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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Orçamento</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Orçamento</title>
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		<title>Conseguiu gastar menos? Que tal agora ganhar mais?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/27/conseguiu-gastar-menos-que-tal-agora-ganhar-mais/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 19:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio De Julio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora que você aprendeu e conseguiu gastar menos, como aproveitar a educação financeira para ganhar mais? Subir na carreira ou ter o próprio negócio fazem sentido?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Conseguiu gastar menos? Que tal agora ganhar mais?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_conseguiu_gastar_menos_que_tal_ganhar_mais.jpg" alt="Conseguiu gastar menos? Que tal agora ganhar mais?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Esse artigo é dedicado àqueles que conseguiram controlar seus gastos, que adquiriram (pelo menos até esse instante) bons hábitos financeiros e saíram do vermelho. Isso é ótimo, ainda mais com os altos índices de inadimplência que temos atualmente no Brasil. Ter as contas em dia é poder dormir melhor, se concentrar mais no trabalho e até ter um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmVsYWNpb25hbWVudG9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-64">relacionamento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> mais tranquilo.</p>
<p><strong>Mas, e depois? O que vem depois das contas em dia? Parar de dever é o suficiente?</strong><br />
Se hoje você consegue enxugar seus gastos até o seu orçamento dar conta e sobrar uma pequena parte, você pode até ter o sono dos deuses (o que é ótimo para a saúde), mas infelizmente pode estar bloqueando o seu <strong>“desenvolvimento consumista”</strong>. Esse é um termo novo e pode soar um pouco estranho, mas resumidamente, seria o mesmo que “limitar o horizonte dos seus sonhos”.</p>
<p>Nós vivemos de sonhos: sonhamos em conhecer lugares novos, ter um carro melhor, roupas melhores, uma casa melhor e por ai vai. Assim como os animais se desenvolvem para subir na cadeia alimentar, nós nos desenvolvemos financeiramente para gastar (e comer está incluso) melhor. De certa forma, é como a lei do mais forte, quanto mais recursos nós temos, mais podemos ter.</p>
<p><span id="more-7558"></span><strong>Que tal ganhar mais?</strong><br />
A saída para você ter mais recursos é partir para o passo seguinte dentro da “escala evolutiva”, que é ganhar mais. Existem algumas maneiras de fazer isso acontecer: receber uma herança, lançar uma música “chiclete” no mercado e ela explodir nas rádios, jogar bola muito bem, casar com alguém rico, ganhar na loteria, partir para o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZW1wcmVlbmRlZG9yaXNtb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">empreendedorismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> ou subir na carreira.</p>
<p>Vamos focar nas duas últimas. Tanto subir na carreira quando se tornar um empreendedor requer uma certa dose de ousadia e disposição para assumir riscos. Às vezes, a empresa atual se torna pequena para nossas ambições e é necessário largar o conforto daquele emprego “seguro” por outro, desconhecido.</p>
<p>Abrir uma empresa requer não só coragem, mas muitos cálculos, um bom plano de negócios e sangue frio para a emoção não atrapalhar. Ter o negócio próprio implica gerenciar e lidar com funcionários, contabilidade e outros temas relacionados às melhores práticas de gestão empresarial.</p>
<p><strong>Educação financeira é fundamental!</strong><br />
Em ambos em casos, a educação financeira é que vai permitir que você dê esse passo. Imagine um time de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZnV0ZWJvbF8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">futebol<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> sem reservas, que só pode contar com seus jogadores titulares. Ele tem que torcer para ninguém se machucar. O mesmo acontece com quem deseja evoluir e ganhar mais. Nem sempre as coisas acontecem na velocidade que desejamos e é através de nossas reservas que a evolução terá tempo suficiente para acontecer.</p>
<p>A educação financeira não é somente a chave para um sono tranquilo. É a chave também para o seu futuro. Sucesso e até a próxima!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Antonio De Julio</b>.<br>

Instrutor da MoneyFit, conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e co-autor do livro "Por dentro da Bolsa de Valores".<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/26/o-que-fazer-como-aproveitar-e-o-que-evitar-com-a-queda-dos-juros/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 20:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
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		<description><![CDATA[A recente queda dos juros pode ser interessante para você? O que fazer, como aproveitar a redução nas taxas? Vale a pena financiar ou emprestar dinheiro agora?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_o_que_fazer_como_aproveitar_o_que_evitar_queda_juros.jpg" alt="O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros" align="left" hspace="2" vspace="2" />Eduardo</strong> comenta: <em>“Navarro, depois do anúncio de taxas de juros mais baixas por parte dos bancos estatais, os bancos privados resolveram entrar na disputa e também ofereceram juros menores. Vale a pena mudar de banco? Os preços das coisas serão afetados com essa medida? Como ficam os consumidores diante dessa história? Obrigado”</em>.</p>
<p>Começou anunciada como “decisão histórica” e terminou como um movimento de mercado. A queda nas taxas de juros cobradas pelos bancos estatais, originada a partir da pressão do governo por crescimento econômico, foi seguida por seus concorrentes privados.</p>
<p>Nossa taxa de juros real (descontada a inflação) é de 3% ao ano, <a title="Juros são os mais baixos da história" href="http://www.agora.uol.com.br/grana/ult10105u1078231.shtml" target="_blank">valor mais baixo já registrado desde a adoção do Real</a>. É fato que há uma mudança em curso e é provável que você esteja comemorando tudo isso que está acontecendo. É justo. Pretendo, com este artigo, explorar o que está diante de nós, mas de uma forma sincera e objetiva.</p>
<p><span id="more-7552"></span>O governo declarou guerra ao elevado <em>spread</em> bancário e decidiu forçar a queda dos juros. Há algumas semanas, a presidente <strong>Dilma Rousseff</strong> afirmou que os juros, nos níveis atuais, representam um entrave ao crescimento do país. <em>“Temos a necessidade de colocar nossos juros e spreads incluídos nos padrões internacionais de custo de capital”,</em> ela disse.</p>
<p>O ministro <strong>Guido Mantega</strong> foi mais incisivo depois de ser cobrado pelos bancos privados. Ele disse que <em>“em vez de trazer soluções anunciando aumento de crédito, os bancos privados fizeram cobranças de novas medidas do governo. Se os bancos são tão lucrativos, eles têm margem para reduzir taxas”</em>.</p>
<p>Abordarei as questões recorrentes que temos recebido sobre o tema em forma de perguntas e respostas, acreditando, assim, facilitar a compreensão dos desdobramentos trazidos pelo tema.</p>
<p><strong>O que é o <em>spread</em> bancário?</strong><br />
<em>Spread</em> (pronuncia-se spréd) bancário é a diferença entre o custo do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para o banco (representada pela taxa básica de juros, a Selic) e a taxa cobrada dos clientes. O lucro representa uma parcela do <em>spread</em>, que também é composto de impostos, compulsório, despesas administrativas e provisão contra inadimplência.</p>
<p>Segundo dados do Banco Mundial, de 2010, <a title="Veja mais detalhes da pesquisa" href="http://www.seebma.org.br/paginas/noticias.asp?p=3779" target="_blank">o Brasil tem um dos mais elevados <em>spreads</em> bancários do mundo</a>, de 31,1%, perdendo apenas para o Congo (39,7%) e Madagascar (38,5%). No Chile, esse indicador é de 3%. No México, 4,1%.</p>
<p><strong>As taxas de juros cobradas de consumidores e empresas caíram mesmo?</strong><br />
Caíram, sim! Os bancos públicos seguiram a ordem federal e “derrubaram” suas taxas de juros, permitindo aos consumidores acesso a linhas de crédito mais baratas e com prazos maiores. A realidade é que os juros de diversas linhas de crédito caíram.</p>
<p>Depois de uma <a title="Veja como foi o problema entre Febraban e governo" href="http://www.dcomercio.com.br/index.php/economia/sub-menu-economia/86140-governo-e-febraban-trocam-acusacoes-por-causa-dos-juros" target="_blank">tentativa frustrada de pressionar o governo</a>, liderada pela Febraban, os bancos privados aderiram ao movimento e resolveram entrar forte na concorrência por novos empréstimos e financiamentos mais baratos.</p>
<p>A <a title="Entenda como funciona a portabilidade de crédito" href="http://dinheirama.com/blog/2010/09/21/tv-dinheirama-entendendo-a-portabilidade-de-credito/" target="_blank">portabilidade de crédito</a>, regulamentada em 2008 pelo Banco Central, garante que o cidadão possa escolher uma nova instituição e migrar sua dívida, desde que ela tenha característica semelhante à contratada no banco original. E <a title="Conheça histórias de quem já recorreu à portabilidade de crédito" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/04/clientes-recorrem-portabilidade-de-credito-apos-reducao-dos-juros.html" target="_blank">já há quem tenha tomado essa decisão</a> depois do anúncio de corte nos juros.</p>
