos. Além disso, empresas internacionais também estão chegando ao Brasil dentro de uma estratégia de expansão em que o país se apresenta não apenas como uma economia emergente, mas também como o principal mercado da América Latina.</p>
<p><strong>7) Romero, obrigado pela disponibilidade. Por favor deixe uma mensagem final aos nossos jovens leitores que sonham ser empreendedores web de sucesso.</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> Existe uma palavra que, sempre que a escuto, ligo meu radar: impossível. Se alguém disser que sua ideia ou que o que você está construindo é algo impossível, acelere. O impossível é o caminho para o sucesso.</p>
<p>Crédito das fotos: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dinheirama Entrevista: Eduardo L&#8217;Hotellier, CEO e co-fundador do GetNinjas</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/09/dinheirama-entrevista-eduardo-lhotellier-ceo-e-co-fundador-do-getninjas/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 14:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça a trajetória de sucesso de Eduardo L'Hotellier, CEO e co-fundador do GetNinjas. O jovem empresário fala sobre a trajetória do negócio e como teve a idéia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Eduardo L'Hotellier, CEO e co-fundador do GetNinjas" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_eduardo_lotellier_ceo_cofundador_getninjas.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Eduardo L'Hotellier, CEO e co-fundador do GetNinjas" align="left" hspace="2" vspace="2" />Empreender é, antes de mais nada, detectar e resolver um problema. Poder fazer isso de forma inteligente (e rentável) significa criar um negócio sustentável e próspero. A Internet ficou muito conhecida como o terreno perfeito para lançar novas idéias sem tanta burocracia e dinheiro. O Dinheirama valoriza muito a possibilidade de aprendermos com empreendedores de sucesso. Que tal conhecer mais uma história de sucesso da nossa web?</p>
<p>Tivemos a oportunidade de conversar com <strong>Eduardo L&#8217;Hotellier</strong>, CEO e co-fundador do <strong><a title="Conheça o GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a></strong>, uma plataforma onde as pessoas podem contratar ou oferecer qualquer tipo de serviço. Formado em Engenharia da Computação pelo Institutio Militar de Engenharia (IME) e pós-graduado em Finanças pela COPPEAD, Eduardo, 26 anos começou sua carreira na área de consultoria estratégica e gestão financeira em multinacionais como McKinsey&amp;Company e Bain&amp;Company e na nacional Angra Partners.</p>
<p>Segundo ele mesmo nos contou, sua aptidão para empreendedorismo começou já na faculdade, quando foi finalista no jogo universitário Desafio Sebrae e terceiro colocado na competição de Casos de Negócio da FEA/USP. Hoje, Eduardo é CEO da GetNinjas. Veja como foi nosso papo:</p>
<p><span id="more-6887"></span><strong>Eduardo, é muito comum enxergarmos a web como um mundo repleto de muito conteúdo e informação. Até que ponto estamos preparados para lidar com os benefícios de tantas opções? Esse acesso constante não gera ansiedade em excesso?</strong></p>
<p><strong>Eduardo L&#8217;Hotellier:</strong> Vejo de forma um pouco diferente. Acredito que, pelo contrário, a Internet diminui a ansiedade na medida em que provê soluções eficazes para os problemas que enfrentamos. Falo por experiência própria: em poucos minutos posso planejar minhas férias, comprar os eletrodomésticos de minha casa ou até contratar um encanador para arrumar um vazamento. Acho isso fantástico.</p>
<p><strong>A característica que talvez faça da Internet uma poderosa ferramenta pessoal e profissional é a chance de construir algo em conjunto com outros usuários e, através dessa interação, desenvolver novos produtos e serviços. Você pode explicar melhor o que significa <em>crowdsourcing</em>?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> O <em>crowdsourcing</em> é o uso da inteligência e dos conhecimentos coletivos espalhados pela internet para criar conteúdo, soluções ou desenvolver novas tecnologias. O termo foi cunhado em 2006 pelo jornalista Jeff Howe em um artigo para a revista &#8220;Wired&#8221; intitulado <a title="Leia o artigo" href="http://www.wired.com/wired/archive/14.06/crowds.html" target="_blank">&#8220;The Rise of Crowdsourcing&#8221;</a>.</p>
<p>Todavia, o conceito é muito mais antigo. Você talvez se beneficie do <em>crowdsourcing</em> todos os dias de manhã, sem saber. É que em 1869, a França enfrentava uma escassez de manteiga, o que fez com que o preço do produto fosse às alturas; foi então que o imperador Luís Napoleão III resolveu criar um prêmio para quem fosse capaz de criar um substituto para esse produto. De um esforço coletivo, surgiu a margarina.</p>
