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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Renda Fixa</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Renda Fixa</title>
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		<title>Investimentos mais rentáveis que a poupança em tempos de inflação alta</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 23:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça investimentos mais rentáveis e seguros que a poupança para garantir rentabilidades maiores em tempos de inflação alta. Compare, comprove e crie sua estratégia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Investimentos mais rentáveis que a poupança em tempos de inflação alta" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_investimentos_mais_rentaveis_poupanca_tempos_inflacao_alta.jpg" alt="Investimentos mais rentáveis que a poupança em tempos de inflação alta" align="left" hspace="2" vspace="2" />Danilo</strong> comenta: <em>“Navarro, tenho acompanhado o noticiário econômico com atenção e não há um dia em que a inflação não esteja na pauta. Sou um investidor conservador e tenho optado pela caderneta de poupança, mas com a alta da inflação fui alertado por um amigo de que essa decisão pode acarretar perda do meu poder de compra. Quais são as opções, também seguras, mais rentáveis que a poupança atualmente? Obrigado”</em>.</p>
<p>A dúvida sobre o melhor investimento conservador é comum e merece atenção. A questão principal que deve ser analisada é a rentabilidade líquida das alternativas disponíveis, ou seja, qual o retorno real que cada aplicação oferece quando comparados prazos iguais no investimento. Por retorno real compreende-se o percentual de ganhos depois de descontados impostos, taxas de administração e inflação no período.</p>
<p><strong>Por que o medo da inflação?</strong><br />
A inflação é realmente tema recorrente na mídia especializada. Não por acaso. O <a title="Veja a evolução do IPCA" href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/ipca-inpc_201109_1.shtm" target="_blank">IPCA</a> (Índice de Preços ao Consumidor Ajustado) acumula 7,31% no período de 12 meses encerrado em setembro passado. No ano, o mesmo IPCA já atinge 4,9%, valor acima do centro da meta estipulada pelo governo para o ano todo, de 4,5%. A <a title="Leia mais sobre a previsão da inflação" href="http://exame.abril.com.br/economia/noticias/analistas-elevam-expectativa-de-inflacao-pela-3a-semana-seguida" target="_blank">previsão oficial do BC (Banco Central) para este ano é de 6,4%</a>. O mercado acredita em pelo menos 6,5%, valor que configura o teto da meta. Se desejar, leia mais sobre o <a title="Regime de metas de inflação" href="http://dinheirama.com/blog/2007/10/16/que-tal-o-regime-de-metas-de-inflacao/" target="_blank">regime de metas de inflação</a> em um artigo do Ricardo Pereira.</p>
<p><span id="more-6667"></span>A variação de preços já é sentida em diversos estabelecimentos. Em termos práticos, a inflação significa a perda do poder de compra da moeda frente aos preços praticados no mercado em geral. O valor de um produto daqui alguns meses/anos será diferente daquele praticado hoje. Logo, a decisão de investir de forma a multiplicar seu patrimônio precisa considerar escolhas capazes de sustentar (aumentar) seu poder de compra ao longo do tempo.</p>
<p><strong>Opções conservadoras de investimentos</strong><br />
Neste texto, apresento uma análise simples e objetiva dos principais tipos conservadores de aplicação e suas características diante do cenário de alta inflação.</p>
<p><strong>Caderneta de poupança</strong><br />
Isenta de taxas e impostos, é recomendada como colchão financeiro para emergências (fundo de reserva) e objetivos de curtíssimo prazo (até seis meses). Com liquidez imediata e facilidade/comodidade na operação, é muitas vezes a “porta de entrada” de muitos brasileiros no mundo dos investimentos.</p>
<p><strong>Rentabilidade:</strong> mínimo de 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial), que varia de acordo com a taxa média dos CDBs dos 30 maiores bancos.<br />
<strong>Rentabilidade dos últimos 12 meses:</strong> 7,31%.</p>
<p><strong>Fundos de Renda Fixa</strong><br />
Opção administrada por bancos/gestores, que permitem ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> participar mediante negociação de cotas e pagamento de uma taxa de administração. As decisões de investimentos do patrimônio do fundo são responsabilidade dos administradores e se concentram em títulos diversos, tanto pós-fixados (Fundos DI), quanto prefixados (Fundos de Renda Fixa).</p>
<p><strong>Rentabilidade:</strong> o retorno está normalmente atrelado à variação da taxa básica de juros da economia (Taxa Selic), atualmente em 12% a.a., que baliza as operações e empréstimos entre as instituições financeiras e o CDI (Certificado de Depósitos Interbancários).</p>
<p><strong>Rentabilidade média (12 meses) dos Fundos DI:</strong> 8,96%.<br />
<strong>Rentabilidade média (12 meses) dos Fundos de Renda Fixa:</strong> 9,48%.<br />
Os valores acima expressos já tem descontada a taxa de administração, mas não o IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados foram retirados do <a title="Acesse o site da ANDIMA" href="http://www.andima.com.br/r_diaria/resultados/sec01.html" target="_blank">site da ANDIMA</a> (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).</p>
<p><strong>CDB (Certificado de Depósito Bancário)</strong><br />
São títulos de dívida emitidos pelos bancos que normalmente possuem prazo de vencimento que variam de 30 dias a dois anos. Por oferecerem os títulos em troca de dinheiro para se capitalizar (e emprestar mais caro), os bancos não cobram taxas de administração.</p>
<p>O risco de um investimento em CDB está diretamente relacionado à saúde financeira da instituição que vende o título. Problemas financeiros podem significar falta de liquidez e de capital para honrar os compromissos com os clientes. Caso o banco quebre, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) garante até R$ 70 mil de volta por CPF.</p>
<p><strong>Rentabilidade:</strong> as taxas pagas ao cliente variam bastante, o que significa rentabilidade diferente de acordo com o banco escolhido. Bancos menores, e por consequência com maiores chances de calote, oferecem maior rentabilidade. No entanto, bancos maiores tendem a oferecer maiores facilidades (aporte menor, resgate automático etc.).</p>
<p>O retorno do CDB deve perseguir o CDI ou a Taxa Selic. Procure títulos que paguem, pelo menos, 95% do CDI. Conseguir 100% ou mais é desejável, mas nem sempre é fácil para aportes iniciais mais baixos ou prazos mais curtos. Bancos pequenos e médios já oferecem essa opção por aqui, com qualquer aporte mínimo e pagamento de 100% do CDI para CDB sem carência e até 110% do CDI para CDB com carência de três anos.</p>
<p><strong>Rentabilidade média (12 meses) do CDB para pequenas quantias:</strong> 9,41%. Esse valor não contempla incidência do IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados são da <a title="Acesse a Agência Estado" href="http://economia.estadao.com.br/renda_fixa.htm" target="_blank">Agência Estado</a>.</p>
<p><strong>Títulos Públicos (Tesouro Direto)</strong><br />
Títulos públicos são ativos de renda fixa cujo objetivo é viabilizar a captação de recursos para: a) financiar o déficit orçamentário; b) refinanciar a dívida pública; e c) realizar operações para fins específicos, definidos em lei. São quatro as modalidades de título disponíveis e seus tipos variam de acordo com o perfil do investidor e tempo de investimento (curto e médio prazo).</p>
<p>Para aplicações de curto prazo, estão disponíveis as Letras do Tesouro, nas opções LFT (Letra Fiananceira do Tesouro) e LTN (Letra do Tesouro Nacional). Para o médio prazo estão disponíveis a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B) e NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F).</p>
<p><strong>Rentabilidade:</strong> a rentabilidade varia de acordo com o tipo de título e o preço de aquisição, podendo ser prefixada (LTN), indexada à taxa SELIC (LFT), indexada ao IGP-M (NTN-C) ou indexada ao IPCA (NTN-B). Para detalhes e dicas sobre cada opção e como investir, leia o artigo <a title="Leia o artigo sobre Tesouro Direto e suas vantagens" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/" target="_blank">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>.</p>
<p><strong>Rentabilidade (12 meses) de uma LFT com vencimento em 01/2013:</strong> 12,8%.<br />
<strong>Rentabilidade (12 meses) de uma NTN-B com vencimento em 08/2012:</strong> 14,4%.<br />
Os valores acima expressos já têm descontadas a taxa de custódia da CBLC (0,4% a.a.) e a taxa média dos agentes de custódia (0,3% a.a.), mas não o IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados foram retirados do <a title="Acesse o site do Tesouro Direto" href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade.asp" target="_blank">site do Tesouro Direto</a>.</p>
<p><strong>Recolhimento de Imposto de Renda para Renda Fixa</strong><br />
À exceção da caderneta de poupança, todos os demais <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em renda fixa determinam que o investidor deva recolher Imposto de Renda sobre os ganhos mediante tabela de alíquotas estabelecida pela Receita Federal:</p>
<ul>
<li>Investimentos com prazo inferior a seis meses, alíquota de 22,5%;</li>
<li>Prazo superior a seis meses, mas inferior a 12 meses, alíquota de 20%;</li>
<li>Prazo superior a doze meses, mas inferior a 24 meses, alíquota de 17,5%;</li>
<li>Prazo superior a 24 meses, alíquota de 15%;</li>
<li>Fundos tem ainda a cobrança semestral do IR na figura do come-cotas. Acesse e leia o artigo <a title="Imposto de renda nos fundos de investimento: o famoso come-cotas" href="http://dinheirama.com/blog/2011/05/09/imposto-de-renda-nos-fundos-de-investimento-em-renda-fixa-o-famoso-come-cotas/" target="_blank">“Imposto de Renda nos fundos de investimento em renda fixa: o famoso come-cotas”</a> e entenda como ele funciona. Eventuais diferenças são pagas no momento do resgate.</li>
</ul>
<p><strong>Comparativo das rentabilidades</strong><br />
Com o objetivo de apresentar uma análise mais prática, decidi levantar os possíveis retornos dessas alternativas consultando os sites dos bancos, órgãos reguladores, ANBIMA e Tesouro Direto para montar um quadro comparativo entre as rentabilidades mínimas e máximas encontradas.</p>
<p>Cabe ressaltar que as taxas exibidas contemplam desconto das taxas de administração, custódia e IR correspondente a 20% dos ganhos (prazo entre um e dois anos). Por isso os valores diferem um pouco dos apresentados nos resumos de cada aplicação publicados alguns parágrafos acima.</p>
<p>Ao observar o comparativo abaixo, tenha em mente que as rentabilidades mínimas apresentadas foram encontradas buscando histórico recente das alternativas indicadas: para os fundos, este grupo representa os produtos com taxas de administração altas, de 2% a 4,5%; no caso dos CDBs, estão com rentabilidades menores aqueles de bancos grandes, que normalmente pagam entre 75% e 85% do CDI.</p>