<p>Cabe ressaltar que a redução das taxas destes empréstimos ainda não chegou de forma vibrante à economia real. Não se percebem preços mais baixos por produtos no varejo, por exemplo. O governo acredita que um consumo mais vigoroso e os reflexos destas mudanças surjam a partir do segundo semestre.</p>
<p><strong>Então os bancos estavam “metendo a faca” nos consumidores?</strong><br />
Tenho notado e concordo com a indignação de muitos leitores. Afinal, baixar tanto assim significa que as taxas cobradas eram abusivas, altas demais? Ou isso ou teremos problemas ali na frente, principalmente com os bancos públicos, já que o Tesouro (eu, você, todos nós) poderá ser chamado a fechar certos “rombos”.</p>
<p>Quero crer que a questão é mesmo de falta de concorrência, ou seja, de taxas e lucros altos demais. Além disso, é preciso notar que os bancos estão baixando taxas das linhas que oferecem mais garantias, como empréstimo consignado (descontado em folha), financiamento de veículos (o carro é a garantia) e cheque especial e rotativo do cartão de crédito apenas de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2xpZW50ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">clientes<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que recebem os salários pelo banco.</p>
<p><strong>Não se trata de um convite ao consumo?</strong><br />
Sempre que você oferece produtos (e o crédito, neste caso, é um produto) a preços mais baixos, a intenção é vender mais, aumentar sua base de clientes – afinal, é preciso “compensar” a redução dos preços com mais volume de vendas, de forma a não prejudicar a geração de lucro e a satisfação dos acionistas.</p>
<p>Logo, oferecer crédito mais barato tem o propósito óbvio de movimentar a economia através do incentivo ao consumo. A questão merece reflexão em dois aspectos:</p>
<ul>
<li>O consumidor consciente, educado financeiramente e que sabe seus limites econômicos, poderá tomar mais dinheiro emprestado sem que as parcelas deste empréstimo fiquem maiores que as que ele já contraiu ou conhece. Neste caso, juros mais baixos significarão que ele poderá aumentar seu consumo sem que isso represente dívidas maiores;</li>
<li>Por outro lado, o “convite ao consumo” pode levar muitos brasileiros a se endividar simplesmente porque <em>“agora as parcelas ficaram mais baratas”</em>, mas sem que esse seja um assunto abordado dentro de um contexto de orçamento doméstico. Não adianta pagar mais barato quando há abuso no crédito tomado. O pensamento <em>“se antes eu contrataria tanto e pagaria tanto, agora posso pegar tanto vezes dois e pagar um pouco mais que tanto”</em> pode elevar o endividamento e aumentar a inadimplência.</li>
</ul>
<p><strong>Qual a grande vantagem do momento para o consumidor?</strong><br />
Um aspecto que ganha um peso fundamental nessa nova época de juros mais baixos é a renegociação de dívidas. Aproveitar que as linhas de credito tiveram suas taxas cortadas pode significar parcelas e/ou prazos de pagamento menores. Acredito que, mais do que pensar em consumir, a hora é de repensar as atuais dívidas e tratar de aliviar o orçamento familiar.</p>
<p>O passo fundamental neste sentido é o diálogo. Você tem que ir até o banco em que mantém seu empréstimo atual, sentar com o responsável e conversar. E, claro, pesquisar outras instituições e modalidades de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y3IlRTlkaXRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">crédito<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para avaliar qual a melhor saída para diminuir o seu saldo devedor. Modalidades como crédito pessoal (CDC) e crédito para aquisição de bens de consumo podem ser portadas com facilidade.</p>
<p><strong>Vale a pena insistir no banco onde possuo conta ou migro para outro de cara?</strong><br />
Prefira o contato com a instituição onde já possui relacionamento. Antes, porém, investigue e pesquise quais as condições oferecidas por bancos concorrentes e faça questão de conhecer o que eles têm a oferecer. Visite a concorrência, escute as opções e faça algumas simulações.</p>
<p>Então, com sinceridade, volte ao seu gerente e apresente tudo aquilo que você conseguiu. Valorize o relacionamento existente e peça para que eles avaliem a possibilidade de melhorar (cobrir) as propostas que você tem em mãos. Diante de tanto “barulho” em torno do tema, é grande a chance de concederem a você algo bem interessante.</p>
<p>Agora, se a conversa com o responsável por sua conta não der em nada, não hesite em procurar outras instituições. A migração está acontecendo e os bancos públicos anunciaram crescimento expressivo na concessão de crédito depois do anúncio das medidas. No Banco do Brasil, por exemplo, essas <a title="Demanda cresce no BB" href="http://veja.abril.com.br/noticia/economia/demanda-por-credito-pessoal-no-bb-cresce-45-com-juro-menor" target="_blank">operações aumentaram 45%</a> nos primeiros cinco dias. Na Caixa, a <a title="Alta nas concessões também na Caixa" href="http://www.dci.com.br/concessao-de-credito-na-caixa-aumenta-17-depois-da-reducao-dos-juros-id290390.html" target="_blank">alta foi de 17%</a>.</p>
<p><strong>E quem não está conseguindo as taxas anunciadas, como deve proceder?</strong><br />
Sempre há entrelinhas, letras miúdas e detalhes que passam longe da publicidade de massa. Neste caso, resumirei de forma objetiva o que está acontecendo: as taxas anunciadas não são para todos. Alguns bancos exigem que o cliente esteja recebendo seus salários por lá, outros fazem uma análise de crédito mais “rigorosa” e definem a taxa de acordo com ela e por ai vai.</p>
<p>A solução, portanto, está no diálogo franco com o atendente. Procure entender quais as vantagens oferecidas, quem pode aproveitá-las, se há contrapartida e quais as condições exigidas para que as taxas anunciadas sejam efetivamente colocadas em prática. Não se assuste se apenas parte do “prometido” se tornar realidade.</p>
<p><strong>Como fica o perigo do endividamento excessivo e do aumento da inadimplência?</strong><br />
Trata-se de um perigo real, mas que ainda não assusta tanto em termos estatísticos. Se o brasileiro vai apenas aproveitar para ter mais crédito a custos menores (consumir mais, mas sem comprometer mais de sua renda) ou se vai “se esbaldar” com a guerra dos juros (endividando-se perigosamente), isso nós só saberemos no decorrer dos meses (anos).</p>
<p>Que fique claro que eu sou um defensor ferrenho da educação financeira. Portanto, temo pelo endividamento excessivo das famílias e não recomendo que o crédito seja usado de forma indiscriminada, só <em>“porque ficou mais barato”</em>. O fato é que o brasileiro se endivida “pouco” em relação a outros povos e paga suas contas em dia, então o tema ainda não causa calafrios em mais ninguém (só em mim).</p>
<p><strong>Afinal, o que devemos fazer diante desse cenário?</strong><br />
As mudanças nos patamares de juros são bem-vindas, isso é inegável. Com o dinheiro custando menos, a economia ganhará fôlego e os consumidores inteligentes poderão consumir mais e melhor. Insisto: o que não dá é para usar essas conclusões para alimentar seu desejo de consumo e sair às compras porque <em>“agora as condições estão imperdíveis”</em>.</p>
<p>O planejamento financeiro realizado com cuidado, acompanhado de um orçamento doméstico constantemente atualizado e revisto, ainda é a chave para a realização de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29uaG9zXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">sonhos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e para uma vida sustentável no longo prazo. O dinheiro deve ser sempre um meio, uma ferramenta, não um fim.</p>
<p>Todo mundo quer pagar menos, mas pagar mais barato não é sinônimo de comprar melhor. Avalie suas necessidades, limites orçamentários e metas. De repente pode valer a pena esperar antes de comprar isso ou aquilo através de um financiamento. De repente você não precisa de empréstimo coisa nenhuma. Mas aceite que você é o responsável por essa decisão e suas consequências.</p>
<p><strong>Por fim, cuidado com o endividamento.</strong> Ele pode começar invisível, aparentemente bem administrado, mas logo poderá se tornar um problema grave, capaz de “detonar” sua vida familiar. Prefira sempre a liberdade e a formação de patrimônio ao preencher suas expectativas. Quem sabe de sua vida é você, não eu ou seu vizinho. Certo?</p>
<p>As informações foram úteis? Deixe seus comentários no espaço abaixo e também em meu <em>Twitter</em>: <strong><a title="Siga-me no Twitter" href="http://www.twitter.com/Navarro" target="_blank">@Navarro</a></strong>. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Depois da farra do crédito e do consumo, quem vai pagar suas contas?</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 12:17:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A expansão do crédito e do consumo traz uma realidade inconveniente: é hora de pagar as contas. Como lidar com o endividamento e livrar-se das dívidas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Depois da farra do crédito e do consumo, quem vai pagar suas contas?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_depois_da_farra_credito_consumo_quem_vai_pagar_suas_contas.jpg" alt="Depois da farra do crédito e do consumo, quem vai pagar suas contas?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Roberta</strong> comenta: <em>“Navarro, em 2010 consegui um emprego melhor e minha renda cresceu. Aproveitei para comprar algumas coisas que desejava há algum tempo, mas acabei me deixando levar pelos apelos de consumo. Exagerei e hoje estou enrolada, com muitas dívidas e sem conseguir aproveitar a mudança profissional. Empréstimo, financiamento, tenho de tudo. Socorro!”</em>.</p>