<p><strong>A venda de produtos (e-commerce) já é uma realidade na Internet brasileira. Sua empresa, a <a title="Conheça a GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a>, propõe que o mesmo “boom” possa ocorrer com a prestação de serviços. Pode explicar melhor a ideia e como percebeu essa oportunidade?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Todo empresário já precisou de um designer para fazer um material promocional e quase todo mundo já precisou contratar um encanador para resolver um problema de vazamento. Porém, mesmo com todas as informações disponíveis na Internet, ainda é extremamente difícil encontrar um profissional de confiança, que atenda às nossas necessidades. Há diversos classificados online, mas nenhum possui sistema de qualificação e/ou verificação de vendedores: a maioria dos sites do segmento de serviços nada mais é do que páginas amarelas online.</p>
<p>Depois que identificamos que esse problema existia, fizemos alguns estudos para calcularmos o tamanho do mercado e claramente vimos que trata-se de um mercado de enorme potencial, na casa de bilhões de reais. Foi a partir dessas constatações que resolvemos criar o <a title="Conheça o GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a>. Prestação de serviços online, mas com qualidade, verificação e feedback de usuários e prestadores de serviços.</p>
<p><strong>Uma das principais características da Internet é aproximar empresas de seus potenciais clientes. Até agora, o profissional que deseja oferecer seus serviços normalmente opta por criar uma página web e divulgá-la entre seus contatos e através das redes sociais. Esse modelo ainda funcionará? Ou a proposta de um local de negociação, como a GetNinjas, torna desnecessária a criação de um currículo virtual oficial?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Ambos os modelos irão coexistir e eles se complementam. Apesar do <a title="Conheça o GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a> oferecer para seus usuários a possibilidade de criar uma página pessoal, incentivamos os usuários a &#8220;linkarem&#8221; seus blogs, perfis no Flickr, LinkedIn e outros sites. Cada plataforma tem seus pontos fortes, então por que não utilizarmos o que cada uma tem de melhor para oferecermos aos compradores o máximo de informação possível sobre os vendedores?</p>
<p><strong>Você pode dar um exemplo prático de como o crowdsourcing e a oferta de serviços via web facilitou a vida de empresas brasileiras? E o lado do profissional?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Um dos exemplos mais claros é a ajuda que plataformas como a que criamos dão para as empresas nos processos de criação da marca. O empresário pode, em instantes, achar um ótimo profissional para ajudá-lo a construir sua marca, definindo a identidade visual da empresa, criando um logotipo e até recebendo apoio para criar o slogan. Os bons profissionais também se beneficiam desse modelo, pois eles podem ter contato direto com seus clientes.</p>
<p><strong>Tenho a impressão de que o modelo favorece bastante o freelancer, aquele profissional que trabalha de forma independente. Como fica a qualidade e a garantia de um serviço idôneo, bem prestado, se nem sempre haverá uma empresa responsável?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> O maior atrativo de uma empresa é seu nome e o mesmo vale para os freelancers. Além de que empresas são várias pessoas trabalhando em um mesmo propósito (ou pelo menos assim deveria ser). No nosso caso, oferecemos garantia para os compradores: caso o serviço não seja devidamente executado, devolvemos 100% do valor pago, sem complicações e sem enrolações.</p>
<p>Assim, apesar de abrir portas para os freelancers, será preciso prestar um serviço de qualidade para diferenciar-se na base de possibilidades que o cliente terá. Empresas e equipes bem estruturadas e que levarem o trabalho à sério serão reconhecidas pelos clientes, o que elevará as chances de receberem novos pedidos de trabalho. O <em>crowdsourcing</em> é um meio eficiente de avaliar fornecedores e criar relações entre especialistas e clientes.</p>