<p>Para a rentabilidade máxima foram pesquisados produtos mais interessantes (tanto fundos quanto títulos) em bancos menores e menos famosos. Para todas as opções foi respeitado o prazo de doze meses. Logo, a distorção entre o retorno mínimo e o máximo se dá por conta das muitas opções disponíveis no varejo, o que mostra a importância de pesquisar muito antes de aceitar a primeira oferta de seu gerente de contas.</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_grafico_rentabilidades_opcoes_conservadoras_investimento.png" alt="Comparativo de rentabilidades das alternativas conservadoras" /></p>
<p><strong>Análises e conclusões</strong><br />
O texto de hoje tem como objetivo servir de referência para suas decisões de investimento reforçando a importância de conhecer bem as aplicações conservadoras disponíveis atualmente. Cabe destacar algumas conclusões a partir das informações aqui publicadas:</p>
<ul>
<li>Por sua característica simples e acessível, <strong>a caderneta de poupança oferece boa rentabilidade para quem deseja começar a criar o hábito de poupar</strong> e pretende usar o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em um prazo inferior a seis meses (período em que a alíquota de IR das demais alternativas bate em 22,5%);</li>
<li><strong>Escolher um fundo DI ou fundo de renda fixa sem pesquisar muito bem pode significar rentabilidade líquida menor que a da caderneta de poupança.</strong> Neste sentido, o alerta é em relação à taxa de administração cobrada, que deve ser inferior a 1,5%, e à estratégia de investimento do fundo, claramente <a title="Aprenda a ler e interpretar um prospecto" href="http://dinheirama.com/blog/2007/09/11/fundo-de-investimento-raio-x-ii/" target="_blank">detalhada em seu prospecto</a>. Fundos com taxas mais altas dificilmente renderão mais que a poupança no curto prazo;</li>
<li><strong>CDBs e Títulos Públicos tem uma rentabilidade líquida semelhante para os piores casos, mas a opção pelo Tesouro Direto é mais inteligente porque oferece liquidez maior e maior segurança.</strong> Alguns bancos maiores só chegam a 85% ou mais do CDI exigindo carência no investimento (prazo mínimo). Os títulos tem leilões semanais e um mercado secundário bastante ativo;</li>
<li><strong>CDBs de bancos médios e menores tendem a oferecer rentabilidades muito interessantes, bem acima dos concorrentes mais famosos.</strong> Neste caso, em que a solidez da instituição não é tão reconhecida, a dica é investir montantes que não ultrapassem o limite garantido pelo FGC, ou seja, R$ 70 mil;</li>
<li><strong>Os títulos públicos (Tesouro Direto) oferecem excelentes rentabilidades no médio prazo, especialmente se consideradas as opções pós-fixadas e atreladas à inflação.</strong> Particularmente, gosto e recomendo a NTN-B por sua característica de preservar o poder de compra aliada a uma taxa de retorno bastante atrativa;</li>
<li>No geral, são boas as perspectivas para quem deseja garantir bons retornos através de aplicações conservadores. Tomar essa decisão diante do desejo explícito do governo e do BC em continuar baixando os juros e optar por investir diretamente em títulos privados (CDBs) e públicos (Tesouro Direto) tende a trazer retornos mais interessantes que produtos bancários tradicionais (fundos e caderneta de poupança).</li>
</ul>
<p>Por fim, cabe lembrar que as alternativas não são excludentes, isto é, você pode (e deve) investir de forma a diversificar sua cesta de investimentos. Você deve criar sua estratégia de acordo com seus objetivos de curto, médio e longo prazo, além de certificar-se de que suas decisões sejam coerentes com seu grau de aversão ao risco.</p>
<p>Eu, por exemplo, gosto de manter o fundo de emergência com muita liquidez (poupança) e então aproveitar os CDBs de bancos pequenos para capitalização de curto prazo (até R$ 70 mil) e títulos públicos atrelados à inflação para sustentar metas de médio prazo (assim garanto o poder de compra sempre). Para o longo prazo prefiro o investimento em renda variável (ações e fundos de ações de gestores independentes).</p>
<p>Espero ter contribuído de forma a enriquecer o debate que cerca as decisões mais conservadoras de investimentos. Para mais detalhes das alternativas disponíveis e informações sobre as rentabilidades, leia também o excelente texto <a title="Leia mais no blog da Denyse Godoy" href="http://denysegodoy.folha.blog.uol.com.br/arch2011-09-04_2011-09-10.html#2011_09-05_01_02_49-166641623-0" target="_blank">“Reavalie seus investimentos com a nova etapa da crise mundial”</a>, do blog <a title="Acesse o blog" href="http://denysegodoy.folha.blog.uol.com.br/" target="_blank">“Ganhar, Gastar, Guardar”</a> editado pela jornalista <strong>Denyse Godoy</strong> no portal <a title="Acesse a Folha on-line" href="http://folha.com.br" target="_blank">Folha.com</a>.</p>
<p>Compartilhe conosco sua visão sobre os investimentos conservadores e como gerencia suas decisões neste sentido. Se quiser, encontre-me também no Twitter: <strong><a title="Siga-me no Twitter" href="http://www.twitter.com/Navarro" target="_blank">@Navarro</a></strong>. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA – Índice de Mercado Anbima</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/01/27/rentabilidade-do-tesouro-direto-ima-indice-de-mercado-anbima/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 20:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Carvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça a rentabilidade dos títulos públicos (Tesouro Direto) através do índice IMA (Índice de Mercado Anbima) e tome melhores decisões de investimento para 2011.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA - Índice de Mercado Anbima" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/dinheirama_tesouro_direto_ima_anbima.jpg" alt="Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA - Índice de Mercado Anbima" hspace="2" vspace="2" align="left" />No recente artigo elaborado por <strong>Conrado Navarro</strong>, <a title="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>, foi abordado o investimento em títulos públicos. Através de sua leitura aprendemos sobre o funcionamento deste tipo de investimento, os diferentes títulos ofertados, suas características, riscos e custos. O <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> iniciante pode, com esse material, começar a investir e compreender melhor os benefícios do Tesouro Direto em relação a outras aplicações de renda fixa.</p>
<p>No artigo de hoje pretendo dar um passo além na explicação dos títulos públicos, tendo como principal objetivo apresentar os índices utilizados para categorizar estes títulos e para averiguar suas rentabilidades. O objetivo é complementar a informação trazida pelo Navarro e contribuir para aumentar o conhecimento do leitor que nos acompanha.</p>
<p><strong>O que é o IMA?</strong><br />
Para facilitar o trabalho de nós investidores, a <a title="Conheça a Andima" href="http://www.andima.com.br/" target="_blank">Anbima</a> (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) criou um índice que define e acompanha as diversas categorias de títulos, assim como suas respectivas rentabilidades: o chamado IMA (índice de Mercado ANBIMA).</p>
<p><span id="more-5661"></span>Segundo própria definição da Anbima, o IMA é uma família de índices que representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos e serve como referência (<em>benchmark</em>) para o segmento. O IMA possui índices e subíndices que visam englobar todo o perfil da dívida pública brasileira, incluindo títulos pré-fixados (LTN  e NTN-F), pós-fixados (LFT), indexados ao IPCA (NTN-B) e indexados ao IGPM (NTN-C). Você pode ler mais sobre o IMA na <a title="FAQ - IMA - Anbima" href="http://www.andima.com.br/ima/ima_faq.asp" target="_blank">página de perguntas frequentes da Anbima</a> e na <a title="Metodologia - IMA - Anbima" href="http://www.andima.com.br/ima/ima_cartilha.asp" target="_blank">seção de metodologia</a>.</p>
<p>Além destes principais índices, é possível ainda ter acesso aos subíndices de cada índice, como por exemplo, os títulos pré-fixados com prazo de até um ano (IRF-M 1) e os pré-fixados com prazo maior que 1 ano (IRF-M 1+). O fluxograma abaixo ajuda a ilustrar de forma clara esta divisão entre índices e subíndices do IMA:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/Composicao_IMA_Indices_e_Sub-Indices.jpg" alt="Composição Fundos IMA - Anbima" /></p>
<p>Portanto, o índice geral captura a rentabilidade de todo este conjunto de títulos, permitindo que o investidor tenha um rápido acesso à rentabilidade de diversos índices e subíndices do IMA, podendo criar, inclusive, seu próprio <em>benchmark</em> para sua carteira de títulos.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong> um fundo de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que realiza apenas operações com títulos pré-fixados com prazo maior de 1 ano poderia utilizar o subíndice IRF-M 1+ como <em>benchmark</em> para seus resultados, já que este se enquadra melhor no perfil de operações do fundo.</p>
<p><strong>IMA-Geral ex-C</strong><br />
Além dos índices e subíndices listados no fluxograma, foi criado ainda mais um tipo de índice para capturar a rentabilidade geral, excluindo os títulos indexados ao IGP-M. Estes títulos foram retirados do mercado secundário devido a uma decisão explícita do Tesouro Nacional, além da baixa liquidez verificada neste segmento. Portanto, o IMA-Geral ex-C exclui o IMA-C de sua composição para calcular a rentabilidade geral.</p>
<p><strong>Análise das rentabilidades nos últimos três anos</strong><br />
Agora que já compreendemos a categorização feita pela Anbima, podemos analisar a rentabilidade de cada índice e subíndice nos últimos três anos.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2008</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2008.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2008" /></p>
<p><strong>Alta de 2,50% na Selic. </strong>O ano de 2008 ficou marcado pelo agravamento da crise financeira. O Índice Bovespa teve variação de -41,22% no ano. A Meta Selic pulou de 11,25% para 13,75%, sendo um fator negativo para os títulos de longo prazo e prefixados. Entretanto, ao contrário do que era esperado para um cenário tão pessimista, os índices mantiveram-se firmes no ano. O IMA-Geral, que representa a composição de todos os outros índices, registrou uma rentabilidade de 12,69% em 2008.</p>
<p><strong>IMA-C 5 na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IGP-M, tendo como índice mais rentável o IMA-C 5 com retorno de 16,35% no ano. O IGP-M neste ano teve variação de 9,81%, colaborando para a rentabilidade destes títulos.</p>
<p><strong>IMA-B 5+ na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-B 5+, índice que engloba os títulos indexados ao IPCA com prazo superior a 5 anos, apresentando uma variação de 7,50%. O IPCA no ano teve variação de 5,90%, o que ajudou os títulos indexados a este índice a apresentarem retornos consideráveis no ano.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2009</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2009.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2009" /></p>
<p><strong>Queda de 5,0% na Selic. </strong>O ano de 2009 refletiu a recuperação econômica. A Meta Selic, que estava em 13,75% em dezembro de 2008, sofreu diversas reduções ao longo do ano, terminando em 8,75% ao final de dezembro daquele ano. Este fator foi decisivo para que os títulos de longo prazo apresentassem altos retornos em relação aos títulos mais curtos. O IMA-Geral registrou alta de 13,12% no ano de 2009.</p>