<p>Para muitos, a compra parcelada representa a “grande sacada”: é possível comprar o produto tão esperado (normalmente caro e fora do orçamento), levá-lo imediatamente para casa e só pagá-lo “de leve”, em “suaves” prestações. Televisão nova, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHMzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-48">videogame<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, geladeira, sofá, armário, moto, carro, praticamente tudo o que está a venda pode ser comprado assim.</p>
<p>Há quem diga que <em>“a única forma de nossa família ter as coisas é comprando parcelado”</em>. Antes de qualquer observação, escuto logo a justificativa <em>“não fosse assim, não teríamos compromisso com o pagamento e a construção de patrimônio”</em>. O raciocínio está em todo lugar, você deve conhecer algumas (muitas) pessoas assim.</p>
<p><span id="more-7338"></span>Que é legal poder comprar tudo que a gente quer, não tenho dúvida. Mas o que fazer quando o verbo comprar está completamente desvirtuado? Quero dizer, como agir quando dinheiro não é realmente o que se tem que ter para sair da loja com esse ou aquele produto?</p>
<p><strong>A realidade cobra seu preço!</strong><br />
Os meses de dezembro de 2011 e janeiro de 2012 foram marcados pela elevação das reservas destinadas a cobrir prejuízos com inadimplência. As chamadas provisões para créditos duvidosos cresceram em ritmo maior que o da oferta de crédito, indicando que os principais bancos temem o recente avanço da inadimplência.</p>
<p>De acordo com <a title="Leia mais" href="http://www.panoramabrasil.com.br/alta-da-provisao-afeta-margens-dos-bancos-id74900.html" target="_blank">levantamento realizado pela consultoria Austin Rating</a>, as provisões de 23 bancos de grande e médio porte cresceram 42,2% em 2011, número mais de duas vezes maior que o da expansão das carteiras destas mesmas instituições no período (19,8%).</p>
<p>Dados oficiais publicados pelo Banco Central deixam claros os motivos de preocupação: o percentual de atrasos acima de 90 dias nas prestações de empréstimos a pessoas físicas <a title="Leia mais" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2012/02/28/inadimplencia-do-consumidor-sobe-76-em-janeiro-deste-ano.jhtm" target="_blank">chegou a 7,6% do total em janeiro deste ano</a>, representando um avanço de 33% em relação a janeiro de 2011, quando o percentual era de 5,7%.</p>
<p>A última vez em que os índices de inadimplência chegaram a patamares semelhantes foi em dezembro de 2009, em decorrência dos reflexos da crise – sendo o desemprego o principal fator na época.</p>
<p>Observado o atual estágio econômico do país, onde o desemprego atinge níveis historicamente baixos e a renda é crescente, o problema parece ser a relação do brasileiro com a abundante oferta de crédito e as facilidades na obtenção de empréstimos e financiamentos.</p>
<p>O economista <strong>Roberto LuisTroster</strong> resumiu bem o quadro em recente entrevista ao jornal Folha de S. Paulo: <em>“Os dados de inadimplência confirmam que a dinâmica recente do crédito não é sustentável indefinidamente”</em>.</p>
<p><strong>A saída passa por assumir a culpa e lidar com suas consequências</strong><br />
Livrar-se do endividamento sempre é possível, mas requer boas doses de humildade e coragem. Humildade para reconhecer que os principais culpados pelo problema são você e as decisões que você tomou enquanto consumia sem planejamento. Coragem para enfrentar a carga de responsabilidades e consequências que a humildade colocará diante de seus olhos.</p>
<p>Tente ser pragmático e ao mesmo tempo objetivo, focando seus esforços em ações com resultados práticos, palpáveis. Só assim a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bW90aXZhJUU3JUUzb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">motivação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para seguir adiante será maior que a tentação de voltar ao mundo mágico (e falso) da “terapia pelo consumo”. Experimente:</p>
<ol>
<li><strong>Assumir a responsabilidade</strong>. Eu concordo que gastar é muito mais legal que poupar, mas é hora de encarar as coisas de uma forma mais adulta;</li>
<li><strong>Listar todos os seus compromissos financeiros</strong>, saldos devedores, taxas de juros, prazos de vencimento e informações de contato de cada dívida. Esse registro será sua missão de agora em diante;</li>
<li><strong>Registrar seus gastos e receitas</strong> de maneira que seu orçamento doméstico seja criado. Só assim você saberá exatamente onde estão os problemas (onde você gasta demais) e quais aqueles gastos que não poderão ser trabalhados;</li>
<li><strong>Renegociar suas dívidas de forma inteligente</strong>, preferindo quitar as dívidas mais caras e de menos parcelas primeiro. Pagar o mais caro acabará logo com o que mais prejudica seu fluxo de caixa, enquanto pagar as dívidas que estão quase no fim darão a necessária sensação de missão cumprida.</li>
</ol>
<p>Quando tudo parecer chato e entediante, lembre-se das decisões que tomou e do ciclo perigoso que enfrentava há pouco tempo atrás. Volte ao primeiro item da lista acima e recomece. <strong>Enfrente as frustrações de cabeça erguida</strong>, afinal o problema é seu.</p>
<p><strong>O que vem por ai?</strong><br />
Tudo indica que o Brasil voltará ao caminho de crescimento ainda em 2012, especialmente se a tendência de queda dos juros (Selic) se confirmar. Isso deve contribuir para a queda da inadimplência, mas o ritmo de expansão do crédito deverá elevar-se de forma mais comedida.</p>
<p>Ainda que o número de inadimplentes não assuste tanto, fica latente a necessidade de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e dedicação em busca de educação financeira. Afinal, independentemente da abusiva oferta de dinheiro fácil, somos nós os responsáveis por assinar os contratos e fazer mau uso do crédito oferecido.</p>
<p>Se você já enfrentou problemas de endividamento excessivo, que tal compartilhar conosco suas experiências e decisões que contribuíram para lidar com a situação? Use o espaço de comentários abaixo. Até mais.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/02/07/viajar-e-pagar-no-exterior-cartao-de-credito-pre-pago-ou-dinheiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Como é melhor pagar ao viajar para o exterior? Cartão de crédito, cartão pré-pago, débito ou dinheiro em espécie. Conheça as opções, suas vantagens e desvantagens.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_cartao_credito_pre_pago_dinheiro_opcoes_pagamento_viagem_exterior.jpg" alt="Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Guilherme</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, vou viajar para o exterior e preciso levar dinheiro em moeda estrangeira, mas não sei o que devo fazer. Muitos amigos comentaram sobre o cartão pré-pago específico para viagens, enquanto outros ainda preferem o cartão de crédito. E dinheiro em espécie e os traveler checks, valem a pena? Estou confuso. Você me ajuda? Valeu&#8221;</em>.</p>
<p>Viajar, um verbo cada vez mais colocado em prática pelos brasileiros. Depois de décadas de economia instável, hiperinflacionada e sem uma política monetária decente, o Brasil finalmente oferece aos seus cidadãos a possibilidade de planejar melhor suas viagens. A renda crescente, o câmbio estável e a grande concorrência no setor de turismo criam o cenário perfeito para sair de casa por alguns dias.</p>
<p>Duas dúvidas tem &#8220;tirado o sono&#8221; de muitos leitores:</p>
<ul>
<li><strong>Qual a principal diferença entre as cotações do dólar?</strong> Já abordei esta questão no artigo <a title="Leia o artigo completo" href="http://migre.me/7PLue" target="_blank">&#8220;Entendendo Dólar Comercial, Turismo e Paralelo&#8221;</a>;</li>
<li><strong>Como pagar pelos itens comprados na viagem ao exterior?</strong> Neste artigo farei um pequeno resumo das alternativas disponíveis para o pagamento, bem como um comparativo baseado em minha opinião. Minha expectativa hoje é tentar responder a esta segunda questão.</li>
</ul>
<p>A verdade é que você não precisa pensar apenas nos extremos moeda em espécie e cartão de crédito. Além disso, opções antes populares &#8211; <em>traveler checks</em>, por exemplo &#8211; agora quase não figuram mais entre as saídas encontradas pelos brasileiros para viajar.</p>
<p><strong>Dinheiro</strong><br />
Recomendado em pequenas quantidades, já que servirá apenas para o pagamento de gorjetas, pequenos traslados e serviços mais simples e rápidos. Se você for daqueles muito acostumados a sempre usar o cartão de débito ou realizar saques, prefira levar um pouco mais de dinheiro e também um cartão pré-pago (veja a seguir) com dinheiro. As taxas para saque e utilização do cartão de débito convencional podem gerar surpresas desagradáveis no seu extrato bancário.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o dinheiro:</strong> depois de viajar algumas vezes, decidi não andar com mais de US$ 40,00 por dia de viagem. Ou seja, para uma viagem de 10 dias, levo, no máximo US$ 400,00 em espécie.</p>
<p><strong>Cartão pré-pago</strong><br />
Trata-se da alternativa que mais combina com a ideia de planejamento da viagem, já que ele permite que você adicione crédito quando quiser. Isso significa que você pode planejar a próxima viagem e, desde já, poupar e guardar para os gastos lá fora, bastando para isso ir comprando moeda através do cartão pré-pago.</p>