<p><strong>Quais devem ser os principais motivos de atenção das empresas ao procurar por serviços oferecidos através da Internet? Como evitar problemas e garantir que o serviço será realizado de forma conveniente e no prazo?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Os cuidados que as empresas e pessoas físicas devem ter ao contratar serviços pela internet devem ser os mesmos que eles exercitam ao contratar utilizando páginas amarelas e outros tipos de classificados. Deve-se verificar se o profissional é realmente quem ele diz que é, prestar atenção no seu portfólio (quem ele já atendeu, o que fez etc.), procurar referências de quem já trabalhou com ele e por ai vai.</p>
<p>A idéia de implementar essas possibilidades em uma plataforma online facilita todo esse processo, afinal você pode ver os comentários e avaliações das pessoas que já compraram determinado serviço. Mais que isso, os vendedores são incentivados a conectar sua conta no Facebook, então é possível saber o nome real da pessoa, além de ver quais amigos você tem em comum com ele. Também verificamos o telefone celular do vendedor através do envio de SMS, além de outros sistemas de validação que estão sendo implementados.</p>
<p><strong>Eduardo, desejamos sucesso com a <a title="Conheça a GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a> e agradecemos sua disponibilidade para conversar. Por favor, deixe uma mensagem final aos leitores do Dinheirama.</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Queridos leitores do <em>Dinheirama</em>, obrigado pela atenção de vocês. Falar um pouco sobre minha idéia e empresa me traz satisfação porque sei que assim incentivo novos empreendedores. Torço para que o papo tenha sido enriquecedor e espero vê-los também no GetNinjas. Acessem <a title="Conheça a GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">www.getninjas.com.br</a> e conheçam nosso trabalho. Sigo à disposição, até a próxima. Abração.</p>
<p>Crédito da foto: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um desabafo sobre nós e Steve Jobs: somos todos geniais e difíceis!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/12/um-desabafo-sobre-nos-e-steve-jobs-somos-todos-geniais-e-dificeis/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 11:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Steve Jobs era mesmo um gênio, mas também um chefe bem difícil. Mas, somos todos geniais e difíceis, não? Então como fica a gestão de pessoas e recursos humanos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Um desabafo sobre nós e Steve Jobs: somos todos geniais e difíceis!" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_desabafo_nos_steve_jobs_somos_todos_geniais_dificeis.jpg" alt="Um desabafo sobre nós e Steve Jobs: somos todos geniais e difíceis!" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Carlos Jenezi</strong>, empresário, consultor e colaborador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Nesses dois meses que se passaram desde a morte de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/U3RldmUrSm9ic18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">Steve Jobs<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, muito se falou e escreveu sobre ele. A maioria falava de sua genialidade, seu espírito inovador, sua revolução no mundo da tecnologia. Tentando usar um pouco mais de seu já desgastado perfil, peço licença póstuma pra discorrer sobre um tema que Jobs também era mestre: sua irascibilidade enquanto chefe (o seu biógrafo, Walter Isaacson confirma).</p>
<p>Sua personalidade difícil e por vezes imatura já é de pleno conhecimento de todos há muitos anos. Jobs era genial, não temos como discordar. Quem conhece minimamente sua história de vida (que vai muito além de seus gadgets) sabe do que estou falando. Mas Jobs também era um cara muito complicado; era dificílimo enquanto gestor de pessoas. Uma característica que sua humanidade preservou, afinal, ele (como todos) carregou consigo a prerrogativa da imperfeição humana.</p>
<p>Eu nunca tive a sorte de trabalhar com chefes verdadeiramente geniais. Meus ex-superiores variavam entre a normalidade e a mediocridade. Por outro lado, tive a infelicidade de trabalhar com chefes que foram péssimos no gerenciamento de pessoas. Talvez eles fossem geniais enquanto esportistas, pais, maridos, mas como gestores dos tais “recursos humanos”, infelizmente não.</p>
<p>Se eu pudesse ter escolhido entre trabalhar com Jobs (genial e irascível) e outra pessoa qualquer (mediano, mas que gerenciasse bem sua equipe), o que teria preferido? Sinceramente, não sei. Provavelmente um pouco de cada, de acordo com a fase da minha vida profissional.</p>
<p><span id="more-6792"></span>De qualquer forma, sempre que ouço falar de pessoas como Jobs e meus ex-chefes fico me perguntando: onde teriam chegado se fossem melhores gestores de suas equipes? Quantas oportunidades não perderam? Quantas pessoas extremamente competentes – normais ou geniais – não repeliram com suas atitudes imaturas e irracionais?</p>