<p><strong>IMA-B 5+ na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IPCA, tendo como subíndice mais rentável o IMA-B 5+ com retorno de 23,52% no ano. O IPCA neste ano teve variação de 4,31%, colaborando para a rentabilidade dos títulos a ele indexados.</p>
<p><strong>IMA-C 5 na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-C 5, apresentando variação de 8,37%. O IGP-M no ano teve variação de -1,71%, o que atrapalhou o desempenho dos títulos atrelados ao IGPM.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2010</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2010.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2010" /></p>
<p><strong>Alta de 2,0% na Selic. </strong>Em 2010, os mercados andaram devagar, não apresentando muita volatilidade. A Meta Selic aumentou 2,0%, saindo de 8,75% para 10,75% no final do ano. Entretanto, a queda na Selic não foi capaz de tirar o brilho dos títulos de longo prazo. O IMA-Geral registrou alta de 12,99% no ano de 2010.</p>
<p><strong>IMA-C 5+ na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IGP-M, tendo como índice mais rentável o IMA-C 5+, com retorno de 23,91% no ano. O IGP-M neste ano teve variação de 11,32%, fator decisivo na rentabilidade do índice no ano. Os títulos indexados ao IPCA, com destaque para o IMA-B 5+, tiveram bom desempenho no ano, já que o IPCA registrou variação anual de 5,91%.</p>
<p><strong>IMA-S na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-S, índice atrelado à Selic, com uma variação de 9,78%.</p>
<p><strong>O que esperar de 2011?</strong></p>
<p><strong> Alta na Selic? </strong>Tudo indica que teremos um ano com aumento na Meta Selic. O primeiro aumento na taxa, de 0,5%, elevou a Meta Selic de 10,75% para o patamar atual de 11,25%. E tudo indica que não iremos parar por aí. Ao verificar o site do Tesouro Direto já é possível encontrar títulos prefixados (LTNs, por exemplo) com taxas próximas de 13% ao ano. Nos títulos indexados ao IPCA (NTN-Bs), encontramos taxas próximas de 6,5% ao ano mais IPCA.</p>
<p><strong>Governo cumprirá meta de inflação?</strong> Estes valores podem sinalizar uma possível alta na inflação e, consequentemente, uma elevação na Meta Selic para buscar frear a velocidade do crescimento econômico, já que este pode levar a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW5mbGElRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">inflação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> a níveis além do desejado pelo governo. A meta do governo para o IPCA neste ano é de 4,5%, com variação de 2,0% para ambos os lados. Portanto, o limite inferior seria de 2,5% e o limite superior de 6,5%.</p>
<p><strong>Quanto alocar em cada categoria dos títulos públicos? </strong>O percentual sempre dependerá do nível de retorno e risco desejado do investidor, do seu prazo de investimento, capital disponível, entre outros. Entretanto, o importante é lembrar de diversificar entre todas as categorias, alocando tanto em posfixados (LFTs), prefixados (LTNs ou NTN-Fs), como nos indexados ao IPCA (NTN-Bs).</p>
<p>Com este material, completamos os detalhes relacionados ao Tesouro Direto. Espero ter colaborado. Até a próxima.</p>
<p><strong>Fórum Dinheirama Social</strong><br />
Se você quiser tirar dúvidas específicas sobre o investimento em títulos públicos, finanças pessoais e investimentos em geral, acesse <strong><a title="Participe de nosso fórum" href="http://www.dinheirama.com/social" target="_blank">www.dinheirama.com/social</a></strong> e faça parte de nosso fórum de discussões. O cadastro é gratuito, leva pouco tempo e permite que você faça perguntas, colabore nas discussões e conheça pessoas com interesses semelhantes aos seus. <strong>Participe!</strong></p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Henrique Carvalho</b>.<br>

Autor do Blog HC Investimentos. É sócio do Clube de Vienna - Análise Financeira Independente - e trabalha na consultoria Fundo Imobiliário. No Twitter: @hcinvestimentos.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 12:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>
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		<description><![CDATA[Aprenda a diferença dos títulos públicos, como investir no Tesouro Direto, suas rentabilidades, características, vantagens, riscos e detalhes de compra e venda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/dinheirama_tesouro_direto_como_investir_caracteristicas.jpg" alt="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" hspace="2" vspace="2" align="left" />Marta</strong> comenta:<em> “Navarro, recentemente li uma reportagem sobre o investimento em títulos públicos e fiquei curiosa sobre a realidade deste investimento, se ele é interessante e como faço para começar a investir. O Tesouro Direto é um investimento voltado para que perfil de investidor? Qualquer um pode investir em títulos? Qual o valor inicial do investimento? Como funcionam as rentabilidades? Obrigada pelo apoio”</em>.</p>
<p>Foi realizada ontem, dia 19/01/2011, a primeira reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) sob o comando de <strong>Alexandre Tombini</strong>, presidente do Banco Central e integrante do governo da presidenta <strong>Dilma Rousseff</strong>. Na ocasião, <a title="Leia mais no IG" href="http://economia.ig.com.br/mercados/capitais/aproveite+a+alta+da+selic+e+ganhe+no+tesouro+direto/n1237960794386.html" target="_blank">decidiu-se por elevar a Taxa Selic</a> (taxa básica de juros da economia brasileira) em 0,5%, passando de 10,75% para 11,25%, maior patamar desde março de 2009.</p>
<p>A Taxa Selic é utilizada como um índice balizador para operações financeiras entre bancos e entre governo e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Assim, seu aumento faz subir também a rentabilidade geral de produtos de renda fixa, entre eles os títulos públicos federais que compõem o chamado Tesouro Direto. O texto de hoje pretende explicar melhor o que são títulos públicos federais, suas alternativas de investimento, detalhes de operação (compra e venda) e expectativas para o ano de 2011.</p>
<p><span id="more-5618"></span><strong>O que são títulos públicos federais?</strong><br />
Títulos públicos são ativos de renda fixa cujo objetivo é viabilizar a captação de recursos para: a) financiar o déficit orçamentário; b) refinanciar a dívida pública; e c) realizar operações para fins específicos, definidos em lei. A emissão dos títulos envolve duas autoridades econômicas brasileiras:</p>
<ul>
<li><strong>Tesouro Nacional</strong>, responsável pela gestão da dívida pública federal (interna ou externa), que emite os títulos em caráter de Política Fiscal. Você pode entender melhor o tema <a title="Leia mais sobre Política Fiscal" href="http://www.sppert.com.br/Artigos/Brasil/Economia/Pol%C3%ADtica_Econ%C3%B4mica/Pol%C3%ADtica_Fiscal/" target="_blank">clicando aqui</a>;</li>
<li><strong>Banco Central (BC)</strong>, responsável por operar os títulos públicos federais, que faz a compra e/ou venda dos títulos no mercado secundário como parte da Política Monetária. Você pode entender melhor o tema <a title="Leia mais sobre Política Monetária" href="http://www.economiabr.net/economia/4_politica_monetaria.html" target="_blank">clicando aqui</a>.</li>
</ul>
<p><strong>Como são feitas as emissões?</strong><br />
Os títulos são emitidos através de três formas:</p>
<ul>
<li>Emissões diretas para finalidades específicas definidas em lei, normalmente usadas com objetivos de securitização de dívidas, renegociação de dívidas com Estados e Municípios e nos chamados Programas Especiais (FIES, por exemplo);</li>
<li>Ofertas públicas voltadas para instituições financeiras (leilões), onde os participantes propõem até cinco ofertas para cada um dos títulos oferecidos. Neste caso, não é o Tesouro Nacional que determina o preço do título, como no Tesouro Direto;</li>
<li>Ofertas públicas para pessoas físicas (Tesouro Direto), em sistema de venda direta com o apoio da CBLC (Casa Brasileira de Liquidação e Custódia).</li>
</ul>
<p><strong>Qual o montante mínimo em Reais necessário para investir no Tesouro Direto?</strong><br />
Não existe um valor financeiro mínimo, mas sim uma quantidade mínima de títulos:<strong> 0,2 título</strong>. Ou seja, você pode comprar a fração de um título. Em termos financeiros, essa fração corresponde a cerca de R$ 180,00. Saiba que também existe um valor máximo: R$ 400 mil por mês. Experimente acessar o <a title="Conheça o simulador do Tesouro Direto" href="http://simuladortesourodireto.cblc.com.br/" target="_blank">simulador de operações com títulos públicos</a> disponibilizado pelo Tesouro.</p>
<p><strong>Qual o risco envolvido no investimento em títulos públicos?</strong><br />
A compra de um título público significa, usando palavras simples, emprestar dinheiro para o governo. A chance do país quebrar ou decretar um calote é remota, o que faz do Tesouro Direto um dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW5zdmVzdGltZW50bytkaW5oZWlyb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-72">insvestimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> conservadores de menor risco existentes hoje em dia. Mas é importante conhecer bem os riscos em suas outras formas:</p>
<ul>
<li><strong>Risco de crédito:</strong> possibilidade de o governo dar um calote na dívida interna, ou seja, nos títulos públicos comprados através do Tesouro Direto. Tal possibilidade existe, mas é difícil de ocorrer no cenário econômico atual, conquistado depois de muito esforço;</li>
<li><strong>Risco de liquidez:</strong> risco de tentar vender o título antes do vencimento e não haver compradores. Na prática, esse risco não existe, pois o governo recompra semanalmente os títulos a preço de mercado. Ele não tem obrigação de recomprá-los, mas o faz;</li>
<li><strong>Risco operacional:</strong> possibilidades de fraudes nos sistemas de negociação dos Agentes de Custódia e/ou CBLC. Ainda que exista essa possibilidade, todas as transações são registradas (depósito, compra, venda) mediante exigência federal, o que praticamente anula essa chance;</li>
<li><strong>Risco de mercado:</strong> Está relacionado à possibilidade de o investidor ter um retorno baixo ou mesmo perder parte do capital investido por conta das variações de preços dos títulos até sua data de vencimento. É o risco que mais chama atenção do investidor, mas não difere muito das aplicações conservadoras existentes no mercado.</li>
</ul>
<p><strong>Quais os títulos públicos disponíveis e suas características?</strong><br />
São quatro as modalidades de título disponíveis e seus tipos variam de acordo com o perfil do investidor e tempo de investimento (curto e médio prazo). Para aplicações de curto prazo, estão disponíveis as Letras do Tesouro, nas opções LFT (Letra Fiananceira do Tesouro) e LTN (Letra do Tesouro Nacional). Para o médio prazo estão disponíveis a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B) e NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F).</p>
<p>O site do Tesouro Direto mantém uma <a title="Veja a tabela de rentabilidade dos títulos" href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade.asp" target="_blank">tabela atualizada com as rentabilidades de cada um dos títulos</a>. As características são:</p>
<ul>
<li><strong>Letra Financeira do Tesouro (LFT): </strong>É um título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (Taxa Selic). O resgate do principal e dos juros ocorre no vencimento do título. Indicada para investidores de perfil mais conservador, requer atenção à flutuação da Taxa Selic;</li>