<p>Também é muito interessante para viagens com grupos grandes, já que permite que pais e responsáveis abasteçam o cartão com uma quantia pré-definida e evita que os gastos ultrapassem o limite real estipulado. Tão seguro e aceito quanto o cartão de crédito, ele tem nas taxas de câmbio sua principal desvantagem.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cartão pré-pago:</strong> se você se antecipa e planeja a viagem com antecedência, prefira essa modalidade. Mesmo que os preços da moeda sejam mais elevados, ele permitirá a você poupar mensalmente, impedindo sustos maiores em caso de gastos elevados apenas na época da viagem. Indicado para compras e gastos supérfluos, já que o limite é a quantidade de dinheiro que você colocou antes de usá-lo (o que evita o endividamento).</p>
<p><strong>Cartão de crédito</strong><br />
Amplamente aceito no mundo, o cartão de crédito tem na comodidade e na segurança seus maiores aliados. No entanto, a alta taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), hoje em 6,38%, pode tornar a fatura ainda mais salgada. O valor convertido em reais só será conhecido na chegada da fatura, o que pode ser bom, se o valor da moeda no fechamento for mais baixo do que o de antes da viagem, ou ruim, quando a cotação for mais alta. Expliquei em detalhes a conversão no artigo <a title="Leia o artigo completo" href="http://migre.me/7PLDw" target="_blank">&#8220;Como é calculada a cotação do dólar nas faturas de cartão de crédito?&#8221;</a>.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cartão de crédito:</strong> para não cair na armadilha da comodidade, use o cartão de crédito apenas para os serviços essenciais já planejados antes da viagem, como Hotel, aluguel de carro, ingressos, passagens etc. Para tudo que for luxo, compras ou fora dos planos, prefira o cartão pré-pago.</p>
<p><strong>Cheque de viagem (<em>Traveler Check</em>)</strong><br />
Muito utilizados antes da popularização dos cartões, os cheques de viagem caíram em desuso. Apesar de ser mais barato para aquisição (taxas de câmbio melhores e sem tarifas), o número de estabelecimentos que aceita este tipo de pagamento vem caindo.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cheque de viagem:</strong> se puder optar pelos cartões pré-pagos e de crédito, evite o uso dos <em>traveler checks</em>.</p>
<p><strong>Comparativo</strong><br />
A tabela abaixo resume o que penso de cada uma das modalidades detalhadas neste artigo:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_tabela_meios_pagamento_viagem_exterior.png" alt="Comparativo - Alternativas de pagamento no exterior" /></p>
<p>Espero que o texto tenha cumprido seu objetivo. Reitero, contudo, que <strong>não há verdades absolutas quando se trata de planejamento financeiro</strong>. Conhecer as alternativas precisa ser uma ação combinada com seus hábitos familiares e principais decisões financeiras. Há quem tenha pavor de cartão de crédito, mas há também quem morre de medo de ser assaltado. Defina sua estratégia e a reavalie sempre. Boa viagem!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Suely Almôas, Diretora da DígithoBrasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/30/dinheirama-entrevista-suely-almoas-diretora-da-digithobrasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 17:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[software]]></category>

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		<description><![CDATA[Suely Almôas, Diretora da DígithoBrasil, alerta para a atitude de cuidar do dinheiro e fala mais sobre softwares de controle financeiro online.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Suely Almôas, Diretora da DígithoBrasil" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/01/dinheirama_post_entrevista_suely_almoas_diretora_digithobrasil.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Suely Almôas, Diretora da DígithoBrasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Um dos muitos desafios do brasileiro é manter-se em dia com suas finanças. O controle financeiro é uma atividade que requer atenção, dedicação e união familiar. Apesar de presente no nosso cotidiano, o dinheiro nem sempre é tratado de forma inteligente: seu uso indiscriminado causa uma falsa sensação de liberdade, logo substituída pelos problemas do endividamento. O fato é que muitos leitores nos questionam sobre a melhor maneira de gerenciar e manter registrados os gastos e as receitas.</p>
<p>Para falar mais sobre a questão, conversamos com <strong>Suely Almôas</strong>, Diretora da respeitada empresa de soluções em software <strong><a title="Conheça a DígithoBrasil" href="http://migre.me/7Jzq9" target="_blank">DígithoBrasil</a></strong>, hoje a maior empresa do segmento no Estado do Mato Grosso do Sul. Dentre seus produtos está o <strong><a title="Conheça o Software Bônus" href="http://migre.me/7JzyW" target="_blank">Bônus</a></strong>, software online de controle financeiro pessoal que existe há 10 anos, possui mais de 50.000 usuários cadastrados e que recebeu, da Revista INFO, o título de <em>“Melhor Software de Controle Financeiro”</em> no ano de 2006.</p>
<p>Na nossa conversa, Suely aborda as vantagens de aproveitar ferramentas para manter o registro dos acontecimentos financeiros e conta, usando sua experiência e conhecimento da área, como os usuários estão lidando com essa nova forma de cuidar de seu bolso. Acompanhe:</p>
<p><span id="more-7156"></span><strong>Durante muitos anos, o brasileiro conviveu com uma economia instável, com inflação e com poucas perspectivas de crescimento. A realidade mudou, já somos a sexta maior economia do mundo e a Internet já é alcançada por boa parte de nossa população. Dentro desse cenário, qual a contribuição que os softwares de gestão financeira online podem oferecer as pessoas?</strong></p>
<p><strong>Suely Almôas:</strong> A gestão financeira começa com a visualização do quanto se ganha, quanto se gasta e com o quê se gasta. Nesse ponto, os softwares de gestão financeira são ferramentas facilitadoras, já que permitem que relatórios, gráficos e tabelas mostrem, de forma visual e simples, a realidade financeira do usuário. Além disso, os softwares online auxiliam de forma mais ágil a entrada de dados, uma vez que estão sempre à disposição na Internet, onde quer que o usuário esteja e a qualquer hora.</p>
<p><strong>Muitos leitores acabam destacando o item segurança como um dos fatores de preocupação ao usar ferramentas de controle de terceiros. O que as empresas que oferecem esse tipo de trabalho tem realizado para preservar a segurança dos seus usuários? O usuário pode realmente ficar tranquilo?</strong></p>
<p><strong>S. A.:</strong> Muito se tem feito na área de segurança da informação, desde a melhoria em infraestrutura, com data centers a prova de incêndio, inundações, abalos e violações de qualquer natureza, até a criptografia de dados, onde nem mesmo quem manuseia os bancos de dados tem acesso aos conteúdos dos mesmos.</p>
<p>Os usuários podem ficar tranquilos, pois os seus dados estão sob os cuidados de especialistas e em estruturas onde o risco de perda é mínimo. Quando os usuários domésticos são responsáveis por seus próprios dados, o risco é bem maior, uma vez que, normalmente, a maioria deles não dispõe do conhecimento do processo de cópias (backup) e armazenagem. Além disso, na hipótese de ocorrer algum problema técnico no computador, os dados podem se perder ou danificar para sempre.</p>
<p><strong>Você participou ativamente da criação do <a title="Conheça o Software Bônus" href="http://migre.me/7JzyW" target="_blank">Bônus</a>, software de controle financeiro pessoal da DígithoBrasil. Fale-nos um pouco mais sobre esse aplicativo. Por que decidiram colocá-lo na web? Quais suas características principais?</strong></p>
<p><strong>S. A.:</strong> O Bônus nasceu da vontade de auxiliar as pessoas no processo de educação financeira e tem o princípio de ser simples e eficiente. Na época do lançamento da primeira versão, em 1997, os softwares existentes vinham, em sua maioria, migrados dos computadores de grande porte, onde a interface, a &#8220;cara&#8221; do software, não era considerada importante.</p>
<p>O Bônus surgiu com uma proposta nova, inteiramente gráfica, onde as despesas e receitas eram ícones desenhados (símbolos) ao invés de texto. Procuramos sempre deixar o produto enxuto no número de funcionalidades e relatórios, mas sempre evoluindo no quesito facilidade e praticidade.</p>
<p>Foram lançadas versões desde 1997 até 2009, na versão <em>desktop</em>. Nesse período, fizemos várias pesquisas de mercado, principalmente com nossos usuários, sobre a migração para a Internet. A nossa dúvida era se as pessoas colocariam os seus dados na grande rede. E a resposta foi meio a meio, então topamos o desafio de partir para web e lançamos o portal <a title="Conheça o Software Bônus" href="http://migre.me/7JzyW" target="_blank">www.bonusweb.com.br</a>.</p>
<p><strong>Pelos testes que fizemos com o sistema, percebemos que existe uma versão gratuita e outra com mais recursos, que é paga. Quais as principais diferenças entre as versões? Pode nos dizer quantas visitas o site recebe e quantos usuários ativos a ferramenta possui hoje?</strong></p>
<p><strong>S. A.:</strong> O Bônus possui duas versões: a gratuita, com mais de 20 funcionalidades que atendem usuários que buscam um controle mais simples de suas finanças, com a possiblidade de realizar quantos lançamentos desejarem e usá-lo pelo tempo que quiserem. Já a versão paga é mais completa e possui opções de conciliação bancária e controle de cartão de crédito, facilitando as atividades de conferência e proporcionando ganho de tempo com os lançamentos. Atualmente, recebemos mais de 10 mil visitas mensais e temos mais de cinco mil usuários ativos no Bônus.</p>