<p>Também me pergunto sobre o que as motiva a agirem dessa forma. Será que nunca ouviram <em>feedbacks</em> de que sua postura era contraproducente? Duvido. Ouviram muitas vezes, mas preferiram se manter iguais, seja por preguiça, descaso ou simplesmente incapacidade de mudar, a opção na qual mais acredito. Vamos aos fatos.</p>
<p>Quando prego que os chefes em geral devem olhar mais atentamente para suas equipes, não o faço como defensor dos direitos humanos. Acredito que o mercado de trabalho é lugar pra “gente grande”, pra pessoas que devem estar preparadas para suportar pressão e cobrança por resultado. Em troca, receberão seus salários, direitos e, quem sabe, alguns mimos adicionais.</p>
<p>Quem não estiver disposto, que mude de ocupação. Quando defendo o olhar atento para a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2VzdCVFM28rcGVzc29hc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">gestão de pessoas<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, defendo antes de qualquer coisa a eficiência. Produtos e serviços são grandes diferenciais de uma empresa, mas quem os desenvolve e executa são as pessoas.</p>
<p>Salários altos seguram talentos, porém por pouco tempo. Escolher pessoas talentosas, treiná-las de acordo com a cultura da empresa, mantê-las motivadas de verdade (através de salário, desafios e um ambiente estimulante) são com certeza os maiores desafios dos gestores atuais. São também os grandes diferenciais que qualquer empresa pode ter. A má notícia é que poucas empresas se dão conta dessa realidade e cobram dos chefes esse tipo de conhecimento.</p>
<p>Todos nós, chefes ou subordinados, devemos ter sempre essa realidade em mente. Como subordinados, devemos olhar nossos superiores e tentar enxergar se eles de fato estão à altura de nosso valor ou se devemos simplesmente “demiti-los” de nossa história profissional (acredite, existem muitas empresas em todo o mundo!).</p>
<p>Como <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2hlZmVfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">chefes<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, devemos olhar o exemplo de Jobs e tentar enxergar em nós a genialidade, a normalidade ou a mediocridade. A boa notícia é que, no caso da gestão de pessoas, a diferença entre um e outro não está na vontade divina, e sim na sincera e pragmática decisão de ser mais eficiente.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As Startups, os empreendedores e os &#8220;Recursos dos Deuses&#8221;</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/31/as-startups-os-empreendedores-e-os-recursos-dos-deuses/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 22:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Kepler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Há muito capital disponível para investimento em startups, mas poucos empreendedores dispostos a correr o risco de fazer o negócio realmente prosperar. Você é assim?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As Startups, os empreendedores e os &quot;Recursos dos Deuses&quot;" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_as_startups_os_empreendedores_e_os_recursos_dos_deuses.jpg" alt="As Startups, os empreendedores e os &quot;Recursos dos Deuses&quot;" align="left" hspace="2" vspace="2" />Pouco tempo atrás tínhamos muito mais projetos do que recursos disponíveis para financiar negócios inovadores. Hoje são muitos prêmios, investimentos, subvenções, financiamentos e fundos à disposição dos empreendedores, sejam eles de bancos, governos, grupos privados e iniciativa particular. São investidores: <em>Angel Money</em>, <em>Seed Capital</em>, <em>Venture Capital</em> e <em>Private Equity</em>. São tantos recursos e disponibilidade que os empreendedores estão se tornando especialistas em plano de negócios, &#8220;planilheiros&#8221;, &#8220;orçamenteiros&#8221; de despesas e projeções de faturamento. Em 2010, somente <strong>no Brasil foram investidos US$ 3,1 bilhões</strong>.</p>
<p>Claro, apesar do dinheiro não ser fácil de conseguir e precisar passar (quase sempre) por uma banca de analistas e técnicos competentes, <strong>muitos desses negócios “apoiados” não chegam ao mercado</strong>. Justamente porque os empreendedores passam a sobreviver apenas destes recursos arrecadados pelos projetos que conseguiram aprovar e <strong>alguns se acomodam</strong>. Então, em pouco tempo lá estão eles de novo apresentando projeto para novos aportes ou para uma nova fonte de recursos.</p>