<li><strong>Letra do Tesouro Nacional (LTN):</strong> É um título com rentabilidade definida no momento da compra, com o resgate do valor do título na data do vencimento do mesmo. Cada título é adquirido com deságio e possui o valor de resgate de R$ 1.000,00, no vencimento. Indicada para investidores de perfil menos conservador que acredita que a taxa prefixada será maior que a Taxa Selic praticada nos meses e anos seguintes. Atenção ao rendimento, que é nominal, isto é, o investidor pode ter rentabilidade líquida bastante baixa (até negativa) se a inflação subir demais;</li>
<li><strong>Nota do Tesouro Nacional &#8211; série B (NTN-B):</strong> É um título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento dos juros é semestral e o resgate do valor nominal atualizado ocorre na data de vencimento do título. Indicada para investidores de perfil conservador, já que garante rentabilidade real e possibilidade de fluxo de rendimentos periódicos (cupons semestrais). Título bastante recomendado para aposentadoria e objetivos de médio prazo;</li>
<li><strong>NTN-B Principal:</strong> É um título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acrescida de juros definidos no momento da compra. Não há pagamento de cupom de juros semestral e o resgate do valor nominal atualizado ocorre na data de vencimento do título. Indicada ao investidor conservador, proporciona rentabilidade real e é mais prática que a NTN-B pois seu cálculo é simplificado em relação à NTN-B. A NTN-B Principal não incorre em necessidade de reinvestimento (não paga juros semestrais), tendo uma data futura como única preocupação do investidor.</li>
<li><strong>Nota do Tesouro Nacional &#8211; série F (NTN-F):</strong> É um título com a rentabilidade definida, acrescida de juros definidos no momento da compra. O pagamento dos juros é semestral e o resgate do principal ocorre na data de vencimento do título. Indicada para investidores de perfil menos conservador, pois traz rentabilidade nominal (podendo ser baixa ou negativa em caso de alta da inflação). Não tem sido emitida recentemente.</li>
</ul>
<p><strong>Quais são os custos/taxas envolvidos no investimento em títulos públicos?</strong><br />
A CBLC cobra taxa de custódia de 0,4% ao ano sobre o valor de compra, referente aos serviços de guarda dos títulos, saldos e movimentação dos investidores. Além disso, há uma taxa cobrada pelo Agente de Custódia (o banco ou corretora que você escolheu para o cadastro) que varia de 0% a 4,5% ao ano. A média é de 0,3% ao ano.</p>
<p>Logo, aplicando diretamente nos títulos públicos federais você terá um custo médio de 0,7% ao ano, percentual muito menor que a taxa de administração comumente cobrada em fundos de renda fixa conservadores (cuja carteira é composta majoritariamente de títulos públicos). O site do Tesouro Direto mantém uma <a title="Veja mais sobre as taxas cobradas" href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/ranking.asp" target="_blank">seção atualizada com o ranking dos Agentes de Custódia</a>, onde você pode conhecer a taxa cobrada por cada um deles.</p>
<p><strong>Como investir em títulos públicos federais através do Tesouro Direto?</strong><br />
As dúvidas sobre como começar a negociar títulos públicos são recorrentes e vou tentar abordar o básico das operações através de explicações objetivas, porém completas. Cabe ressaltar que a página do Tesouro Direto – <strong><a title="Acesse a página do Tesouro Direto" href="http://www.tesourodireto.gov.br/" target="_blank">www.tesourodireto.gov.br</a></strong> – apresenta excelentes explicações ilustradas sobre como começar a negociar, além de um <a title="Veja o tutorial ilustrado" href="http://www.cblc.com.br/cblc/hotsites/TesouroDireto/player.asp" target="_blank">tutorial usando animações que é autoexplicativo</a>.</p>
<p>O primeiro passo deve ser a realização de seu cadastro de investidor junto ao chamado Agente de Custódia, que pode ser o banco em que você tem conta ou uma corretora de valores. Note que este cadastro é diferente do simples cadastro de correntista para o caso dos bancos de varejo, ou seja, você precisará entrar em contato com seu gerente de relacionamento e pedir o cadastro como investidor para negociar títulos públicos. Se não sabe se o seu banco ou corretora é um Agente de Custódia registrado, acesse a <a title="Confira os agentes de custódia" href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/instituicoes_index.asp" target="_blank">lista completa com os nomes de todos eles</a>.</p>
<p>Depois de realizado o cadastro, você receberá uma senha por e-mail. Esta senha será associada ao seu CPF. Com as informações de cadastro, você deve acessar a página de login do sistema de compra e venda de títulos – <a title="Acesse e faça o login no Tesouro Direto" href="https://seguro.cblc.com.br/tesourodireto/" target="_blank">https://seguro.cblc.com.br/tesourodireto/</a> &#8211; e entrar no sistema com seu CPF e senha. Há casos de sistemas integrados do Agente de Custódia (normalmente corretoras) em que você realiza a compra e venda diretamente no sistema da instituição;</p>
<p>A operação a partir do sistema é bastante simples, bastando você digitar o código do Agente de Custódia e então escolher, dentre os títulos disponíveis, aquele no qual você quer investir. A partir de então você verá a tela de apuração do valor para compra do título escolhido. Ali constam o preço do título e alguns campos para facilitar sua operação. Se você quer investir R$ 500,00, basta digitar este valor no campo “Valor Total” e apertar o botão “Calcular Quantidade”. Se preferir comprar digitando a quantidade de títulos, use a opção “Calcular Total”.</p>
<p><strong>Atenção para o dinheiro disponível para a compra dos títulos. </strong>Depois de selecionada e concluída a operação de compra é impossível cancelar a operação e voltar atrás. O débito do valor correspondente à compra é realizado no dia útil seguinte à operação (D+1) na conta que você informou no cadastro junto ao Agente de Custódia. Tenha em mente que se não possuir os recursos mediante essa regra, seu cadastro será suspenso por trinta dias. Em caso de reincidência, a punição passa a ser seis meses de suspensão.Uma segunda reincidência causará três anos de suspensão.</p>
<p>O processo de venda ocorre de forma semelhante ao da compra. Você escolhe o Agente de Custódia, escolhe o título que deseja vender e define o montante da venda (se todos os títulos ou parte). A venda antecipada dos títulos no site do Tesouro Direto é processada entre 9h da quarta-feira (Dia 0) e 17h da quinta-feira (Dia 1), semanalmente.</p>
<p>Você pode consultar <a title="Veja o passo a passo das operações" href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/passopasso_index.asp" target="_blank">o passo a passo das operações de compra e venda</a> disponível no site do Tesouro Direto e acompanhar as telas do sistema de negociação, além de exemplos práticos de títulos e negociações de acordo com o perfil do investidor. Além disso, consulte também o seu banco e/ou corretora de uso frequente para entender melhor que tipo de informações você precisa passar para iniciar seus investimentos em títulos públicos.</p>
<div id="_mcePaste"><strong>E a tributação ? Imposto de Renda?</strong></div>
<div id="_mcePaste">A regra é a mesma usada nos fundos de renda fixa. A lei 11.033, de 21 de dezembro de 2004, diz que as alíquotas são de:</div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>I &#8211; 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias;</li>
<li>II &#8211; 20% (vinte por cento), em aplicações com prazo de 181 (cento e oitenta e um) dias até 360 (trezentos e sessenta) dias;</li>
<li>III &#8211; 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de 361 (trezentos e sessenta e um) dias até 720 (setecentos e vinte) dias;</li>
<li>IV &#8211; 15% (quinze por cento), em aplicações com prazo acima de 720 (setecentos e vinte) dias.</li>
</ul>
</div>
<p>Espero que o texto tenha sido claro o suficiente sobre o potencial, vantagens e características do investimento em títulos públicos através do Tesouro Direto. Trata-se de uma forma segura, conservadora, inteligente e muito rentável de proteger seu capital e investir seu dinheiro.</p>
<p><strong>Fórum Dinheirama Social</strong><br />
Se você quiser tirar dúvidas específicas sobre o investimento em títulos públicos, finanças pessoais e investimentos em geral, acesse <strong><a title="Participe de nosso fórum" href="http://www.dinheirama.com/social" target="_blank">www.dinheirama.com/social</a></strong> e faça parte de nosso fórum de discussões. O cadastro é gratuito, leva pouco tempo e permite que você faça perguntas, colabore nas discussões e conheça pessoas com interesses semelhantes aos seus. <strong>Participe!</strong></p>
<p><strong>Outras sugestões de leitura sobre Tesouro Direto:</strong></p>
<ul>
<li><strong><a title="Clique e conheça" href="http://dinheirama.com/loja/index.php?route=product/product&#038;product_id=56" target="_blank">E-Book sobre Tesouro Direto, por Humberto Veiga, por apenas R$ 15,00.</a></strong>. Doutor em economia e com experiência prática em investimentos, Beto entra nos detalhes das operações e comenta melhor cada um dos títulos disponíveis;</li>
<li><strong><a title="Clique e conheça" href="http://www.investindonotesouro.com/dnn/" target="_blank">Site &#8220;Investindo no Tesouro</a>&#8220;.</strong> artigos, detalhes de operação, gráficos de rentabilidade, fórum e muito mais;</li>
<li><a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21498983/?franq=247523" target="_blank">Livro <strong>&#8220;Títulos Públicos sem segredos&#8221;</strong> (Ed. Campus &#8211; Coleção Expo Money)</a>. Aborda, em linguagem simples, o que é, como funcionam e aspectos práticos dos títulos públicos.</li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Renda fixa e Bovespa: o que muda com a alta da Selic?</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 14:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[O ciclo de alta nos juros em 2010 faz os investidores pensarem novamente na renda fixa. Vale a pena? Como ficam os investimentos em ações na Bolsa de Valores?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Renda fixa e Bovespa: o que muda com a alta da Selic?" src="http://dinheirama.com/files/2010/05/dinheirama_selic_bolsa_renda_fixa.jpg" alt="Renda fixa e Bovespa: o que muda com a alta da Selic?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Os investidores conservadores que optam por renda fixa estão passando por um período de grande agitação. A recente queda da bolsa acentua a inquietação e está relacionada ao solavanco financeiro causado pela desconfiança na política fiscal de Grécia e Espanha e a tendência de alta nos juros observada na última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária).</p>
<p><strong>Lembrando o passado&#8230;<br />
</strong>Quando ocorreu a estabilização econômica, com o Plano Real, não conseguimos tirar o fardo dos altos juros. Essa cultura fez com que o brasileiro se interessasse e percebesse grande vantagem ao aplicar em renda fixa. Com juros de dois dígitos, aplicações com juros pré e pós-fixados irrigaram e fomentaram toda uma geração de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que não precisam de muito esforço para ter bons resultados.</p>