<p><strong>Pensando no futuro, muitos sites cogitam a possibilidade de ver um software de gerenciamento financeiro online integrado às operações bancárias, algo parecido com o já realizado pelo americano <a title="Conheça o Mint.com" href="http://www.mint.com" target="_blank">Mint.com</a>. Vocês enxergam este caminho para os aplicativos no Brasil? Quais outras inovações tendem a se concretizar no decorrer dos próximos anos?</strong></p>
<p><strong>S. A.:</strong> Sim, esse é um caminho plausível. A barreira no Brasil concentra-se muito mais nos processos legais do que nas limitações técnicas. Mas acredito que esta seja uma tendência. As inovações virão para facilitar o processo de entrada de dados, fazendo com que estes fiquem cada vez mais automatizados e também disponibilizem uma consultoria financeira, tendo como base o conhecimento do perfil do usuário.</p>
<p>Entender melhor como o usuário compra, o que adquire, quais são os seus objetivos materiais e financeiros pode ser útil para sugerir maneiras de economizar, alternativas de gastos e aplicações (investimentos) melhores.</p>
<p><strong>Um dos mercados que mais se desenvolve no Brasil e no mundo é o ligado aos aparelhos móveis. Como você encara esse mercado? A <a title="Conheça a DígithoBrasil" href="http://migre.me/7Jzq9" target="_blank">DígithoBrasil</a> pretende oferecer uma versão do site para quem está ligado nessa nova forma de usar a Internet?</strong></p>
<p><strong>S. A.:</strong> É o mercado que mais cresce no momento, uma grande oportunidade de expansão. Sim, já estamos trabalhando em uma versão para esse mercado.</p>
<p><strong>Suely, muito obrigado pela entrevista e parabéns pelo sucesso. Peço que, por favor, deixe uma mensagem final aos nossos leitores que querem começar o seu planejamento financeiro de forma inteligente e pró-ativa.</strong></p>
<p><strong>S. A.:</strong> Existem somente dois dias que não existem no meu calendário: o ontem e o amanhã. Portanto, meus amigos, aproveitem o hoje, o presente. Como o próprio nome já diz, se dê esse presente começando hoje a gerir o seu dinheiro. E comecem ganhando um Bônus para suas finanças. Obrigado pela oportunidade e parabéns pelo trabalho em prol da educação financeira de nossos brasileiros.</p>
<p><strong>Foto:</strong> divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Controle financeiro pessoal: como você faz o seu?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/13/controle-financeiro-pessoal-como-voce-faz-o-seu/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/12/13/controle-financeiro-pessoal-como-voce-faz-o-seu/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 20:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júnior Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
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		<description><![CDATA[Como você faz o seu controle financeiro pessoal? Caderno, planilha, aplicativo, software ou sistema on-line? Suas necessidades são atendidas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Controle financeiro pessoal: como você faz o seu?" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_controle_financeiro_pessoal_como_voce_faz_seu.jpg" alt="Controle financeiro pessoal: como você faz o seu?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Simplificando ao máximo o conceito de controle financeiro, podemos dizer que ele consiste na tarefa de relacionar as despesas (gastos), as receitas (ganhos) e em seguida calcular a diferença. Seguindo a mesma ideia da contabilidade praticada nas empresas, o controle financeiro pessoal ou familiar deveria ser, em minha opinião, uma tarefa obrigatória em todos os lares brasileiros.</p>
<p>Infelizmente, o hábito de manter um controle financeiro pessoal é ignorado pela grande maioria dos brasileiros, tanto por parte das pessoas que vivem endividadas, como daqueles que conhecem um pouco sobre <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e conseguem manter suas finanças equilibradas. Fico me perguntando se o problema é a dificuldade ou se é só preguiça mesmo.</p>
<p><strong>Mas será tão difícil assim criar e manter um controle financeiro pessoal?</strong><br />
Difícil não é, e tenho certeza que o leitor concorda comigo. Mas, convenhamos, para termos um controle financeiro pessoal é preciso um mínimo de esforço, todo mês, para registrar e calcular nossos gastos, tarefa que deve ser feita com atenção, dedicação e disciplina. Do contrário, essa decisão não oferecerá resultados eficientes.</p>
<p><span id="more-6909"></span>O fato é que a maioria de nós brasileiros não tem a disciplina como virtude. Quando comecei a trabalhar e ter minha própria renda, eu simplesmente colocava o dinheiro na carteira e pagava as contas conforme elas apareciam. Aprendi a ser assim e estava confortável com essa postura, afinal era mais fácil e não dava trabalho nenhum. Só que, agindo dessa forma, eu não tinha previsão alguma se o salário seria suficiente até o fim do mês – e, na maioria das vezes, não era.</p>
<p><strong>O valor que damos ao controle financeiro pessoal</strong><br />
Somente depois de passar por uma dificuldade financeira, caso que já contei a vocês no artigo <a title="Leia o artigo &quot;Como a educação financeira transformou minha vida&quot;" href="http://dinheirama.com/blog/2011/11/07/como-a-educacao-financeira-transformou-minha-vida/" target="_blank">“Como a educação financeira transformou minha vida”</a>, é que passei a anotar em uma agenda as despesas que teria ao longo mês. Graças a essa atitude, tive como organizar minhas despesas e ter uma previsão de onde meu dinheiro seria gasto. Além disso, quando necessário, eu sabia exatamente o que cortar para não ficar sem dinheiro antes do próximo salário.</p>
<p>Depois de bons resultados adotando essa atitude, comecei a levar mais a sério esse negócio de controle financeiro pessoal. Em um caderno comum de escola, passei a anotar de um lado da folha as minhas despesas (transporte, alimentação, roupas, lazer etc.) e no outro minhas receitas, como meu salário e eventualmente algum <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2FuaGFyK2RpbmhlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que ganhava fazendo “bicos” como <em>freelancer</em>. Ainda do lado das receitas, na parte inferior da folha eu registrava o saldo do mês, calculando a diferença entre as receitas e as despesas. Veja abaixo:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_caderno_de_controle_financeiro_pessoal.jpg" alt="Caderno de controle financeiro pessoal do Júnior" /></p>
<p>Dentro das despesas eu relacionava inclusive o valor que depositava em minha conta poupança. Meu objetivo era anotar todas as movimentações financeiras que fazia, de forma que o saldo do mês fosse o mais próximo possível de zero, pois assim eu teria conhecimento exato de onde eu gastava cada centavo do meu salário. Como bom brasileiro que sou, a disciplina não é uma de minhas grandes qualidades; anotar rigorosamente no meu controle financeiro todos os gastos para zerar meu saldo no mês sempre foi (e será) um desafio.</p>
<p><strong>Vale a pena usar sistemas e ferramentas de gestão financeira pessoal?</strong><br />
Durante meus estudos sobre educação financeira, sempre encontrei diversas dicas de ferramentas de controle financeiro pessoal, mas até hoje nenhuma delas funcionou pra mim com meu bom e velho caderno.</p>
<p>Primeiro, tentei utilizar um software gratuito para <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/UENfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-48">PC<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, mas eram tantas as configurações, termos técnicos (“economês”) e dificuldades, que desisti. Realizar um simples lançamento de contas a pagar era um processo muito complicado. Então, abandonei o software. Não que ele fosse ruim, muito pelo contrário, mas era muito complexo para minha necessidade e na época eu não quis investir tanto tempo para aprender a utilizar a ferramenta.</p>
<p>Alguns meses depois conheci alguns serviços de controle financeiro on-line e decidi experimentar. Criei uma conta, configurei de acordo com minha necessidade e passei a lançar minhas despesas e receitas em um dos sistemas. No inicio, foi tudo muito fácil, intuitivo e automatizado. Uma maravilha! No entanto, uma desvantagem começou a atrapalhar meu controle financeiro. Era preciso estar online para acessá-lo e quando isso não era possível eu precisava anotar em algum lugar para depois lançar no sistema.</p>
<p>Depois de algum tempo, percebi que o retrabalho não estava valendo a pena pra mim, pois eu não tinha necessidade dos recursos avançados que o sistema oferecia – somente o que estava no caderno já atendia a minha necessidade de saber o quanto e onde estava gastando meu dinheiro.</p>
<p><strong>Quais são as suas reais necessidades?</strong><br />
Vale ressaltar que ferramentas assim são excelentes alternativas, mas, na época, minhas movimentações financeiras eram muito simples para a complexidade e tantas funcionalidades oferecidas. Para fazermos uma comparação bem surreal, podemos dizer que eu estava alugando uma casa de alto padrão para morar sozinho. Não valia a pena o esforço e então voltei pra meu caderno, onde realizo até hoje o meu controle financeiro.</p>