<p>Para qualquer investimento deveria ser <strong>obrigação a geração de caixa mensal mais imediata</strong> (mesmo que pequena ou insuficiente). Vejo a geração de receitas como um dos requisitos principais para financiamentos de startups, já a partir do seu primeiro momento, protótipo ou versão.</p>
<p><span id="more-6760"></span>O ideal e o propósito do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZW1wcmVlbmRlZG9yaXNtb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">empreendedorismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estão ficando de lado. Na minha opinião, um empreendedor deve buscar recursos para colocar seu plano em ação e nunca para se acomodar (mesmo que não seja intencional).</p>
<p>Obviamente que as pontas negam esta afirmação. Se perguntar para os fundos, será difícil concordarem com o fato de estarem investindo apenas em planilhas; se perguntarmos para os empreendedores, eles vão dizer que &#8220;não&#8221;, que &#8220;estão focados em fazer o negócio acontecer&#8221;. Como <strong>investidor anjo</strong>, com a experiência de ter investido em vários projetos, posso afirmar que se não for bem amarrado o acordo, acontece exatamente isso que estou dizendo.</p>
<p>Pensando nisso é que minha proposta como <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para entrar em um novo negócio, apresentado por um empreendedor, tem alguns pré-requisitos. Veja se você concorda com eles:</p>
<ul>
<li>Brilho nos olhos;</li>
<li>O empreendedor do negócio tem que ser o próprio desenvolvedor do projeto;</li>
<li>Entro no máximo com 40% de participação;</li>
<li>Ter condições de se sustentar independentemente do negócio;</li>
<li><em>Payback</em> máximo de 3 anos, mas a geração de caixa deve ser no curto e médio prazo;</li>
<li>Números de pró-labore dentro da realidade de mercado;</li>
<li>A projeção de faturamento deve ser pé no chão, considerando o <em>worst case scenario</em> (pior caso possível);</li>
<li>As despesas devem ser bem elencadas e pensadas. O empreendedor deve tentar não deixar nada de fora para evitar surpresas;</li>
<li>Dedicação integral do empreendedor e foco;</li>
<li>Não dou “balão de oxigênio” imediato para garantia de um resultado prometido;</li>
<li>Se o negócio ainda está no papel, precisa da mesma forma ser bem dimensionado em relação ao tempo de desenvolvimento e geração de caixa.</li>
</ul>
<p>Fico muito triste quando percebo uma empresa Startup que <strong>não tem nenhum cliente</strong> e nada pronto, mas tem várias assinaturas de fundos ou instituições. Seus projetos (na realidade) dificilmente sairão ao mercado ou do papel, simplesmente porque o projeto é lindo do ponto de vista do plano de negócios e das planilhas, mas <strong>inviável na prática</strong>.</p>
<p>E isso acontece por vários motivos, seja porque é apenas um lindo sonho de ser a &#8220;pólvora&#8221; ou ter o sucesso do &#8220;FaceBook&#8221;, seja porque perdeu o “timing”, seja porque o empreendedor não terminou de desenvolver o produto, seja porque <strong>se acomodou com o recursos de origem mensal garantida (confundindo com salário)</strong> ou simplesmente porque o mercado mudou e a idéia precisa ser ajustada ou renovada, mas de preferência, claro e sempre, com um novo aporte financeiro.</p>
<p>Comparar alguns empreendedores a funcionários públicos (nada contra eles) que tem garantia de “salário” pode ser até exagero da minha parte, mas o que estou vendo no mundo das Startups é muita gente encostada, aguardando uma oportunidade de conseguir o <strong>“Recurso dos Deuses“ (cash, grana, dinheiro, investimento)</strong>. Será que estamos transformando nossos empreendedores em “funcionários públicos”?</p>
<p>Meu avô, no passado distante, dizia: <em>&#8220;Ganha dinheiro quem trabalha sentado&#8221;</em>. Hoje a realidade é outra. Ganha <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> quem trabalha muito, andando ou correndo atrás. É o clássico <strong>&#8220;Tire a Bunda da Cadeira&#8221;</strong> ou simplesmente <strong>#TBC</strong>. Pense nisso e vamos discutir mais e melhor o assunto? Deixe sua opinião no espaço de comentários e fale comigo também no Twitter: <strong><a title="Siga o João Kepler no Twitter" href="http://www.twitter.com/JoaoKepler" target="_blank">@JoaoKepler</a></strong>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>João Kepler</b>.<br>

Investidor anjo, empreendedor serial, palestrante, CEO do Show de Ingressos, especialista em e-business e mídias socias.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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