<p>Com o passar do tempo as coisas foram mudando, principalmente no que tange à Taxa Selic. Mesmo não baixando a nível deveras civilizado, não temos como negar que ela experimentou uma queda considerável a partir do governo Lula. Então começamos a nos deslumbrar com notícias e bastidores, transmitidos por jornais e revistas, de pessoas que alcançaram milhões com a Bolsa de Valores. A renda fixa já não era o melhor investimento, ao menos para quem estava acostumado com grandes rentabilidades.</p>
<p><span id="more-4420"></span><strong>A onda da bolsa de valores<br />
</strong>Pronto! Começada a “festa”, dezenas de investidores resolveram pousar na BM&amp;F Bovespa na base da empolgação, sem preparo e com pouco conhecimento do que significa investir em ações. O que normalmente já seria motivo para preocupação se tornou algo pior: estourou a crise do Subprime e milhares de pessoas que entraram no mercado já altista viram suas ações virarem pó. Com o pânico, realizaram as perdas e amargaram prejuízos.</p>
<p>Também por falta de conhecimento, tais investidores preferiram seguir por um caminho diferente para o futuro. Infelizmente, muitos preferem culpar o mercado &#8211; quem é esse cara? &#8211; pelos maus negócios e não a própria ineficácia em conhecer a dinâmica do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvK2JvbHNhXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">investimento em bolsa<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</p>
<p><strong>A renda fixa e o futuro<br />
</strong>A renda fixa perdera o posto de “garota dos olhos” dos investidores. Para se ter uma idéia, de acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades de Mercado Financeiro e de Capitais), de julho de 2009 a março de 2010 os fundos multimercados acumulavam captação de R$ 34,836 bilhões, enquanto os fundos DI registravam resgate de R$ 352,55 milhões.</p>
<p>Se estivermos diante de um novo ciclo de aumento nos juros, segundo sinaliza o Banco Central, o cenário poderá mudar. Os investidores de renda fixa podem tomar um fôlego adicional, mas de forma ainda comedida. Afinal, olhando para o futuro, e pela própria dinâmica econômica de um país em franco desenvolvimento, o mercado de renda fixa tende a ficar ainda menos atraente. Os juros vão subir, mas tendem a cair novamente. Assim esperamos.</p>
<p>A tão comentada, festejada e polêmica caderneta de poupança também perde um pouco do brilho com o aumento dos juros, afinal com os juros em 8,75%, valor anterior ao da última reunião do COPOM, apenas fundos com taxa de administração inferior a 0,5% eram competitivos. Agora com os juros em 9,50% ao ano, os fundos DI com taxas próximas a 1,5%  empatam com a poupança nos períodos mais curtos (até seis meses, onde o imposto é de 22,5%).</p>
<p>Esse é o cenário de momento. Vale sempre refletirmos sobre onde estamos pisando, tendo sempre uma visão global e analisando a conjuntura financeira, o que acontece nos EUA e na Europa (Espanha e Grécia principalmente). Tais regiões podem sim influenciar sua vida e refletir até nos seus <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Saia da zona de conforto e busque aproveitar as oportunidades, mesmo que lhe dê um pouco mais de trabalho. Afinal, será o seu dinheiro que se multiplicará com seu envolvimento.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investimento era com o gerente e hoje é com você</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/04/12/investimento-era-com-o-gerente-e-hoje-e-com-voce/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 18:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto Veiga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
		<category><![CDATA[investidor]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Investir em educação financeira pode garantir melhores decisões em relação ao seu dinheiro! Conheça dois ebooks, CDB e Tesouro Direto, que podem auxiliá-lo nos investimentos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Investimento era com o gerente e hoje é com você" src="http://dinheirama.com/files/2010/04/dinheirama_ebooks_humberto_veiga.jpg" alt="Investimento era com o gerente e hoje é com você" hspace="2" vspace="2" align="left" />Quando trabalhava no meu primeiro emprego na área financeira, época em que a máxima era <em>“banco é com o gerente!”</em>, numa alusão ao serviço prestado por estes profissionais, ouvia muito a expressão <em>“aplique para mim”.</em> Naqueles idos, dada a pouca difusão de aplicações diferenciadas, não havia muito o que fazer no quesito investimentos. O dinheiro acabava ficando no banco mesmo.</p>
<p>Com o passar do tempo e toda a evolução que vivemos com a utilização da Internet, falar em uma única opção é tolice. Deixar o dinheiro para ser aplicado pela decisão de um terceiro, então, nem se fala. Por outro lado, muitas vezes não queremos entender de tudo o quanto se faz no mercado, mas de alguns <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que, dadas as suas características, acabam tendo muito a ver com o nosso perfil</p>
<p><strong>Educação financeira</strong><br />
Com essa ideia na cabeça criei a série “Aplique para mim”, que possui, por enquanto, dois livros na forma eletrônica (e-book). O <a title="Livro Tesouro Direto (e-book)" href="http://www.betoveiga.com/log/index.php/2010/03/livro-tesouro-direto-e-book/" target="_blank">livro &#8220;Tesouro Direto&#8221;</a> traz as explicações do funcionamento e os detalhes deste sistema de negociação oferecido pelo Tesouro Nacional. Já no <a title="livro CDB" href="http://www.betoveiga.com/log/index.php/2009/10/tudo-sobre-cdb-em-uma-unica-apostila/" target="_blank">livro &#8220;CDB&#8221;</a>, detalho o título, com enfoque na negociação com a instituição financeira.</p>
<p><span id="more-4292"></span>Com  os livros, é possível tomar conhecimento suficiente sobre cada um desses investimentos (você decide e foca a sua informação) com foco e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, dado que não será necessário adquirir obras volumosos e mais abrangentes. Outra  vantagem desses textos é que eles foram escritos de forma independente, o que assegura que o beneficiário dos resultados nas aplicações nesses produtos seja, primordialmente, você.</p>
<p>O primeiro livro, que discute o CDB, explica o que é este título e como ele funciona, inclusive com a diferenciação entre as operações prefixadas e posfixadas, e tem o seu ponto de destaque na negociação com a instituição financeira ofertante. O segundo texto trata do Tesouro Direto, com explicação do seu funcionamento, definição de títulos (de uma forma geral e títulos públicos), discussão sobre os riscos envolvidos na compra destes papéis e exposição da forma de tributação. Ambos podem ser entendidos como manuais indispensáveis, com os pontos essenciais para quem quer operar com o sistema Tesouro Direto ou com CDB.</p>
<p><strong>Economia também no conjunto</strong><br />
Como as duas obras foram escritas para serem entregues separadamente, há uma superposição do conteúdo no que se refere a riscos, diferenciação entre operações pré e pós, características das taxas de juros, dentre outras. Dessa forma, quem quiser adquirir os dois textos tem um desconto especial.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Humberto Veiga</b>.<br>

Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. Autor do livro "O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais", iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989 e ministra palestras e treinamentos aqui e no exterior. Beto mantém um blog onde publica comentários sobre o sistema financeiro e o universo das finanças pessoais: http://www.betoveiga.com<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Responsabilidades do investidor diante dos juros baixos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/07/31/responsabilidades-do-investidor-diante-dos-juros-baixos/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/07/31/responsabilidades-do-investidor-diante-dos-juros-baixos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 14:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
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		<category><![CDATA[fundos]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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		<description><![CDATA[Anderson comenta: “Navarro, não parece que a queda da Selic vai se transformar em benefícios ao tomador de crédito, afinal o spread continua alto. No entanto, parece que os bancos já estão se mexendo para evitar que correntistas e investidores migrem seus recursos para a poupança. E, claro, para que mantenham seus investimentos em produtos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/07/dinheirama_investidor_renda_fixa_selic.jpg" alt="Responsabilidades do investidor diante dos juros baixos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Anderson</strong> comenta: <em>“Navarro, não parece que a queda da Selic vai se transformar em benefícios ao tomador de crédito, afinal o spread continua alto. No entanto, parece que os bancos já estão se mexendo para evitar que correntistas e investidores migrem seus recursos para a poupança. E, claro, para que mantenham seus investimentos em produtos com taxa de administração (ainda que menor). Devemos prestar atenção a este movimento? Parabéns pelo blog. Obrigado”</em>.</p>
<p>As sucessivas quedas dos juros básicos da economia (taxa Selic) e seu atual patamar de um dígito &#8211; nível mais baixo da história &#8211; sugerem que consumidores e empresas terão benefícios importantes ao tomar <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> emprestado. Bom, assim deveria ser. Com a justificativa (plausível, é verdade) de que a inadimplência ainda está em níveis elevados, bancos e instituições financeiras pouco fazem para diminuir o famoso <em>spread</em> &#8211; diferença média entre quanto o banco paga pelo dinheiro e por quanto ele o empresta. Há queda, mas em ritmo muito menor do que o da taxa Selic.</p>
<p>Tomar dinheiro emprestado requer cautela e muita pesquisa, já que cenários econômicos favoráveis tornam a concorrência mais acirrada. Os bancos estatais lidam com a missão declarada de forçar a queda dos juros dos empréstimos e financiamentos, ao mesmo tempo em que tentam se manter lucrativos e bem administrados. A verdade é que reflexos mais incisivos da forte queda dos juros básicos só serão vistos no decorrer do ano ou em anos seguintes, se a tendência se confirmar &#8211; o que é discutível, já que 2010 é um ano de eleição presidencial. Mas como fica a Selic para quem recebe juros e investe?</p>
<p><span id="more-2689"></span><strong>O outro lado da história</strong><br />
Se pouco muda para quem deseja tomar dinheiro emprestado, muito se modifica a questão dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Quem vê na multiplicação de seu capital a porta para realizar seus objetivos e garantir um futuro melhor deve prestar muita atenção às sucessivas quedas da Selic. A popularização dos fundos DI e de renda fixa em geral, decorrente dos altos retornos sem risco e da agressiva estratégia dos bancos, deve ser questionada. Produtos conservadores e que sustentam características do passado hoje podem render muito pouco.</p>