<p>Sei que existem no mercado excelentes sistemas que proporcionam ótimos recursos, mas há uma coisa que aprendi testando diversas opções: a ferramenta tem que atender à sua necessidade. Muito mais do que você precisa vai exigir esforço extra (desnecessário), o que acabará deixando-o desmotivado.</p>
<p><strong>O controle financeiro evolui e cresce com nossas decisões</strong><br />
No fim do ano passado, quando me casei, o controle financeiro deixou de ser pessoal e passou a ser familiar. O caderno não está suprindo as necessidades que preciso, pois agora tenho mais despesas para gerenciar, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> a pensar e também as receitas/despesas de minha esposa que entram no orçamento familiar.</p>
<p>Repare que o caderno veio muito bem até aqui, mas agora provavelmente deixará de ser usado e dará lugar a uma alternativa mais interessante. O caderno vai desaparecer, mas a mensagem que proponho não: se você ainda não possui um método de controle financeiro pessoal, começar com o caderno pode ser sua decisão mais acertada.</p>
<p>Ferramentas elaboradas podem dificultar o processo inicial (farão do controle financeiro algo mais complexo do que a realidade), desmotivando-o a cultivar esse hábito tão importante para alcançar sua plena saúde financeira. Só passe a considerar sistemas mais completos depois que você já tiver adquirido esse hábito de gerenciar e observar sua situação financeira. Só assim sua experiência fará sentido e tornará o caminho mais natural.</p>
<p>Será que alguns de vocês também usam o bom e velho caderninho para cuidar das finanças? Se você já está habituado com alguma ferramenta ou sistema, como foi a adaptação? Quais foram suas principais dificuldades? Há alguma necessidade ainda não atendida ou excedida por funcionalidades complexas demais? Use o espaço de comentários e deixe suas respostas. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Júnior Gonçalves</b>.<br>

Trabalha no setor de T.I. do Instituto Bairral de Psiquiatria e atualmente é pós-graduando em Desenvolvimento de Sistemas para Web pela FAC III - Campinas. Nerd por vocação e blogueiro por opção, desenvolve por hobby alguns trabalhos como freelancer e escreve no Neurônio 2.0 e no Hiperbytes. No Twitter: @JrGoncalves85<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Incentivos ao consumo: cuidados com a ressaca da festa de crédito</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/08/incentivos-ao-consumo-cuidados-com-a-ressaca-da-festa-de-credito/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 15:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio De Julio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Governo anuncia medidas para incentivar consumo: redução de IPI e queda do IOF. Como ficam os brasileiros e seu endividamento? O que esperar de 2012?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Cuidados com a ressaca da festa de crédito" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_cuidado_com_a_ressaca_festa_credito.jpg" alt="Cuidados com a ressaca da festa de crédito" align="left" hspace="2" vspace="2" />Estamos terminando 2011 com um convite para uma grande festa para 2012. Uma festa regada a muito crédito, disponível tanto para estimular o consumo interno no Brasil, quanto para afastar um pouco as nuvens negras da crise europeia que apontam no horizonte. Mas como toda festa bem servida, temos que tomar cuidado com os excessos para evitar uma bela ressaca.</p>
<p>Em 2010, tivemos um grande avanço no PIB (Produto Interno Bruto), de mais de 7%, graças a medidas semelhantes de afrouxo no crédito, mas isso acabou levando muitos consumidores às lojas, concessionárias e imobiliárias. Com campanhas publicitárias do tipo “somos imbatíveis” e “a crise é uma marolinha”, muitos brasileiros se endividaram e estão até hoje com problemas para saldar as dívidas contraídas nesse período.</p>
<p>Com o aumento da demanda e a falta de investimentos essenciais em infraestrutura para transporte de cargas – e assim escoar a produção –, a inflação no ano de 2011 disparou. Um dos motivos dessa alta foi o grande apetite dos consumidores, o que empurrou o indicador para longe da meta do governo.</p>
<p><span id="more-6879"></span>O transporte público e o aluguel são dois exemplos de preços que dispararam em 2011. Já temos alguns exemplos do que está por vir em 2012 no aumento das mensalidades escolares, inclusive levando alguns pais a entrar com processos contra algumas escolas pelos aumentos praticados, considerados abusivos.</p>
<p>Agora, estamos prestes a rever esse mesmo filme, reeditado no governo atual, que já deu seus primeiros passos recentemente com algumas medidas para <a title="Leia mais sobre a redução do IPI" href="http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/12/reducao-do-ipi-e-proximidade-do-natal-levam-consumidores-lojas.html" target="_blank">acelerar o consumo de eletrodomésticos</a> (redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI) e <a title="Leia mais sobre queda do IOF" href="http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/5968/Corte+de+imposto+para+evitar+crise" target="_blank">diminuição do imposto para operações de crédito</a> (IOF) voltadas ao consumo.</p>
<p>Acredito fortemente que não teremos uma campanha tão populista como a anterior, mas temos que tomar muito cuidado com o apelo das propagandas e as promessas de crédito fácil. Ainda temos os maiores (piores) juros do planeta e, infelizmente, 2012 promete ser um ano de mais reajustes, devido à inflação atingida em 2011.</p>
<p>Antes de sair às compras e contrair crédito, é recomendável uma grande reflexão. Preste atenção e faça uso do planejamento para não ajudar a aumentar o índice de inadimplência, que, assim como a inflação, também está bem alto. Vale a reunião familiar, pesquisar preços e usar e abusar das planilhas para ver até onde realmente você pode gastar.</p>
<p>Não se deixe levar pelo imediatismo, pelo valor das parcelas e pelo impulso ao entrar nas lojas. Lembre-se do grande ensinamento do mestre Tio Ben, tio do Peter Parker, o Homem Aranha: <em>“Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”</em>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Antonio De Julio</b>.<br>

Instrutor da MoneyFit, conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e co-autor do livro "Por dentro da Bolsa de Valores".<br>

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		<title>O deslumbramento financeiro causa dependência (e dívidas)</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/28/o-deslumbramento-financeiro-causa-dependencia-e-dividas/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 18:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[despesas]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[padrão de vida]]></category>
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		<description><![CDATA[O que faz o médico que ganha muito dinheiro com os plantões, mas ao mesmo tempo quer fazer residência e especializar-se? Ele sofre! O que planejamento financeiro tem com isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="O deslumbramento financeiro causa dependência (e dívidas)" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_deslumbramento_financeiro_causa_dependencia_dividas.jpg" alt="O deslumbramento financeiro causa dependência (e dívidas)" align="left" hspace="2" vspace="2" />Renato</strong> comenta: <em>“Navarro, sou médico recém-formado e estou vivendo uma situação angustiante. Depois de mais de seis anos estudando muito, tenho possibilidades de trabalhar em plantões e chego a tirar mais de R$ 10 mil por mês com relativa facilidade. Comprei carro esporte, viajei, estou curtindo muito, mas tenho que planejar minha residência (período em que ganharei pouco). Estou deslumbrado, mas ansioso porque sei que eu mesmo estou atrapalhando meus sonhos. E agora?”.</em></p>
<p>Embora seja um passo muito mais relacionado aos hábitos que à condição familiar, equilibrar desejos de consumo e necessidades de planejamento não é uma decisão simples de se colocar em prática. Fatores como educação, meio, relacionamentos, desejos represados e expectativas sociais costumam ser mais decisivas em nosso roteiro de consumo que o bom senso e a lógica.</p>
<p>Leve em conta um país recém-alçado à condição de “país com demanda interna sustentável” e você verá cada vez mais famílias “tirando o atraso” em relação ao consumo e à desigualdade social medida por bens e aparências – o que, diga-se, é legítimo e compreensível, embora financeiramente duvidoso.</p>
<p><span id="more-6840"></span><strong>Jovens são mais suscetíveis às pressões sociais</strong><br />
O contexto atual brasileiro, de economia previsível e sem inflação, cumpre papel de destaque na nova realidade econômica dos nossos jovens. A possibilidade de qualificar-se e as oportunidades do mercado de trabalho (nosso desemprego é de apenas 6%) criam condições ideais para a satisfação de desejos de consumo.</p>
<p>Acontece que jovem também é sinônimo de aprendizado, imaturidade, e muitos são os que criam compromissos financeiros maiores que suas capacidades e acabam por figurar como inadimplentes em muitas pesquisas. Os jovens são, de longe, os que têm <a title="Leia mais  no Estadão" href="http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/cresce-a-inadimplencia-entre-jovens-de-ate-30-anos/" target="_blank">mais problemas com o endividamento excessivo</a>, principalmente em decorrência das expectativas dos outros e sua necessidade de “fazer parte” do grupo onde está inserido.</p>
<p>Em outras palavras, quanto mais a renda aumenta, maior fica a demanda por comprovações sociais de pertencimento: a compra do carro, a troca do celular, a roupa da moda, os hábitos emulados dos ídolos, tudo isso representará despesas correntes cada vez maiores e mais profundas.</p>
<p><strong>O deslumbramento causa dependência</strong><br />
O exemplo do médico é, de certa forma, emblemático. Ainda jovem, ele tem a possibilidade de ganhar muito dinheiro com plantões, mas precisa confrontar essa realidade com o sonho de especializar-se em sua área de interesse. O dilema toma proporções alarmantes à medida que o médico decide usufruir plena e materialmente de seus recursos.</p>
<p>A elevada renda permite extravagâncias típicas dos jovens: comprar carros importados (esportivos, SUVs etc.), frequentar lugares caros e exclusivos (restaurantes, casas noturnas, shows etc.), viajar e por ai vai. A “vida perfeita”, qualquer jovem há de concordar. Será? O deslumbramento, no entanto, causa alguns efeitos interessantes:</p>
<ul>
<li><strong>Torna tudo isso cada vez mais banal</strong>, na contramão do que pensava o jovem quando decidiu exagerar. O carrão foi comprado “porque era possível comprá-lo e assim o sonho seria realizado”. Não funciona assim; logo o desejo por outro carro ainda mais exclusivo vai aparecer e ser a razão de tudo;</li>
<li><strong>Cria a falsa sensação de poder</strong>, na medida em que gera barreiras materiais claras entre o abençoado jovem rico e seus pares mais simples. A sensação é falsa simplesmente porque o ciclo é resumido pelo item anterior: aos olhos dos outros, o jovem é bem-sucedido, “tem tudo”; no íntimo, ele vive angustiado, querendo mais e mais;</li>
<li><strong>A ansiedade do deslumbramento desvia o foco das questões essenciais para o momento da carreira.</strong> O que fazer a seguir? Será que vou conseguir viver sem esse padrão de vida? Repare que não há nenhum julgamento de certo ou errado, apenas consequências de decisões tomadas. A angústia paralisa o jovem, que frequentemente precisa de ajuda para seguir a partir deste marco.</li>
</ul>
<p><strong>Despesas fixas e despesas variáveis</strong><br />
Repare que tudo aquilo que se ostenta pode, em certo momento, se tornar o problema que nos impede de crescer e ter ainda mais destaque. Essa conclusão é importante, porque temos a impressão de que atingir tais metas materiais significa ser atingir o sucesso. A questão, como é possível debater, é muito mais subjetiva e pessoal que definitiva.</p>
<p>A questão central, no entanto, não diz respeito ao padrão de vida em si, ao que se pode consumir com tanto dinheiro ou à renda em determinada idade. O que vale é como empregamos o dinheiro diante de duas análises objetivas:</p>
<ul>
<li><strong>Despesas fixas</strong>, ou todos os compromissos financeiros assumidos e contabilizados como de médio e longo prazos. Comprar um carro financiado em três, quatro anos implicará um pagamento mensal razoável durante todo esse período. Despesas com moradia, água, luz etc. também são frequentemente encontradas nesta categoria;</li>
<li><strong>Despesas variáveis</strong>, ou responsabilidades assumidas sem base frequente e que tem seus valores diferentes de um mês para o outro. O lazer, entremeado de saídas noturnas, viagens e alguns hobbies, é o exemplo perfeito para ilustrar esse item do orçamento.</li>
</ul>
<p><strong>Engessar o consumo compromete o padrão de vida</strong><br />
Observe seu controle financeiro e procure identificar onde está a maior parte de seus gastos. Você gasta mais com as despesas fixas ou variáveis? O ideal é ter o menor número (e menor valor) de despesas fixas, enquanto gerencia muito bem as despesas variáveis – não adianta apenas criar uma categoria “Outros” ou “Diversos” e lançar tudo lá.</p>
<p>Esse simples exercício já foi motivo de muita discussão entre meus amigos. De forma geral, o orçamento dos jovens deslumbrados normalmente apresenta duas falhas graves:</p>
<ul>
<li><strong>Bens de consumo duráveis, caros e com grande depreciação, geram despesas fixas elevadas.</strong> A prestação do carro esportivo e a decisão de morar em um bairro elitizado comprometem a renda mensal e criam uma barreira mental contra uma eventual necessidade de redução do padrão de vida. Como pagar as parcelas e despesas do <em>Hyundai Veloster</em> se a receita vai cair para quase zero no período da residência médica?</li>
<li><strong>Cada vez mais, despesas variáveis se tornam despesas fixas, quando o ideal seria o contrário.</strong> As saídas frequentes, as viagens, os hobbies cada vez mais caros, tudo isso passa a contar muito no orçamento mensal. Ainda que apenas mentalmente, a contabilidade para tudo isso passa a ser enraizada no orçamento e tais gastos passam para a categoria das despesas fixas.</li>
</ul>
<p><strong>As “coisas” não são quem você é!</strong><br />
Ou seja, a elevada receita causa bem-estar material imediato (o tal deslumbramento), mas gera um orçamento pesado e cada vez mais exigente. Utilizando o conceito de “profissão escalável”, lançado pelo escritor <strong>Nassim Taleb</strong>, autor do excelente livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21389447/?franq=247523" target="_blank">“A Lógica do Cisne Negro”</a>, isso significa que você terá que trabalhar cada vez mais para sustentar a alta dos gastos; e quanto mais trabalhar, mais vai querer possuir e provar.</p>
<p>O conceito também é apresentado por <strong>Robert Kiyosaki</strong>, autor de <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/136822/?franq=247523" target="_blank">“Pai Rico Pai Pobre”</a>, como “Corrida dos Ratos”. O deslumbramento, então, começa a se transformar em dívidas cada vez maiores e cujo único objetivo é sustentar sua posição social e profissional (e não completar suas lacunas pessoais e familiares). É divertido, mas cansa e custa caro.</p>
<p>Em termos financeiros, despesas fixas cada vez maiores somadas a despesas variáveis sem controle geram uma realidade financeira angustiante. Do ponto de vista social e emocional, esse deslumbramento cria dependência total do trabalho (receitas maiores) e dos outros (é preciso que haja plateia).</p>
<p><strong>Mas como fica o que você realmente é e quer?</strong> No caso do nosso amigo médico, como fica a especialização (residência)? Pois é, o assunto é bem polêmico e repleto de opiniões fortes. Mexer com quem acha que o dinheiro pode comprar tudo é sempre um desafio. Espero ter contribuído de forma enriquecedora para com o debate.</p>
<p>E você, o que acha disso tudo? Deixe seu comentário abaixo ou fale comigo no Twitter: <strong><a title="Siga-me no Twitter" href="http://www.twitter.com/Navarro" target="_blank">@Navarro</a></strong>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Use cores e previsões para gerenciar melhor seu orçamento doméstico</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/18/use-cores-e-previsoes-para-gerenciar-melhor-seu-orcamento-domestico/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 23:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Everton Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Um orçamento categorizado, com as despesas e receitas registradas com o uso de cores e acompanhadas de previsões, pode tornar sua vida ainda melhor. Experimente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Use cores e previsões para gerenciar melhor seu orçamento doméstico" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_use_cores_previsoes_gerenciar_melhor_orcamento_domestico.jpg" alt="Use cores e previsões para gerenciar melhor seu orçamento doméstico" align="left" hspace="2" vspace="2" />A classe média brasileira vem em um crescimento acelerado e continuo, o que significa que há uma quantidade maior de pessoas ganhando mais e, supostamente, interessada em poupar – e talvez investir. Mas a grande camada dessa classe denominada como média é de origem humilde e carece de educação financeira. Segundo pesquisas recentes, <a title="Leia mais sobre o endividamento dos brasileiros" href="http://economiabaiana.com.br/2011/06/22/dividas-atingem-o-bolso-de-mais-de-6-em-cada-10-familias-brasileiras/" target="_blank">6 em cada 10 brasileiros possuem alguma dívida</a>. Compromisso esse que, em termos financeiros, varia entre R$ 500,00 e R$ 5.000,00.</p>
<p>Para uma pessoa bem informada, esses números não são tão representativos ou perigosos – uma dívida de R$1.000,00 parece fácil de ser quitada. Porém, para a grande maioria, quitar essa dívida pode ser razão de grandes dificuldades. No caso delas, o problema está no aspecto pessoal e nas expectativas; quanto mais se ganha, mais se gasta.</p>
<p>O intuito desse texto é alertar aos descuidados sobre o tema e tentar abordar a questão das <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZmluYW4lRTdhcytwZXNzb2Fpc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">finanças pessoais<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> com alguma praticidade. Como, então, enxergar melhor o que fazemos com nosso próprio dinheiro e ter algum controle sobre ele? Planejamento financeiro, afinal, é mesmo uma possibilidade?</p>
<p><span id="more-6818"></span><strong>Você com o controle de suas contas</strong><br />
A <a title="Gastar menos do que ganha, regra de ouro das finanças pessoais" href="http://dinheirama.com/blog/2010/07/19/gastar-menos-do-que-ganha-regra-de-ouro-das-financas-pessoais/" target="_blank">regra de ouro das finanças pessoais</a>, que deve ser respeitada sempre, diz que o que importa mesmo não é o quanto se ganha e sim o montante que se gasta. Comece refletindo sobre seu mês: se não lhe “sobrou” pelo menos 10% de suas receitas, algo está errado e deve ser revisado. O parágrafo é “batido”, com razão: somos os únicos responsáveis pelas nossas dívidas ou investimentos; trata-se de uma decisão de cada um.</p>