<p>Até então era natural encontrar produtos acessíveis, com aporte inicial exigido relativamente baixo, cujas taxas de administração ficavam entre 2,5% e 4%. Fundos cujos aportes iniciais exigidos eram mais altos ofereciam taxas de administração mais interessantes, da ordem de 2% ou pouco menos. Com a Selic em 8,75% ao ano, produtos com essas características apresentam rendimento líquido menor que o da caderneta de poupança &#8211; cabe lembrar que nos fundos de renda fixa existe incidência de Imposto de Renda semestral (come cotas) e no ato do resgate.</p>
<p><strong>Como garantir a competitividade?</strong><br />
Os bancos e instituições financeiras já começaram a mexer em seus produtos conservadores, mudando principalmente o valor do aporte inicial de produtos cujas taxas de administração são mais baixas. Poucos optaram por diminuir a própria taxa de administração, o que representaria perda imediata de arrecadação para os cofres das instituições, como explica o jornalista <strong>Fabricio Vieira</strong> em reportagem da <a title="jornal Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a> de 20 de julho:</p>
<blockquote><p>“Para analistas consultados, as medidas tomadas foram mais interessantes para os bancos do que se eles simplesmente tivessem baixado as taxas cobradas em todos os fundos. A simples redução das taxas de administração dos fundos significaria perda imediata e global para as instituições. Já as possíveis perdas com os ganhos das taxas decorrentes das alterações tomadas vão ocorrer apenas se os clientes decidirem mudar de aplicação”</p></blockquote>
<p><strong>Investidor, atenção redobrada!</strong><br />
Se você já é cliente de um grande banco e tem seu dinheiro investido em um produto de renda fixa conservador, procure visitar o gerente e discuta a situação atual de seu patrimônio:</p>
<ul>
<li><strong>A taxa de administração do fundo continua a mesma?</strong> Discuta as mudanças econômicas apresentadas neste texto com o objetivo de entender as ações do banco diante da queda da Selic. Procure compreender o que os gestores da instituição estão fazendo para manter as aplicações competitivas;</li>
<li><strong>Há algum produto semelhante, adequado ao seu perfil e que ofereça taxa de administração mais interessante?</strong> Seu produto pode não ter sofrido alteração, mas outro sim. Agora é possível achar um fundo com taxa de administração menor &#8211; e que antes exigia aportes altos &#8211; com novos limites para o investimento inicial. Acesse o site do banco, pesquise os produtos e estabeleça um diálogo capaz de colocar à sua disposição novas oportunidades de investimento;</li>
<li><strong>Será que vale a pena migrar parte do capital ancorado em renda fixa para a caderneta de poupança?</strong> A resposta passa por uma importante avaliação matemática, já que ao resgatar seu capital do fundo de renda fixa você terá que pagar IR. Faça bem as contas, mas não deixe de considerar esta possibilidade;</li>
<li><strong>Você já pensou na possibilidade de investir com mais arrojo?</strong> Pode ser hora de definir objetivos e metas de longo prazo e encarar os riscos da renda variável (<a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado em ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, por exemplo). Sempre lembrando de não colocar ali capital destinado para acontecimentos de curto prazo e manter ativos uma reserva de emergência e investimentos conservadores, menos arriscados.</li>
</ul>
<p><strong>Mauro Calil</strong>, professor e educador financeiro, deu excelente contribuição para a matéria <a title="Leia a matéria na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u597429.shtml" target="_blank">“Bancos se mexem para evitar fuga de fundo”</a>, publicada pela <a title="jornal Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a> no dia 20 de julho:</p>
<blockquote><p>“Os bancos têm buscado um caminho indireto para reduzir as taxas. O cliente atento, que mudar de aplicação aproveitando as medidas que os bancos têm tomado, conseguirá pagar uma taxa de administração menor para o mesmo montante que tem para aplicar. É normal no mercado que os fundos que exigem maiores aportes dos clientes cobrem taxas menores”</p></blockquote>
<p>Portanto, caro <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, a ordem do dia é: pesquise os produtos oferecidos pela instituição onde mantém seu dinheiro aplicado e considere migrar seus recursos. A avaliação constante dos investimentos e do planejamento financeiro é parte da rotina de quem quer tirar o máximo de seu capital. Bons negócios!</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Conrado Navarro</strong>, educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção (Economia e Finanças) pela <a title="Conheça a UNIFEI" href="http://www.unifei.edu.br" target="_blank">UNIFEI</a>. Sócio-fundador do <em>Dinheirama</em>, autor do livro <a title="Compre o livro do Navarro!" href="http://www.novatec.com.br/livros/vamosfalardinheiro/" target="_blank">&#8220;Vamos falar de dinheiro?&#8221;</a> (Novatec),  Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.</p>
<ul>
<li><a title="Quem é Conrado Navarro?" href="http://dinheirama.com/blog/sobre">Quem é Conrado Navarro?</a></li>
<li><a title="Leia todos os artigos do Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/author/navarro/">Leia todos os artigos do Navarro</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Como aplicar diretamente em renda fixa</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 22:09:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 7 de janeiro de 2002, o Tesouro Nacional, em conjunto com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), implementou o Programa Tesouro Direto, que possibilita a aquisição de títulos públicos (ativos mais seguros de nossa economia) por parte das pessoas físicas pela Internet. O Tesouro Direto oferece a compra de títulos da dívida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dinheirama_investimento_renda_fixa.jpg" alt="Como aplicar diretamente em renda fixa" hspace="2" vspace="2" align="left" />Em 7 de janeiro de 2002, o Tesouro Nacional, em conjunto com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), implementou o Programa Tesouro Direto, que possibilita a aquisição de títulos públicos (ativos mais seguros de nossa economia) por parte das pessoas físicas pela Internet. O Tesouro Direto oferece a compra de títulos da dívida pública a qualquer momento diretamente pela Internet, a partir de aproximadamente R$ 100,00, com liquidez garantida pelo Tesouro Nacional – em leilões semanais, às quartas-feiras, pelos preços de mercado.</p>
<p>Antes de surgir a possibilidade de venda de títulos via Internet, os compradores dos títulos públicos restringiam-se a bancos, corretoras, distribuidoras e outras instituições financeiras registradas no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), com volume mínimo de compra de aproximadamente R$ 50.000,00. As pessoas físicas compravam títulos apenas indiretamente, por meio de fundos de renda fixa &#8211; cujas carteiras são compostas em grande parte por títulos públicos.</p>
<p>Os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que desejam adquirir títulos públicos no Tesouro Direto devem se cadastrar em algum dos agentes de custódia habilitados, conforme lista disponível no site <a title="Conheça melhor o Tesouro Direto" href="http://www.tesourodireto.gov.br" target="_blank"><strong>www.tesourodireto.gov.br</strong></a>, e aguardar o recebimento de senha para realizar as negociações diretamente na Internet, sem a necessidade de intermediação. Aproveite para navegar no ótimo site indicado, que oferece muitas explicações, simuladores e exemplos.</p>
<p><span id="more-2473"></span>A taxa de custódia cobrada pela CBLC é de 0,4% ao ano e a taxa de corretagem cobrada pelas corretoras está, na média, em 0,5%. O valor pode variar entre 0% e 4,0% (lembre-se que taxas maiores que 1% tornam a alternativa pouco atraente). Com taxa de corretagem baixa é vantajoso ao pequeno investidor optar pelo Tesouro Direto em detrimento de um fundo de renda fixa. Aliás, se você quer ver um comparativo das taxas cobradas, acesse o <a title="Ranking - Taxas de Corretagem - Tesouro Direto" href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/download/ranking/ranking_taxas.pdf" target="_blank">ranking das taxas cobradas pelos agentes</a>.</p>
<p><strong>Títulos públicos negociados pela Internet</strong></p>
<ul>
<li><strong>LTN – Letra do Tesouro Nacional:</strong> título com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra. Forma de pagamento: no vencimento;</li>
<li><strong>LFT – Letra Financeira do Tesouro:</strong> título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa média das operações diárias com títulos públicos registrados no sistema Selic, ou, simplesmente, taxa Selic). Forma de pagamento: no vencimento;</li>
<li><strong>NTN-B – Nota do Tesouro Nacional – série B:</strong> título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal);</li>
<li><strong>NTN-B Principal:</strong> título com a rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de pagamento: no vencimento;</li>
<li><strong>NTN-C – Nota do Tesouro Nacional – série C: </strong>título com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal); e</li>
<li><strong>NTN-F – Nota do Tesouro Nacional – série F:</strong> título com rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).</li>
</ul>
<p><strong>Títulos pré-fixados ou títulos pós-fixados?</strong><br />
 <strong>Pré-fixados:</strong> aplicação onde, antes mesmo de se aplicar o capital, o investidor sabe o quanto seu <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> irá render após certo período. Nos pré-fixados, como as LTN e as NTN-F, a não ser que você mantenha os títulos até o vencimento, corre um risco maior de perda, pois o preço destes títulos cai com o aumento da inflação ou das taxas de juros.</p>
<p>Deste modo, para quem não está disposto a correr esse tipo de risco, vale a pena investir somente parte de seus recursos nestes papéis. A vantagem é vista em cenários de baixa inflação e tendência de baixa dos juros.</p>
<p><strong>Pós-fixados:</strong> aplicação onde a rentabilidade varia de acordo com a taxa de juros vigente, mas também de algum índice de inflação (se houver). Entre os pós-fixados, as opções, considerando somente os títulos públicos, podem ser os corrigidos pela inflação, como as NTN-B (utilizam o IPCA como referência) e NTN-C (utilizam o IGP-M como referência).</p>
<p><strong>E os títulos privados?</strong><br />
<strong>CDB (Certificado de Depósito Bancário):</strong> são títulos nominativos emitidos pelos bancos e vendidos ao público como forma de captação de recursos – são também divididos em pré-fixado e pós-fixado. Ao comprar um CDB pré-fixado, o cliente já sabe quanto vai receber no vencimento do título, pois a taxa de remuneração é definida no ato da compra.</p>
<p>Já no CDB pós-fixado, a remuneração do título é composta por um índice de correção de mercado, que pode ser a TR ou o IGP-M, entre outros, mais uma taxa de juros combinada no ato da compra. Com isso, esse índice de correção de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> deverá ser acompanhado e comparado com os demais.</p>
<p>O investidor tem o direito de garantia de seus créditos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O valor máximo garantido, por instituição, é de R$ 60.000,00 por depositante ou aplicador, independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação.</p>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Leandro Martins</strong> é economista com MBA em finanças pela USP e FIPE e com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site <a title="Visite o site &quot;Seu Consultor Financeiro&quot;" href="http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br" target="_blank">www.seuconsultorfinanceiro.com.br</a> e autor do livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21441967/?franq=247523" target="_blank">“Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro”</a> (Editora Atlas).</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Leandro Martins</b>.<br>

Economista com MBA em finanças pela USP e FIPE e com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro” (Editora Atlas).<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investidores de olho na Selic: poupança ganha adeptos!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/06/18/investidores-de-olho-na-selic-poupanca-ganha-adeptos/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 15:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poupança]]></category>
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		<description><![CDATA[Virgílio comenta: “Navarro, a taxa Selic finalmente entrou na casa de um dígito: 9,25% ao ano depois do último corte do Copom. Certo, eu sei que a rentabilidade da renda fixa (títulos públicos e privados) vai cair e começo a pensar seriamente em migrar para a caderneta de poupança. Afinal, esta é uma decisão inteligente? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dinheirama_investidor_selic_poupanca.jpg" alt="Investidores de olho na Selic: poupança ganha adeptos!" hspace="2" vspace="2" align="left" />Virgílio</strong> comenta: <em>“Navarro, a taxa Selic finalmente entrou na casa de um dígito: 9,25% ao ano depois do último corte do Copom. Certo, eu sei que a rentabilidade da renda fixa (títulos públicos e privados) vai cair e começo a pensar seriamente em migrar para a caderneta de poupança. Afinal, esta é uma decisão inteligente? A competitividade da poupança merece nossa atenção? Como ficam os fundos conservadores de renda fixa e os CDBs?”</em></p>
<p>Os juros básicos de um dígito são motivo de muita comemoração, mas também atenção por parte do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Sua queda representa, ao menos em tese, queda também no custo do dinheiro. A oferta de crédito mais barato se acentua e novos investimentos produtivos mais competitivos passam a ser feitos por empresários e empresas. A economia se aquece, gera mais empregos, o consumo é afetado e o crescimento tende a aparecer com mais vigor.</p>
<p>Na outra ponta estão as aplicações financeiras balizadas pela taxa básica de juros, que obviamente sentirão efeitos em suas rentabilidades. Caso típico da renda fixa, que vê sua rentabilidade minguar e reaquece uma importante constatação do investidor: países com economia competitiva e em forte crescimento confirmam a necessidade de se aumentar a exposição ao risco para sustentar ganhos diferenciados. Em outras palavras, dinheiro fácil e sem risco fica cada vez mais difícil.</p>
<p><span id="more-2467"></span><strong>Renda fixa versus poupança</strong><br />
 Com a Selic neste novo patamar, só fundos de renda fixa que cobram no varejo taxa de administração inferior a 1,25% têm rendimento líquido maior que da caderneta de poupança, não interessa o cenário de tributação utilizado (que varia de 22,5% a 15% para as aplicações). A simulação, realizada a pedido do jornal <a title="Acesse a Folha de S. Paulo na Internet" href="http://www.folha.com.br" target="_blank"><strong>Folha de S. Paulo</strong></a>, foi realizada pela Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras). É possível concluir, entre outras coisas, que:</p>
<ul>
<li>Fundos DI com taxa de administração de 1,25% tinham rendimento líquido de 6,8% ao ano, considerando uma alíquota de IR de 15% (saques acima de dois anos);</li>
<li>Fundos DI com taxa de administração de 1,25% tinham rendimento líquido de 6,2% ao ano quando considerada a alíquota de 22,5% (saques em menos de seis meses);</li>
<li>A caderneta de poupança, com base no dia 8 deste mês, rendeu 6,95% nos últimos 12 meses.</li>
</ul>
<p>A conclusão é óbvia: produtos DI ou de renda fixa cujas taxas de administração são maiores que 1,5% têm rendimento líquido menor que o da poupança, independentemente do tempo da aplicação. Ainda é muito difícil encontrar fundos com taxas de administração próximas de 1,5% &#8211; normalmente este valor só é oferecido para investidores de grandes somas (mais de R$ 50 mil). <strong>Marcia Dessen</strong>, consultora do <a title="Conheça o BankRisk" href="http://www.bankrisk.com.br/" target="_blank">BankRisk</a> consultada pela Folha, afirma que:</p>
<blockquote><p>
“Para o investidor com menos de R$ 50 mil, a poupança ficou imbatível. A única ressalva em favor dos fundos é que a poupança não tem liquidez diária. Se o poupador retira um dia antes do aniversário, perde o rendimento inteiro de um mês. Para o aplicador que não precisa de liquidez diária, a poupança é a melhor opção”.</p></blockquote>
<p>Cabe lembrar que quase tudo é negociável quando se trata do relacionamento entre instituições financeiras e consumidores. Portanto, agora que você observa seu extrato de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em um fundo de renda fixa e percebe que a rentabilidade caiu, mas a taxa de administração não se alterou, é hora de correr até o gerente e negociar com firmeza. Alguns bancos já baixaram o valor inicial de alguns produtos e também sua taxa de administração.</p>
<p>No caso do CDB, o importante continua sendo negociar muito bem a taxa de retorno em relação ao CDI/Selic. Gosto muito do exemplo dado pelo amigo e doutor em economia <strong>Humberto Veiga</strong>, que no seu artigo <a title="Leia o artigo de Beto Veiga" href="http://www.betoveiga.com/log/index.php/2009/06/reproduzindo-em-funcao-da-baixa-da-selic/" target="_blank">“Cuidados com as taxas baixas – CDB-DI, Fundos ou Tesouro Direto”</a> diz que:</p>
<blockquote><p>“Todo cuidado é pouco, também quando vamos aplicar em CDB-DI, porque o banco pode oferecer uma taxa bem baixinha para você. Não aceite nada menos do que 97% se o seu dinheiro for passar mais de três meses aplicados e se você tiver pelo menos uns R$ 5.000,00 para aplicar.</p>
<p>Para comparar com o CDB, veja qual o percentual do DI que o banco irá lhe pagar. Se ele oferecer 98%, por exemplo, significa que, dos 9,25% ele lhe pagará 9,25 x 0,98 = 9,07% brutos, o que é melhor do que aplicar em um fundo com 1% de taxa de administração e um título do TD atrelado à Selic (LFT) que tenha uma taxa de custódia de 0,6%, acrescida de uma taxa da CBLC de 0,4%, totalizando 1%.”</p></blockquote>
<p><strong>A situação vai continuar assim?</strong><br />
Ontem recebi uma notícia que mostra bem o que pode continuar acontecendo: o volume aplicado na caderneta de poupança, nos sete primeiros dias úteis de junho, já supera o de todo o mês de maio. Foram captados R$ 2,018 bilhões nestes 7 dias, enquanto os fundos DI perderam R$ 2,284 bilhões. Os dados são da Anbid (Associação dos bancos de investimento). Ora, não há como negar que o impacto nos números está ligado ao contínuo e forte movimento de queda na Selic.</p>
<p>Como já alertou o investidor <strong>Felipe Russo</strong>, em artigo intitulado <a title="E a poupança em época de juros baixos?" href="http://dinheirama.com/blog/2009/06/12/e-a-poupanca-em-epoca-de-juros-baixos/">“E a poupança em época de juros baixos?”</a>, manter uma alternativa de investimento com rendimento garantido por lei de 6% a.a. mais TR, sem IR e taxas, pode ser perigoso. No entanto, o leitor deve se lembrar que estamos em véspera de eleição. Logo, fica claro que objetivos políticos estão deixando de lado a discussão em torno da realidade dos investimentos conservadores.</p>
<p>Você, investidor bem informado, esta diante de uma oportunidade de rever suas aplicações financeiras e bater um papo com o gestor de seus investimentos. Discuta as taxas cobradas, a rentabilidade e as alternativas disponíveis. Um pouco de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWF0ZW0lRTF0aWNhK2ZpbmFuY2VpcmFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-76">matemática financeira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, alguma dose de boa vontade, certa dose de risco e bom senso podem transformar suas finanças. Hoje, mais do que nunca. Bons investimentos!</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Conrado Navarro</strong>, educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção, Economia e Finanças pela <a title="Conheça a UNIFEI" href="http://www.unifei.edu.br" target="_blank">UNIFEI</a>. Sócio-fundador do <em>Dinheirama</em>, autor do livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21559863?franq=247523" target="_blank">&#8220;Vamos falar de dinheiro?&#8221;</a> (Novatec),  Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.</p>
<ul>
<li><a title="Quem é Conrado Navarro?" href="http://dinheirama.com/blog/sobre">Quem é Conrado Navarro?</a></li>
<li><a title="Leia todos os artigos do Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/author/navarro/">Leia todos os artigos do Navarro</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Governo bate o martelo nas mudanças da poupança</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/05/13/governo-bate-o-martelo-nas-mudancas-da-poupanca/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/05/13/governo-bate-o-martelo-nas-mudancas-da-poupanca/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 May 2009 02:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poupança]]></category>
		<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
		<category><![CDATA[CDB]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
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		<description><![CDATA[Você pode estar pensando: “De novo falar da poupança?”. O assunto é importante, tem preocupado os leitores e a solução agora é oficial. O governo divulgou as alterações que serão feitas na caderneta de poupança. Tecnicamente, as alterações terão pouco impacto na economia, pois abrangem um contingente muito pequeno de investidores, ficando muito mais nítido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/dinheirama_poupanca_governo_real.jpg" alt="Governo bate o martelo nas mudanças da poupança" hspace="2" vspace="2" align="left" />Você pode estar pensando: <em>“De novo falar da poupança?”</em>. O assunto é importante, tem preocupado os leitores e a solução agora é oficial. O governo divulgou as alterações que serão feitas na caderneta de poupança. Tecnicamente, as alterações terão pouco impacto na <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, pois abrangem um contingente muito pequeno de investidores, ficando muito mais nítido que o assunto foi politizado e o país perdeu uma grande oportunidade de avançar mais em um assunto tão importante.</p>
<p>Felizmente, aqui no <em>Dinheirama</em> o tema foi muito bem discutido, sendo até pauta do programa Futura Dinheiro &#8211; realizado pela rádio <a title="Ouça a Futura FM pela Internet" href="http://www.futurafm.com.br" target="_blank">Futura FM 106,9</a> e que conta semanalmente com a presença do <strong>Navarro</strong> falando sobre economia, finanças pessoais e educação financeira. Seu último artigo, <a title="A poupança e os hábitos financeiros dos brasileiros" href="http://dinheirama.com/blog/2009/05/12/a-poupanca-e-os-habitos-financeiros-do-brasileiro/">“A poupança e os hábitos financeiros do brasileiro”</a> traz uma das edições que já tratou da caderneta e das voltas que o assunto deu.</p>