<p>Sobre o planejamento financeiro, ou orçamento familiar, sempre sugiro começar anotando todos as gastos (despesas) e as entradas de dinheiro (receitas). Anote tudo e mapeie (categorize) suas despesas; só assim você saberá “para onde” está indo seu dinheiro.</p>
<p><strong>Faça contato visual com sua realidade financeira</strong><br />
Se você gosta de organização, assinale com uma cor diferente as despesas fixas (suas necessidades, como alimentação, luz, moradia, água etc.) e as receitas. Então marque com uma terceira cor as despesas variáveis (farmácia, roupa, presentes etc.) e preocupe-se mais com este grupo (ao menos no começo): aqui aparecem gastos sem classificação, algo tipo &#8220;Outros&#8221; e &#8220;Diversos&#8221; e que você pode, com certeza, trabalhar e rever.</p>
<p>O orçamento ficará “colorido”, mas fácil de entender. E assim você passa a se controlar e, de forma rápida e visual, passa a identificar os pontos de atenção. Em alguns casos, existe ainda a necessidade de uma quarta cor a ser assinalada, que representará as despesas não consideradas como prioridades. Alguns exemplos: academia, aula de pintura, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VFYrTEVEXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">TV<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> a cabo etc. Reflita sobre outros gastos que possam se enquadrar aqui. Cogite incluir a fatura do segundo ou terceiro celular, por exemplo, e reveja se ele é mesmo necessário.</p>
<p><strong>Aproveite os dados para comparar e extrair informações relevantes</strong><br />
A partir daí, analise com atenção tudo que está acontecendo em sua vida financeira, compare os meses anteriores, veja onde houve aumento das despesas e onde elas caíram. Sempre existirão pontos de melhoria, portanto tente eliminar itens com o objetivo de gastar menos dinheiro do que você e sua família podem arrecadar e, ao mesmo tempo, revejam se há algo a ser feito para também aumentar as receitas.</p>
<p>Ao longo de poucos meses, você notará que haverá “dinheiro sobrando”, hora em que é importante colocar em prática o hábito de poupar.</p>
<p><strong>E agora? Que tal prever e olhar para frente?</strong><br />
Eu possuo um arquivo de cinco anos de meu orçamento financeiro. Com esse histórico, obtive dados suficientes para criar uma segunda planilha, que é a minha planilha de previsão. A ideia é mexer com os números de forma a avaliar quando será possível poupar mais, que meses normalmente requerem mais atenção e quais os momentos em que será necessário aumentar os ganhos.</p>
<p>Entender sua situação financeira passada e usá-la como base para os meses por vir cria o fluxo de caixa projetado de sua família, o que facilita bastante o processo de tomada de decisões econômicas:</p>
<ul>
<li>Troque a pergunta vaga <em>&#8220;Qual a melhor hora para viajar?&#8221;</em> por uma visão mais prática: quando <em>poderemos</em> viajar?</li>
<li>Onde se concentram as despesas mais caras? Quais são as despesas variáveis mais perigosas? A informação pode gerar um retorno claro: há algo que se possa renegociar para tentar aproveitar alguma promoção ou satisfazer algum objetivo?</li>
<li>Veja se não será possível investir mais, durante alguns meses, e então usar a reserva para saldar compromissos pontuais (época de Festas, virada de ano etc.).</li>
<li>Que impacto uma mudança de operadora de celular ou de TV a cabo teria em seu fluxo de caixa? E uma mudança no plano de saúde ou de previdência privada?</li>
</ul>
<p>Gerenciar ativamente as finanças pessoais exige esforço e dedicação, mas é uma decisão recompensada pela chance de construir patrimônio e consumir com mais inteligência. Não confunda a possibilidade de ter o controle de sua vida financeira com a chatice do mundo dos sovinas. O importante, no final das contas, é ter um padrão de vida compatível com sua renda e expectativas pessoais e, com isso, também fazer parte da onda do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3Vtb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">consumo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</p>
<p>Aqui detalhei o método simples, que funciona para mim. E você, possui alguma tática financeira pessoal para evitar que as dívidas e os gastos sempre o surpreendam no final do mês? Quer nos contar? Deixe seu comentário e vamos aprofundar a discussão. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Everton Ricardo</b>.<br>

Gestor da Qualidade, investidor, blogueiro, estudante, autor do blog Finanças Forever. Colaborador do blog Valores Reais. No Twitter: @everton_ric<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Educação financeira, as compras de Natal e as festas de fim de ano</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/06/educacao-financeira-as-compras-de-natal-e-as-festas-de-fim-de-ano/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 00:19:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Novo]]></category>
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		<description><![CDATA[Você já planejou suas compras de Natal e despesas de final de ano? A educação financeira precisa estar presente ou 2012 pode ser um ano de dívidas. Atenção!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Educação financeira, as compras de Natal e as festas de fim de ano" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_educacao_financeira_compras_de_natal_festas_fim_de_ano.jpg" alt="Educação financeira, as compras de Natal e as festas de fim de ano" align="left" hspace="2" vspace="2" />Vermelho, verde, dourado&#8230; Já é possível perceber as mudanças e o movimento das cores nas lojas! Todas muito bem acompanhadas de guirlandas, presépios e o simpático <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/UGFwYWkrTm9lbF8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">Papai Noel<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. O bom velhinho já sorri e acena para nós em muitas vitrines, centros de lazer e shopping centers. O Natal está próximo, você já se deu conta disso? Pois é!</p>
<p>Com a sua proximidade, está na hora de falarmos um pouco sobre educação financeira e as compras do final de ano. É importante alertar e relembrar pontos importantes que merecem atenção nessa época. Abaixo listo algumas observações relevantes para que possamos planejar bem e não correr o risco de começar 2012 com dívidas:</p>
<ul>
<li><strong>Presentes de Natal:</strong> como (ainda) temos tempo, é possível planejar a compra dos presentes. Comece fazendo uma lista das pessoas que deseja presentear, seus limites financeiros e as opções de compra. Com tranqüilidade já é possível fazer uma pesquisa de preços e melhores ofertas;</li>
<li><strong>Atenção às ciladas:</strong> evite a contabilidade mental, as compras de última hora e o habitual costume de comprar por impulso;</li>
<li><strong>Cuide bem de seu 13º salário:</strong> avalie qual a melhor alternativa para ele. Talvez saldar algumas dívidas seja o presente que você esteja merecendo; talvez usar parte do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvK2RpbmhlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-72">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> extra para investir nas suas merecidas férias do ano que vem também. Seja mais inteligente, mas principalmente coerente com sua realidade financeira;</li>
<li><strong>O ano de 2012 chegará logo:</strong> cuidado na hora de parcelar as compras nos últimos meses do ano. Lembre-se dos compromissos no início de 2012: IPVA, IPTU, matrícula e material escolar;</li>
<li><strong>Sonhos em comum:</strong> aproveite para envolver toda a família no planejamento. Falem sobre sonhos e juntos planejem uma ocasião onde todos possam colaborar e desfrutar. Pode ser aquela viagem, a TV nova ou quem sabe mudar de casa. Mas é preciso que essa decisão seja confrontada com seu padrão de vida e necessidades financeiras;</li>
<li><strong>Avalie seu ano:</strong> faça uma reflexão de como esteve sua saúde financeira em 2011. Pense em quantas vezes usou o cheque especial, em quantas coisas comprou sem necessidade, em quanto conseguiu poupar, em quanto investiu e o que deseja mudar em seu comportamento financeiro. A partir das suas conclusões, trace metas consistentes, aprimore hábitos positivos e evite os mesmo erros;</li>
<li><strong>Os presentes das crianças:</strong> como falei no ano passado, os presentes de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TmF0YWxfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">Natal<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> também podem e devem ser negociados com as crianças. Uma alternativa, principalmente para crianças maiores de seis anos, é a lista de desejos, onde elas escrevem o que querem ganhar. Com essa lista, e o bom senso dos pais, é possível escolher as melhores alternativas.</li>
</ul>
<p>Final de ano é um momento especial para estarmos ao lado de quem amamos e para celebrar a Vida! Comportamento econômico saudável traz tranqüilidade durante os outros dias do ano. Cuide do seu dinheiro com atenção e discernimento. A felicidade está nas mãos de cada um de nós!</p>
<p>Para desejar um feliz ano empresto o verso de <strong>Carlos Drummond de Andrade</strong>: <em>&#8220;Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre&#8221;</em>.</p>
<p>Você já planejou suas compras? Abraço e até a próxima!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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