<p><strong>Caderneta de poupança com Imposto de Renda</strong><br />
 O que interessa é frisar a informação anunciada hoje de que as cadernetas de poupança com saldo acima de R$ 50 mil vão passar a pagar Imposto de Renda a partir de 2010. O imposto só será cobrado se a taxa básica de juros (Selic) cair abaixo de 10,5%. Lembrando que hoje a taxa está em 10,25% ao ano e a tendência apontada pelo mercado é de que até o final do ano ela esteja entre 9,5%  e 8,5%.</p>
<p><span id="more-2313"></span>A proposta do governo é taxar quem mantiver mais de R$ 50 mil em poupança de acordo com a variação da Taxa Selic. O quadro abaixo mostra uma tabela progressiva e auxiliará o entendimento da nova medida:</p>
<p><img style="float: none" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/dinheirama_tabela_poupanca_selic.jpg" alt="Tabela base Selic X Poupança" /></p>
<p><strong>Exemplo:</strong> imagine que o investidor tenha uma aplicação R$ 60 mil na poupança e que a taxa Selic esteja fixada em 9% ao ano. Diante dos critérios estabelecidos pela nova regra, esse <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> terá de recolher 30% de Imposto de Renda sobre os rendimentos da diferença do aplicado para os R$ 50 mil do teto. Ou seja, neste exemplo existiria cobrança de IR sobre os ganhos de R$ 10 mil no período. De acordo com as palavras do ministro da Economia, <strong>Guido Mantega</strong>, o acerto com o Leão será feito no momento da entrega da Declaração de Ajuste Anual.</p>
<p>Se a poupança for a única renda (rentabilidade a partir do investimento) da pessoa, haverá isenção de imposto até R$ 850 mil. Para esses casos, o IR só será cobrado acima desse valor. Mesmo assim, o imposto ainda será menor que o de outras aplicações.</p>
<p><strong>Governo também reduzirá Imposto de Renda cobrado em fundos de investimento</strong><br />
Ainda no campo das notícias importantes, o governo também anunciou que reduzirá o IR cobrado dos fundos de investimento. É uma medida que visa complementar a taxação da caderneta de poupança de forma que os investidores possam ver os fundos e a gestão especializada como opções ainda interessantes frente aos rendimentos da caderneta.</p>
<p>A conta do governo mostra que se a taxa básica de juros (Selic) cair de 10,25% ao ano para 9,25% ao ano, o IR sobre os fundos terá de cair 7,5 pontos percentuais, passando de uma alíquota máxima de 22,5% para 15%. <em>“A redução [da alíquota] será graduada, de acordo com a queda da Selic”</em>, disse hoje o ministro Mantega.</p>
<p>A mesma redução de IR concedida aos fundos será estendida para as aplicações com renda fixa, o que inclui também os chamados Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e o agora combalido Tesouro Direto. De uma forma técnica, a medida provisória que será publicada em breve trata a renuncia fiscal como um desconto. Isso permite uma maior facilidade ao governo caso a tendência de baixa na Selic se reverta. E, claro, não assusta o pequeno poupador (eleitor) às vésperas da eleição.</p>
<p><strong>Resumo da ópera</strong><br />
Fica a sensação de que poderíamos ter avançado mais. Para um país com uma economia estável, em desenvolvimento, ter uma aplicação nos moldes de caderneta de poupança (com rendimento garantido de 6% ao ano mínimo garantido) não parece ser muito inteligente. Veja, estou falando como alguém que pensa no futuro da nação – não encarem como crítica pessoal à caderneta de poupança ou ao ato de poupar.</p>
<p>É bem verdade que a elevada carga tributária e as altas taxas de administração dos bancos são grandes obstáculos aos pequenos investidores. Justamente por isso, apenas 1% ou menos dos poupadores da caderneta serão atingidos pelas mudanças oficializadas hoje. A verdade nua e crua é que o brasileiro ainda poupa pouco e para grande maioria das pessoas falar em fundos de investimento soa como hipocrisia.</p>
<p>Nosso grande desafio é criar uma <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29jaWVkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">sociedade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que ao final do mês consiga ver a conta no azul, totalmente diferente dos atuais valores “emprestados” do cheque especial, cujos juros andam em percentuais absurdos – e para os quais o governo parece não ligar. Pra frente Brasil, porque atrás vem gente. Pra frente poupador, porque o futuro chega rápido demais.</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Ricardo Pereira </strong>é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.</p>
<p>▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
▪ <a title="Acesse todos os artigos escritos por Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/author/ricardo%20pereira">Leia todos os artigos escritos por Ricardo</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>CDB especial (garantido) mira investidores estrangeiros</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/04/11/cdb-especial-garantido-mira-investidores-estrangeiros/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 13:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto Veiga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[O Conselho Monetário Nacional (CMN), que é o órgão encarregado de regular o sistema financeiro brasileiro e é formado pelos ministro da Fazenda, do Planejamento e do Banco Central (o presidente do BC também é ministro), editou a Resolução 3.692, em 26/03/2009. Em resumo, o que a norma faz é dar um aumento de garantia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2181" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/dinheirama_cdb_garantido_investidor.jpg" alt="CDB especial (garantido) mira investidores estrangeiros" hspace="2" vspace="2" align="left" />O Conselho Monetário Nacional (CMN), que é o órgão encarregado de regular o sistema financeiro brasileiro e é formado pelos ministro da Fazenda, do Planejamento e do Banco Central (o presidente do BC também é ministro), editou a <a title="Veja detalhes da resolução" href="https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?N=109023546&amp;method=detalharNormativo" target="_blank"><strong>Resolução 3.692</strong></a>, em 26/03/2009. Em resumo, o que a norma faz é dar um aumento de garantia para determinados Certificados de Depósitos Bancários (CDB) especiais. A medida, entretanto, traz vantagens e riscos.</p>
<p>Vou entrar no detalhe para dizer que, se o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> contratar um CDB especial desses, terá cobertura (seguro) contra a quebra do banco de até R$ 20 milhões de reais. De uma certa maneira, esta medida destina-se a atender todos os bancos, não apenas os pequenos e médios. Com certeza, o estabelecimento de um limite, quando comparado com a necessidade dos bancos pequenos e médios, é proporcionalmente superior à demanda dos bancos grandes, mas 5 bilhões de reais são 5 bilhões de reais.</p>
<p>Uma vantagem desta garantia adicional é igualar as condições já existentes em outros países, nas quais o seguro de depósitos foi estendido, sem limites, a todos os depositantes. Nos Estados Unidos, os depósitos à vista receberam garantia ilimitada, assim como os CDB emitidos após uma determinada data também tiveram garantia adicional.</p>
<p><span id="more-2179"></span>Por conta disso, a medida coloca o Brasil em igualdade de condições com os concorrentes pelo <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2VyYmFzaV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Traduzindo: se está faltando dinheiro no mundo e alguém dá uma garantia “irrestrita” para todos os depósitos, o pouco dinheiro disponível vai para lá. Assim, a medida mantém a “competitividade” dos bancos nacionais (sejam pequenos ou grandes) com seus pares estrangeiros.</p>
<p>Acrescida da taxa de juros “módica” praticada no país, a medida poderá atrair mais recursos para os bancos estabelecidos aqui. Vamos para a questão dos riscos. O patrimônio do <a title="Fundo Garantidor de Crédito - dinheiro nosso - Beto Veiga" href="http://www.betoveiga.com/log/index.php/2008/12/fgc-dinheiro-publico-nao-tem-dono/" target="_blank"><strong>FGC</strong></a>, que fechou 2007 em pouco mais de R$ 14 bilhões de reais, deve estar por volta de uns R$ 17 a 18 bilhões. Dessa forma, o estabelecimento de uma garantia de até R$ 5 bilhões por banco, adicional àquela que o fundo já está sujeito, pode sim, representar um risco elevado.</p>
<p>Contudo, não é este o problema, mas uma coisa chamada garantia implícita. A medida, como veio do governo, demonstra que este último está, implicitamente, “garantindo” o Fundo Garantidor de Créditos, o que não deixa de ser uma verdade.</p>
<p>A outra questão é o <a title="Mais sobre o risco moral - Beto Veiga" href="http://www.betoveiga.com/log/index.php/2008/03/o-que-risco-moral-ou-moral-hazard/" target="_blank">risco moral (<em>moral hazard</em>)</a>. Quando você dá uma garantia, independentemente da administração do banco, o depositante simplesmente ignora este fator e vai aplicar na instituição que pagar mais &#8211; e ponto. Isso faz com que os administradores de bancos menos competentes recebam recursos dos depositantes em valor maior do que aqueles que receberiam na falta da garantia.</p>
<p>O resultado é que esses agentes pouco competentes podem fazer ainda mais “barbeiragens” com o dinheiro alheio, causando prejuízos maiores na hora que quebrarem. Pior ainda: se o FGC não tiver dinheiro, quem vai pagar a conta somos nós. Dado que governar é isso mesmo, vamos torcer para que dê certo e que o volume de recursos disponíveis para o setor financeiro aumente.</p>
<p>Como a justificativa “oficial” para a medida surgiu a expectativa de redução do <em>spread</em> bancário – que, acredito, vai depender de uma série de acontecimentos: o primeiro é a entrada de recursos no <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> brasileiro; o segundo é que a demanda por crédito diminua; e o terceiro, que haja redução na inadimplência. Não sendo assim, o nosso velho e conhecido spread elevado continuará onde se encontra – o que é ruim, muito ruim.</p>
<p>&#8212;&#8212;-<br />
<strong>Humberto Veiga</strong> é doutor em economia pela Universidade de Brasília. Autor do livro <a title="Conheça o livro de Humberto Veiga" href="http://www.betoveiga.com/betoveiga/livro/" target="_blank">&#8220;O que as mulheres querem saber sobre Finanças Pessoais&#8221;</a>, iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989 e ministra palestras e treinamentos aqui e no exterior. Beto mantém um blog onde publica comentários sobre o sistema financeiro e o universo das finanças pessoais: <a title="Blog do Beto Veiga" href="http://www.betoveiga.com/" target="_blank">http://www.betoveiga.com/</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Humberto Veiga</b>.<br>

Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. Autor do livro "O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais", iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989 e ministra palestras e treinamentos aqui e no exterior. Beto mantém um blog onde publica comentários sobre o sistema financeiro e o universo das finanças pessoais: http://www.betoveiga.com<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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